Stella Colucci, da Motorola: ‘Para as novas gerações, desempenho é importante, mas não suficiente’
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Se o smartphone deixou de ser apenas uma ferramenta funcional para se tornar extensão de identidade, estilo e rotina, o caminho natural para seus fabricantes é acompanhar esse avanço. Após décadas de aposta no custo-benefício, a Motorola passou a engrossar a lista de exemplos.
Essa evolução de posicionamento reflete uma transformação natural do papel da tecnologia na vida das pessoas, explica Stella Colucci, diretora de marketing da Motorola Brasil. “O celular é um elemento cada vez mais conectado ao lifestyle de cada usuário”, resume.
O objetivo da empresa norte-americana agora, acrescenta, é construir valor emocional, desejo e experiência. “É a transição de uma marca percebida principalmente pela funcionalidade para uma aspiracional, que conecta tecnologia, design, cores, formatos e parcerias estratégicas dentro de uma visão que chamamos de lifestyle tech.”
Mudança de comportamento leva à guinada da marca
Com a família Moto G consolidada como referência em custo-benefício e inovação acessível, a fabricante vem priorizando os segmentos premium e ultra premium. A estratégia nasce de uma leitura clara do comportamento do consumidor, conta Colucci.
“Ele busca cada vez mais uma tecnologia integrada ao seu estilo de vida — e não apenas uma lista de especificações técnicas.”
Hoje, mais de 65% dos produtos vendidos pela empresa são coloridos. Boa parte do resultado é atribuído à parceria de sucesso com a Pantone, que já dura cinco anos e ajudou a reforçar atributos como cor, design e individualidade, trazendo diferenciação real para o mercado — inclusive com a exclusividade da Cor do Ano no segmento.
“Esse dado mostra claramente que o consumidor quer algo além das opções tradicionais em preto, cinza e branco, e que passou a valorizar também estética, identidade e expressão pessoal na escolha de um smartphone.”
Lifestyle tech: parcerias aquecem o novo posicionamento
Internamente, a empresa identificou que conexão emocional, relevância cultural e experiências cotidianas são fatores cada vez mais decisivos na consideração e na compra de um celular, especialmente na categoria premium. Daí a expansão de colaborações estratégicas com Swarovski, FIFA, Fórmula 1, Bose e Polar, além da já citada Pantone.
As parcerias são centrais para o novo posicionamento de lifestyle tech porque traduzem inovação em códigos culturais, afirma Colucci. “São marcas que agregam valor, sofisticação e diferenciação aos produtos. O impacto é direto e já pode ser percebido nos resultados de vendas.”
Hello Moto: dobráveis líderes e o novo Signature
Além do crescimento das famílias premium (Razr e Edge) e do lançamento do Signature — a franquia ultra premium —, os dobráveis se firmaram como um dos principais vetores de crescimento da Motorola. Líder global e no Brasil da categoria, a linha Razr hoje recebe atenção prioritária.
Segundo a CMO, o reposicionamento orientou outras frentes estratégicas da companhia, como o fortalecimento de um portfólio segmentado por valor agregado e o aumento do investimento em branding, experiências e parcerias.
“Essa visão também impacta diretamente nossa comunicação. A Motorola deixa de ser uma marca focada apenas em funcionalidades — muitas vezes semelhantes entre os concorrentes — para mostrar como seus produtos se encaixam na vida real das pessoas, do trabalho ao entretenimento, da produtividade ao estilo de vida.”
Brasil, terra de futebol e Fórmula 1
Um mercado particular, onde alto engajamento emocional, redes sociais e criadores de conteúdo influenciam decisões de compra: Colucci define assim o Brasil. Ela aponta ainda a forte conexão com territórios como música, entretenimento, cultura digital e esporte que existe no país.
Em relação ao último, a marca será o smartphone oficial das próximas Copas do Mundo Masculina e Feminina. Na F1, vai reeditar neste ano o espaço interativo na fanzone brasileira do Autódromo de Interlagos, durante o GP de São Paulo.
“O esporte cria conexão emocional em larga escala e tem enorme relevância cultural, especialmente na América Latina. Por isso, ampliamos nossa presença em experiências locais e ativações de marca. Tanto na Copa quanto na Fórmula 1, usamos essas plataformas para ampliar awareness, fortalecer atributos como inovação e integrar nossos produtos ao lifestyle das pessoas. Mais do que exposição de marca, esses patrocínios funcionam como plataformas de experiência, conteúdo e engajamento.”
