Networking|10 jun, 2026|

Jim Louderback: ‘É hora de parar de tratar creators como mídia, talento ou auxílio na produção’

Divulgação

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Extinção da viralidade orgânica. Vídeos longos convivendo com cortes curtos, que acabam se tornando o conteúdo em si. A IA facilitando a produção, democratizando a entrada no mercado e acelerando a globalização de novos creators.  

E ainda há a Copa do Mundo, que começa na próxima quinta (11) — prometendo ser o Mundial mais pautado por criadores de conteúdo da história. 

Nome influente do cruzamento entre mídia digital, tecnologia e creator economy, Jim Louderback falou ao UOL para Marcas sobre todos esses assuntos. Listou tendências globais que estão redefinindo o setor — como as que abrem este texto — e compartilhou insights sobre a Copa para líderes de marca.    

Louderback esteve em São Paulo para uma palestra exclusiva organizada pela Spark, empresa especializada em marketing de influência. Dividido em duas partes, o talk foi direcionado aos principais anunciantes do país e criadores de conteúdo brasileiros. 

Além de editor-chefe da PC Magazine, o jornalista e executivo de mídia estadunidense foi CEO da VidCon e da Revision3 — rede de vídeos online pioneira, vendida para a Discovery. Atualmente, é o editor da newsletter Inside the Creator Economy no LinkedIn. Veja trechos da entrevista.

*  

Cenário atual da creator economy no mundo 

“Os criadores chegaram ao palco global. Eles não são mais apenas um ‘item opcional’. As marcas e praticamente todo o mundo agora os veem como essenciais. Mas ainda não está claro qual a melhor forma de utilizá-los, como monetizá-los da melhor maneira e como medir com precisão seu desempenho.”

Impactos no mercado brasileiro

“No Brasil, é hora de parar de tratar os criadores apenas como mídia, talento ou simples auxílio na produção. Pense neles não como elementos promocionais pontuais, mas como parceiros de longo prazo. Alguém com quem você pode construir um negócio, desenvolver um produto e colaborar ao longo do tempo.” 

“Criadores são a porta de entrada para comunidades que eles conhecem melhor do que ninguém. Trabalhar com eles para abrir essas portas é o melhor caminho para o sucesso. Não tenho certeza se isso está acontecendo no Brasil no nível que deveria.” 

Tendências globais que estão redesenhando o setor   

“Alguns pontos se destacam. Primeiro, os criadores e a internet transformaram a distribuição. Agora, a IA está transformando a criação de conteúdo. Veremos muitos outros criadores entrando no mercado porque a IA facilita a produção, a publicação e a promoção do conteúdo.” 

“Segundo, a viralidade orgânica está desaparecendo. Impulsionamento, cortes, formas de gerar tração inicial estão dominando.” 

“Terceiro, muitas marcas e agências simplesmente não estão estruturadas para trabalhar com criadores com sucesso. Quarto, os criadores estão se tornando globais. Existem novas formas de traduzir, dublar e alcançar públicos muito além do idioma que você fala.” 

“Eu incentivaria os criadores a pensar além do mercado de língua portuguesa e alcançar todos os idiomas, em todos os lugares. Isso agora é possível.”

Vídeo: o formato em 2026

“Com mais vídeos sendo assistidos em TVs de tela grande, há uma oportunidade real para os criadores produzirem conteúdos que durem 20, 30, 40 minutos, até uma hora, particularmente no YouTube. Veremos mais disso. Ao mesmo tempo, estamos vendo mais conteúdo de formato curto que não é apenas promocional. É o conteúdo em si, recortado de peças mais longas.” 

“E há também o conteúdo gerado por IA. Muita gente diz ‘Isso é lixo, eu não quero’, mas observe o que elas realmente fazem — porque elas estão assistindo. Isso também é uma oportunidade para os criadores.”

Insights: marcas, creators e a Copa  

“Os criadores têm a oportunidade de abrir mercados que ainda não estão focados em algo como a Copa do Mundo. Claro, você quer fãs de esportes, ex-atletas e podcasters que possam analisar o jogo para o público principal. Mas criadores sem histórico esportivo podem atrair públicos que normalmente não assistiriam.” 

“A Copa do Mundo é um fenômeno global, mas ainda há muita gente que não tem um ponto de entrada… Que não entende bem o que está acontecendo ou sente que aquilo não é para eles. Criadores que trabalham com comunidades fora do nicho central podem tornar o evento relevante, familiar e interessante para públicos que, de outra forma, deixariam o jogo passando ao fundo enquanto mexem no celular.”

