Brainstorm|16 jul, 2026|

Natura lidera Top of Mind Inclusão 2026 do CEAM-ESPM

Magnific

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Qual é a primeira marca que vem à cabeça dos brasileiros quando o assunto é inclusão? A resposta é a Natura. Em seguida, aparece O Boticário. As duas marcas lideram com folga o Top of Mind Inclusão 2026, desenvolvido pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM-ESPM).

Pelo segundo ano consecutivo, a Natura lidera o ranking geral, com 23% da lembrança dos entrevistados.  O Boticário aparece na sequência, com 16,8%. Nike vem na terceira posição, com 7,8%. No ano passado, o CEAM-ESPM divulgou apenas o ranking das marcas, sem as porcentagens de cada uma.

Top of Mind Inclusão: Natura lidera três categorias do estudo

Além de ocupar o topo do ranking geral de inclusão, a Natura lidera as categorias de igualdade de gênero, com 19% das menções, de inclusão racial e étnica, com 25,8%, e de bens de consumo, com 21,5%.

O Boticário lidera as associações relacionadas à orientação sexual e à identidade de gênero, com 27,5% de menções. Em seguida aparecem Meta, com 10%, e Burger King, 8,2%.

Na categoria Alimentícia, quem se destaca é a Nestlé, com 28,7% de menções, seguida por Ambev, com 9,2%. Na automotiva, o pódio é da Volkswagen, com 24,5%, contra 11,2% da Fiat, segunda colocada. No Varejo, o destaque é do Magazine Luiza, com 22,5% de menções.

Youtube é líder em entretenimento, com 21% das menções. Em Redes Sociais, Instagram ocupa topo da lista, com 22%. Já em Tecnologia, a liderança é do Google, com 24,2%. Em segundo lugar, aparece a Apple, com 6,2%. Em telecomunicações, Vivo é a marca mais lembrada, com 22,2%.

Na categoria Pessoas com Deficiência, AACD supera as marcas comerciais, com 18,2%, seguida pelo Itaú, com 11,2%, e APAE, com 8,5%. Em Inclusão Social, Meta lidera, com 21,5%, seguido por Magazine Luiza, com 17,8%.

“Nosso estudo mostra que, quando o consumidor pensa em inclusão, ele se lembra de quem mais comunicou esse tema”, destaca Eduardo Mesquita, coordenador do CEAM-ESPM.

Marcas têm muitos espaços para ocupar

O pesquisador destaca, no entanto, que ainda existem muitos espaços não ocupados. Em boa parte dos setores da economia, os entrevistados não souberam ou não se lembraram de uma marca. Isso ocorre principalmente nos segmentos químico, em que 69,8% dos entrevistados não souberam mencionar uma marca, agrícola, com 66%, construção, com 64,2%, e turismo, com 51,2%. Em saúde e energia, aproximadamente metade dos entrevistados também não consegue citar uma marca associada à inclusão.

Segundo Mesquita, os resultados mostram que a inclusão ainda não se consolidou como atributo de marca na maior parte dos mercados. “Ocupar esse espaço representa uma oportunidade de diferenciação e também de proteção reputacional”, diz ele. “Quando uma empresa enfrenta uma crise relacionada à diversidade, quem já construiu credibilidade no tema chega mais preparado; quem nunca trabalhou inclusão fica mais vulnerável justamente quando precisa demonstrar coerência”, afirma.

Mulheres associam inclusão à beleza; homens ampliam o repertório

O estudo também indica diferenças importantes na percepção de inclusão de homens e de mulheres. Em inclusão racial, a Natura é lembrada por 37% das mulheres e por apenas 13,5% dos homens. Entre eles, ganham espaço marcas esportivas como Nike e Adidas.

Em orientação sexual e identidade de gênero, O Boticário alcança 39% das citações femininas, contra 16% entre os homens. O mesmo padrão aparece nos recortes de igualdade de gênero e idade, em que elas privilegiam marcas de cosméticos, enquanto eles lembram também de empresas esportivas e varejistas, como a Havan.

Já nas dimensões mais institucionais, como religião e inclusão social, homens e mulheres apresentam padrões de resposta muito semelhantes.

Na avaliação dos pesquisadores, os resultados indicam que a associação entre inclusão e marcas de beleza é especialmente forte entre as mulheres, enquanto, entre os homens, esse imaginário é mais diversificado e compartilhado com marcas esportivas e de varejo.

A pesquisa ouviu 400 pessoas, com amostra composta por cotas de sexo, idade, região e renda, conforme as recomendações da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Os resultados são apresentados em frequências absolutas e percentuais. As posições de primeiro, segundo e terceiro lugar correspondem ao número de citações obtidas por cada item e não indicam diferenças estatisticamente significativas entre eles.