Gen Z e Gen Alfa vêm aí
A companhia também se prepara para os consumidores do futuro — a Geração Z e a Geração Alfa —, que têm expectativas “muito mais elevadas em relação à forma como a tecnologia se integra ao cotidiano e à maneira como as marcas se posicionam culturalmente”, observa a executiva. O investimento em design, cores, collabs, experiências fluidas e conexão com creators é fruto desse cenário.
“Tudo isso aproxima a tecnologia do lifestyle de modo natural. Para esses públicos, desempenho é importante, mas já não é suficiente. Eles buscam identidade, expressão pessoal, experiências intuitivas e marcas que tenham propósito, estética e conexão genuína com seu universo cultural.”
Smartphones: o que mudará nos próximos 5 anos
Colucci ressalta ainda a evolução do papel do celular nos próximos cinco anos. Essa transformação já começou, e daqui para frente haverá cada vez mais integração entre design, personalização e tecnologia, diz — além da expansão de categorias como os dobráveis, que mudam a forma de usar e interagir com os dispositivos.
“A inteligência artificial também terá um papel central nessa evolução, tornando os celulares mais intuitivos, personalizados e capazes de antecipar necessidades, hábitos e preferências. Ao mesmo tempo, as parcerias entre tecnologia, lifestyle, luxo e cultura devem se intensificar, reforçando o smartphone não apenas como um dispositivo funcional, mas um elemento central da identidade digital e física do consumidor.”
Stella Colucci, diretora de marketing da Motorola Brasil
Stella Colucci, da Motorola: ‘Para as novas gerações, desempenho é importante, mas não suficiente’
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Se o smartphone deixou de ser apenas uma ferramenta funcional para se tornar extensão de identidade, estilo e rotina, o caminho natural para seus fabricantes é acompanhar esse avanço. Após décadas de aposta no custo-benefício, a Motorola passou a engrossar a lista de exemplos.
Essa evolução de posicionamento reflete uma transformação natural do papel da tecnologia na vida das pessoas, explica Stella Colucci, diretora de marketing da Motorola Brasil. “O celular é um elemento cada vez mais conectado ao lifestyle de cada usuário”, resume.
O objetivo da empresa norte-americana agora, acrescenta, é construir valor emocional, desejo e experiência. “É a transição de uma marca percebida principalmente pela funcionalidade para uma aspiracional, que conecta tecnologia, design, cores, formatos e parcerias estratégicas dentro de uma visão que chamamos de lifestyle tech.”
Mudança de comportamento leva à guinada da marca
Com a família Moto G consolidada como referência em custo-benefício e inovação acessível, a fabricante vem priorizando os segmentos premium e ultra premium. A estratégia nasce de uma leitura clara do comportamento do consumidor, conta Colucci.
“Ele busca cada vez mais uma tecnologia integrada ao seu estilo de vida — e não apenas uma lista de especificações técnicas.”
Hoje, mais de 65% dos produtos vendidos pela empresa são coloridos. Boa parte do resultado é atribuído à parceria de sucesso com a Pantone, que já dura cinco anos e ajudou a reforçar atributos como cor, design e individualidade, trazendo diferenciação real para o mercado — inclusive com a exclusividade da Cor do Ano no segmento.
“Esse dado mostra claramente que o consumidor quer algo além das opções tradicionais em preto, cinza e branco, e que passou a valorizar também estética, identidade e expressão pessoal na escolha de um smartphone.”
Lifestyle tech: parcerias aquecem o novo posicionamento
Internamente, a empresa identificou que conexão emocional, relevância cultural e experiências cotidianas são fatores cada vez mais decisivos na consideração e na compra de um celular, especialmente na categoria premium. Daí a expansão de colaborações estratégicas com Swarovski, FIFA, Fórmula 1, Bose e Polar, além da já citada Pantone.
As parcerias são centrais para o novo posicionamento de lifestyle tech porque traduzem inovação em códigos culturais, afirma Colucci. “São marcas que agregam valor, sofisticação e diferenciação aos produtos. O impacto é direto e já pode ser percebido nos resultados de vendas.”
Hello Moto: dobráveis líderes e o novo Signature
Além do crescimento das famílias premium (Razr e Edge) e do lançamento do Signature — a franquia ultra premium —, os dobráveis se firmaram como um dos principais vetores de crescimento da Motorola. Líder global e no Brasil da categoria, a linha Razr hoje recebe atenção prioritária.
