Brainstorm|29 jul, 2026|

Brasileiros são menos fiéis às marcas e recorrem mais às redes sociais para comprar carros

Magnific

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Os brasileiros demonstram maior preocupação com a infraestrutura de recarga dos veículos elétricos, são menos fiéis às marcas na hora de trocar de carro, recorrem mais às redes sociais e influenciadores para decidir a compra e mostram maior receptividade a veículos definidos por software e recursos digitais.

Essas são algumas das conclusões da edição 2026 do Global Automotive Consumer Study, realizado pela Deloitte entre outubro e novembro de 2025 com a participação de 28.553 consumidores de 27 países, incluindo mil brasileiros.

Consumidores ainda preferem veículos a gasolina ou diesel

Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), citados pela Deloitte, o mercado automotivo brasileiro registrou crescimento de 2,58% em 2025, com alta de quase 40% nos emplacamentos de veículos híbridos e elétricos.

Ainda assim, 51% dos brasileiros entrevistados dizem que pretendem adquirir um carro movido a combustível fóssil na próxima compra. A fatia está em linha com a média global, que é de 50%. Os veículos híbridos aparecem em segundo lugar, com 21% da preferência entre os brasileiros, um pouco acima da média global de 18%.

Limitação da infraestrutura de recarga ainda é um desafio

A limitação da infraestrutura de recarga ainda é um dos principais desafios para a adoção de veículos elétricos no Brasil. Segundo o estudo, 93% dos consumidores brasileiros – contra 86% da média global – esperam carregar seus veículos elétricos em locais privados, como residências ou ambientes de trabalho, o que indica a necessidade de expansão da infraestrutura pública para atender a essa demanda.

O estudo revelou também um descompasso entre a intenção de recarregar veículos elétricos em casa e a preparação para isso. Entre os brasileiros que gostariam de realizar a recarga residencial, 67% não têm carregadores. Globalmente, a fatia é de apenas 48%. A China é uma exceção. No país, 88% dos entrevistados têm acesso a carregadores em casa, mas 42% preferem utilizar carregadores no trabalho ou em estações públicas.

Os respondentes também apontaram outras preocupações relacionadas aos veículos elétricos. Uma delas, indicada por 33% dos brasileiros (contra 35% da média global), é o custo associado à eventual substituição da bateria. Outro ponto é a autonomia, que preocupa 31% dos consumidores entrevistados no Brasil e 37% na média global. Há ainda a questão do tempo de carregamento, apontada por 31% dos brasileiros e 39% dos consumidores da média global.

Brasileiros são menos fiéis às marcas quando escolhem veículo novo

Na hora de escolher um carro novo, os consumidores brasileiros são menos fiéis às marcas do que a média global. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados no Brasil disseram que seu carro anterior era de outra marca. A média global é de 47%.

Por aqui, os compradores também dão mais atenção à qualidade. Esse quesito é importante para 65% dos entrevistados, contra 54% na média global. Desempenho é outro ponto de destaque para 56% dos brasileiros (contra 46% da média global).

A Deloitte destaca ainda que a maior parte dos brasileiros demonstra mais flexibilidade na preferência por fabricante ou marca. No Brasil, 52% dos respondentes dizem não se importar com a marca, desde que o veículo atenda às suas necessidades. Na média global, esse percentual é de 43%.

Visita à concessionária e redes sociais influenciam decisão de compra

A visita à concessionária é o que mais influencia a decisão de compra dos consumidores, tanto no Brasil quanto na média global. Essa visita é citada como fonte de informação na tomada de decisão por 58% dos brasileiros e 50% dos consumidores globais.

Quando o assunto são redes sociais e avaliações de influenciadores, os brasileiros têm um comportamento um pouco diferente da média global. No Brasil, essa é a segunda principal fonte de informação, citada por 44% dos entrevistados. Globalmente, porém, ela ocupa apenas a quinta posição e é mencionada por 33% dos entrevistados.

Antes dela, vêm sites de fabricantes, com 42% de menções, sites de concessionárias, com 37%, e portais de notícias automotivas, com 35%.

Conectividade e novas tecnologias ganham destaque no Brasil

Os brasileiros demonstram maior receptividade a veículos predominantemente definidos por software, ou seja, automóveis cujas principais funções e funcionalidades são controladas, atualizadas e aprimoradas por meio de software, e não apenas por componentes mecânicos fixos. Por aqui, 64% consideram esse conceito útil, contra 54% da média global.

