Rocky Santos, da Dr. Peanut: o futuro pertence a marcas que se tornam relevantes em mais momentos da rotina
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Se você entra na farmácia e adiciona à cesta uma barrinha de proteína, seja bem-vindo ao clube. Impulsionada pela busca por alimentação prática, funcional e rotinas mais dinâmicas, a “snackficação” ganha espaço cada vez maior no consumo da população.
Segundo a Euromonitor, o segmento de alimentos saudáveis movimenta mais de R$ 15 bilhões anualmente no país, enquanto o nicho de snacks proteicos registra crescimento acelerado, com taxas que podem atingir cerca de 17% ao ano. Em suas compras de supermercado e farmácia, metade dos brasileiros já inclui snacks.
‘Snackficação’: tendência ganha o mundo
Globalmente, o mercado acompanha a tendência. Gigantes do setor de alimentos estão adquirindo marcas de suplementos, como o Grupo Ferrero com a Bold Snacks, a Unilever com a Grüns e a Danone com a Huel.
Rocky Santos, brand manager da Dr. Peanut, diz que a mudança é comportamental. “As pessoas continuam fazendo as refeições principais, mas não organizam mais a rotina em torno disso. Elas organizam o tempo para as refeições de acordo com a rotina e passam a comer em mais momentos ao longo do dia.”
A marca do Grupo Supley, que nasceu como uma pasta de amendoim e vem acelerando a atuação na categoria de snacks proteicos, é um case nacional desse movimento. Em 2025, alcançou faturamento aproximado de R$ 154 milhões, com o segmento respondendo por 22% da cifra (R$ 34 milhões).
No home office, com barrinhas e wafers
O crescimento foi puxado por alfajores (R$ 17 milhões), barrinhas proteicas (R$ 15 milhões) e wafers (R$ 2 milhões e lançamento no final do ano). Santos aponta que o trabalho híbrido ou 100% a distância mudou hábitos, fazendo a demanda pelo trio conveniência-sabor-funcionalidade disparar.
Nessa nova rotina, o snack deixou de ser apenas uma indulgência. “Ele passou a ocupar espaços antes reservados ao café da manhã, sobremesa, pré-treino, lanche da tarde ou até pequenas refeições. O consumidor quer praticidade, mas também aquele momento que entregue prazer, proteína, energia ou bem-estar”, afirma.
A alimentação das novas gerações
Quando observamos supermercados ampliando espaço para snacks, farmácias se transformando em hubs de bem-estar e grandes companhias de alimentos e bebidas investindo em categorias como barras, proteínas prontas para consumo, chips funcionais e cookies proteicos, percebemos que a onda não será passageira, avalia o executivo.
“Além disso, os consumidores jovens enxergam a alimentação de forma diferente das gerações anteriores. Eles não separam mais tão claramente o que é refeição e o que é snack. O consumo está fragmentado e baseado em ocasiões.”
Revolução no canal farma
O movimento também é um dos responsáveis pela transformação recente do canal farma. Vendendo suplementos, alimentos funcionais, proteínas, snacks e soluções ligadas ao autocuidado, as farmácias assumiram um papel mais relevante dentro da jornada de saúde, bem-estar e conveniência.
“Elas deixaram de ser apenas um local de emergência, para comprar medicamentos. Estão se consolidando como um dos principais canais de proximidade do varejo e um novo ponto de conveniência premium. Essa mudança ganhou força com o ritmo urbano e o consumo crescente ligado ao bem-estar.”
Redes de atacarejo e clubes de compras
Para a Dr. Peanut, farma já representa a maior fatia das vendas da marca (36%), seguida pelo varejo alimentar (33%) e o especializado (29%).
A gestão de gôndolas e a execução em PDV têm se mostrado ferramentas decisivas para impulsionar vendas, segundo Santos. Elas aumentaram o sell out também em outros canais, como redes de atacarejo e clubes de compras — no Atacadão, por exemplo, o salto foi de 63%; no Sam’s Club, de 39%.