Segundo a CMO, o reposicionamento orientou outras frentes estratégicas da companhia, como o fortalecimento de um portfólio segmentado por valor agregado e o aumento do investimento em branding, experiências e parcerias.
“Essa visão também impacta diretamente nossa comunicação. A Motorola deixa de ser uma marca focada apenas em funcionalidades — muitas vezes semelhantes entre os concorrentes — para mostrar como seus produtos se encaixam na vida real das pessoas, do trabalho ao entretenimento, da produtividade ao estilo de vida.”
Brasil, terra de futebol e Fórmula 1
Um mercado particular, onde alto engajamento emocional, redes sociais e criadores de conteúdo influenciam decisões de compra: Colucci define assim o Brasil. Ela aponta ainda a forte conexão com territórios como música, entretenimento, cultura digital e esporte que existe no país.
Em relação ao último, a marca será o smartphone oficial das próximas Copas do Mundo Masculina e Feminina. Na F1, vai reeditar neste ano o espaço interativo na fanzone brasileira do Autódromo de Interlagos, durante o GP de São Paulo.
“O esporte cria conexão emocional em larga escala e tem enorme relevância cultural, especialmente na América Latina. Por isso, ampliamos nossa presença em experiências locais e ativações de marca. Tanto na Copa quanto na Fórmula 1, usamos essas plataformas para ampliar awareness, fortalecer atributos como inovação e integrar nossos produtos ao lifestyle das pessoas. Mais do que exposição de marca, esses patrocínios funcionam como plataformas de experiência, conteúdo e engajamento.”
Gen Z e Gen Alfa vêm aí
A companhia também se prepara para os consumidores do futuro — a Geração Z e a Geração Alfa —, que têm expectativas “muito mais elevadas em relação à forma como a tecnologia se integra ao cotidiano e à maneira como as marcas se posicionam culturalmente”, observa a executiva. O investimento em design, cores, collabs, experiências fluidas e conexão com creators é fruto desse cenário.
“Tudo isso aproxima a tecnologia do lifestyle de modo natural. Para esses públicos, desempenho é importante, mas já não é suficiente. Eles buscam identidade, expressão pessoal, experiências intuitivas e marcas que tenham propósito, estética e conexão genuína com seu universo cultural.”
Smartphones: o que mudará nos próximos 5 anos
Colucci ressalta ainda a evolução do papel do celular nos próximos cinco anos. Essa transformação já começou, e daqui para frente haverá cada vez mais integração entre design, personalização e tecnologia, diz — além da expansão de categorias como os dobráveis, que mudam a forma de usar e interagir com os dispositivos.
“A inteligência artificial também terá um papel central nessa evolução, tornando os celulares mais intuitivos, personalizados e capazes de antecipar necessidades, hábitos e preferências. Ao mesmo tempo, as parcerias entre tecnologia, lifestyle, luxo e cultura devem se intensificar, reforçando o smartphone não apenas como um dispositivo funcional, mas um elemento central da identidade digital e física do consumidor.”
Stella Colucci, diretora de marketing da Motorola Brasil
Stella Colucci, da Motorola: ‘Para as novas gerações, desempenho é importante, mas não suficiente’
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Se o smartphone deixou de ser apenas uma ferramenta funcional para se tornar extensão de identidade, estilo e rotina, o caminho natural para seus fabricantes é acompanhar esse avanço. Após décadas de aposta no custo-benefício, a Motorola passou a engrossar a lista de exemplos.
Essa evolução de posicionamento reflete uma transformação natural do papel da tecnologia na vida das pessoas, explica Stella Colucci, diretora de marketing da Motorola Brasil. “O celular é um elemento cada vez mais conectado ao lifestyle de cada usuário”, resume.
O objetivo da empresa norte-americana agora, acrescenta, é construir valor emocional, desejo e experiência. “É a transição de uma marca percebida principalmente pela funcionalidade para uma aspiracional, que conecta tecnologia, design, cores, formatos e parcerias estratégicas dentro de uma visão que chamamos de lifestyle tech.”
Mudança de comportamento leva à guinada da marca
Com a família Moto G consolidada como referência em custo-benefício e inovação acessível, a fabricante vem priorizando os segmentos premium e ultra premium. A estratégia nasce de uma leitura clara do comportamento do consumidor, conta Colucci.
“Ele busca cada vez mais uma tecnologia integrada ao seu estilo de vida — e não apenas uma lista de especificações técnicas.”
