Insights|14 jul, 2026|

Cannes Insights 2026: criatividade retoma protagonismo e creators ganham poder

GoAd

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O Festival de Cannes não é apenas o lugar onde a criatividade é premiada. Cada vez mais, ele se consolida como o ambiente em que a criatividade é debatida, testada, negociada e transformada em negócios.

A constatação está no material Cannes Insights 2026, projeto desenvolvido a partir da curadoria da GoAd, com oferecimento do UOL e apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Redistribuição de poder na indústria criativa

Composto por entrevistas com jurados, agências e marcas premiadas, além do social listening aplicado ao Festival, o relatório destaca a redistribuição de poder na indústria criativa.

De acordo com a curadoria, essa mudança tem, pelo menos, quatro dimensões. Uma delas é o poder econômico, em que agências, plataformas, creators e marcas competem por um papel mais estratégico na cadeia de receita enquanto cresce a pressão para demonstrar impacto em negócios, marca e vantagem competitiva.

A segunda dimensão é a do poder cultural. Aqui, a influência se desloca das instituições para as pessoas, com creators como protagonistas na construção de repertório, conversas e comportamento. Ganha mais poder quem consegue mobilizar comunidades.

O poder tecnológico é a terceira dimensão. Agora, quem experimenta, aprende e incorpora novas ferramentas com maior velocidade é favorecido pela tecnologia.

A quarta dimensão é a do poder institucional. O relatório destaca que o festival expôs um contraste simbólico. Enquanto agências e algumas marcas ainda ocupam o Palais, boa parte das transformações mais relevantes é discutida do lado de fora.

Criatividade retoma seu protagonismo

Entre as principais mensagens que ecoaram dos palcos do festival, o relatório destaca que a IA já não ocupa o centro da narrativa, como aconteceu nos dois anos anteriores. Agora, a tecnologia faz parte da rotina dos negócios – e a criatividade volta a ser o principal ativo estratégico das organizações.

Nas suas falas, os executivos da OpenAI, do Google DeepMind, do Publicis Groupe e da Dentsu concentraram a discussão na aplicação prática da IA e não mais no seu potencial. Lideranças de empresas como Procter & Gamble, Unilever, AB InBev, OpenAI e Google DeepMind reforçaram que algoritmos ampliam velocidade, produtividade e escala, mas não substituem repertório, julgamento e sensibilidade cultural.

Na síntese da curadoria, a criatividade continua sendo um atributo essencialmente humano e a tecnologia gera valor exatamente quando amplia capacidades humanas, e não quando tenta substituí-las.

Creators constroem comunidades e influenciam comportamentos

A discussão em torno da relevância dos creators também se fortaleceu no Festival de Cannes 2026. Os criadores não são mais vistos como um formato de mídia. Eles se tornaram uma infraestrutura de influência apoiada pelo tripé audiência, relacionamento e confiança. Com isso, o eixo de comunicação se desloca dos intermediários tradicionais para indivíduos capazes de construir comunidades próprias e influenciar comportamentos de forma contínua.

Mais rigor nos critérios de avaliação

Depois da turbulenta edição de 2025, que envolveu a manipulação de informações em videocases, com o Brasil no centro dos principais episódios, o Cannes Lions reviu seus critérios de avaliação e passou a exigir termos de corresponsabilidade assinados por agências e anunciantes, entre outras medidas.

O resultado foi uma edição com menos Leões, maior rigor e mais foco na autenticidade dos cases. Nesta edição, foram entregues 640 Leões (22,5% menos do que os 826 Leões de 2025). Entre os Leões brasileiros, o número caiu de 95 para 62.

Impacto contínuo e temas sociais

A partir da análise dos principais Grand Prix e Leões concedidos nas 31 categorias da premiação e de entrevistas com presidentes de júris, a curadoria destaca que grandes campanhas dividiram espaço com soluções concebidas para gerar impacto contínuo.