Portfólio ‘snackficado’ conduz crescimento da marca
Além de assumir uma parcela importante dos resultados de negócio, a expansão do portfólio “snackficado” mostra que a tendência segue em alta. Só no primeiro trimestre de 2026, a Dr. Peanut cresceu mais de 15% em vendas, em relação ao mesmo período do ano passado, quando se consideram as novas categorias.
“Nossa estratégia é integrada e guiada pela seguinte premissa: não adianta o desejo existir, se faltarem disponibilidade e frequência. Ampliamos a presença em supermercados, farmácias, lojas especializadas e canais digitais, porque não vale nada criar um produto inovador se ele não estiver disponível no momento da compra. Também estamos investindo em conteúdo, creators e experiências de marca, para acelerar conhecimento e recorrência.”
Insights para o setor
O brasileiro ainda busca prazer na alimentação, mas agora também pensa em praticidade, conveniência, nutrição e benefícios percebidos, acrescenta o executivo. “O consumidor não quer mais escolher entre sabor e funcionalidade. Ele quer os dois”, resume.
Para as marcas do setor, isso significa olhar menos para categorias tradicionais e mais para ocasiões de consumo.
“As empresas que entenderem onde podem gerar valor ao longo do dia terão mais chances de crescer do que aquelas que focarem apenas em disputar espaço dentro de uma categoria específica. O futuro pertence às marcas que estão conseguindo se tornar relevantes em mais momentos da rotina das pessoas.”
Rocky Santos, brand manager da Dr. Peanut
Rocky Santos, da Dr. Peanut: o futuro pertence a marcas que se tornam relevantes em mais momentos da rotina
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Se você entra na farmácia e adiciona à cesta uma barrinha de proteína, seja bem-vindo ao clube. Impulsionada pela busca por alimentação prática, funcional e rotinas mais dinâmicas, a “snackficação” ganha espaço cada vez maior no consumo da população.
Segundo a Euromonitor, o segmento de alimentos saudáveis movimenta mais de R$ 15 bilhões anualmente no país, enquanto o nicho de snacks proteicos registra crescimento acelerado, com taxas que podem atingir cerca de 17% ao ano. Em suas compras de supermercado e farmácia, metade dos brasileiros já inclui snacks.
‘Snackficação’: tendência ganha o mundo
Globalmente, o mercado acompanha a tendência. Gigantes do setor de alimentos estão adquirindo marcas de suplementos, como o Grupo Ferrero com a Bold Snacks, a Unilever com a Grüns e a Danone com a Huel.
Rocky Santos, brand manager da Dr. Peanut, diz que a mudança é comportamental. “As pessoas continuam fazendo as refeições principais, mas não organizam mais a rotina em torno disso. Elas organizam o tempo para as refeições de acordo com a rotina e passam a comer em mais momentos ao longo do dia.”
A marca do Grupo Supley, que nasceu como uma pasta de amendoim e vem acelerando a atuação na categoria de snacks proteicos, é um case nacional desse movimento. Em 2025, alcançou faturamento aproximado de R$ 154 milhões, com o segmento respondendo por 22% da cifra (R$ 34 milhões).
No home office, com barrinhas e wafers
O crescimento foi puxado por alfajores (R$ 17 milhões), barrinhas proteicas (R$ 15 milhões) e wafers (R$ 2 milhões e lançamento no final do ano). Santos aponta que o trabalho híbrido ou 100% a distância mudou hábitos, fazendo a demanda pelo trio conveniência-sabor-funcionalidade disparar.
Nessa nova rotina, o snack deixou de ser apenas uma indulgência. “Ele passou a ocupar espaços antes reservados ao café da manhã, sobremesa, pré-treino, lanche da tarde ou até pequenas refeições. O consumidor quer praticidade, mas também aquele momento que entregue prazer, proteína, energia ou bem-estar”, afirma.
A alimentação das novas gerações
Quando observamos supermercados ampliando espaço para snacks, farmácias se transformando em hubs de bem-estar e grandes companhias de alimentos e bebidas investindo em categorias como barras, proteínas prontas para consumo, chips funcionais e cookies proteicos, percebemos que a onda não será passageira, avalia o executivo.