Hoje, mais de 65% dos produtos vendidos pela empresa são coloridos. Boa parte do resultado é atribuído à parceria de sucesso com a Pantone, que já dura cinco anos e ajudou a reforçar atributos como cor, design e individualidade, trazendo diferenciação real para o mercado — inclusive com a exclusividade da Cor do Ano no segmento.
“Esse dado mostra claramente que o consumidor quer algo além das opções tradicionais em preto, cinza e branco, e que passou a valorizar também estética, identidade e expressão pessoal na escolha de um smartphone.”
Lifestyle tech: parcerias aquecem o novo posicionamento
Internamente, a empresa identificou que conexão emocional, relevância cultural e experiências cotidianas são fatores cada vez mais decisivos na consideração e na compra de um celular, especialmente na categoria premium. Daí a expansão de colaborações estratégicas com Swarovski, FIFA, Fórmula 1, Bose e Polar, além da já citada Pantone.
As parcerias são centrais para o novo posicionamento de lifestyle tech porque traduzem inovação em códigos culturais, afirma Colucci. “São marcas que agregam valor, sofisticação e diferenciação aos produtos. O impacto é direto e já pode ser percebido nos resultados de vendas.”
Hello Moto: dobráveis líderes e o novo Signature
Além do crescimento das famílias premium (Razr e Edge) e do lançamento do Signature — a franquia ultra premium —, os dobráveis se firmaram como um dos principais vetores de crescimento da Motorola. Líder global e no Brasil da categoria, a linha Razr hoje recebe atenção prioritária.
Segundo a CMO, o reposicionamento orientou outras frentes estratégicas da companhia, como o fortalecimento de um portfólio segmentado por valor agregado e o aumento do investimento em branding, experiências e parcerias.
“Essa visão também impacta diretamente nossa comunicação. A Motorola deixa de ser uma marca focada apenas em funcionalidades — muitas vezes semelhantes entre os concorrentes — para mostrar como seus produtos se encaixam na vida real das pessoas, do trabalho ao entretenimento, da produtividade ao estilo de vida.”
Brasil, terra de futebol e Fórmula 1
Um mercado particular, onde alto engajamento emocional, redes sociais e criadores de conteúdo influenciam decisões de compra: Colucci define assim o Brasil. Ela aponta ainda a forte conexão com territórios como música, entretenimento, cultura digital e esporte que existe no país.
Em relação ao último, a marca será o smartphone oficial das próximas Copas do Mundo Masculina e Feminina. Na F1, vai reeditar neste ano o espaço interativo na fanzone brasileira do Autódromo de Interlagos, durante o GP de São Paulo.
“O esporte cria conexão emocional em larga escala e tem enorme relevância cultural, especialmente na América Latina. Por isso, ampliamos nossa presença em experiências locais e ativações de marca. Tanto na Copa quanto na Fórmula 1, usamos essas plataformas para ampliar awareness, fortalecer atributos como inovação e integrar nossos produtos ao lifestyle das pessoas. Mais do que exposição de marca, esses patrocínios funcionam como plataformas de experiência, conteúdo e engajamento.”
Gen Z e Gen Alfa vêm aí
A companhia também se prepara para os consumidores do futuro — a Geração Z e a Geração Alfa —, que têm expectativas “muito mais elevadas em relação à forma como a tecnologia se integra ao cotidiano e à maneira como as marcas se posicionam culturalmente”, observa a executiva. O investimento em design, cores, collabs, experiências fluidas e conexão com creators é fruto desse cenário.
“Tudo isso aproxima a tecnologia do lifestyle de modo natural. Para esses públicos, desempenho é importante, mas já não é suficiente. Eles buscam identidade, expressão pessoal, experiências intuitivas e marcas que tenham propósito, estética e conexão genuína com seu universo cultural.”
Smartphones: o que mudará nos próximos 5 anos
Colucci ressalta ainda a evolução do papel do celular nos próximos cinco anos. Essa transformação já começou, e daqui para frente haverá cada vez mais integração entre design, personalização e tecnologia, diz — além da expansão de categorias como os dobráveis, que mudam a forma de usar e interagir com os dispositivos.
“A inteligência artificial também terá um papel central nessa evolução, tornando os celulares mais intuitivos, personalizados e capazes de antecipar necessidades, hábitos e preferências. Ao mesmo tempo, as parcerias entre tecnologia, lifestyle, luxo e cultura devem se intensificar, reforçando o smartphone não apenas como um dispositivo funcional, mas um elemento central da identidade digital e física do consumidor.”
Stella Colucci, diretora de marketing da Motorola Brasil
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