Investimento em gastronomia: ‘Quisemos focar na parte mais importante, a viagem’, diz Thais Nicolau, da Nomad
Mariana Pekin

Débora Yuri - UOL para Marcas
Encontrar o melhor gyukatsu no Japão, o top tom yum na Tailândia ou o tiramisù “numero uno” na Itália pode se tornar um dos momentos mais memoráveis de uma viagem. De olho nesse nível de experiência, a fintech brasileira que consolidou o modelo “vida financeira global” elegeu um novo território de marca: a gastronomia.
A estratégia de se associar a esse universo faz parte do renovado plano de branding e foi reforçada com o patrocínio master à 13ª edição do MasterChef Brasil, que estreou no final de maio. A Nomad é o único detentor de cota máxima que não tem relação direta com o tema central do programa — Cacau Show, Heinz, Kitchen e Nestlé completam a lista.
Pouco explorado no setor, território gera conexão emocional
Com a presença em horário nobre e experiências premium em seus espaços físicos, a fintech projeta conversão de base de alta renda interessada em turismo e cultura. “Estudamos tamanho dos territórios e afinidade com a nossa audiência — quais deles geravam mais conexão emocional e se relacionavam com o novo posicionamento”, diz Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad.
Também era importante não entrar num campo saturado, mas o assunto é pouco explorado pelos concorrentes. “Marcas financeiras costumam estar em esporte e música”, resume a executiva.
Outro ponto a favor foi a conexão da comida com todos os casos de uso Nomad, de viagem internacional a produtos previstos em futura expansão. No Brasil, o cartão de crédito da fintech já está em soft launch.
“A gastronomia está muito conectada ao papel da marca, de remover as barreiras para as pessoas poderem ter uma vida global. Ela amplia o portfólio cultural: a gente conhece novas culturas viajando e também por meio de novos sabores.”
Da sala VIP pioneira ao horário nobre, no MasterChef Brasil
A estrada até o MasterChef incluiu a série “Lado A e Lado B”, lançada com o canal Tastemade, e o programa “Entre Américas”, uma parceria com o GNT. Campeã da 1ª temporada do reality, a chef Elisa Fernandes estrelou a primeira, enquanto o segundo traz Mari Weickert dando dicas de bares e restaurantes no México, Canadá e nos EUA — os países-sede da Copa-2026.
O investimento no território envolveu ainda o lançamento do Nomad Guide — com curadoria 100% humana de especialistas em gastronomia e viagens — e conteúdos especiais nas plataformas sociais da marca.
Mas nada pavimentou melhor esse caminho do que o sucesso do Nomad Lounge, no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Nomad Lounge, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, tem curadoria do Buffet Charlô
Menos fundo de funil, mais construção de marca
“A empresa foi escalando e expandindo o portfólio. Principalmente com a entrada em investimentos no exterior, os fundadores e C-Levels entenderam que era preciso ter um trabalho mais holístico de marketing. Não olhar só para fundo de funil”, conta Nicolau.
Assim, com pouco mais de dois anos de vida, a Nomad lançou sua sala VIP — para ir além da conversão, gerando também credibilidade e aumentando o awareness.
A ideia era mostrar grandiosidade e construir marca, posicionamento. “Dentro do setor financeiro, a gente tenta manter o DNA inovador e disruptivo”, acrescenta. Ela emenda com exemplos de pioneirismo, como ser a primeira fintech brasileira a lançar o cartão de débito global e a primeira a ter o próprio lounge VIP em aeroporto.
Experiências: no aeroporto, consulado e after party da Copa
No espaço em GRU, um dos diferenciais é justamente a curadoria gastronômica. Assinado pelo Buffet Charlô, o menu ajuda a atrair cerca de 13 mil visitantes por mês.
Já o Nomad Coffee, instalado em ponto estratégico, próximo ao consulado dos EUA em São Paulo, fornece serviços essenciais aos viajantes.
A aposta em experiências físicas premium para trabalhar a gastronomia de forma 360º chegou até à Copa do Mundo. Criada em parceria com a Visa — a bandeira do seu cartão global —, a Casa Nomad recebe clientes na capital paulista com telões, DJs e cardápios temáticos.
Concorrência explode, e aposta é na comunicação ‘diferenciada’
Nicolau observa que o segmento dos cartões globais se comoditizou, com diversos novos entrantes. Mas a comunicação permanece “muito funcional”. “É quanto de taxa você vai pagar, é preço… Nós quisemos focar na parte mais importante: a viagem em si”, compara.