“Além disso, os consumidores jovens enxergam a alimentação de forma diferente das gerações anteriores. Eles não separam mais tão claramente o que é refeição e o que é snack. O consumo está fragmentado e baseado em ocasiões.”
Revolução no canal farma
O movimento também é um dos responsáveis pela transformação recente do canal farma. Vendendo suplementos, alimentos funcionais, proteínas, snacks e soluções ligadas ao autocuidado, as farmácias assumiram um papel mais relevante dentro da jornada de saúde, bem-estar e conveniência.
“Elas deixaram de ser apenas um local de emergência, para comprar medicamentos. Estão se consolidando como um dos principais canais de proximidade do varejo e um novo ponto de conveniência premium. Essa mudança ganhou força com o ritmo urbano e o consumo crescente ligado ao bem-estar.”
Redes de atacarejo e clubes de compras
Para a Dr. Peanut, farma já representa a maior fatia das vendas da marca (36%), seguida pelo varejo alimentar (33%) e o especializado (29%).
A gestão de gôndolas e a execução em PDV têm se mostrado ferramentas decisivas para impulsionar vendas, segundo Santos. Elas aumentaram o sell out também em outros canais, como redes de atacarejo e clubes de compras — no Atacadão, por exemplo, o salto foi de 63%; no Sam’s Club, de 39%.
Portfólio ‘snackficado’ conduz crescimento da marca
Além de assumir uma parcela importante dos resultados de negócio, a expansão do portfólio “snackficado” mostra que a tendência segue em alta. Só no primeiro trimestre de 2026, a Dr. Peanut cresceu mais de 15% em vendas, em relação ao mesmo período do ano passado, quando se consideram as novas categorias.
“Nossa estratégia é integrada e guiada pela seguinte premissa: não adianta o desejo existir, se faltarem disponibilidade e frequência. Ampliamos a presença em supermercados, farmácias, lojas especializadas e canais digitais, porque não vale nada criar um produto inovador se ele não estiver disponível no momento da compra. Também estamos investindo em conteúdo, creators e experiências de marca, para acelerar conhecimento e recorrência.”
Insights para o setor
O brasileiro ainda busca prazer na alimentação, mas agora também pensa em praticidade, conveniência, nutrição e benefícios percebidos, acrescenta o executivo. “O consumidor não quer mais escolher entre sabor e funcionalidade. Ele quer os dois”, resume.
Para as marcas do setor, isso significa olhar menos para categorias tradicionais e mais para ocasiões de consumo.
“As empresas que entenderem onde podem gerar valor ao longo do dia terão mais chances de crescer do que aquelas que focarem apenas em disputar espaço dentro de uma categoria específica. O futuro pertence às marcas que estão conseguindo se tornar relevantes em mais momentos da rotina das pessoas.”
Rocky Santos, brand manager da Dr. Peanut
Rocky Santos, da Dr. Peanut: o futuro pertence a marcas que se tornam relevantes em mais momentos da rotina
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Se você entra na farmácia e adiciona à cesta uma barrinha de proteína, seja bem-vindo ao clube. Impulsionada pela busca por alimentação prática, funcional e rotinas mais dinâmicas, a “snackficação” ganha espaço cada vez maior no consumo da população.
Segundo a Euromonitor, o segmento de alimentos saudáveis movimenta mais de R$ 15 bilhões anualmente no país, enquanto o nicho de snacks proteicos registra crescimento acelerado, com taxas que podem atingir cerca de 17% ao ano. Em suas compras de supermercado e farmácia, metade dos brasileiros já inclui snacks.
‘Snackficação’: tendência ganha o mundo
Globalmente, o mercado acompanha a tendência. Gigantes do setor de alimentos estão adquirindo marcas de suplementos, como o Grupo Ferrero com a Bold Snacks, a Unilever com a Grüns e a Danone com a Huel.
Rocky Santos, brand manager da Dr. Peanut, diz que a mudança é comportamental. “As pessoas continuam fazendo as refeições principais, mas não organizam mais a rotina em torno disso. Elas organizam o tempo para as refeições de acordo com a rotina e passam a comer em mais momentos ao longo do dia.”
