Rafael Lazarini, do Rio2C e SP2B: ‘Criatividade deveria estar no centro da estratégia econômica do país’
Marcio Mercante/FilmArt

Débora Yuri - UOL para Marcas
Num mundo cada vez mais dominado por algoritmos, automação e inteligência artificial, o que ainda nos torna humanos? Um dos maiores eventos de criatividade da América Latina, o Rio2C chega à 8ª edição propondo essa reflexão.
Para seu CEO e fundador, Rafael Lazarini, a discussão é central no nosso tempo. Por isso, o tema deste ano é Code of Meaning, explica. “Mais do que discutir tecnologia, queremos discutir sentido e significado. Criatividade, cultura, identidade, emoção, imaginação — tudo aquilo que ainda diferencia pessoas de máquinas.”
Rio2C: convergência entre diferentes mundos
O festival acontece de 26 a 31 de maio, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca, consolidado como um ponto de convergência entre diferentes universos: audiovisual, música, moda, games, ciência, tecnologia, negócios e políticas públicas.
“Talvez a principal inovação do Rio2C siga sendo sua capacidade de conectar pessoas, setores e ideias que normalmente não estariam na mesma conversa.”
IA, startups e nomes internacionais
Para esta edição, áreas importantes foram reformuladas. O antigo Mercado de Startups evoluiu para um Pitching de Soluções Criativas, mais conectado aos desafios reais da indústria. Já o palco BITS ganhou foco em IA aplicada à criação e transmissão ao vivo.
A programação traz painéis com nomes como Javier Gómez Santander (roteirista-chefe de “La Casa de Papel”), Adam Chase (produtor-executivo de “Friends”) e a jornalista norte-americana Robin Givhan, vencedora do Pulitzer por seus ensaios sobre moda.
Economia criativa como estratégia de desenvolvimento
Com mais de 40 delegações estrangeiras aguardadas, outra novidade é o Foro Ibero-Americano de Altas Autoridades de Cultura — que será realizado, pela primeira vez, dentro do evento. Aos menos 15 países discutirão economia criativa não apenas como expressão cultural, mas estratégia de desenvolvimento econômico e posicionamento internacional.
“Isso é importante para o Brasil. Durante muito tempo, tratamos criatividade como ‘agenda paralela’ — quando, na realidade, ela é uma das grandes forças competitivas do país.”
SP2B: a São Paulo ‘além do business’
Além do Rio2C, Lazarini anunciou para este ano a estreia do SP2B. A 1ª edição será no parque do Ibirapuera, um espaço público icônico paulistano, de 9 a 16 de agosto. A promessa é conectar inovação, cultura, empreendedorismo, urbanismo, tecnologia e impacto social na maior metrópole da América Latina.
O novo festival nasceu de uma inquietação muito clara, ele conta.
“São Paulo é uma das cidades mais potentes do mundo em criatividade, empreendedorismo, diversidade e produção cultural. Mas, durante décadas, foi apresentada quase exclusivamente como um centro financeiro. A pergunta era: como mostrar São Paulo para além do business?”
Como traduzir a potência paulistana
A capital paulista concentra o maior ecossistema de startups do hemisfério sul, as principais empresas de mídia, tecnologia, publicidade e economia criativa do país, além de uma diversidade cultural difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo, enumera o organizador. Ao mesmo tempo, faltava um evento capaz de traduzir toda essa potência em linguagem internacional.
Ocupar esse espaço é o objetivo do SP2B. Para a indústria, o impacto pode vir justamente de sua capacidade de gerar conexões.
“O encontro aproxima empreendedores, investidores, criadores, universidades, grandes empresas e poder público em um mesmo ambiente. Isso acelera negócios, atrai capital, gera visibilidade internacional e cria novas redes de colaboração”, diz Lazarini, que também é COO (chief operating officer) da produtora de eventos Live Nation e membro do board do Rock in Rio.
“Existe uma impressão distorcida de que o elemento fundamental para a inovação é a tecnologia. Por aqui, enxergamos que, para inovar, é preciso criatividade e ação.”
Duas forças complementares do país
Ele destaca outra discussão importante da atualidade, que reforça o papel do novo festival: o futuro das cidades.
