Brainstorm|27 maio, 2026|

Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo no Brasil

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

A Anvisa acaba de autorizar o registro da primeira caneta emagrecedora brasileira, o Ozivy, do laboratório EMS. Enquanto o entusiasmo com a notícia se espalha, um estudo da Ipsos revela que o uso de “canetinhas” emagrecedoras já começa a impactar hábitos de consumo e diferentes setores da economia no Brasil.

Para entender esse movimento, a pesquisa foi realizada com médicos endocrinologistas, cardiologistas, clínicos gerais e dermatologistas, população 18+ (homens e mulheres com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso) e varredura digital.

Canetinhas são mais indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade

Segundo a Ipsos, o segmento de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 10 bilhões e representa 4% do mercado farmacêutico nacional. E o volume de usuários de GLP-1 já é comparável ao tamanho do mercado vegano.

Entre os médicos entrevistados, 87% indicam as canetinhas para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Por outro lado, apenas 15% fazem a recomendação para pacientes com diabetes tipo 2.

Entre os dermatologistas, 58% prescrevem GLP-1 aos seus pacientes, mas relatam que um dos maiores desafios é lidar com a perda de gordura facial, um efeito colateral observado. Com esses profissionais, o estudo descobriu que procedimentos estéticos se tornam parte do manejo desses pacientes. As principais indicações são bioestimuladores de colágeno e preenchedores de ácido hialurônico.

O que pensam os brasileiros com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso

Entre os mil pacientes entrevistados, apenas 8% afirmaram que já utilizaram ou estão utilizando GLP-1. No entanto, 68% têm a intenção de iniciar o uso no futuro.

Outro dado relevante é que 71% estariam dispostos a pagar pelo tratamento com GLP-1 se ele fosse mais acessível financeiramente.

Entre os usuários ou ex-usuários de canetas emagrecedoras, 47% afirmam se sentir mais felizes após o tratamento, ainda que 45% sintam falta de receber mais informações sobre a alimentação adequada durante o uso do medicamento.

Mudanças nos hábitos de consumo

O estudo também fez uma varredura digital para identificar o que vem sendo falado e publicado sobre GLP-1 nas redes sociais no Brasil (social intelligence).

Com isso, identificou que o uso do medicamento vem sendo associado ao aumento do consumo de:

  • alimentos saudáveis, como fibras, frutas e vegetais;
  • ingestão de líquidos de baixa caloria, como água e chás;
  • alimentos de alto teor proteico, ovos, carnes magras;
  • alimentos ricos em fibras;
  • iogurtes e bebidas lácteas com alta proteína e baixa caloria;
  • suplementos como whey protein;

Por outro lado, também foi associado à redução do consumo de:

  • alimentos gordurosos (frituras);
  • alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal;
  • doces e sobremesas;
  • petiscos doces e salgados;
  • fast food;
  • refrigerantes;
  • bebidas alcoólicas;

Principais insights para marcas e indústrias

A partir dos resultados da pesquisa, a Ipsos destaca alguns insights para marcas e indústrias.

Um deles é que o consumo de alimentos e bebidas mais calóricos e doces pode apresentar redução devido ao efeito da saciedade e aversão alimentar provocada pelo medicamento.

Outro ponto destacado é que o crescimento da categoria de cervejas sem álcool e de baixa caloria coincide com a expansão do uso de GLP-1 no país.

A Ipsos alerta ainda que o crescimento na adesão às canetas emagrecedoras pode levar a indústria da moda a reavaliar a padronização de tamanhos, além de desenvolver coleções com maior flexibilidade para acomodar corpos em transformação.

A perda de peso rápida também pode aumentar a procura por procedimentos dermatológicos e estéticos. Pacientes enfrentam flacidez e mudanças na pele, aumentando a demanda por tratamentos de sustentação, preenchimento e cirurgias plásticas.

Vale também observar que, enquanto alguns pacientes reduzem a frequência de exercícios físicos após iniciar o uso das canetas, outros buscam musculação para evitar flacidez. A Ipsos ressalta que esses medicamentos mudam a relação com exercício físico, deslocando parte da motivação estética para manutenção muscular.