Nesta edição, foram premiados projetos que viabilizaram negócios, relacionamento e transformação social. É o caso do case Haven, da Leo Australia, vencedor do Grand Prix de Titanium, em que a seguradora australiana Suncorp disponibilizou dados gratuitamente para cidadãos protegerem suas casas de desastres naturais.

É também a lógica de Faroe Islands Space Program, da Nord para a SKF, Grand Prix em B2B, que transforma comunicação em uma solução concreta para geração de energia renovável por meio das marés.

O relatório também enfatiza que temas sociais ganharam uma nova abordagem na edição de 2026. Agora, a transformação prática vale mais que o discurso.

Alguns exemplos são o Nigrum Corpus, da Artplan para a Idomed e o Instituto Yduqs, Grand Prix de Glass, que propõe mudanças na formação médica para combater o racismo, e a AXA, vencedora do Grand Prix de Creative Effectiveness com Three Words, que incluiu a violência doméstica entre as situações cobertas pela cláusula de realocação emergencial de seus contratos de seguro residencial.

No Brasil, Clean My Name, da Droga5 para o CIF, mostrou como uma marca pode transformar seu propósito em serviço, ao oferecer a consumidores endividados a oportunidade de limpar também o nome no Serasa.

O material completo, com todo o detalhamento dos Leões do Festival, você pode baixar aqui.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Insights|14 jul, 2026|

Cannes Insights 2026: criatividade retoma protagonismo e creators ganham poder

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O Festival de Cannes não é apenas o lugar onde a criatividade é premiada. Cada vez mais, ele se consolida como o ambiente em que a criatividade é debatida, testada, negociada e transformada em negócios.

A constatação está no material Cannes Insights 2026, projeto desenvolvido a partir da curadoria da GoAd, com oferecimento do UOL e apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Redistribuição de poder na indústria criativa

Composto por entrevistas com jurados, agências e marcas premiadas, além do social listening aplicado ao Festival, o relatório destaca a redistribuição de poder na indústria criativa.

De acordo com a curadoria, essa mudança tem, pelo menos, quatro dimensões. Uma delas é o poder econômico, em que agências, plataformas, creators e marcas competem por um papel mais estratégico na cadeia de receita enquanto cresce a pressão para demonstrar impacto em negócios, marca e vantagem competitiva.

A segunda dimensão é a do poder cultural. Aqui, a influência se desloca das instituições para as pessoas, com creators como protagonistas na construção de repertório, conversas e comportamento. Ganha mais poder quem consegue mobilizar comunidades.

O poder tecnológico é a terceira dimensão. Agora, quem experimenta, aprende e incorpora novas ferramentas com maior velocidade é favorecido pela tecnologia.

A quarta dimensão é a do poder institucional. O relatório destaca que o festival expôs um contraste simbólico. Enquanto agências e algumas marcas ainda ocupam o Palais, boa parte das transformações mais relevantes é discutida do lado de fora.

Criatividade retoma seu protagonismo

Entre as principais mensagens que ecoaram dos palcos do festival, o relatório destaca que a IA já não ocupa o centro da narrativa, como aconteceu nos dois anos anteriores. Agora, a tecnologia faz parte da rotina dos negócios – e a criatividade volta a ser o principal ativo estratégico das organizações.

Nas suas falas, os executivos da OpenAI, do Google DeepMind, do Publicis Groupe e da Dentsu concentraram a discussão na aplicação prática da IA e não mais no seu potencial. Lideranças de empresas como Procter & Gamble, Unilever, AB InBev, OpenAI e Google DeepMind reforçaram que algoritmos ampliam velocidade, produtividade e escala, mas não substituem repertório, julgamento e sensibilidade cultural.

Na síntese da curadoria, a criatividade continua sendo um atributo essencialmente humano e a tecnologia gera valor exatamente quando amplia capacidades humanas, e não quando tenta substituí-las.