“Em 2050, quase 70% da população mundial viverá em áreas urbanas. As grandes soluções para mobilidade, sustentabilidade, trabalho e convivência vão nascer nas cidades”, projeta. “São Paulo, com toda a sua complexidade e potência, precisa estar no centro dessa conversa global.”
De certa forma, Rio2B e SP2C representam duas forças complementares do país, segundo Lazarini. O Rio como capital simbólica do entretenimento brasileiro e SP, o motor econômico, empreendedor e urbano da América Latina.
No fundo, os dois eventos tentam responder à mesma pergunta, ele observa: como transformar o enorme potencial brasileiro em impacto econômico, social e internacional de longo prazo?
Brasil: gargalos e desafios
Apesar de ser uma das grandes potências criativas do mundo, o Brasil ainda enfrenta dificuldades históricas para transformar criatividade em valor econômico sustentável. “Temos talento, diversidade cultural e capacidade de inovação reconhecidas internacionalmente. O desafio está menos na criação e mais na estrutura”, resume Lazarini.
Acesso a capital, formação profissional e conexão entre mercado, tecnologia e políticas públicas são alguns dos nossos gargalos.
“Outro ponto crítico é que o Brasil ainda discute criatividade apenas como expressão cultural, quando ela deveria estar no centro da estratégia econômica do país. A economia criativa hoje movimenta centenas de bilhões de reais e tende a crescer exponencialmente nos próximos anos, especialmente com as transformações trazidas pela inteligência artificial.”
Rafael Lazarini, CEO e fundador do Rio2C e SP2B
Rafael Lazarini, do Rio2C e SP2B: ‘Criatividade deveria estar no centro da estratégia econômica do país’
Marcio Mercante/FilmArt

Débora Yuri - UOL para Marcas
Num mundo cada vez mais dominado por algoritmos, automação e inteligência artificial, o que ainda nos torna humanos? Um dos maiores eventos de criatividade da América Latina, o Rio2C chega à 8ª edição propondo essa reflexão.
Para seu CEO e fundador, Rafael Lazarini, a discussão é central no nosso tempo. Por isso, o tema deste ano é Code of Meaning, explica. “Mais do que discutir tecnologia, queremos discutir sentido e significado. Criatividade, cultura, identidade, emoção, imaginação — tudo aquilo que ainda diferencia pessoas de máquinas.”
Rio2C: convergência entre diferentes mundos
O festival acontece de 26 a 31 de maio, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca, consolidado como um ponto de convergência entre diferentes universos: audiovisual, música, moda, games, ciência, tecnologia, negócios e políticas públicas.
“Talvez a principal inovação do Rio2C siga sendo sua capacidade de conectar pessoas, setores e ideias que normalmente não estariam na mesma conversa.”
IA, startups e nomes internacionais
Para esta edição, áreas importantes foram reformuladas. O antigo Mercado de Startups evoluiu para um Pitching de Soluções Criativas, mais conectado aos desafios reais da indústria. Já o palco BITS ganhou foco em IA aplicada à criação e transmissão ao vivo.
A programação traz painéis com nomes como Javier Gómez Santander (roteirista-chefe de “La Casa de Papel”), Adam Chase (produtor-executivo de “Friends”) e a jornalista norte-americana Robin Givhan, vencedora do Pulitzer por seus ensaios sobre moda.
Economia criativa como estratégia de desenvolvimento
Com mais de 40 delegações estrangeiras aguardadas, outra novidade é o Foro Ibero-Americano de Altas Autoridades de Cultura — que será realizado, pela primeira vez, dentro do evento. Aos menos 15 países discutirão economia criativa não apenas como expressão cultural, mas estratégia de desenvolvimento econômico e posicionamento internacional.
“Isso é importante para o Brasil. Durante muito tempo, tratamos criatividade como ‘agenda paralela’ — quando, na realidade, ela é uma das grandes forças competitivas do país.”
SP2B: a São Paulo ‘além do business’
Além do Rio2C, Lazarini anunciou para este ano a estreia do SP2B. A 1ª edição será no parque do Ibirapuera, um espaço público icônico paulistano, de 9 a 16 de agosto. A promessa é conectar inovação, cultura, empreendedorismo, urbanismo, tecnologia e impacto social na maior metrópole da América Latina.
O novo festival nasceu de uma inquietação muito clara, ele conta.