Por fim, cresce a pressão para que operadoras de saúde avaliem a cobertura desse tipo de medicamento.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Brainstorm|27 maio, 2026|

Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo no Brasil

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

A Anvisa acaba de autorizar o registro da primeira caneta emagrecedora brasileira, o Ozivy, do laboratório EMS. Enquanto o entusiasmo com a notícia se espalha, um estudo da Ipsos revela que o uso de “canetinhas” emagrecedoras já começa a impactar hábitos de consumo e diferentes setores da economia no Brasil.

Para entender esse movimento, a pesquisa foi realizada com médicos endocrinologistas, cardiologistas, clínicos gerais e dermatologistas, população 18+ (homens e mulheres com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso) e varredura digital.

Canetinhas são mais indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade

Segundo a Ipsos, o segmento de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 10 bilhões e representa 4% do mercado farmacêutico nacional. E o volume de usuários de GLP-1 já é comparável ao tamanho do mercado vegano.

Entre os médicos entrevistados, 87% indicam as canetinhas para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Por outro lado, apenas 15% fazem a recomendação para pacientes com diabetes tipo 2.

Entre os dermatologistas, 58% prescrevem GLP-1 aos seus pacientes, mas relatam que um dos maiores desafios é lidar com a perda de gordura facial, um efeito colateral observado. Com esses profissionais, o estudo descobriu que procedimentos estéticos se tornam parte do manejo desses pacientes. As principais indicações são bioestimuladores de colágeno e preenchedores de ácido hialurônico.

O que pensam os brasileiros com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso

Entre os mil pacientes entrevistados, apenas 8% afirmaram que já utilizaram ou estão utilizando GLP-1. No entanto, 68% têm a intenção de iniciar o uso no futuro.

Outro dado relevante é que 71% estariam dispostos a pagar pelo tratamento com GLP-1 se ele fosse mais acessível financeiramente.

Entre os usuários ou ex-usuários de canetas emagrecedoras, 47% afirmam se sentir mais felizes após o tratamento, ainda que 45% sintam falta de receber mais informações sobre a alimentação adequada durante o uso do medicamento.

Mudanças nos hábitos de consumo

O estudo também fez uma varredura digital para identificar o que vem sendo falado e publicado sobre GLP-1 nas redes sociais no Brasil (social intelligence).

Com isso, identificou que o uso do medicamento vem sendo associado ao aumento do consumo de:

  • alimentos saudáveis, como fibras, frutas e vegetais;
  • ingestão de líquidos de baixa caloria, como água e chás;
  • alimentos de alto teor proteico, ovos, carnes magras;
  • alimentos ricos em fibras;
  • iogurtes e bebidas lácteas com alta proteína e baixa caloria;
  • suplementos como whey protein;

Por outro lado, também foi associado à redução do consumo de:

  • alimentos gordurosos (frituras);
  • alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal;
  • doces e sobremesas;
  • petiscos doces e salgados;
  • fast food;
  • refrigerantes;
  • bebidas alcoólicas;

Principais insights para marcas e indústrias

A partir dos resultados da pesquisa, a Ipsos destaca alguns insights para marcas e indústrias.

Um deles é que o consumo de alimentos e bebidas mais calóricos e doces pode apresentar redução devido ao efeito da saciedade e aversão alimentar provocada pelo medicamento.

Outro ponto destacado é que o crescimento da categoria de cervejas sem álcool e de baixa caloria coincide com a expansão do uso de GLP-1 no país.

A Ipsos alerta ainda que o crescimento na adesão às canetas emagrecedoras pode levar a indústria da moda a reavaliar a padronização de tamanhos, além de desenvolver coleções com maior flexibilidade para acomodar corpos em transformação.

A perda de peso rápida também pode aumentar a procura por procedimentos dermatológicos e estéticos. Pacientes enfrentam flacidez e mudanças na pele, aumentando a demanda por tratamentos de sustentação, preenchimento e cirurgias plásticas.

Vale também observar que, enquanto alguns pacientes reduzem a frequência de exercícios físicos após iniciar o uso das canetas, outros buscam musculação para evitar flacidez. A Ipsos ressalta que esses medicamentos mudam a relação com exercício físico, deslocando parte da motivação estética para manutenção muscular.

Por fim, cresce a pressão para que operadoras de saúde avaliem a cobertura desse tipo de medicamento.