Creators constroem comunidades e influenciam comportamentos

A discussão em torno da relevância dos creators também se fortaleceu no Festival de Cannes 2026. Os criadores não são mais vistos como um formato de mídia. Eles se tornaram uma infraestrutura de influência apoiada pelo tripé audiência, relacionamento e confiança. Com isso, o eixo de comunicação se desloca dos intermediários tradicionais para indivíduos capazes de construir comunidades próprias e influenciar comportamentos de forma contínua.

Mais rigor nos critérios de avaliação

Depois da turbulenta edição de 2025, que envolveu a manipulação de informações em videocases, com o Brasil no centro dos principais episódios, o Cannes Lions reviu seus critérios de avaliação e passou a exigir termos de corresponsabilidade assinados por agências e anunciantes, entre outras medidas.

O resultado foi uma edição com menos Leões, maior rigor e mais foco na autenticidade dos cases. Nesta edição, foram entregues 640 Leões (22,5% menos do que os 826 Leões de 2025). Entre os Leões brasileiros, o número caiu de 95 para 62.

Impacto contínuo e temas sociais

A partir da análise dos principais Grand Prix e Leões concedidos nas 31 categorias da premiação e de entrevistas com presidentes de júris, a curadoria destaca que grandes campanhas dividiram espaço com soluções concebidas para gerar impacto contínuo.

Nesta edição, foram premiados projetos que viabilizaram negócios, relacionamento e transformação social. É o caso do case Haven, da Leo Australia, vencedor do Grand Prix de Titanium, em que a seguradora australiana Suncorp disponibilizou dados gratuitamente para cidadãos protegerem suas casas de desastres naturais.

É também a lógica de Faroe Islands Space Program, da Nord para a SKF, Grand Prix em B2B, que transforma comunicação em uma solução concreta para geração de energia renovável por meio das marés.

O relatório também enfatiza que temas sociais ganharam uma nova abordagem na edição de 2026. Agora, a transformação prática vale mais que o discurso.

Alguns exemplos são o Nigrum Corpus, da Artplan para a Idomed e o Instituto Yduqs, Grand Prix de Glass, que propõe mudanças na formação médica para combater o racismo, e a AXA, vencedora do Grand Prix de Creative Effectiveness com Three Words, que incluiu a violência doméstica entre as situações cobertas pela cláusula de realocação emergencial de seus contratos de seguro residencial.

No Brasil, Clean My Name, da Droga5 para o CIF, mostrou como uma marca pode transformar seu propósito em serviço, ao oferecer a consumidores endividados a oportunidade de limpar também o nome no Serasa.

O material completo, com todo o detalhamento dos Leões do Festival, você pode baixar aqui.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Insights|14 jul, 2026|

Cannes Insights 2026: criatividade retoma protagonismo e creators ganham poder

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O Festival de Cannes não é apenas o lugar onde a criatividade é premiada. Cada vez mais, ele se consolida como o ambiente em que a criatividade é debatida, testada, negociada e transformada em negócios.

A constatação está no material Cannes Insights 2026, projeto desenvolvido a partir da curadoria da GoAd, com oferecimento do UOL e apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Redistribuição de poder na indústria criativa

Composto por entrevistas com jurados, agências e marcas premiadas, além do social listening aplicado ao Festival, o relatório destaca a redistribuição de poder na indústria criativa.

De acordo com a curadoria, essa mudança tem, pelo menos, quatro dimensões. Uma delas é o poder econômico, em que agências, plataformas, creators e marcas competem por um papel mais estratégico na cadeia de receita enquanto cresce a pressão para demonstrar impacto em negócios, marca e vantagem competitiva.

A segunda dimensão é a do poder cultural. Aqui, a influência se desloca das instituições para as pessoas, com creators como protagonistas na construção de repertório, conversas e comportamento. Ganha mais poder quem consegue mobilizar comunidades.

O poder tecnológico é a terceira dimensão. Agora, quem experimenta, aprende e incorpora novas ferramentas com maior velocidade é favorecido pela tecnologia.