“São Paulo é uma das cidades mais potentes do mundo em criatividade, empreendedorismo, diversidade e produção cultural. Mas, durante décadas, foi apresentada quase exclusivamente como um centro financeiro. A pergunta era: como mostrar São Paulo para além do business?”
Como traduzir a potência paulistana
A capital paulista concentra o maior ecossistema de startups do hemisfério sul, as principais empresas de mídia, tecnologia, publicidade e economia criativa do país, além de uma diversidade cultural difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo, enumera o organizador. Ao mesmo tempo, faltava um evento capaz de traduzir toda essa potência em linguagem internacional.
Ocupar esse espaço é o objetivo do SP2B. Para a indústria, o impacto pode vir justamente de sua capacidade de gerar conexões.
“O encontro aproxima empreendedores, investidores, criadores, universidades, grandes empresas e poder público em um mesmo ambiente. Isso acelera negócios, atrai capital, gera visibilidade internacional e cria novas redes de colaboração”, diz Lazarini, que também é COO (chief operating officer) da produtora de eventos Live Nation e membro do board do Rock in Rio.
“Existe uma impressão distorcida de que o elemento fundamental para a inovação é a tecnologia. Por aqui, enxergamos que, para inovar, é preciso criatividade e ação.”
Duas forças complementares do país
Ele destaca outra discussão importante da atualidade, que reforça o papel do novo festival: o futuro das cidades.
“Em 2050, quase 70% da população mundial viverá em áreas urbanas. As grandes soluções para mobilidade, sustentabilidade, trabalho e convivência vão nascer nas cidades”, projeta. “São Paulo, com toda a sua complexidade e potência, precisa estar no centro dessa conversa global.”
De certa forma, Rio2B e SP2C representam duas forças complementares do país, segundo Lazarini. O Rio como capital simbólica do entretenimento brasileiro e SP, o motor econômico, empreendedor e urbano da América Latina.
No fundo, os dois eventos tentam responder à mesma pergunta, ele observa: como transformar o enorme potencial brasileiro em impacto econômico, social e internacional de longo prazo?
Brasil: gargalos e desafios
Apesar de ser uma das grandes potências criativas do mundo, o Brasil ainda enfrenta dificuldades históricas para transformar criatividade em valor econômico sustentável. “Temos talento, diversidade cultural e capacidade de inovação reconhecidas internacionalmente. O desafio está menos na criação e mais na estrutura”, resume Lazarini.
Acesso a capital, formação profissional e conexão entre mercado, tecnologia e políticas públicas são alguns dos nossos gargalos.
“Outro ponto crítico é que o Brasil ainda discute criatividade apenas como expressão cultural, quando ela deveria estar no centro da estratégia econômica do país. A economia criativa hoje movimenta centenas de bilhões de reais e tende a crescer exponencialmente nos próximos anos, especialmente com as transformações trazidas pela inteligência artificial.”
Rafael Lazarini, CEO e fundador do Rio2C e SP2B
Rafael Lazarini, do Rio2C e SP2B: ‘Criatividade deveria estar no centro da estratégia econômica do país’
Marcio Mercante/FilmArt

Débora Yuri - UOL para Marcas
Num mundo cada vez mais dominado por algoritmos, automação e inteligência artificial, o que ainda nos torna humanos? Um dos maiores eventos de criatividade da América Latina, o Rio2C chega à 8ª edição propondo essa reflexão.
Para seu CEO e fundador, Rafael Lazarini, a discussão é central no nosso tempo. Por isso, o tema deste ano é Code of Meaning, explica. “Mais do que discutir tecnologia, queremos discutir sentido e significado. Criatividade, cultura, identidade, emoção, imaginação — tudo aquilo que ainda diferencia pessoas de máquinas.”
Rio2C: convergência entre diferentes mundos
O festival acontece de 26 a 31 de maio, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca, consolidado como um ponto de convergência entre diferentes universos: audiovisual, música, moda, games, ciência, tecnologia, negócios e políticas públicas.
“Talvez a principal inovação do Rio2C siga sendo sua capacidade de conectar pessoas, setores e ideias que normalmente não estariam na mesma conversa.”
IA, startups e nomes internacionais
Para esta edição, áreas importantes foram reformuladas. O antigo Mercado de Startups evoluiu para um Pitching de Soluções Criativas, mais conectado aos desafios reais da indústria. Já o palco BITS ganhou foco em IA aplicada à criação e transmissão ao vivo.