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Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo no Brasil

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

A Anvisa acaba de autorizar o registro da primeira caneta emagrecedora brasileira, o Ozivy, do laboratório EMS. Enquanto o entusiasmo com a notícia se espalha, um estudo da Ipsos revela que o uso de “canetinhas” emagrecedoras já começa a impactar hábitos de consumo e diferentes setores da economia no Brasil.

Para entender esse movimento, a pesquisa foi realizada com médicos endocrinologistas, cardiologistas, clínicos gerais e dermatologistas, população 18+ (homens e mulheres com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso) e varredura digital.

Canetinhas são mais indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade

Segundo a Ipsos, o segmento de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 10 bilhões e representa 4% do mercado farmacêutico nacional. E o volume de usuários de GLP-1 já é comparável ao tamanho do mercado vegano.

Entre os médicos entrevistados, 87% indicam as canetinhas para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Por outro lado, apenas 15% fazem a recomendação para pacientes com diabetes tipo 2.

Entre os dermatologistas, 58% prescrevem GLP-1 aos seus pacientes, mas relatam que um dos maiores desafios é lidar com a perda de gordura facial, um efeito colateral observado. Com esses profissionais, o estudo descobriu que procedimentos estéticos se tornam parte do manejo desses pacientes. As principais indicações são bioestimuladores de colágeno e preenchedores de ácido hialurônico.

O que pensam os brasileiros com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso

Entre os mil pacientes entrevistados, apenas 8% afirmaram que já utilizaram ou estão utilizando GLP-1. No entanto, 68% têm a intenção de iniciar o uso no futuro.

Outro dado relevante é que 71% estariam dispostos a pagar pelo tratamento com GLP-1 se ele fosse mais acessível financeiramente.

Entre os usuários ou ex-usuários de canetas emagrecedoras, 47% afirmam se sentir mais felizes após o tratamento, ainda que 45% sintam falta de receber mais informações sobre a alimentação adequada durante o uso do medicamento.

Mudanças nos hábitos de consumo

O estudo também fez uma varredura digital para identificar o que vem sendo falado e publicado sobre GLP-1 nas redes sociais no Brasil (social intelligence).

Com isso, identificou que o uso do medicamento vem sendo associado ao aumento do consumo de:

  • alimentos saudáveis, como fibras, frutas e vegetais;
  • ingestão de líquidos de baixa caloria, como água e chás;
  • alimentos de alto teor proteico, ovos, carnes magras;
  • alimentos ricos em fibras;
  • iogurtes e bebidas lácteas com alta proteína e baixa caloria;
  • suplementos como whey protein;

Por outro lado, também foi associado à redução do consumo de:

  • alimentos gordurosos (frituras);
  • alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal;
  • doces e sobremesas;
  • petiscos doces e salgados;
  • fast food;
  • refrigerantes;
  • bebidas alcoólicas;

Principais insights para marcas e indústrias

A partir dos resultados da pesquisa, a Ipsos destaca alguns insights para marcas e indústrias.

Um deles é que o consumo de alimentos e bebidas mais calóricos e doces pode apresentar redução devido ao efeito da saciedade e aversão alimentar provocada pelo medicamento.

Outro ponto destacado é que o crescimento da categoria de cervejas sem álcool e de baixa caloria coincide com a expansão do uso de GLP-1 no país.

A Ipsos alerta ainda que o crescimento na adesão às canetas emagrecedoras pode levar a indústria da moda a reavaliar a padronização de tamanhos, além de desenvolver coleções com maior flexibilidade para acomodar corpos em transformação.

A perda de peso rápida também pode aumentar a procura por procedimentos dermatológicos e estéticos. Pacientes enfrentam flacidez e mudanças na pele, aumentando a demanda por tratamentos de sustentação, preenchimento e cirurgias plásticas.

Vale também observar que, enquanto alguns pacientes reduzem a frequência de exercícios físicos após iniciar o uso das canetas, outros buscam musculação para evitar flacidez. A Ipsos ressalta que esses medicamentos mudam a relação com exercício físico, deslocando parte da motivação estética para manutenção muscular.

Por fim, cresce a pressão para que operadoras de saúde avaliem a cobertura desse tipo de medicamento.

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