Eles também se mostram mais propensos a utilizar recursos de personalização habilitados por IA, como regulagem da climatização, ajuste da posição dos bancos, entre outros. Entre os brasileiros, 68% dizem ser “muito provável” essa utilização, contra apenas 55% dos respondentes globais.

O ecossistema digital do veículo também pesa mais no país. Para 76% dos brasileiros, o ecossistema veicular é tão ou mais importante que o do smartphone. Além disso, 73% afirmam que esse tipo de conexão aumenta a probabilidade de permanecer mais tempo com o mesmo veículo.

Consumidores pagariam mais por serviços conectados de segurança e monitoramento

Tanto no Brasil quanto no cenário global, segurança e monitoramento lideram a disposição do consumidor em pagar por serviços conectados. Entre os brasileiros, 85% se dizem dispostos a pagar um valor extra por serviços de rastreamento anti-furto – na média global, esse percentual é de 70%.

E, enquanto 81% dos respondentes no Brasil pagariam por um sistema de assistência de emergência, apenas 69% dos consumidores globais fariam o mesmo.

Ainda assim, 60% dos brasileiros se dizem preocupados com o compartilhamento de seus dados, especialmente no que se refere a localização, dispositivos conectados e câmeras internas.

Em relação à prestação de serviços, 70% dos consumidores brasileiros recorrem mais às concessionárias autorizadas. Globalmente, a fatia é de 64%. Ainda assim, os aspectos que embasam a escolha são os mesmos – qualidade, confiança e cobertura da garantia.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

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Brasileiros são menos fiéis às marcas e recorrem mais às redes sociais para comprar carros

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Os brasileiros demonstram maior preocupação com a infraestrutura de recarga dos veículos elétricos, são menos fiéis às marcas na hora de trocar de carro, recorrem mais às redes sociais e influenciadores para decidir a compra e mostram maior receptividade a veículos definidos por software e recursos digitais.

Essas são algumas das conclusões da edição 2026 do Global Automotive Consumer Study, realizado pela Deloitte entre outubro e novembro de 2025 com a participação de 28.553 consumidores de 27 países, incluindo mil brasileiros.

Consumidores ainda preferem veículos a gasolina ou diesel

Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), citados pela Deloitte, o mercado automotivo brasileiro registrou crescimento de 2,58% em 2025, com alta de quase 40% nos emplacamentos de veículos híbridos e elétricos.

Ainda assim, 51% dos brasileiros entrevistados dizem que pretendem adquirir um carro movido a combustível fóssil na próxima compra. A fatia está em linha com a média global, que é de 50%. Os veículos híbridos aparecem em segundo lugar, com 21% da preferência entre os brasileiros, um pouco acima da média global de 18%.

Limitação da infraestrutura de recarga ainda é um desafio

A limitação da infraestrutura de recarga ainda é um dos principais desafios para a adoção de veículos elétricos no Brasil. Segundo o estudo, 93% dos consumidores brasileiros – contra 86% da média global – esperam carregar seus veículos elétricos em locais privados, como residências ou ambientes de trabalho, o que indica a necessidade de expansão da infraestrutura pública para atender a essa demanda.

O estudo revelou também um descompasso entre a intenção de recarregar veículos elétricos em casa e a preparação para isso. Entre os brasileiros que gostariam de realizar a recarga residencial, 67% não têm carregadores. Globalmente, a fatia é de apenas 48%. A China é uma exceção. No país, 88% dos entrevistados têm acesso a carregadores em casa, mas 42% preferem utilizar carregadores no trabalho ou em estações públicas.

Os respondentes também apontaram outras preocupações relacionadas aos veículos elétricos. Uma delas, indicada por 33% dos brasileiros (contra 35% da média global), é o custo associado à eventual substituição da bateria. Outro ponto é a autonomia, que preocupa 31% dos consumidores entrevistados no Brasil e 37% na média global. Há ainda a questão do tempo de carregamento, apontada por 31% dos brasileiros e 39% dos consumidores da média global.

Brasileiros são menos fiéis às marcas quando escolhem veículo novo

Na hora de escolher um carro novo, os consumidores brasileiros são menos fiéis às marcas do que a média global. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados no Brasil disseram que seu carro anterior era de outra marca. A média global é de 47%.

Por aqui, os compradores também dão mais atenção à qualidade. Esse quesito é importante para 65% dos entrevistados, contra 54% na média global. Desempenho é outro ponto de destaque para 56% dos brasileiros (contra 46% da média global).