Jim Louderback, jornalista e executivo de mídia 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Networking|10 jun, 2026|

Jim Louderback: ‘É hora de parar de tratar creators como mídia, talento ou auxílio na produção’

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Extinção da viralidade orgânica. Vídeos longos convivendo com cortes curtos, que acabam se tornando o conteúdo em si. A IA facilitando a produção, democratizando a entrada no mercado e acelerando a globalização de novos creators.  

E ainda há a Copa do Mundo, que começa na próxima quinta (11) — prometendo ser o Mundial mais pautado por criadores de conteúdo da história. 

Nome influente do cruzamento entre mídia digital, tecnologia e creator economy, Jim Louderback falou ao UOL para Marcas sobre todos esses assuntos. Listou tendências globais que estão redefinindo o setor — como as que abrem este texto — e compartilhou insights sobre a Copa para líderes de marca.    

Louderback esteve em São Paulo para uma palestra exclusiva organizada pela Spark, empresa especializada em marketing de influência. Dividido em duas partes, o talk foi direcionado aos principais anunciantes do país e criadores de conteúdo brasileiros. 

Além de editor-chefe da PC Magazine, o jornalista e executivo de mídia estadunidense foi CEO da VidCon e da Revision3 — rede de vídeos online pioneira, vendida para a Discovery. Atualmente, é o editor da newsletter Inside the Creator Economy no LinkedIn. Veja trechos da entrevista.

*  

Cenário atual da creator economy no mundo 

“Os criadores chegaram ao palco global. Eles não são mais apenas um ‘item opcional’. As marcas e praticamente todo o mundo agora os veem como essenciais. Mas ainda não está claro qual a melhor forma de utilizá-los, como monetizá-los da melhor maneira e como medir com precisão seu desempenho.”

Impactos no mercado brasileiro

“No Brasil, é hora de parar de tratar os criadores apenas como mídia, talento ou simples auxílio na produção. Pense neles não como elementos promocionais pontuais, mas como parceiros de longo prazo. Alguém com quem você pode construir um negócio, desenvolver um produto e colaborar ao longo do tempo.” 

“Criadores são a porta de entrada para comunidades que eles conhecem melhor do que ninguém. Trabalhar com eles para abrir essas portas é o melhor caminho para o sucesso. Não tenho certeza se isso está acontecendo no Brasil no nível que deveria.” 

Tendências globais que estão redesenhando o setor   

“Alguns pontos se destacam. Primeiro, os criadores e a internet transformaram a distribuição. Agora, a IA está transformando a criação de conteúdo. Veremos muitos outros criadores entrando no mercado porque a IA facilita a produção, a publicação e a promoção do conteúdo.” 

“Segundo, a viralidade orgânica está desaparecendo. Impulsionamento, cortes, formas de gerar tração inicial estão dominando.” 

“Terceiro, muitas marcas e agências simplesmente não estão estruturadas para trabalhar com criadores com sucesso. Quarto, os criadores estão se tornando globais. Existem novas formas de traduzir, dublar e alcançar públicos muito além do idioma que você fala.” 

“Eu incentivaria os criadores a pensar além do mercado de língua portuguesa e alcançar todos os idiomas, em todos os lugares. Isso agora é possível.”

Vídeo: o formato em 2026

“Com mais vídeos sendo assistidos em TVs de tela grande, há uma oportunidade real para os criadores produzirem conteúdos que durem 20, 30, 40 minutos, até uma hora, particularmente no YouTube. Veremos mais disso. Ao mesmo tempo, estamos vendo mais conteúdo de formato curto que não é apenas promocional. É o conteúdo em si, recortado de peças mais longas.” 

“E há também o conteúdo gerado por IA. Muita gente diz ‘Isso é lixo, eu não quero’, mas observe o que elas realmente fazem — porque elas estão assistindo. Isso também é uma oportunidade para os criadores.”

Insights: marcas, creators e a Copa  

“Os criadores têm a oportunidade de abrir mercados que ainda não estão focados em algo como a Copa do Mundo. Claro, você quer fãs de esportes, ex-atletas e podcasters que possam analisar o jogo para o público principal. Mas criadores sem histórico esportivo podem atrair públicos que normalmente não assistiriam.” 

“A Copa do Mundo é um fenômeno global, mas ainda há muita gente que não tem um ponto de entrada… Que não entende bem o que está acontecendo ou sente que aquilo não é para eles. Criadores que trabalham com comunidades fora do nicho central podem tornar o evento relevante, familiar e interessante para públicos que, de outra forma, deixariam o jogo passando ao fundo enquanto mexem no celular.”

