Brainstorm|2 jun, 2026|

Conteúdo humano pode se tornar ativo premium para marcas

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

É inegável que a inteligência artificial tornou a criação de conteúdo mais ágil e barata, mas o público percebe diferença entre o que é produzido por humanos e o que é gerado por robôs. Segundo dados da VML Intelligence, 47% da população mundial acredita que os humanos ainda têm vantagem em criatividade e imaginação, contra 30% que acreditam que é a vantagem é da IA.

Os dados são lidos como uma divisão no consumo e na produção de conteúdo. Por um lado, o conteúdo gerado por IA se torna abundante e funcional. Por outro, a criação humana é cada vez mais percebida como autêntica, confiável e, de certa maneira, até premium.

O artigo destaca, por exemplo, as transmissões ao vivo. Em 2025, foram nada menos do que 36 bilhões de horas assistidas em diversas plataformas, segundo a Stream Hatchet. Diferentemente dos vídeos editados nas redes sociais, as transmissões ao vivo têm erros, falhas e momentos espontâneos, o que vem se mostrando atraente em um feed que cada vez reúne imagens geradas por IA. A autenticidade humana – com seus erros, inclusive – está se tornando uma forma de credibilidade.

Usuários buscam conselhos humanos no Reddit (e a plataforma cresce)

O texto ressalta ainda que o mesmo comportamento pode ser observado nas plataformas. Um exemplo é o fato de o Reddit ter ultrapassado o TikTok e agora ser a quarta plataforma social mais visitada no Reino Unido. “De acordo com a Ofcom, a proporção de usuários de internet no Reino Unido que acessam o Reddit cresceu 88% em dois anos, com três em cada cinco britânicos agora visitando a plataforma”, afirma Amor Mao no artigo da VML. Destaca ainda que mudança é particularmente forte entre os mais jovens. Mais de 75% dos usuários que têm entre 18 e 24 anos agora visitam o Reddit.

Não custa lembrar que os usuários recorrem à plataforma em busca de conselhos sobre vários assuntos, desde cuidados com a pele até criação de filhos, áreas em que a experiência pessoal e a conversa honesta ainda são mais valorizadas do que o conteúdo otimizado por algoritmos.

Imperfeições humanas são valorizadas (e bem-vindas)

Ao mesmo tempo, o artigo alerta que o público vem reagindo negativamente quando as marcas se mostram muito usuárias da IA. Para muitos consumidores, a tecnologia é uma medida de redução de custos ou até um desrespeito ao trabalho humano. A Valentino, por exemplo, enfrentou reações negativas por anúncios de bolsas gerados por IA e a Gucci recebeu críticas ao publicar imagens promocionais geradas por IA antes da Semana de Moda de Milão, em fevereiro.

Por outro lado, há marcas atentas a essa percepção que apostam na criatividade humana como um sinal de qualidade. Como exemplos, o texto cita a grife italiana Bottega Veneta, que lançou a campanha “Craft Is Our Language”, a Hermès, com uma campanha ilustrada inteiramente à mão pela artista francesa Linda Merad. “Em vez de gráficos digitais impecáveis, o site apresenta criaturas marinhas lúdicas desenhadas a caneta e tinta, com texturas de papel visíveis e linhas irregulares”, afirma o artigo, destacando que imperfeições comunicam algo que é cada vez mais raro online – a presença de um criador humano.

A conclusão do artigo da VML é que o conteúdo criado por humanos pode funcionar cada vez mais como um marcador de autenticidade e valor cultural. No futuro, aliás, a credibilidade das marcas pode estar relacionada com sua capacidade de demonstrar que ainda existe um ser humano por trás do trabalho.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Brainstorm|2 jun, 2026|

Conteúdo humano pode se tornar ativo premium para marcas

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

É inegável que a inteligência artificial tornou a criação de conteúdo mais ágil e barata, mas o público percebe diferença entre o que é produzido por humanos e o que é gerado por robôs. Segundo dados da VML Intelligence, 47% da população mundial acredita que os humanos ainda têm vantagem em criatividade e imaginação, contra 30% que acreditam que é a vantagem é da IA.

Os dados são lidos como uma divisão no consumo e na produção de conteúdo. Por um lado, o conteúdo gerado por IA se torna abundante e funcional. Por outro, a criação humana é cada vez mais percebida como autêntica, confiável e, de certa maneira, até premium.

O artigo destaca, por exemplo, as transmissões ao vivo. Em 2025, foram nada menos do que 36 bilhões de horas assistidas em diversas plataformas, segundo a Stream Hatchet. Diferentemente dos vídeos editados nas redes sociais, as transmissões ao vivo têm erros, falhas e momentos espontâneos, o que vem se mostrando atraente em um feed que cada vez reúne imagens geradas por IA. A autenticidade humana – com seus erros, inclusive – está se tornando uma forma de credibilidade.

Usuários buscam conselhos humanos no Reddit (e a plataforma cresce)

O texto ressalta ainda que o mesmo comportamento pode ser observado nas plataformas. Um exemplo é o fato de o Reddit ter ultrapassado o TikTok e agora ser a quarta plataforma social mais visitada no Reino Unido. “De acordo com a Ofcom, a proporção de usuários de internet no Reino Unido que acessam o Reddit cresceu 88% em dois anos, com três em cada cinco britânicos agora visitando a plataforma”, afirma Amor Mao no artigo da VML. Destaca ainda que mudança é particularmente forte entre os mais jovens. Mais de 75% dos usuários que têm entre 18 e 24 anos agora visitam o Reddit.