A Deloitte destaca ainda que a maior parte dos brasileiros demonstra mais flexibilidade na preferência por fabricante ou marca. No Brasil, 52% dos respondentes dizem não se importar com a marca, desde que o veículo atenda às suas necessidades. Na média global, esse percentual é de 43%.

Visita à concessionária e redes sociais influenciam decisão de compra

A visita à concessionária é o que mais influencia a decisão de compra dos consumidores, tanto no Brasil quanto na média global. Essa visita é citada como fonte de informação na tomada de decisão por 58% dos brasileiros e 50% dos consumidores globais.

Quando o assunto são redes sociais e avaliações de influenciadores, os brasileiros têm um comportamento um pouco diferente da média global. No Brasil, essa é a segunda principal fonte de informação, citada por 44% dos entrevistados. Globalmente, porém, ela ocupa apenas a quinta posição e é mencionada por 33% dos entrevistados.

Antes dela, vêm sites de fabricantes, com 42% de menções, sites de concessionárias, com 37%, e portais de notícias automotivas, com 35%.

Conectividade e novas tecnologias ganham destaque no Brasil

Os brasileiros demonstram maior receptividade a veículos predominantemente definidos por software, ou seja, automóveis cujas principais funções e funcionalidades são controladas, atualizadas e aprimoradas por meio de software, e não apenas por componentes mecânicos fixos. Por aqui, 64% consideram esse conceito útil, contra 54% da média global.

Eles também se mostram mais propensos a utilizar recursos de personalização habilitados por IA, como regulagem da climatização, ajuste da posição dos bancos, entre outros. Entre os brasileiros, 68% dizem ser “muito provável” essa utilização, contra apenas 55% dos respondentes globais.

O ecossistema digital do veículo também pesa mais no país. Para 76% dos brasileiros, o ecossistema veicular é tão ou mais importante que o do smartphone. Além disso, 73% afirmam que esse tipo de conexão aumenta a probabilidade de permanecer mais tempo com o mesmo veículo.

Consumidores pagariam mais por serviços conectados de segurança e monitoramento

Tanto no Brasil quanto no cenário global, segurança e monitoramento lideram a disposição do consumidor em pagar por serviços conectados. Entre os brasileiros, 85% se dizem dispostos a pagar um valor extra por serviços de rastreamento anti-furto – na média global, esse percentual é de 70%.

E, enquanto 81% dos respondentes no Brasil pagariam por um sistema de assistência de emergência, apenas 69% dos consumidores globais fariam o mesmo.

Ainda assim, 60% dos brasileiros se dizem preocupados com o compartilhamento de seus dados, especialmente no que se refere a localização, dispositivos conectados e câmeras internas.

Em relação à prestação de serviços, 70% dos consumidores brasileiros recorrem mais às concessionárias autorizadas. Globalmente, a fatia é de 64%. Ainda assim, os aspectos que embasam a escolha são os mesmos – qualidade, confiança e cobertura da garantia.

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Brasileiros são menos fiéis às marcas e recorrem mais às redes sociais para comprar carros

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Os brasileiros demonstram maior preocupação com a infraestrutura de recarga dos veículos elétricos, são menos fiéis às marcas na hora de trocar de carro, recorrem mais às redes sociais e influenciadores para decidir a compra e mostram maior receptividade a veículos definidos por software e recursos digitais.

Essas são algumas das conclusões da edição 2026 do Global Automotive Consumer Study, realizado pela Deloitte entre outubro e novembro de 2025 com a participação de 28.553 consumidores de 27 países, incluindo mil brasileiros.

Consumidores ainda preferem veículos a gasolina ou diesel

Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), citados pela Deloitte, o mercado automotivo brasileiro registrou crescimento de 2,58% em 2025, com alta de quase 40% nos emplacamentos de veículos híbridos e elétricos.

Ainda assim, 51% dos brasileiros entrevistados dizem que pretendem adquirir um carro movido a combustível fóssil na próxima compra. A fatia está em linha com a média global, que é de 50%. Os veículos híbridos aparecem em segundo lugar, com 21% da preferência entre os brasileiros, um pouco acima da média global de 18%.

Limitação da infraestrutura de recarga ainda é um desafio

A limitação da infraestrutura de recarga ainda é um dos principais desafios para a adoção de veículos elétricos no Brasil. Segundo o estudo, 93% dos consumidores brasileiros – contra 86% da média global – esperam carregar seus veículos elétricos em locais privados, como residências ou ambientes de trabalho, o que indica a necessidade de expansão da infraestrutura pública para atender a essa demanda.