“É isso que vai fazer o cliente ficar: oferecer a melhor experiência, eliminar as fricções. Agora temos chip de internet, seguro-viagem, passagens, hospedagem, somos a única marca da categoria com sala VIP. Porque a economia, na ponta do lápis, é pequena diante do valor total que você vai transacionar. Não ter dor de cabeça viajando vale muito mais.”
Com posicionamento, fintech mira público de ‘atitude globalizada’
Em relação ao público-alvo, os novos projetos miram a partir do começo da classe A, explica a CMO.
“É mais do que uma classificação de renda. A gente está falando de pessoas que têm uma atitude mais globalizada — falam inglês, consomem marcas internacionais e geralmente estão na faixa etária 30+.”
O segmento ajudou a fintech a atingir R$ 760 milhões de receita anualizada e R$ 8 bilhões de ativos sob custódia, além de ter chegado a 3,8 milhões de clientes.
Com passagens por Burger King e Mercado Livre, Nicolau se sente à vontade para desenvolver uma linguagem incomum no setor financeiro — conhecido por ser conservador e pouco afeito a ousadias. O respaldo vem dos indicadores de marca alcançados, além de resultados de negócio.
“Enquanto a categoria está falando de taxas, de valores, nós entramos com foco em experiência e elementos que potencializam a viagem das pessoas. Num mundo dominado por algoritmos e segmentações de audiência, se você fizer igual ao que todos estão fazendo, não terá o chamado ‘stopping power’. Não vai conseguir fazer ninguém parar.”
Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad
Investimento em gastronomia: ‘Quisemos focar na parte mais importante, a viagem’, diz Thais Nicolau, da Nomad
Mariana Pekin

Débora Yuri - UOL para Marcas
Encontrar o melhor gyukatsu no Japão, o top tom yum na Tailândia ou o tiramisù “numero uno” na Itália pode se tornar um dos momentos mais memoráveis de uma viagem. De olho nesse nível de experiência, a fintech brasileira que consolidou o modelo “vida financeira global” elegeu um novo território de marca: a gastronomia.
A estratégia de se associar a esse universo faz parte do renovado plano de branding e foi reforçada com o patrocínio master à 13ª edição do MasterChef Brasil, que estreou no final de maio. A Nomad é o único detentor de cota máxima que não tem relação direta com o tema central do programa — Cacau Show, Heinz, Kitchen e Nestlé completam a lista.
Pouco explorado no setor, território gera conexão emocional
Com a presença em horário nobre e experiências premium em seus espaços físicos, a fintech projeta conversão de base de alta renda interessada em turismo e cultura. “Estudamos tamanho dos territórios e afinidade com a nossa audiência — quais deles geravam mais conexão emocional e se relacionavam com o novo posicionamento”, diz Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad.
Também era importante não entrar num campo saturado, mas o assunto é pouco explorado pelos concorrentes. “Marcas financeiras costumam estar em esporte e música”, resume a executiva.
Outro ponto a favor foi a conexão da comida com todos os casos de uso Nomad, de viagem internacional a produtos previstos em futura expansão. No Brasil, o cartão de crédito da fintech já está em soft launch.
“A gastronomia está muito conectada ao papel da marca, de remover as barreiras para as pessoas poderem ter uma vida global. Ela amplia o portfólio cultural: a gente conhece novas culturas viajando e também por meio de novos sabores.”
Da sala VIP pioneira ao horário nobre, no MasterChef Brasil
A estrada até o MasterChef incluiu a série “Lado A e Lado B”, lançada com o canal Tastemade, e o programa “Entre Américas”, uma parceria com o GNT. Campeã da 1ª temporada do reality, a chef Elisa Fernandes estrelou a primeira, enquanto o segundo traz Mari Weickert dando dicas de bares e restaurantes no México, Canadá e nos EUA — os países-sede da Copa-2026.
O investimento no território envolveu ainda o lançamento do Nomad Guide — com curadoria 100% humana de especialistas em gastronomia e viagens — e conteúdos especiais nas plataformas sociais da marca.
Mas nada pavimentou melhor esse caminho do que o sucesso do Nomad Lounge, no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Nomad Lounge, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, tem curadoria do Buffet Charlô
Menos fundo de funil, mais construção de marca
“A empresa foi escalando e expandindo o portfólio. Principalmente com a entrada em investimentos no exterior, os fundadores e C-Levels entenderam que era preciso ter um trabalho mais holístico de marketing. Não olhar só para fundo de funil”, conta Nicolau.
Assim, com pouco mais de dois anos de vida, a Nomad lançou sua sala VIP — para ir além da conversão, gerando também credibilidade e aumentando o awareness.