Top of Mind Inclusão 2026 (CEAM-ESPM)

Categoria Não conhece
Inclusão (geral) 8,0% Natura (23,0%) O Boticário (16,8%) Nike (7,8%)
Gênero 27,3% Natura (19,0%) O Boticário (15,8%) Avon (10,0%)
Racial e Étnica 33,0% Natura (25,8%) Magazine Luiza (8,5%) Nike (8,0%)
Pessoas com Deficiências 28,7% AACD (18,2%) Itaú (11,2%) APAE (8,5%)
Orientação Sexual e Identidade de Gênero 29,5% O Boticário (27,5%) Meta (10,0%) Burger King (8,2%)
Idade 34,8% Magazine Luiza (16,5%) Havan (11,5%) O Boticário (11,2%)
Religiosa 36,5% Record (24,5%) SBT (11,5%) Havan (8,2%)
Social 29,8% Meta (21,5%) Magazine Luiza (17,8%) SBT (7,2%)
Agrícola 66,0% Bayer (7,8%) Embrapa (4,2%) BASF (3,5%)
Alimentícia 27,8% Nestlé (28,7%) Ambev (9,2%) Sadia (7,0%)
Automotiva 33,2% Volkswagen (24,5%) Fiat (11,2%) Chevrolet (8,2%)
Bens de Consumo 33,8% Natura (21,5%) Avon (9,8%) Omo (9,5%)
Construção 64,2% Tenda (7,5%) MRV (7,5%) Cemig (4,5%)
Educacional 42,5% Anhanguera (12,8%) Estácio de Sá (9,2%) Unicamp (6,5%)
Energia 46,0% Petrobras (18,2%) Shell (9,5%) Neoenergia (5,5%)
Entretenimento 22,8% YouTube (21,0%) Globo (13,2%) Disney (9,5%)
Produtos digitais 42,8% Google (14,2%) Apple (12,8%) Facebook (7,0%)
Rede social 26,8% Instagram (22,0%) WhatsApp (12,5%) Twitter/X (9,0%)
Saúde 46,5% Unimed (19,8%) SUS (9,0%) SulAmérica (5,0%)
Tecnologia 39,0% Google (24,2%) Apple (6,2%) Dell (6,2%)
Telecomunicações 35,8% Vivo (22,2%) Claro (13,0%) Oi (9,8%)
Logística 40,0% Correios (21,8%) 99 (10,5%) Gol (6,8%)
Turismo 51,2% CVC (12,8%) LATAM (9,5%) Azul (7,0%)
Varejo 32,0% Magazine Luiza (22,5%) Mercado Livre (13,5%) Casas Bahia (7,8%)
Química 69,8% Suvinil (5,0%) Coral (4,8%) Ypê (4,5%)

Ordenação por número absoluto de menções. “Não conhece” reportado à parte, como indicador do espaço ainda não ocupado por marcas em cada categoria.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Brainstorm|16 jul, 2026|

Natura lidera Top of Mind Inclusão 2026 do CEAM-ESPM

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Qual é a primeira marca que vem à cabeça dos brasileiros quando o assunto é inclusão? A resposta é a Natura. Em seguida, aparece O Boticário. As duas marcas lideram com folga o Top of Mind Inclusão 2026, desenvolvido pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM-ESPM).

Pelo segundo ano consecutivo, a Natura lidera o ranking geral, com 23% da lembrança dos entrevistados.  O Boticário aparece na sequência, com 16,8%. Nike vem na terceira posição, com 7,8%. No ano passado, o CEAM-ESPM divulgou apenas o ranking das marcas, sem as porcentagens de cada uma.

Top of Mind Inclusão: Natura lidera três categorias do estudo

Além de ocupar o topo do ranking geral de inclusão, a Natura lidera as categorias de igualdade de gênero, com 19% das menções, de inclusão racial e étnica, com 25,8%, e de bens de consumo, com 21,5%.

O Boticário lidera as associações relacionadas à orientação sexual e à identidade de gênero, com 27,5% de menções. Em seguida aparecem Meta, com 10%, e Burger King, 8,2%.

Na categoria Alimentícia, quem se destaca é a Nestlé, com 28,7% de menções, seguida por Ambev, com 9,2%. Na automotiva, o pódio é da Volkswagen, com 24,5%, contra 11,2% da Fiat, segunda colocada. No Varejo, o destaque é do Magazine Luiza, com 22,5% de menções.

