Networking|24 jun, 2026|

Carmela Borst, da edtech SoulCode: ‘Apenas 3% dos brasileiros têm alta competência digital’

Divulgação

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Um país onde 94% da população acessa um celular, sobretudo WhatsApp e redes sociais, mas apenas 3% têm alta competência digital. Essa radiografia é do Brasil. Os dados do Banco Mundial — divulgados em relatório de desenvolvimento humano e econômico da instituição, em 2023 — mostram que a imensa maioria dos brasileiros vive em situação de vulnerabilidade digital. 

“O Brasil é o último colocado da América Latina em competência digital. Não estamos comparando com a Noruega”, ressalta Carmela Borst, cofundadora e CEO da edtech SoulCode. “Existe uma questão social envolvida, mas também etária.” 

Apesar da arquitetura avançada, materializada no gov.br, no SUS Digital e na urna eletrônica — todos sistemas que se tornaram referências mundiais —, o país vive uma dicotomia, ela avalia. 

“Investimos muito em infraestrutura. Em compensação, somos uma das nações que menos investe em capacitação tecnológica. Nós temos uma plataforma como o e-gov, mas milhões de brasileiros não conseguem usá-la.” 

Uma startup, dois desafios 

Em 2020, após duas décadas em altos cargos executivos de multinacionais como a Oracle, Borst fundou a SoulCode. Com um modelo que conecta educação, empregabilidade e inclusão em escala nacional, a startup nasceu para atuar na raiz de um dos nossos principais gargalos, o déficit de profissionais qualificados em tecnologia.

Simultaneamente, a edtech abraçou outro desafio: o acesso de perfis historicamente excluídos ao campo digital. 

Mulheres, 50+, dados e IA 

Embora representem mais da metade da população, as mulheres ocupam menos de 40% dos cargos do setor de tecnologia no país, segundo a principal entidade representativa (Brasscom). Quando somente funções técnicas são incluídas, o índice despenca para 20%. 

E quanto mais o recorte afunila, menor a presença na área, acrescenta Borst. “Temos apenas 3% de mulheres pretas na tecnologia e 0,5% com deficiência”, diz. 

Além do gênero feminino, a SoulCode prioriza pessoas em transição de carreira, profissionais 40+ e 50+, e candidatos considerados não óbvios pelo mercado tradicional. Mais de 170 mil talentos já foram capacitados em cursos gratuitos — online ou presenciais — de desenvolvimento de software, dados e cloud. Ferramentas como Canva e ChatGPT fazem parte da grade, alinhadas às demandas reais de grandes empresas. 

“Dados e IA hoje estão no nosso foco — são duas carreiras que terão muita oferta de trabalho. A inteligência artificial acelera o aprendizado. Por outro lado, ela pode aumentar o abismo que já existe em relação ao conhecimento.” 

Os vulneráveis digitais das classes A e B 

A startup tem forte atuação no Nordeste e no Norte do país, mas não é preciso “ir muito longe” para encontrar a nação de vulneráveis digitais, afirma Borst. 

“Não estamos falando só dos extremos do Brasil, mas também de territórios de favela, da zona rural assim que você sai da Grande São Paulo. Temos turmas de letramento digital com IA para agricultoras de cacau no Maranhão e empreendedoras da Barra do Sahy [litoral de SP]”, conta. 

Renda e formação também não são determinantes. 

“Eu costumo dizer isso isso: existem vulneráveis digitais na classe A, na B, na nossa família. Eles têm mais de 50 anos, ensino superior, muitas vezes mais de um idioma. Fizemos esse mesmo curso de letramento na Embraer, para o público 50+, e trabalhamos toda São José [dos Campos, interior de SP]. Mais de 8.000 pessoas se inscreveram.” 

Divisão infantil atua em organizações sociais 

Na metodologia desenvolvida pela SoulCode, o índice de maturidade digital vai de 0 a 40. Ele percorre perfis como o “autônomo digital”, que consegue utilizar tecnologia, mas não tem senso crítico: acredita em fake news, acha que vídeos manipulados por IA são verdadeiros e está vulnerável a golpes online. 

As fases “consciência digital”, “prosperidade” e “maturidade” vêm a seguir. 

Quando atingida a etapa de consciência, é possível trabalhar competência digital, explica Borst. “A pessoa vai entender o que é ética no uso, o que deve ou não deve fazer no trabalho, no estudo. Aí ela está caminhando para o que chamamos de prosperidade: usar para fazer renda, inovar, transformar ou impactar o coletivo.”

“A maioria da população sabe usar o aplicativo WhatsApp no celular, mas não um computador. Apenas 20% têm e-mail. A solução é educação, e precisamos começar pelas crianças. Em Singapura, crianças de quatro anos já estão aprendendo programação.” 