Não custa lembrar que os usuários recorrem à plataforma em busca de conselhos sobre vários assuntos, desde cuidados com a pele até criação de filhos, áreas em que a experiência pessoal e a conversa honesta ainda são mais valorizadas do que o conteúdo otimizado por algoritmos.

Imperfeições humanas são valorizadas (e bem-vindas)

Ao mesmo tempo, o artigo alerta que o público vem reagindo negativamente quando as marcas se mostram muito usuárias da IA. Para muitos consumidores, a tecnologia é uma medida de redução de custos ou até um desrespeito ao trabalho humano. A Valentino, por exemplo, enfrentou reações negativas por anúncios de bolsas gerados por IA e a Gucci recebeu críticas ao publicar imagens promocionais geradas por IA antes da Semana de Moda de Milão, em fevereiro.

Por outro lado, há marcas atentas a essa percepção que apostam na criatividade humana como um sinal de qualidade. Como exemplos, o texto cita a grife italiana Bottega Veneta, que lançou a campanha “Craft Is Our Language”, a Hermès, com uma campanha ilustrada inteiramente à mão pela artista francesa Linda Merad. “Em vez de gráficos digitais impecáveis, o site apresenta criaturas marinhas lúdicas desenhadas a caneta e tinta, com texturas de papel visíveis e linhas irregulares”, afirma o artigo, destacando que imperfeições comunicam algo que é cada vez mais raro online – a presença de um criador humano.

A conclusão do artigo da VML é que o conteúdo criado por humanos pode funcionar cada vez mais como um marcador de autenticidade e valor cultural. No futuro, aliás, a credibilidade das marcas pode estar relacionada com sua capacidade de demonstrar que ainda existe um ser humano por trás do trabalho.

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É inegável que a inteligência artificial tornou a criação de conteúdo mais ágil e barata, mas o público percebe diferença entre o que é produzido por humanos e o que é gerado por robôs. Segundo dados da VML Intelligence, 47% da população mundial acredita que os humanos ainda têm vantagem em criatividade e imaginação, contra 30% que acreditam que é a vantagem é da IA.

Os dados são lidos como uma divisão no consumo e na produção de conteúdo. Por um lado, o conteúdo gerado por IA se torna abundante e funcional. Por outro, a criação humana é cada vez mais percebida como autêntica, confiável e, de certa maneira, até premium.

O artigo destaca, por exemplo, as transmissões ao vivo. Em 2025, foram nada menos do que 36 bilhões de horas assistidas em diversas plataformas, segundo a Stream Hatchet. Diferentemente dos vídeos editados nas redes sociais, as transmissões ao vivo têm erros, falhas e momentos espontâneos, o que vem se mostrando atraente em um feed que cada vez reúne imagens geradas por IA. A autenticidade humana – com seus erros, inclusive – está se tornando uma forma de credibilidade.

Usuários buscam conselhos humanos no Reddit (e a plataforma cresce)

O texto ressalta ainda que o mesmo comportamento pode ser observado nas plataformas. Um exemplo é o fato de o Reddit ter ultrapassado o TikTok e agora ser a quarta plataforma social mais visitada no Reino Unido. “De acordo com a Ofcom, a proporção de usuários de internet no Reino Unido que acessam o Reddit cresceu 88% em dois anos, com três em cada cinco britânicos agora visitando a plataforma”, afirma Amor Mao no artigo da VML. Destaca ainda que mudança é particularmente forte entre os mais jovens. Mais de 75% dos usuários que têm entre 18 e 24 anos agora visitam o Reddit.

Não custa lembrar que os usuários recorrem à plataforma em busca de conselhos sobre vários assuntos, desde cuidados com a pele até criação de filhos, áreas em que a experiência pessoal e a conversa honesta ainda são mais valorizadas do que o conteúdo otimizado por algoritmos.

Imperfeições humanas são valorizadas (e bem-vindas)

Ao mesmo tempo, o artigo alerta que o público vem reagindo negativamente quando as marcas se mostram muito usuárias da IA. Para muitos consumidores, a tecnologia é uma medida de redução de custos ou até um desrespeito ao trabalho humano. A Valentino, por exemplo, enfrentou reações negativas por anúncios de bolsas gerados por IA e a Gucci recebeu críticas ao publicar imagens promocionais geradas por IA antes da Semana de Moda de Milão, em fevereiro.

Por outro lado, há marcas atentas a essa percepção que apostam na criatividade humana como um sinal de qualidade. Como exemplos, o texto cita a grife italiana Bottega Veneta, que lançou a campanha “Craft Is Our Language”, a Hermès, com uma campanha ilustrada inteiramente à mão pela artista francesa Linda Merad. “Em vez de gráficos digitais impecáveis, o site apresenta criaturas marinhas lúdicas desenhadas a caneta e tinta, com texturas de papel visíveis e linhas irregulares”, afirma o artigo, destacando que imperfeições comunicam algo que é cada vez mais raro online – a presença de um criador humano.

A conclusão do artigo da VML é que o conteúdo criado por humanos pode funcionar cada vez mais como um marcador de autenticidade e valor cultural. No futuro, aliás, a credibilidade das marcas pode estar relacionada com sua capacidade de demonstrar que ainda existe um ser humano por trás do trabalho.

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