A ideia era mostrar grandiosidade e construir marca, posicionamento. “Dentro do setor financeiro, a gente tenta manter o DNA inovador e disruptivo”, acrescenta. Ela emenda com exemplos de pioneirismo, como ser a primeira fintech brasileira a lançar o cartão de débito global e a primeira a ter o próprio lounge VIP em aeroporto.
Experiências: no aeroporto, consulado e after party da Copa
No espaço em GRU, um dos diferenciais é justamente a curadoria gastronômica. Assinado pelo Buffet Charlô, o menu ajuda a atrair cerca de 13 mil visitantes por mês.
Já o Nomad Coffee, instalado em ponto estratégico, próximo ao consulado dos EUA em São Paulo, fornece serviços essenciais aos viajantes.
A aposta em experiências físicas premium para trabalhar a gastronomia de forma 360º chegou até à Copa do Mundo. Criada em parceria com a Visa — a bandeira do seu cartão global —, a Casa Nomad recebe clientes na capital paulista com telões, DJs e cardápios temáticos.
Concorrência explode, e aposta é na comunicação ‘diferenciada’
Nicolau observa que o segmento dos cartões globais se comoditizou, com diversos novos entrantes. Mas a comunicação permanece “muito funcional”. “É quanto de taxa você vai pagar, é preço… Nós quisemos focar na parte mais importante: a viagem em si”, compara.
“É isso que vai fazer o cliente ficar: oferecer a melhor experiência, eliminar as fricções. Agora temos chip de internet, seguro-viagem, passagens, hospedagem, somos a única marca da categoria com sala VIP. Porque a economia, na ponta do lápis, é pequena diante do valor total que você vai transacionar. Não ter dor de cabeça viajando vale muito mais.”
Com posicionamento, fintech mira público de ‘atitude globalizada’
Em relação ao público-alvo, os novos projetos miram a partir do começo da classe A, explica a CMO.
“É mais do que uma classificação de renda. A gente está falando de pessoas que têm uma atitude mais globalizada — falam inglês, consomem marcas internacionais e geralmente estão na faixa etária 30+.”
O segmento ajudou a fintech a atingir R$ 760 milhões de receita anualizada e R$ 8 bilhões de ativos sob custódia, além de ter chegado a 3,8 milhões de clientes.
Com passagens por Burger King e Mercado Livre, Nicolau se sente à vontade para desenvolver uma linguagem incomum no setor financeiro — conhecido por ser conservador e pouco afeito a ousadias. O respaldo vem dos indicadores de marca alcançados, além de resultados de negócio.
“Enquanto a categoria está falando de taxas, de valores, nós entramos com foco em experiência e elementos que potencializam a viagem das pessoas. Num mundo dominado por algoritmos e segmentações de audiência, se você fizer igual ao que todos estão fazendo, não terá o chamado ‘stopping power’. Não vai conseguir fazer ninguém parar.”
Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad
Investimento em gastronomia: ‘Quisemos focar na parte mais importante, a viagem’, diz Thais Nicolau, da Nomad
Mariana Pekin

Débora Yuri - UOL para Marcas
Encontrar o melhor gyukatsu no Japão, o top tom yum na Tailândia ou o tiramisù “numero uno” na Itália pode se tornar um dos momentos mais memoráveis de uma viagem. De olho nesse nível de experiência, a fintech brasileira que consolidou o modelo “vida financeira global” elegeu um novo território de marca: a gastronomia.
A estratégia de se associar a esse universo faz parte do renovado plano de branding e foi reforçada com o patrocínio master à 13ª edição do MasterChef Brasil, que estreou no final de maio. A Nomad é o único detentor de cota máxima que não tem relação direta com o tema central do programa — Cacau Show, Heinz, Kitchen e Nestlé completam a lista.
Pouco explorado no setor, território gera conexão emocional
Com a presença em horário nobre e experiências premium em seus espaços físicos, a fintech projeta conversão de base de alta renda interessada em turismo e cultura. “Estudamos tamanho dos territórios e afinidade com a nossa audiência — quais deles geravam mais conexão emocional e se relacionavam com o novo posicionamento”, diz Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad.
Também era importante não entrar num campo saturado, mas o assunto é pouco explorado pelos concorrentes. “Marcas financeiras costumam estar em esporte e música”, resume a executiva.
Outro ponto a favor foi a conexão da comida com todos os casos de uso Nomad, de viagem internacional a produtos previstos em futura expansão. No Brasil, o cartão de crédito da fintech já está em soft launch.