Para formar crianças, a edtech lançou a SoulCode Kids, iniciativa voltada a estudantes de 7 a 14 anos, implementada em organizações sociais. O projeto aplica recursos digitais e estratégias pedagógicas que integram tecnologia ao ensino em um ambiente controlado.  

Jornada de inclusão: ‘por amor e pela dor’  

Com mais de 50 clientes e parceiros corporativos — Microsoft, Google e Grupo Petrópolis entre eles —, a SoulCode faz a ponte para inserir milhares de profissionais na nova economia. “Existem dois caminhos: algumas empresas fazem por amor e outras, pela dor. Elas deixam de prosperar sem pessoas digitalmente capazes”, resume Borst. 

Conselheira de organizações como Casa do Zezinho e Instituto Ser+, além de voluntária da Cufa (Central Única das Favelas), a empreendedora foi reconhecida pela ONU Mulheres pelo impacto social da startup que criou na formação tecnológica e na inclusão produtiva. Ela também figura entre os principais creators de justiça social e filantropia do LinkedIn Brasil, segundo ranking da Favikon. 

A inspiração para essa jornada vem de casa. Sua mãe, nordestina, jovem e desquitada nos anos 1970, virou líder comunitária e comandou uma ONG que apoiava pessoas em situação de rua. 

“É impossível uma empresa fazer inovação sem diversidade. Se você passar um desafio e pedir uma solução tecnológica para um grupo de pessoas do mesmo gênero, classe social, região, todos vão trazer a mesma resposta. A inovação só acontece quando existe um caldeirão de diversidade.” 

Carmela Borst, cofundadora e CEO da edtech SoulCode

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

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Carmela Borst, da edtech SoulCode: ‘Apenas 3% dos brasileiros têm alta competência digital’

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Um país onde 94% da população acessa um celular, sobretudo WhatsApp e redes sociais, mas apenas 3% têm alta competência digital. Essa radiografia é do Brasil. Os dados do Banco Mundial — divulgados em relatório de desenvolvimento humano e econômico da instituição, em 2023 — mostram que a imensa maioria dos brasileiros vive em situação de vulnerabilidade digital. 

“O Brasil é o último colocado da América Latina em competência digital. Não estamos comparando com a Noruega”, ressalta Carmela Borst, cofundadora e CEO da edtech SoulCode. “Existe uma questão social envolvida, mas também etária.” 

Apesar da arquitetura avançada, materializada no gov.br, no SUS Digital e na urna eletrônica — todos sistemas que se tornaram referências mundiais —, o país vive uma dicotomia, ela avalia. 

“Investimos muito em infraestrutura. Em compensação, somos uma das nações que menos investe em capacitação tecnológica. Nós temos uma plataforma como o e-gov, mas milhões de brasileiros não conseguem usá-la.” 

Uma startup, dois desafios 

Em 2020, após duas décadas em altos cargos executivos de multinacionais como a Oracle, Borst fundou a SoulCode. Com um modelo que conecta educação, empregabilidade e inclusão em escala nacional, a startup nasceu para atuar na raiz de um dos nossos principais gargalos, o déficit de profissionais qualificados em tecnologia.

Simultaneamente, a edtech abraçou outro desafio: o acesso de perfis historicamente excluídos ao campo digital. 

Mulheres, 50+, dados e IA 

Embora representem mais da metade da população, as mulheres ocupam menos de 40% dos cargos do setor de tecnologia no país, segundo a principal entidade representativa (Brasscom). Quando somente funções técnicas são incluídas, o índice despenca para 20%. 

E quanto mais o recorte afunila, menor a presença na área, acrescenta Borst. “Temos apenas 3% de mulheres pretas na tecnologia e 0,5% com deficiência”, diz. 

Além do gênero feminino, a SoulCode prioriza pessoas em transição de carreira, profissionais 40+ e 50+, e candidatos considerados não óbvios pelo mercado tradicional. Mais de 170 mil talentos já foram capacitados em cursos gratuitos — online ou presenciais — de desenvolvimento de software, dados e cloud. Ferramentas como Canva e ChatGPT fazem parte da grade, alinhadas às demandas reais de grandes empresas. 

“Dados e IA hoje estão no nosso foco — são duas carreiras que terão muita oferta de trabalho. A inteligência artificial acelera o aprendizado. Por outro lado, ela pode aumentar o abismo que já existe em relação ao conhecimento.” 

Os vulneráveis digitais das classes A e B 

A startup tem forte atuação no Nordeste e no Norte do país, mas não é preciso “ir muito longe” para encontrar a nação de vulneráveis digitais, afirma Borst. 

“Não estamos falando só dos extremos do Brasil, mas também de territórios de favela, da zona rural assim que você sai da Grande São Paulo. Temos turmas de letramento digital com IA para agricultoras de cacau no Maranhão e empreendedoras da Barra do Sahy [litoral de SP]”, conta. 

