Brainstorm|22 abr, 2026|

Varejo alimentar cresce com preços altos e consumidor menos fiel

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O varejo alimentar brasileiro vive uma nova fase. Embora continue resiliente, o crescimento do setor tem sido mais impulsionado pelo aumento de preços do que expansão de volume. O consumidor está mais exigente, com uma jornada de compra fragmentada e menor fidelidade a marcas e canais. O atacarejo, que hoje responde por quase metade do faturamento do mercado, precisa se renovar. E o fato de seis dos dez maiores players do Brasil serem redes regionais reforça a importância de conhecer o cliente. Essas são algumas das conclusões da mais recente edição do State of Grocery, desenvolvido pela McKinsey em parceria com a Kantar.

Queda de desemprego e aumento de renda das famílias

De acordo com os dados, mais de seis em cada dez brasileiros se dizem incertos ou pessimistas em relação à recuperação econômica do país. Metade aponta a inflação como principal preocupação.

McKinsey e Kantar destacam, porém, que a percepção de aumento de preços continua acima da inflação real. O descompasso pode ser influenciado pela composição da cesta do dia a dia, já que itens como café e chocolate, que tiveram altas expressivas, acabam pesando na memória do consumidor.

Por outro lado, a queda do desemprego e o aumento da renda nos últimos anos vêm sustentando o poder de compra das famílias.

Menos fidelidade, mais escolhas compensatórias

O estudo aponta que o consumidor brasileiro está mais estratégico, sensível a preço e menos disposto a manter hábitos por inércia. Isso significa que compara mais, alterna marcas e ajusta volume de compras e canais.

Ao mesmo tempo, esse consumidor faz escolhas compensatórias, o que significa dizer que economiza em itens básicos, mas se permite gastar mais em produtos que oferecem prazer ou diferenciação.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que produtos premium cresceram 8,7% nas principais categorias do varejo alimentar, mesmo em um contexto de maior pressão no orçamento.

Outra observação relevante é que o brasileiro está comprando menos itens e gastando menos por visita, mas aumentou a frequência de compras e o trânsito entre canais.

Atacarejo: modelo precisa de renovação

Outro dado interessante do estudo é que o crescimento do atacarejo, que já responde por quase metade do faturamento do varejo alimentar brasileiro, foi puxado nos últimos anos pela abertura de novas unidades e não pelo aumento das vendas nas mesmas lojas.

Segundo os especialistas da McKinsey, isso indica que o modelo atual pode estar se aproximando do seu limite estrutural. Com alta penetração nos lares brasileiros, a expansão por meio de inaugurações tende a perder força.

A próxima onda de crescimento deve exigir evolução na proposta de valor. As principais redes, por exemplo, ampliam sortimento em hortifrúti, açougue, peixaria e padaria. A estratégia busca elevar a frequência de visitas e equilibrar o perfil de margem. O desafio, porém, será promover essa mudança sem perder a eficiência operacional, principal diferencial competitivo do formato.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

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Varejo alimentar cresce com preços altos e consumidor menos fiel

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O varejo alimentar brasileiro vive uma nova fase. Embora continue resiliente, o crescimento do setor tem sido mais impulsionado pelo aumento de preços do que expansão de volume. O consumidor está mais exigente, com uma jornada de compra fragmentada e menor fidelidade a marcas e canais. O atacarejo, que hoje responde por quase metade do faturamento do mercado, precisa se renovar. E o fato de seis dos dez maiores players do Brasil serem redes regionais reforça a importância de conhecer o cliente. Essas são algumas das conclusões da mais recente edição do State of Grocery, desenvolvido pela McKinsey em parceria com a Kantar.

Queda de desemprego e aumento de renda das famílias

De acordo com os dados, mais de seis em cada dez brasileiros se dizem incertos ou pessimistas em relação à recuperação econômica do país. Metade aponta a inflação como principal preocupação.

McKinsey e Kantar destacam, porém, que a percepção de aumento de preços continua acima da inflação real. O descompasso pode ser influenciado pela composição da cesta do dia a dia, já que itens como café e chocolate, que tiveram altas expressivas, acabam pesando na memória do consumidor.

Por outro lado, a queda do desemprego e o aumento da renda nos últimos anos vêm sustentando o poder de compra das famílias.