A quarta dimensão é a do poder institucional. O relatório destaca que o festival expôs um contraste simbólico. Enquanto agências e algumas marcas ainda ocupam o Palais, boa parte das transformações mais relevantes é discutida do lado de fora.

Criatividade retoma seu protagonismo

Entre as principais mensagens que ecoaram dos palcos do festival, o relatório destaca que a IA já não ocupa o centro da narrativa, como aconteceu nos dois anos anteriores. Agora, a tecnologia faz parte da rotina dos negócios – e a criatividade volta a ser o principal ativo estratégico das organizações.

Nas suas falas, os executivos da OpenAI, do Google DeepMind, do Publicis Groupe e da Dentsu concentraram a discussão na aplicação prática da IA e não mais no seu potencial. Lideranças de empresas como Procter & Gamble, Unilever, AB InBev, OpenAI e Google DeepMind reforçaram que algoritmos ampliam velocidade, produtividade e escala, mas não substituem repertório, julgamento e sensibilidade cultural.

Na síntese da curadoria, a criatividade continua sendo um atributo essencialmente humano e a tecnologia gera valor exatamente quando amplia capacidades humanas, e não quando tenta substituí-las.

Creators constroem comunidades e influenciam comportamentos

A discussão em torno da relevância dos creators também se fortaleceu no Festival de Cannes 2026. Os criadores não são mais vistos como um formato de mídia. Eles se tornaram uma infraestrutura de influência apoiada pelo tripé audiência, relacionamento e confiança. Com isso, o eixo de comunicação se desloca dos intermediários tradicionais para indivíduos capazes de construir comunidades próprias e influenciar comportamentos de forma contínua.

Mais rigor nos critérios de avaliação

Depois da turbulenta edição de 2025, que envolveu a manipulação de informações em videocases, com o Brasil no centro dos principais episódios, o Cannes Lions reviu seus critérios de avaliação e passou a exigir termos de corresponsabilidade assinados por agências e anunciantes, entre outras medidas.

O resultado foi uma edição com menos Leões, maior rigor e mais foco na autenticidade dos cases. Nesta edição, foram entregues 640 Leões (22,5% menos do que os 826 Leões de 2025). Entre os Leões brasileiros, o número caiu de 95 para 62.

Impacto contínuo e temas sociais

A partir da análise dos principais Grand Prix e Leões concedidos nas 31 categorias da premiação e de entrevistas com presidentes de júris, a curadoria destaca que grandes campanhas dividiram espaço com soluções concebidas para gerar impacto contínuo.

Nesta edição, foram premiados projetos que viabilizaram negócios, relacionamento e transformação social. É o caso do case Haven, da Leo Australia, vencedor do Grand Prix de Titanium, em que a seguradora australiana Suncorp disponibilizou dados gratuitamente para cidadãos protegerem suas casas de desastres naturais.

É também a lógica de Faroe Islands Space Program, da Nord para a SKF, Grand Prix em B2B, que transforma comunicação em uma solução concreta para geração de energia renovável por meio das marés.

O relatório também enfatiza que temas sociais ganharam uma nova abordagem na edição de 2026. Agora, a transformação prática vale mais que o discurso.

Alguns exemplos são o Nigrum Corpus, da Artplan para a Idomed e o Instituto Yduqs, Grand Prix de Glass, que propõe mudanças na formação médica para combater o racismo, e a AXA, vencedora do Grand Prix de Creative Effectiveness com Three Words, que incluiu a violência doméstica entre as situações cobertas pela cláusula de realocação emergencial de seus contratos de seguro residencial.

No Brasil, Clean My Name, da Droga5 para o CIF, mostrou como uma marca pode transformar seu propósito em serviço, ao oferecer a consumidores endividados a oportunidade de limpar também o nome no Serasa.

O material completo, com todo o detalhamento dos Leões do Festival, você pode baixar aqui.

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