A marca do Grupo Supley, que nasceu como uma pasta de amendoim e vem acelerando a atuação na categoria de snacks proteicos, é um case nacional desse movimento. Em 2025, alcançou faturamento aproximado de R$ 154 milhões, com o segmento respondendo por 22% da cifra (R$ 34 milhões).
No home office, com barrinhas e wafers
O crescimento foi puxado por alfajores (R$ 17 milhões), barrinhas proteicas (R$ 15 milhões) e wafers (R$ 2 milhões e lançamento no final do ano). Santos aponta que o trabalho híbrido ou 100% a distância mudou hábitos, fazendo a demanda pelo trio conveniência-sabor-funcionalidade disparar.
Nessa nova rotina, o snack deixou de ser apenas uma indulgência. “Ele passou a ocupar espaços antes reservados ao café da manhã, sobremesa, pré-treino, lanche da tarde ou até pequenas refeições. O consumidor quer praticidade, mas também aquele momento que entregue prazer, proteína, energia ou bem-estar”, afirma.
A alimentação das novas gerações
Quando observamos supermercados ampliando espaço para snacks, farmácias se transformando em hubs de bem-estar e grandes companhias de alimentos e bebidas investindo em categorias como barras, proteínas prontas para consumo, chips funcionais e cookies proteicos, percebemos que a onda não será passageira, avalia o executivo.
“Além disso, os consumidores jovens enxergam a alimentação de forma diferente das gerações anteriores. Eles não separam mais tão claramente o que é refeição e o que é snack. O consumo está fragmentado e baseado em ocasiões.”
Revolução no canal farma
O movimento também é um dos responsáveis pela transformação recente do canal farma. Vendendo suplementos, alimentos funcionais, proteínas, snacks e soluções ligadas ao autocuidado, as farmácias assumiram um papel mais relevante dentro da jornada de saúde, bem-estar e conveniência.
“Elas deixaram de ser apenas um local de emergência, para comprar medicamentos. Estão se consolidando como um dos principais canais de proximidade do varejo e um novo ponto de conveniência premium. Essa mudança ganhou força com o ritmo urbano e o consumo crescente ligado ao bem-estar.”
Redes de atacarejo e clubes de compras
Para a Dr. Peanut, farma já representa a maior fatia das vendas da marca (36%), seguida pelo varejo alimentar (33%) e o especializado (29%).
A gestão de gôndolas e a execução em PDV têm se mostrado ferramentas decisivas para impulsionar vendas, segundo Santos. Elas aumentaram o sell out também em outros canais, como redes de atacarejo e clubes de compras — no Atacadão, por exemplo, o salto foi de 63%; no Sam’s Club, de 39%.
Portfólio ‘snackficado’ conduz crescimento da marca
Além de assumir uma parcela importante dos resultados de negócio, a expansão do portfólio “snackficado” mostra que a tendência segue em alta. Só no primeiro trimestre de 2026, a Dr. Peanut cresceu mais de 15% em vendas, em relação ao mesmo período do ano passado, quando se consideram as novas categorias.
“Nossa estratégia é integrada e guiada pela seguinte premissa: não adianta o desejo existir, se faltarem disponibilidade e frequência. Ampliamos a presença em supermercados, farmácias, lojas especializadas e canais digitais, porque não vale nada criar um produto inovador se ele não estiver disponível no momento da compra. Também estamos investindo em conteúdo, creators e experiências de marca, para acelerar conhecimento e recorrência.”
Insights para o setor
O brasileiro ainda busca prazer na alimentação, mas agora também pensa em praticidade, conveniência, nutrição e benefícios percebidos, acrescenta o executivo. “O consumidor não quer mais escolher entre sabor e funcionalidade. Ele quer os dois”, resume.
Para as marcas do setor, isso significa olhar menos para categorias tradicionais e mais para ocasiões de consumo.
“As empresas que entenderem onde podem gerar valor ao longo do dia terão mais chances de crescer do que aquelas que focarem apenas em disputar espaço dentro de uma categoria específica. O futuro pertence às marcas que estão conseguindo se tornar relevantes em mais momentos da rotina das pessoas.”
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