Youtube é líder em entretenimento, com 21% das menções. Em Redes Sociais, Instagram ocupa topo da lista, com 22%. Já em Tecnologia, a liderança é do Google, com 24,2%. Em segundo lugar, aparece a Apple, com 6,2%. Em telecomunicações, Vivo é a marca mais lembrada, com 22,2%.

Na categoria Pessoas com Deficiência, AACD supera as marcas comerciais, com 18,2%, seguida pelo Itaú, com 11,2%, e APAE, com 8,5%. Em Inclusão Social, Meta lidera, com 21,5%, seguido por Magazine Luiza, com 17,8%.

“Nosso estudo mostra que, quando o consumidor pensa em inclusão, ele se lembra de quem mais comunicou esse tema”, destaca Eduardo Mesquita, coordenador do CEAM-ESPM.

Marcas têm muitos espaços para ocupar

O pesquisador destaca, no entanto, que ainda existem muitos espaços não ocupados. Em boa parte dos setores da economia, os entrevistados não souberam ou não se lembraram de uma marca. Isso ocorre principalmente nos segmentos químico, em que 69,8% dos entrevistados não souberam mencionar uma marca, agrícola, com 66%, construção, com 64,2%, e turismo, com 51,2%. Em saúde e energia, aproximadamente metade dos entrevistados também não consegue citar uma marca associada à inclusão.

Segundo Mesquita, os resultados mostram que a inclusão ainda não se consolidou como atributo de marca na maior parte dos mercados. “Ocupar esse espaço representa uma oportunidade de diferenciação e também de proteção reputacional”, diz ele. “Quando uma empresa enfrenta uma crise relacionada à diversidade, quem já construiu credibilidade no tema chega mais preparado; quem nunca trabalhou inclusão fica mais vulnerável justamente quando precisa demonstrar coerência”, afirma.

Mulheres associam inclusão à beleza; homens ampliam o repertório

O estudo também indica diferenças importantes na percepção de inclusão de homens e de mulheres. Em inclusão racial, a Natura é lembrada por 37% das mulheres e por apenas 13,5% dos homens. Entre eles, ganham espaço marcas esportivas como Nike e Adidas.

Em orientação sexual e identidade de gênero, O Boticário alcança 39% das citações femininas, contra 16% entre os homens. O mesmo padrão aparece nos recortes de igualdade de gênero e idade, em que elas privilegiam marcas de cosméticos, enquanto eles lembram também de empresas esportivas e varejistas, como a Havan.

Já nas dimensões mais institucionais, como religião e inclusão social, homens e mulheres apresentam padrões de resposta muito semelhantes.

Na avaliação dos pesquisadores, os resultados indicam que a associação entre inclusão e marcas de beleza é especialmente forte entre as mulheres, enquanto, entre os homens, esse imaginário é mais diversificado e compartilhado com marcas esportivas e de varejo.

A pesquisa ouviu 400 pessoas, com amostra composta por cotas de sexo, idade, região e renda, conforme as recomendações da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Os resultados são apresentados em frequências absolutas e percentuais. As posições de primeiro, segundo e terceiro lugar correspondem ao número de citações obtidas por cada item e não indicam diferenças estatisticamente significativas entre eles.

Top of Mind Inclusão 2026 (CEAM-ESPM)