Renda e formação também não são determinantes. 

“Eu costumo dizer isso isso: existem vulneráveis digitais na classe A, na B, na nossa família. Eles têm mais de 50 anos, ensino superior, muitas vezes mais de um idioma. Fizemos esse mesmo curso de letramento na Embraer, para o público 50+, e trabalhamos toda São José [dos Campos, interior de SP]. Mais de 8.000 pessoas se inscreveram.” 

Divisão infantil atua em organizações sociais 

Na metodologia desenvolvida pela SoulCode, o índice de maturidade digital vai de 0 a 40. Ele percorre perfis como o “autônomo digital”, que consegue utilizar tecnologia, mas não tem senso crítico: acredita em fake news, acha que vídeos manipulados por IA são verdadeiros e está vulnerável a golpes online. 

As fases “consciência digital”, “prosperidade” e “maturidade” vêm a seguir. 

Quando atingida a etapa de consciência, é possível trabalhar competência digital, explica Borst. “A pessoa vai entender o que é ética no uso, o que deve ou não deve fazer no trabalho, no estudo. Aí ela está caminhando para o que chamamos de prosperidade: usar para fazer renda, inovar, transformar ou impactar o coletivo.”

“A maioria da população sabe usar o aplicativo WhatsApp no celular, mas não um computador. Apenas 20% têm e-mail. A solução é educação, e precisamos começar pelas crianças. Em Singapura, crianças de quatro anos já estão aprendendo programação.” 

Para formar crianças, a edtech lançou a SoulCode Kids, iniciativa voltada a estudantes de 7 a 14 anos, implementada em organizações sociais. O projeto aplica recursos digitais e estratégias pedagógicas que integram tecnologia ao ensino em um ambiente controlado.  

Jornada de inclusão: ‘por amor e pela dor’  

Com mais de 50 clientes e parceiros corporativos — Microsoft, Google e Grupo Petrópolis entre eles —, a SoulCode faz a ponte para inserir milhares de profissionais na nova economia. “Existem dois caminhos: algumas empresas fazem por amor e outras, pela dor. Elas deixam de prosperar sem pessoas digitalmente capazes”, resume Borst. 

Conselheira de organizações como Casa do Zezinho e Instituto Ser+, além de voluntária da Cufa (Central Única das Favelas), a empreendedora foi reconhecida pela ONU Mulheres pelo impacto social da startup que criou na formação tecnológica e na inclusão produtiva. Ela também figura entre os principais creators de justiça social e filantropia do LinkedIn Brasil, segundo ranking da Favikon. 

A inspiração para essa jornada vem de casa. Sua mãe, nordestina, jovem e desquitada nos anos 1970, virou líder comunitária e comandou uma ONG que apoiava pessoas em situação de rua. 

“É impossível uma empresa fazer inovação sem diversidade. Se você passar um desafio e pedir uma solução tecnológica para um grupo de pessoas do mesmo gênero, classe social, região, todos vão trazer a mesma resposta. A inovação só acontece quando existe um caldeirão de diversidade.” 

Carmela Borst, cofundadora e CEO da edtech SoulCode

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Networking|24 jun, 2026|

Carmela Borst, da edtech SoulCode: ‘Apenas 3% dos brasileiros têm alta competência digital’

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Um país onde 94% da população acessa um celular, sobretudo WhatsApp e redes sociais, mas apenas 3% têm alta competência digital. Essa radiografia é do Brasil. Os dados do Banco Mundial — divulgados em relatório de desenvolvimento humano e econômico da instituição, em 2023 — mostram que a imensa maioria dos brasileiros vive em situação de vulnerabilidade digital. 

“O Brasil é o último colocado da América Latina em competência digital. Não estamos comparando com a Noruega”, ressalta Carmela Borst, cofundadora e CEO da edtech SoulCode. “Existe uma questão social envolvida, mas também etária.” 

Apesar da arquitetura avançada, materializada no gov.br, no SUS Digital e na urna eletrônica — todos sistemas que se tornaram referências mundiais —, o país vive uma dicotomia, ela avalia. 

“Investimos muito em infraestrutura. Em compensação, somos uma das nações que menos investe em capacitação tecnológica. Nós temos uma plataforma como o e-gov, mas milhões de brasileiros não conseguem usá-la.” 

Uma startup, dois desafios 

Em 2020, após duas décadas em altos cargos executivos de multinacionais como a Oracle, Borst fundou a SoulCode. Com um modelo que conecta educação, empregabilidade e inclusão em escala nacional, a startup nasceu para atuar na raiz de um dos nossos principais gargalos, o déficit de profissionais qualificados em tecnologia.

Simultaneamente, a edtech abraçou outro desafio: o acesso de perfis historicamente excluídos ao campo digital. 