Jim Louderback, jornalista e executivo de mídia 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Networking|10 jun, 2026|

Jim Louderback: ‘É hora de parar de tratar creators como mídia, talento ou auxílio na produção’

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Extinção da viralidade orgânica. Vídeos longos convivendo com cortes curtos, que acabam se tornando o conteúdo em si. A IA facilitando a produção, democratizando a entrada no mercado e acelerando a globalização de novos creators.  

E ainda há a Copa do Mundo, que começa na próxima quinta (11) — prometendo ser o Mundial mais pautado por criadores de conteúdo da história. 

Nome influente do cruzamento entre mídia digital, tecnologia e creator economy, Jim Louderback falou ao UOL para Marcas sobre todos esses assuntos. Listou tendências globais que estão redefinindo o setor — como as que abrem este texto — e compartilhou insights sobre a Copa para líderes de marca.    

Louderback esteve em São Paulo para uma palestra exclusiva organizada pela Spark, empresa especializada em marketing de influência. Dividido em duas partes, o talk foi direcionado aos principais anunciantes do país e criadores de conteúdo brasileiros. 

Além de editor-chefe da PC Magazine, o jornalista e executivo de mídia estadunidense foi CEO da VidCon e da Revision3 — rede de vídeos online pioneira, vendida para a Discovery. Atualmente, é o editor da newsletter Inside the Creator Economy no LinkedIn. Veja trechos da entrevista.

*  

Cenário atual da creator economy no mundo 

“Os criadores chegaram ao palco global. Eles não são mais apenas um ‘item opcional’. As marcas e praticamente todo o mundo agora os veem como essenciais. Mas ainda não está claro qual a melhor forma de utilizá-los, como monetizá-los da melhor maneira e como medir com precisão seu desempenho.”

Impactos no mercado brasileiro

“No Brasil, é hora de parar de tratar os criadores apenas como mídia, talento ou simples auxílio na produção. Pense neles não como elementos promocionais pontuais, mas como parceiros de longo prazo. Alguém com quem você pode construir um negócio, desenvolver um produto e colaborar ao longo do tempo.” 

“Criadores são a porta de entrada para comunidades que eles conhecem melhor do que ninguém. Trabalhar com eles para abrir essas portas é o melhor caminho para o sucesso. Não tenho certeza se isso está acontecendo no Brasil no nível que deveria.” 

Tendências globais que estão redesenhando o setor   

“Alguns pontos se destacam. Primeiro, os criadores e a internet transformaram a distribuição. Agora, a IA está transformando a criação de conteúdo. Veremos muitos outros criadores entrando no mercado porque a IA facilita a produção, a publicação e a promoção do conteúdo.” 

“Segundo, a viralidade orgânica está desaparecendo. Impulsionamento, cortes, formas de gerar tração inicial estão dominando.” 

“Terceiro, muitas marcas e agências simplesmente não estão estruturadas para trabalhar com criadores com sucesso. Quarto, os criadores estão se tornando globais. Existem novas formas de traduzir, dublar e alcançar públicos muito além do idioma que você fala.” 

“Eu incentivaria os criadores a pensar além do mercado de língua portuguesa e alcançar todos os idiomas, em todos os lugares. Isso agora é possível.”

Vídeo: o formato em 2026

“Com mais vídeos sendo assistidos em TVs de tela grande, há uma oportunidade real para os criadores produzirem conteúdos que durem 20, 30, 40 minutos, até uma hora, particularmente no YouTube. Veremos mais disso. Ao mesmo tempo, estamos vendo mais conteúdo de formato curto que não é apenas promocional. É o conteúdo em si, recortado de peças mais longas.” 

“E há também o conteúdo gerado por IA. Muita gente diz ‘Isso é lixo, eu não quero’, mas observe o que elas realmente fazem — porque elas estão assistindo. Isso também é uma oportunidade para os criadores.”

Insights: marcas, creators e a Copa  

“Os criadores têm a oportunidade de abrir mercados que ainda não estão focados em algo como a Copa do Mundo. Claro, você quer fãs de esportes, ex-atletas e podcasters que possam analisar o jogo para o público principal. Mas criadores sem histórico esportivo podem atrair públicos que normalmente não assistiriam.” 

“A Copa do Mundo é um fenômeno global, mas ainda há muita gente que não tem um ponto de entrada… Que não entende bem o que está acontecendo ou sente que aquilo não é para eles. Criadores que trabalham com comunidades fora do nicho central podem tornar o evento relevante, familiar e interessante para públicos que, de outra forma, deixariam o jogo passando ao fundo enquanto mexem no celular.”

Jim Louderback, jornalista e executivo de mídia 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target