Categoria Não conhece
Inclusão (geral) 8,0% Natura (23,0%) O Boticário (16,8%) Nike (7,8%)
Gênero 27,3% Natura (19,0%) O Boticário (15,8%) Avon (10,0%)
Racial e Étnica 33,0% Natura (25,8%) Magazine Luiza (8,5%) Nike (8,0%)
Pessoas com Deficiências 28,7% AACD (18,2%) Itaú (11,2%) APAE (8,5%)
Orientação Sexual e Identidade de Gênero 29,5% O Boticário (27,5%) Meta (10,0%) Burger King (8,2%)
Idade 34,8% Magazine Luiza (16,5%) Havan (11,5%) O Boticário (11,2%)
Religiosa 36,5% Record (24,5%) SBT (11,5%) Havan (8,2%)
Social 29,8% Meta (21,5%) Magazine Luiza (17,8%) SBT (7,2%)
Agrícola 66,0% Bayer (7,8%) Embrapa (4,2%) BASF (3,5%)
Alimentícia 27,8% Nestlé (28,7%) Ambev (9,2%) Sadia (7,0%)
Automotiva 33,2% Volkswagen (24,5%) Fiat (11,2%) Chevrolet (8,2%)
Bens de Consumo 33,8% Natura (21,5%) Avon (9,8%) Omo (9,5%)
Construção 64,2% Tenda (7,5%) MRV (7,5%) Cemig (4,5%)
Educacional 42,5% Anhanguera (12,8%) Estácio de Sá (9,2%) Unicamp (6,5%)
Energia 46,0% Petrobras (18,2%) Shell (9,5%) Neoenergia (5,5%)
Entretenimento 22,8% YouTube (21,0%) Globo (13,2%) Disney (9,5%)
Produtos digitais 42,8% Google (14,2%) Apple (12,8%) Facebook (7,0%)
Rede social 26,8% Instagram (22,0%) WhatsApp (12,5%) Twitter/X (9,0%)
Saúde 46,5% Unimed (19,8%) SUS (9,0%) SulAmérica (5,0%)
Tecnologia 39,0% Google (24,2%) Apple (6,2%) Dell (6,2%)
Telecomunicações 35,8% Vivo (22,2%) Claro (13,0%) Oi (9,8%)
Logística 40,0% Correios (21,8%) 99 (10,5%) Gol (6,8%)
Turismo 51,2% CVC (12,8%) LATAM (9,5%) Azul (7,0%)
Varejo 32,0% Magazine Luiza (22,5%) Mercado Livre (13,5%) Casas Bahia (7,8%)
Química 69,8% Suvinil (5,0%) Coral (4,8%) Ypê (4,5%)

Ordenação por número absoluto de menções. “Não conhece” reportado à parte, como indicador do espaço ainda não ocupado por marcas em cada categoria.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Brainstorm|16 jul, 2026|

Natura lidera Top of Mind Inclusão 2026 do CEAM-ESPM

Magnific

Magnific

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Qual é a primeira marca que vem à cabeça dos brasileiros quando o assunto é inclusão? A resposta é a Natura. Em seguida, aparece O Boticário. As duas marcas lideram com folga o Top of Mind Inclusão 2026, desenvolvido pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM-ESPM).

Pelo segundo ano consecutivo, a Natura lidera o ranking geral, com 23% da lembrança dos entrevistados.  O Boticário aparece na sequência, com 16,8%. Nike vem na terceira posição, com 7,8%. No ano passado, o CEAM-ESPM divulgou apenas o ranking das marcas, sem as porcentagens de cada uma.

Top of Mind Inclusão: Natura lidera três categorias do estudo

Além de ocupar o topo do ranking geral de inclusão, a Natura lidera as categorias de igualdade de gênero, com 19% das menções, de inclusão racial e étnica, com 25,8%, e de bens de consumo, com 21,5%.

O Boticário lidera as associações relacionadas à orientação sexual e à identidade de gênero, com 27,5% de menções. Em seguida aparecem Meta, com 10%, e Burger King, 8,2%.

Na categoria Alimentícia, quem se destaca é a Nestlé, com 28,7% de menções, seguida por Ambev, com 9,2%. Na automotiva, o pódio é da Volkswagen, com 24,5%, contra 11,2% da Fiat, segunda colocada. No Varejo, o destaque é do Magazine Luiza, com 22,5% de menções.

Youtube é líder em entretenimento, com 21% das menções. Em Redes Sociais, Instagram ocupa topo da lista, com 22%. Já em Tecnologia, a liderança é do Google, com 24,2%. Em segundo lugar, aparece a Apple, com 6,2%. Em telecomunicações, Vivo é a marca mais lembrada, com 22,2%.

Na categoria Pessoas com Deficiência, AACD supera as marcas comerciais, com 18,2%, seguida pelo Itaú, com 11,2%, e APAE, com 8,5%. Em Inclusão Social, Meta lidera, com 21,5%, seguido por Magazine Luiza, com 17,8%.

“Nosso estudo mostra que, quando o consumidor pensa em inclusão, ele se lembra de quem mais comunicou esse tema”, destaca Eduardo Mesquita, coordenador do CEAM-ESPM.

Marcas têm muitos espaços para ocupar

O pesquisador destaca, no entanto, que ainda existem muitos espaços não ocupados. Em boa parte dos setores da economia, os entrevistados não souberam ou não se lembraram de uma marca. Isso ocorre principalmente nos segmentos químico, em que 69,8% dos entrevistados não souberam mencionar uma marca, agrícola, com 66%, construção, com 64,2%, e turismo, com 51,2%. Em saúde e energia, aproximadamente metade dos entrevistados também não consegue citar uma marca associada à inclusão.