Mulheres, 50+, dados e IA 

Embora representem mais da metade da população, as mulheres ocupam menos de 40% dos cargos do setor de tecnologia no país, segundo a principal entidade representativa (Brasscom). Quando somente funções técnicas são incluídas, o índice despenca para 20%. 

E quanto mais o recorte afunila, menor a presença na área, acrescenta Borst. “Temos apenas 3% de mulheres pretas na tecnologia e 0,5% com deficiência”, diz. 

Além do gênero feminino, a SoulCode prioriza pessoas em transição de carreira, profissionais 40+ e 50+, e candidatos considerados não óbvios pelo mercado tradicional. Mais de 170 mil talentos já foram capacitados em cursos gratuitos — online ou presenciais — de desenvolvimento de software, dados e cloud. Ferramentas como Canva e ChatGPT fazem parte da grade, alinhadas às demandas reais de grandes empresas. 

“Dados e IA hoje estão no nosso foco — são duas carreiras que terão muita oferta de trabalho. A inteligência artificial acelera o aprendizado. Por outro lado, ela pode aumentar o abismo que já existe em relação ao conhecimento.” 

Os vulneráveis digitais das classes A e B 

A startup tem forte atuação no Nordeste e no Norte do país, mas não é preciso “ir muito longe” para encontrar a nação de vulneráveis digitais, afirma Borst. 

“Não estamos falando só dos extremos do Brasil, mas também de territórios de favela, da zona rural assim que você sai da Grande São Paulo. Temos turmas de letramento digital com IA para agricultoras de cacau no Maranhão e empreendedoras da Barra do Sahy [litoral de SP]”, conta. 

Renda e formação também não são determinantes. 

“Eu costumo dizer isso isso: existem vulneráveis digitais na classe A, na B, na nossa família. Eles têm mais de 50 anos, ensino superior, muitas vezes mais de um idioma. Fizemos esse mesmo curso de letramento na Embraer, para o público 50+, e trabalhamos toda São José [dos Campos, interior de SP]. Mais de 8.000 pessoas se inscreveram.” 

Divisão infantil atua em organizações sociais 

Na metodologia desenvolvida pela SoulCode, o índice de maturidade digital vai de 0 a 40. Ele percorre perfis como o “autônomo digital”, que consegue utilizar tecnologia, mas não tem senso crítico: acredita em fake news, acha que vídeos manipulados por IA são verdadeiros e está vulnerável a golpes online. 

As fases “consciência digital”, “prosperidade” e “maturidade” vêm a seguir. 

Quando atingida a etapa de consciência, é possível trabalhar competência digital, explica Borst. “A pessoa vai entender o que é ética no uso, o que deve ou não deve fazer no trabalho, no estudo. Aí ela está caminhando para o que chamamos de prosperidade: usar para fazer renda, inovar, transformar ou impactar o coletivo.”

“A maioria da população sabe usar o aplicativo WhatsApp no celular, mas não um computador. Apenas 20% têm e-mail. A solução é educação, e precisamos começar pelas crianças. Em Singapura, crianças de quatro anos já estão aprendendo programação.” 

Para formar crianças, a edtech lançou a SoulCode Kids, iniciativa voltada a estudantes de 7 a 14 anos, implementada em organizações sociais. O projeto aplica recursos digitais e estratégias pedagógicas que integram tecnologia ao ensino em um ambiente controlado.  

Jornada de inclusão: ‘por amor e pela dor’  

Com mais de 50 clientes e parceiros corporativos — Microsoft, Google e Grupo Petrópolis entre eles —, a SoulCode faz a ponte para inserir milhares de profissionais na nova economia. “Existem dois caminhos: algumas empresas fazem por amor e outras, pela dor. Elas deixam de prosperar sem pessoas digitalmente capazes”, resume Borst. 

Conselheira de organizações como Casa do Zezinho e Instituto Ser+, além de voluntária da Cufa (Central Única das Favelas), a empreendedora foi reconhecida pela ONU Mulheres pelo impacto social da startup que criou na formação tecnológica e na inclusão produtiva. Ela também figura entre os principais creators de justiça social e filantropia do LinkedIn Brasil, segundo ranking da Favikon. 

A inspiração para essa jornada vem de casa. Sua mãe, nordestina, jovem e desquitada nos anos 1970, virou líder comunitária e comandou uma ONG que apoiava pessoas em situação de rua. 

“É impossível uma empresa fazer inovação sem diversidade. Se você passar um desafio e pedir uma solução tecnológica para um grupo de pessoas do mesmo gênero, classe social, região, todos vão trazer a mesma resposta. A inovação só acontece quando existe um caldeirão de diversidade.” 

Carmela Borst, cofundadora e CEO da edtech SoulCode

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