Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo no Brasil
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
A Anvisa acaba de autorizar o registro da primeira caneta emagrecedora brasileira, o Ozivy, do laboratório EMS. Enquanto o entusiasmo com a notícia se espalha, um estudo da Ipsos revela que o uso de “canetinhas” emagrecedoras já começa a impactar hábitos de consumo e diferentes setores da economia no Brasil.
Para entender esse movimento, a pesquisa foi realizada com médicos endocrinologistas, cardiologistas, clínicos gerais e dermatologistas, população 18+ (homens e mulheres com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso) e varredura digital.
Canetinhas são mais indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade
Segundo a Ipsos, o segmento de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 10 bilhões e representa 4% do mercado farmacêutico nacional. E o volume de usuários de GLP-1 já é comparável ao tamanho do mercado vegano.
Entre os médicos entrevistados, 87% indicam as canetinhas para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Por outro lado, apenas 15% fazem a recomendação para pacientes com diabetes tipo 2.
Entre os dermatologistas, 58% prescrevem GLP-1 aos seus pacientes, mas relatam que um dos maiores desafios é lidar com a perda de gordura facial, um efeito colateral observado. Com esses profissionais, o estudo descobriu que procedimentos estéticos se tornam parte do manejo desses pacientes. As principais indicações são bioestimuladores de colágeno e preenchedores de ácido hialurônico.
O que pensam os brasileiros com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso
Entre os mil pacientes entrevistados, apenas 8% afirmaram que já utilizaram ou estão utilizando GLP-1. No entanto, 68% têm a intenção de iniciar o uso no futuro.
Outro dado relevante é que 71% estariam dispostos a pagar pelo tratamento com GLP-1 se ele fosse mais acessível financeiramente.
Entre os usuários ou ex-usuários de canetas emagrecedoras, 47% afirmam se sentir mais felizes após o tratamento, ainda que 45% sintam falta de receber mais informações sobre a alimentação adequada durante o uso do medicamento.
Mudanças nos hábitos de consumo
O estudo também fez uma varredura digital para identificar o que vem sendo falado e publicado sobre GLP-1 nas redes sociais no Brasil (social intelligence).
Com isso, identificou que o uso do medicamento vem sendo associado ao aumento do consumo de:
- alimentos saudáveis, como fibras, frutas e vegetais;
- ingestão de líquidos de baixa caloria, como água e chás;
- alimentos de alto teor proteico, ovos, carnes magras;
- alimentos ricos em fibras;
- iogurtes e bebidas lácteas com alta proteína e baixa caloria;
- suplementos como whey protein;
Por outro lado, também foi associado à redução do consumo de:
- alimentos gordurosos (frituras);
- alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal;
- doces e sobremesas;
- petiscos doces e salgados;
- fast food;
- refrigerantes;
- bebidas alcoólicas;
Principais insights para marcas e indústrias
A partir dos resultados da pesquisa, a Ipsos destaca alguns insights para marcas e indústrias.
Um deles é que o consumo de alimentos e bebidas mais calóricos e doces pode apresentar redução devido ao efeito da saciedade e aversão alimentar provocada pelo medicamento.
Outro ponto destacado é que o crescimento da categoria de cervejas sem álcool e de baixa caloria coincide com a expansão do uso de GLP-1 no país.
A Ipsos alerta ainda que o crescimento na adesão às canetas emagrecedoras pode levar a indústria da moda a reavaliar a padronização de tamanhos, além de desenvolver coleções com maior flexibilidade para acomodar corpos em transformação.
A perda de peso rápida também pode aumentar a procura por procedimentos dermatológicos e estéticos. Pacientes enfrentam flacidez e mudanças na pele, aumentando a demanda por tratamentos de sustentação, preenchimento e cirurgias plásticas.
Vale também observar que, enquanto alguns pacientes reduzem a frequência de exercícios físicos após iniciar o uso das canetas, outros buscam musculação para evitar flacidez. A Ipsos ressalta que esses medicamentos mudam a relação com exercício físico, deslocando parte da motivação estética para manutenção muscular.
Por fim, cresce a pressão para que operadoras de saúde avaliem a cobertura desse tipo de medicamento.
Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo no Brasil
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
A Anvisa acaba de autorizar o registro da primeira caneta emagrecedora brasileira, o Ozivy, do laboratório EMS. Enquanto o entusiasmo com a notícia se espalha, um estudo da Ipsos revela que o uso de “canetinhas” emagrecedoras já começa a impactar hábitos de consumo e diferentes setores da economia no Brasil.
Para entender esse movimento, a pesquisa foi realizada com médicos endocrinologistas, cardiologistas, clínicos gerais e dermatologistas, população 18+ (homens e mulheres com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso) e varredura digital.
Canetinhas são mais indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade
Segundo a Ipsos, o segmento de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 10 bilhões e representa 4% do mercado farmacêutico nacional. E o volume de usuários de GLP-1 já é comparável ao tamanho do mercado vegano.
Entre os médicos entrevistados, 87% indicam as canetinhas para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Por outro lado, apenas 15% fazem a recomendação para pacientes com diabetes tipo 2.
Entre os dermatologistas, 58% prescrevem GLP-1 aos seus pacientes, mas relatam que um dos maiores desafios é lidar com a perda de gordura facial, um efeito colateral observado. Com esses profissionais, o estudo descobriu que procedimentos estéticos se tornam parte do manejo desses pacientes. As principais indicações são bioestimuladores de colágeno e preenchedores de ácido hialurônico.
O que pensam os brasileiros com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso
Entre os mil pacientes entrevistados, apenas 8% afirmaram que já utilizaram ou estão utilizando GLP-1. No entanto, 68% têm a intenção de iniciar o uso no futuro.
Outro dado relevante é que 71% estariam dispostos a pagar pelo tratamento com GLP-1 se ele fosse mais acessível financeiramente.
Entre os usuários ou ex-usuários de canetas emagrecedoras, 47% afirmam se sentir mais felizes após o tratamento, ainda que 45% sintam falta de receber mais informações sobre a alimentação adequada durante o uso do medicamento.
Mudanças nos hábitos de consumo
O estudo também fez uma varredura digital para identificar o que vem sendo falado e publicado sobre GLP-1 nas redes sociais no Brasil (social intelligence).
Com isso, identificou que o uso do medicamento vem sendo associado ao aumento do consumo de:
- alimentos saudáveis, como fibras, frutas e vegetais;
- ingestão de líquidos de baixa caloria, como água e chás;
- alimentos de alto teor proteico, ovos, carnes magras;
- alimentos ricos em fibras;
- iogurtes e bebidas lácteas com alta proteína e baixa caloria;
- suplementos como whey protein;
Por outro lado, também foi associado à redução do consumo de:
- alimentos gordurosos (frituras);
- alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal;
- doces e sobremesas;
- petiscos doces e salgados;
- fast food;
- refrigerantes;
- bebidas alcoólicas;
Principais insights para marcas e indústrias
A partir dos resultados da pesquisa, a Ipsos destaca alguns insights para marcas e indústrias.
Um deles é que o consumo de alimentos e bebidas mais calóricos e doces pode apresentar redução devido ao efeito da saciedade e aversão alimentar provocada pelo medicamento.
Outro ponto destacado é que o crescimento da categoria de cervejas sem álcool e de baixa caloria coincide com a expansão do uso de GLP-1 no país.
A Ipsos alerta ainda que o crescimento na adesão às canetas emagrecedoras pode levar a indústria da moda a reavaliar a padronização de tamanhos, além de desenvolver coleções com maior flexibilidade para acomodar corpos em transformação.
A perda de peso rápida também pode aumentar a procura por procedimentos dermatológicos e estéticos. Pacientes enfrentam flacidez e mudanças na pele, aumentando a demanda por tratamentos de sustentação, preenchimento e cirurgias plásticas.
Vale também observar que, enquanto alguns pacientes reduzem a frequência de exercícios físicos após iniciar o uso das canetas, outros buscam musculação para evitar flacidez. A Ipsos ressalta que esses medicamentos mudam a relação com exercício físico, deslocando parte da motivação estética para manutenção muscular.
Por fim, cresce a pressão para que operadoras de saúde avaliem a cobertura desse tipo de medicamento.
Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo no Brasil
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
A Anvisa acaba de autorizar o registro da primeira caneta emagrecedora brasileira, o Ozivy, do laboratório EMS. Enquanto o entusiasmo com a notícia se espalha, um estudo da Ipsos revela que o uso de “canetinhas” emagrecedoras já começa a impactar hábitos de consumo e diferentes setores da economia no Brasil.
Para entender esse movimento, a pesquisa foi realizada com médicos endocrinologistas, cardiologistas, clínicos gerais e dermatologistas, população 18+ (homens e mulheres com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso) e varredura digital.
Canetinhas são mais indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade
Segundo a Ipsos, o segmento de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 10 bilhões e representa 4% do mercado farmacêutico nacional. E o volume de usuários de GLP-1 já é comparável ao tamanho do mercado vegano.
Entre os médicos entrevistados, 87% indicam as canetinhas para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Por outro lado, apenas 15% fazem a recomendação para pacientes com diabetes tipo 2.
Entre os dermatologistas, 58% prescrevem GLP-1 aos seus pacientes, mas relatam que um dos maiores desafios é lidar com a perda de gordura facial, um efeito colateral observado. Com esses profissionais, o estudo descobriu que procedimentos estéticos se tornam parte do manejo desses pacientes. As principais indicações são bioestimuladores de colágeno e preenchedores de ácido hialurônico.
O que pensam os brasileiros com diabetes tipo 2 e/ou sobrepeso
Entre os mil pacientes entrevistados, apenas 8% afirmaram que já utilizaram ou estão utilizando GLP-1. No entanto, 68% têm a intenção de iniciar o uso no futuro.
Outro dado relevante é que 71% estariam dispostos a pagar pelo tratamento com GLP-1 se ele fosse mais acessível financeiramente.
Entre os usuários ou ex-usuários de canetas emagrecedoras, 47% afirmam se sentir mais felizes após o tratamento, ainda que 45% sintam falta de receber mais informações sobre a alimentação adequada durante o uso do medicamento.
Mudanças nos hábitos de consumo
O estudo também fez uma varredura digital para identificar o que vem sendo falado e publicado sobre GLP-1 nas redes sociais no Brasil (social intelligence).
Com isso, identificou que o uso do medicamento vem sendo associado ao aumento do consumo de:
- alimentos saudáveis, como fibras, frutas e vegetais;
- ingestão de líquidos de baixa caloria, como água e chás;
- alimentos de alto teor proteico, ovos, carnes magras;
- alimentos ricos em fibras;
- iogurtes e bebidas lácteas com alta proteína e baixa caloria;
- suplementos como whey protein;
Por outro lado, também foi associado à redução do consumo de:
- alimentos gordurosos (frituras);
- alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal;
- doces e sobremesas;
- petiscos doces e salgados;
- fast food;
- refrigerantes;
- bebidas alcoólicas;
Principais insights para marcas e indústrias
A partir dos resultados da pesquisa, a Ipsos destaca alguns insights para marcas e indústrias.
Um deles é que o consumo de alimentos e bebidas mais calóricos e doces pode apresentar redução devido ao efeito da saciedade e aversão alimentar provocada pelo medicamento.
Outro ponto destacado é que o crescimento da categoria de cervejas sem álcool e de baixa caloria coincide com a expansão do uso de GLP-1 no país.
A Ipsos alerta ainda que o crescimento na adesão às canetas emagrecedoras pode levar a indústria da moda a reavaliar a padronização de tamanhos, além de desenvolver coleções com maior flexibilidade para acomodar corpos em transformação.
A perda de peso rápida também pode aumentar a procura por procedimentos dermatológicos e estéticos. Pacientes enfrentam flacidez e mudanças na pele, aumentando a demanda por tratamentos de sustentação, preenchimento e cirurgias plásticas.
Vale também observar que, enquanto alguns pacientes reduzem a frequência de exercícios físicos após iniciar o uso das canetas, outros buscam musculação para evitar flacidez. A Ipsos ressalta que esses medicamentos mudam a relação com exercício físico, deslocando parte da motivação estética para manutenção muscular.
Por fim, cresce a pressão para que operadoras de saúde avaliem a cobertura desse tipo de medicamento.
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