A programação traz painéis com nomes como Javier Gómez Santander (roteirista-chefe de “La Casa de Papel”), Adam Chase (produtor-executivo de “Friends”) e a jornalista norte-americana Robin Givhan, vencedora do Pulitzer por seus ensaios sobre moda.
Economia criativa como estratégia de desenvolvimento
Com mais de 40 delegações estrangeiras aguardadas, outra novidade é o Foro Ibero-Americano de Altas Autoridades de Cultura — que será realizado, pela primeira vez, dentro do evento. Aos menos 15 países discutirão economia criativa não apenas como expressão cultural, mas estratégia de desenvolvimento econômico e posicionamento internacional.
“Isso é importante para o Brasil. Durante muito tempo, tratamos criatividade como ‘agenda paralela’ — quando, na realidade, ela é uma das grandes forças competitivas do país.”
SP2B: a São Paulo ‘além do business’
Além do Rio2C, Lazarini anunciou para este ano a estreia do SP2B. A 1ª edição será no parque do Ibirapuera, um espaço público icônico paulistano, de 9 a 16 de agosto. A promessa é conectar inovação, cultura, empreendedorismo, urbanismo, tecnologia e impacto social na maior metrópole da América Latina.
O novo festival nasceu de uma inquietação muito clara, ele conta.
“São Paulo é uma das cidades mais potentes do mundo em criatividade, empreendedorismo, diversidade e produção cultural. Mas, durante décadas, foi apresentada quase exclusivamente como um centro financeiro. A pergunta era: como mostrar São Paulo para além do business?”
Como traduzir a potência paulistana
A capital paulista concentra o maior ecossistema de startups do hemisfério sul, as principais empresas de mídia, tecnologia, publicidade e economia criativa do país, além de uma diversidade cultural difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo, enumera o organizador. Ao mesmo tempo, faltava um evento capaz de traduzir toda essa potência em linguagem internacional.
Ocupar esse espaço é o objetivo do SP2B. Para a indústria, o impacto pode vir justamente de sua capacidade de gerar conexões.
“O encontro aproxima empreendedores, investidores, criadores, universidades, grandes empresas e poder público em um mesmo ambiente. Isso acelera negócios, atrai capital, gera visibilidade internacional e cria novas redes de colaboração”, diz Lazarini, que também é COO (chief operating officer) da produtora de eventos Live Nation e membro do board do Rock in Rio.
“Existe uma impressão distorcida de que o elemento fundamental para a inovação é a tecnologia. Por aqui, enxergamos que, para inovar, é preciso criatividade e ação.”
Duas forças complementares do país
Ele destaca outra discussão importante da atualidade, que reforça o papel do novo festival: o futuro das cidades.
“Em 2050, quase 70% da população mundial viverá em áreas urbanas. As grandes soluções para mobilidade, sustentabilidade, trabalho e convivência vão nascer nas cidades”, projeta. “São Paulo, com toda a sua complexidade e potência, precisa estar no centro dessa conversa global.”
De certa forma, Rio2B e SP2C representam duas forças complementares do país, segundo Lazarini. O Rio como capital simbólica do entretenimento brasileiro e SP, o motor econômico, empreendedor e urbano da América Latina.
No fundo, os dois eventos tentam responder à mesma pergunta, ele observa: como transformar o enorme potencial brasileiro em impacto econômico, social e internacional de longo prazo?
Brasil: gargalos e desafios
Apesar de ser uma das grandes potências criativas do mundo, o Brasil ainda enfrenta dificuldades históricas para transformar criatividade em valor econômico sustentável. “Temos talento, diversidade cultural e capacidade de inovação reconhecidas internacionalmente. O desafio está menos na criação e mais na estrutura”, resume Lazarini.
Acesso a capital, formação profissional e conexão entre mercado, tecnologia e políticas públicas são alguns dos nossos gargalos.
“Outro ponto crítico é que o Brasil ainda discute criatividade apenas como expressão cultural, quando ela deveria estar no centro da estratégia econômica do país. A economia criativa hoje movimenta centenas de bilhões de reais e tende a crescer exponencialmente nos próximos anos, especialmente com as transformações trazidas pela inteligência artificial.”
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