Segundo Mesquita, os resultados mostram que a inclusão ainda não se consolidou como atributo de marca na maior parte dos mercados. “Ocupar esse espaço representa uma oportunidade de diferenciação e também de proteção reputacional”, diz ele. “Quando uma empresa enfrenta uma crise relacionada à diversidade, quem já construiu credibilidade no tema chega mais preparado; quem nunca trabalhou inclusão fica mais vulnerável justamente quando precisa demonstrar coerência”, afirma.

Mulheres associam inclusão à beleza; homens ampliam o repertório

O estudo também indica diferenças importantes na percepção de inclusão de homens e de mulheres. Em inclusão racial, a Natura é lembrada por 37% das mulheres e por apenas 13,5% dos homens. Entre eles, ganham espaço marcas esportivas como Nike e Adidas.

Em orientação sexual e identidade de gênero, O Boticário alcança 39% das citações femininas, contra 16% entre os homens. O mesmo padrão aparece nos recortes de igualdade de gênero e idade, em que elas privilegiam marcas de cosméticos, enquanto eles lembram também de empresas esportivas e varejistas, como a Havan.

Já nas dimensões mais institucionais, como religião e inclusão social, homens e mulheres apresentam padrões de resposta muito semelhantes.

Na avaliação dos pesquisadores, os resultados indicam que a associação entre inclusão e marcas de beleza é especialmente forte entre as mulheres, enquanto, entre os homens, esse imaginário é mais diversificado e compartilhado com marcas esportivas e de varejo.

A pesquisa ouviu 400 pessoas, com amostra composta por cotas de sexo, idade, região e renda, conforme as recomendações da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Os resultados são apresentados em frequências absolutas e percentuais. As posições de primeiro, segundo e terceiro lugar correspondem ao número de citações obtidas por cada item e não indicam diferenças estatisticamente significativas entre eles.

Top of Mind Inclusão 2026 (CEAM-ESPM)

Categoria Não conhece
Inclusão (geral) 8,0% Natura (23,0%) O Boticário (16,8%) Nike (7,8%)
Gênero 27,3% Natura (19,0%) O Boticário (15,8%) Avon (10,0%)
Racial e Étnica 33,0% Natura (25,8%) Magazine Luiza (8,5%) Nike (8,0%)
Pessoas com Deficiências 28,7% AACD (18,2%) Itaú (11,2%) APAE (8,5%)
Orientação Sexual e Identidade de Gênero 29,5% O Boticário (27,5%) Meta (10,0%) Burger King (8,2%)
Idade 34,8% Magazine Luiza (16,5%) Havan (11,5%) O Boticário (11,2%)
Religiosa 36,5% Record (24,5%) SBT (11,5%) Havan (8,2%)
Social 29,8% Meta (21,5%) Magazine Luiza (17,8%) SBT (7,2%)
Agrícola 66,0% Bayer (7,8%) Embrapa (4,2%) BASF (3,5%)
Alimentícia 27,8% Nestlé (28,7%) Ambev (9,2%) Sadia (7,0%)
Automotiva 33,2% Volkswagen (24,5%) Fiat (11,2%) Chevrolet (8,2%)
Bens de Consumo 33,8% Natura (21,5%) Avon (9,8%) Omo (9,5%)
Construção 64,2% Tenda (7,5%) MRV (7,5%) Cemig (4,5%)
Educacional 42,5% Anhanguera (12,8%) Estácio de Sá (9,2%) Unicamp (6,5%)
Energia 46,0% Petrobras (18,2%) Shell (9,5%) Neoenergia (5,5%)
Entretenimento 22,8% YouTube (21,0%) Globo (13,2%) Disney (9,5%)
Produtos digitais 42,8% Google (14,2%) Apple (12,8%) Facebook (7,0%)
Rede social 26,8% Instagram (22,0%) WhatsApp (12,5%) Twitter/X (9,0%)
Saúde 46,5% Unimed (19,8%) SUS (9,0%) SulAmérica (5,0%)
Tecnologia 39,0% Google (24,2%) Apple (6,2%) Dell (6,2%)
Telecomunicações 35,8% Vivo (22,2%) Claro (13,0%) Oi (9,8%)
Logística 40,0% Correios (21,8%) 99 (10,5%) Gol (6,8%)
Turismo 51,2% CVC (12,8%) LATAM (9,5%) Azul (7,0%)
Varejo 32,0% Magazine Luiza (22,5%) Mercado Livre (13,5%) Casas Bahia (7,8%)
Química 69,8% Suvinil (5,0%) Coral (4,8%) Ypê (4,5%)

Ordenação por número absoluto de menções. “Não conhece” reportado à parte, como indicador do espaço ainda não ocupado por marcas em cada categoria.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target