Menos fidelidade, mais escolhas compensatórias

O estudo aponta que o consumidor brasileiro está mais estratégico, sensível a preço e menos disposto a manter hábitos por inércia. Isso significa que compara mais, alterna marcas e ajusta volume de compras e canais.

Ao mesmo tempo, esse consumidor faz escolhas compensatórias, o que significa dizer que economiza em itens básicos, mas se permite gastar mais em produtos que oferecem prazer ou diferenciação.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que produtos premium cresceram 8,7% nas principais categorias do varejo alimentar, mesmo em um contexto de maior pressão no orçamento.

Outra observação relevante é que o brasileiro está comprando menos itens e gastando menos por visita, mas aumentou a frequência de compras e o trânsito entre canais.

Atacarejo: modelo precisa de renovação

Outro dado interessante do estudo é que o crescimento do atacarejo, que já responde por quase metade do faturamento do varejo alimentar brasileiro, foi puxado nos últimos anos pela abertura de novas unidades e não pelo aumento das vendas nas mesmas lojas.

Segundo os especialistas da McKinsey, isso indica que o modelo atual pode estar se aproximando do seu limite estrutural. Com alta penetração nos lares brasileiros, a expansão por meio de inaugurações tende a perder força.

A próxima onda de crescimento deve exigir evolução na proposta de valor. As principais redes, por exemplo, ampliam sortimento em hortifrúti, açougue, peixaria e padaria. A estratégia busca elevar a frequência de visitas e equilibrar o perfil de margem. O desafio, porém, será promover essa mudança sem perder a eficiência operacional, principal diferencial competitivo do formato.

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O varejo alimentar brasileiro vive uma nova fase. Embora continue resiliente, o crescimento do setor tem sido mais impulsionado pelo aumento de preços do que expansão de volume. O consumidor está mais exigente, com uma jornada de compra fragmentada e menor fidelidade a marcas e canais. O atacarejo, que hoje responde por quase metade do faturamento do mercado, precisa se renovar. E o fato de seis dos dez maiores players do Brasil serem redes regionais reforça a importância de conhecer o cliente. Essas são algumas das conclusões da mais recente edição do State of Grocery, desenvolvido pela McKinsey em parceria com a Kantar.

Queda de desemprego e aumento de renda das famílias

De acordo com os dados, mais de seis em cada dez brasileiros se dizem incertos ou pessimistas em relação à recuperação econômica do país. Metade aponta a inflação como principal preocupação.

McKinsey e Kantar destacam, porém, que a percepção de aumento de preços continua acima da inflação real. O descompasso pode ser influenciado pela composição da cesta do dia a dia, já que itens como café e chocolate, que tiveram altas expressivas, acabam pesando na memória do consumidor.

Por outro lado, a queda do desemprego e o aumento da renda nos últimos anos vêm sustentando o poder de compra das famílias.

Menos fidelidade, mais escolhas compensatórias

O estudo aponta que o consumidor brasileiro está mais estratégico, sensível a preço e menos disposto a manter hábitos por inércia. Isso significa que compara mais, alterna marcas e ajusta volume de compras e canais.

Ao mesmo tempo, esse consumidor faz escolhas compensatórias, o que significa dizer que economiza em itens básicos, mas se permite gastar mais em produtos que oferecem prazer ou diferenciação.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que produtos premium cresceram 8,7% nas principais categorias do varejo alimentar, mesmo em um contexto de maior pressão no orçamento.

Outra observação relevante é que o brasileiro está comprando menos itens e gastando menos por visita, mas aumentou a frequência de compras e o trânsito entre canais.

Atacarejo: modelo precisa de renovação

Outro dado interessante do estudo é que o crescimento do atacarejo, que já responde por quase metade do faturamento do varejo alimentar brasileiro, foi puxado nos últimos anos pela abertura de novas unidades e não pelo aumento das vendas nas mesmas lojas.

Segundo os especialistas da McKinsey, isso indica que o modelo atual pode estar se aproximando do seu limite estrutural. Com alta penetração nos lares brasileiros, a expansão por meio de inaugurações tende a perder força.

A próxima onda de crescimento deve exigir evolução na proposta de valor. As principais redes, por exemplo, ampliam sortimento em hortifrúti, açougue, peixaria e padaria. A estratégia busca elevar a frequência de visitas e equilibrar o perfil de margem. O desafio, porém, será promover essa mudança sem perder a eficiência operacional, principal diferencial competitivo do formato.

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