“A gastronomia está muito conectada ao papel da marca, de remover as barreiras para as pessoas poderem ter uma vida global. Ela amplia o portfólio cultural: a gente conhece novas culturas viajando e também por meio de novos sabores.”
Da sala VIP pioneira ao horário nobre, no MasterChef Brasil
A estrada até o MasterChef incluiu a série “Lado A e Lado B”, lançada com o canal Tastemade, e o programa “Entre Américas”, uma parceria com o GNT. Campeã da 1ª temporada do reality, a chef Elisa Fernandes estrelou a primeira, enquanto o segundo traz Mari Weickert dando dicas de bares e restaurantes no México, Canadá e nos EUA — os países-sede da Copa-2026.
O investimento no território envolveu ainda o lançamento do Nomad Guide — com curadoria 100% humana de especialistas em gastronomia e viagens — e conteúdos especiais nas plataformas sociais da marca.
Mas nada pavimentou melhor esse caminho do que o sucesso do Nomad Lounge, no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Nomad Lounge, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, tem curadoria do Buffet Charlô
Menos fundo de funil, mais construção de marca
“A empresa foi escalando e expandindo o portfólio. Principalmente com a entrada em investimentos no exterior, os fundadores e C-Levels entenderam que era preciso ter um trabalho mais holístico de marketing. Não olhar só para fundo de funil”, conta Nicolau.
Assim, com pouco mais de dois anos de vida, a Nomad lançou sua sala VIP — para ir além da conversão, gerando também credibilidade e aumentando o awareness.
A ideia era mostrar grandiosidade e construir marca, posicionamento. “Dentro do setor financeiro, a gente tenta manter o DNA inovador e disruptivo”, acrescenta. Ela emenda com exemplos de pioneirismo, como ser a primeira fintech brasileira a lançar o cartão de débito global e a primeira a ter o próprio lounge VIP em aeroporto.
Experiências: no aeroporto, consulado e after party da Copa
No espaço em GRU, um dos diferenciais é justamente a curadoria gastronômica. Assinado pelo Buffet Charlô, o menu ajuda a atrair cerca de 13 mil visitantes por mês.
Já o Nomad Coffee, instalado em ponto estratégico, próximo ao consulado dos EUA em São Paulo, fornece serviços essenciais aos viajantes.
A aposta em experiências físicas premium para trabalhar a gastronomia de forma 360º chegou até à Copa do Mundo. Criada em parceria com a Visa — a bandeira do seu cartão global —, a Casa Nomad recebe clientes na capital paulista com telões, DJs e cardápios temáticos.
Concorrência explode, e aposta é na comunicação ‘diferenciada’
Nicolau observa que o segmento dos cartões globais se comoditizou, com diversos novos entrantes. Mas a comunicação permanece “muito funcional”. “É quanto de taxa você vai pagar, é preço… Nós quisemos focar na parte mais importante: a viagem em si”, compara.
“É isso que vai fazer o cliente ficar: oferecer a melhor experiência, eliminar as fricções. Agora temos chip de internet, seguro-viagem, passagens, hospedagem, somos a única marca da categoria com sala VIP. Porque a economia, na ponta do lápis, é pequena diante do valor total que você vai transacionar. Não ter dor de cabeça viajando vale muito mais.”
Com posicionamento, fintech mira público de ‘atitude globalizada’
Em relação ao público-alvo, os novos projetos miram a partir do começo da classe A, explica a CMO.
“É mais do que uma classificação de renda. A gente está falando de pessoas que têm uma atitude mais globalizada — falam inglês, consomem marcas internacionais e geralmente estão na faixa etária 30+.”
O segmento ajudou a fintech a atingir R$ 760 milhões de receita anualizada e R$ 8 bilhões de ativos sob custódia, além de ter chegado a 3,8 milhões de clientes.
Com passagens por Burger King e Mercado Livre, Nicolau se sente à vontade para desenvolver uma linguagem incomum no setor financeiro — conhecido por ser conservador e pouco afeito a ousadias. O respaldo vem dos indicadores de marca alcançados, além de resultados de negócio.
“Enquanto a categoria está falando de taxas, de valores, nós entramos com foco em experiência e elementos que potencializam a viagem das pessoas. Num mundo dominado por algoritmos e segmentações de audiência, se você fizer igual ao que todos estão fazendo, não terá o chamado ‘stopping power’. Não vai conseguir fazer ninguém parar.”
Thais Souza Nicolau, diretora de marketing da Nomad
Assuntos Relacionados
Novidades e ideias do mercado publicitário
Assuntos Relacionados
Novidades e ideias do mercado publicitário
Assuntos Relacionados
Novidades e ideias do mercado publicitário