O estudo revelou também um descompasso entre a intenção de recarregar veículos elétricos em casa e a preparação para isso. Entre os brasileiros que gostariam de realizar a recarga residencial, 67% não têm carregadores. Globalmente, a fatia é de apenas 48%. A China é uma exceção. No país, 88% dos entrevistados têm acesso a carregadores em casa, mas 42% preferem utilizar carregadores no trabalho ou em estações públicas.

Os respondentes também apontaram outras preocupações relacionadas aos veículos elétricos. Uma delas, indicada por 33% dos brasileiros (contra 35% da média global), é o custo associado à eventual substituição da bateria. Outro ponto é a autonomia, que preocupa 31% dos consumidores entrevistados no Brasil e 37% na média global. Há ainda a questão do tempo de carregamento, apontada por 31% dos brasileiros e 39% dos consumidores da média global.

Brasileiros são menos fiéis às marcas quando escolhem veículo novo

Na hora de escolher um carro novo, os consumidores brasileiros são menos fiéis às marcas do que a média global. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados no Brasil disseram que seu carro anterior era de outra marca. A média global é de 47%.

Por aqui, os compradores também dão mais atenção à qualidade. Esse quesito é importante para 65% dos entrevistados, contra 54% na média global. Desempenho é outro ponto de destaque para 56% dos brasileiros (contra 46% da média global).

A Deloitte destaca ainda que a maior parte dos brasileiros demonstra mais flexibilidade na preferência por fabricante ou marca. No Brasil, 52% dos respondentes dizem não se importar com a marca, desde que o veículo atenda às suas necessidades. Na média global, esse percentual é de 43%.

Visita à concessionária e redes sociais influenciam decisão de compra

A visita à concessionária é o que mais influencia a decisão de compra dos consumidores, tanto no Brasil quanto na média global. Essa visita é citada como fonte de informação na tomada de decisão por 58% dos brasileiros e 50% dos consumidores globais.

Quando o assunto são redes sociais e avaliações de influenciadores, os brasileiros têm um comportamento um pouco diferente da média global. No Brasil, essa é a segunda principal fonte de informação, citada por 44% dos entrevistados. Globalmente, porém, ela ocupa apenas a quinta posição e é mencionada por 33% dos entrevistados.

Antes dela, vêm sites de fabricantes, com 42% de menções, sites de concessionárias, com 37%, e portais de notícias automotivas, com 35%.

Conectividade e novas tecnologias ganham destaque no Brasil

Os brasileiros demonstram maior receptividade a veículos predominantemente definidos por software, ou seja, automóveis cujas principais funções e funcionalidades são controladas, atualizadas e aprimoradas por meio de software, e não apenas por componentes mecânicos fixos. Por aqui, 64% consideram esse conceito útil, contra 54% da média global.

Eles também se mostram mais propensos a utilizar recursos de personalização habilitados por IA, como regulagem da climatização, ajuste da posição dos bancos, entre outros. Entre os brasileiros, 68% dizem ser “muito provável” essa utilização, contra apenas 55% dos respondentes globais.

O ecossistema digital do veículo também pesa mais no país. Para 76% dos brasileiros, o ecossistema veicular é tão ou mais importante que o do smartphone. Além disso, 73% afirmam que esse tipo de conexão aumenta a probabilidade de permanecer mais tempo com o mesmo veículo.

Consumidores pagariam mais por serviços conectados de segurança e monitoramento

Tanto no Brasil quanto no cenário global, segurança e monitoramento lideram a disposição do consumidor em pagar por serviços conectados. Entre os brasileiros, 85% se dizem dispostos a pagar um valor extra por serviços de rastreamento anti-furto – na média global, esse percentual é de 70%.

E, enquanto 81% dos respondentes no Brasil pagariam por um sistema de assistência de emergência, apenas 69% dos consumidores globais fariam o mesmo.

Ainda assim, 60% dos brasileiros se dizem preocupados com o compartilhamento de seus dados, especialmente no que se refere a localização, dispositivos conectados e câmeras internas.

Em relação à prestação de serviços, 70% dos consumidores brasileiros recorrem mais às concessionárias autorizadas. Globalmente, a fatia é de 64%. Ainda assim, os aspectos que embasam a escolha são os mesmos – qualidade, confiança e cobertura da garantia.

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