Insights|14 maio, 2026|

Jovens consomem menos notícias e dependem mais das redes sociais

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Os jovens deixaram de ser apenas online-first para se tornarem social-first no consumo de notícias. Hoje, redes sociais e plataformas de vídeo superam sites e aplicativos jornalísticos como principal fonte de informação entre pessoas de 18 a 24 anos, enquanto TikTok, Instagram e YouTube ganham relevância e o Facebook perde espaço.

As conclusões fazem parte de um relatório do Reuters Institute baseado em análises secundárias de pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas ao longo dos últimos 12 anos, com destaque para os dados do Digital News Report entre 2013 e 2025.

De online-first para social-first

Em 2015, os jovens já priorizavam o ambiente online para se informar, mas agora eles podem ser definidos como social-first. Há dez anos, 21% diziam que as redes sociais eram sua principal fonte de notícias. Hoje, 39% priorizam essa fonte de informação. Sites e aplicativos de notícias, por outro lado, passaram de 36% para 24%.

Outra mudança é que essa geração depende muito mais de TikTok, Instagram e YouTube para se informar. O Facebook perdeu muito da sua relevância. Em 2014, era de longe a rede mais usada para notícias entre esse público, com 47% dos jovens de 18 a 24 anos utilizando a plataforma semanalmente em busca de notícias. Hoje, apenas 16% fazem isso. Por outro lado, 30% usam Instagram, 23% usam YouTube e 22% usam TikTok.

O estudo aponta o crescimento da plataforma de vídeos curtos como a principal transformação das redes sociais na última década. Atualmente, 47% dos jovens usam TikTok semanalmente para diferentes finalidades.

Nas redes sociais e nas plataformas de vídeo, 51% dos jovens prestam atenção aos criadores de notícias individuais e 39% estão atentos às notícias tradicionais. É o contrário das pessoas com 55 anos ou mais, que prestam mais atenção aos meios de comunicação tradicionais.

Leitura ainda é principal forma de consumir notícias

A leitura continua sendo a forma favorita de consumir notícias digitais em todas as faixas etárias. É a principal escolha de 42% dos mais jovens, 44% do grupo de 25 a 34 anos, 47% dos que têm entre 35 e 44 anos, 49% do grupo de 45 a 54 anos e 53% dos 50+.

Por outro lado, os jovens são os mais propensos a assistir notícias. 32% das pessoas de 18 a 24 anos preferem essa maneira de consumir conteúdo, em comparação com 25% das pessoas com 55 anos ou mais. O aumento da preferência por áudio e vídeo nos últimos anos é observado principalmente em mercados da África, da América Latina e do Sudeste Asiático.

A pesquisa confirma que os jovens consomem notícias com menos frequência do que os mais velhos. Cerca de dois terços (64%) dos que têm de 18 a 24 anos consomem notícias diariamente, em comparação com 87% das pessoas com 55 anos ou mais. Segundo o relatório, isso ocorre em parte porque o consumo de notícias influenciado pelas redes sociais é menos intencional e mais incidental.

Além disso, apenas 35% dos jovens de 18 a 24 anos, em comparação com 52% dos 55+, afirmam estar “muito” ou “extremamente” interessados ​​em notícias em 2025. Os jovens demonstram menos interesse por temas como política e relativamente mais interesse por conteúdo divertido e de entretenimento. Os homens jovens, comparativamente, demonstram maior interesse por ciência e tecnologia, enquanto as mulheres jovens se interessam por notícias sobre saúde mental.

O estudo indica ainda que 42% dos mais jovens evitam as notícias às vezes ou frequentemente. Mas o comportamento não é muito diferente nas outras faixas etárias. No grupo 55+, 37% têm essa atitude. Em geral, todas as faixas etárias citam a natureza deprimente das notícias como o principal motivo, mas os jovens são relativamente mais propensos a dizer que as notícias não parecem relevantes ou que têm dificuldade em compreendê-las.

O papel da IA na busca por informação

A parcela de pessoas, mesmo as mais jovens, que utilizam chatbots para se informar ainda é pequena. Cerca de 15% dos mais jovens usam IA para acessar notícias semanalmente. Entre os 55+, apenas 3% fazem isso.

Os mais jovens, em geral, têm uma visão mais positiva em relação ao jornalismo assistido por IA e são mais propensos a dizer que usam a tecnologia para ajudar a navegar e simplificar notícias complexas.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Insights|14 maio, 2026|

Jovens consomem menos notícias e dependem mais das redes sociais

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Os jovens deixaram de ser apenas online-first para se tornarem social-first no consumo de notícias. Hoje, redes sociais e plataformas de vídeo superam sites e aplicativos jornalísticos como principal fonte de informação entre pessoas de 18 a 24 anos, enquanto TikTok, Instagram e YouTube ganham relevância e o Facebook perde espaço.

As conclusões fazem parte de um relatório do Reuters Institute baseado em análises secundárias de pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas ao longo dos últimos 12 anos, com destaque para os dados do Digital News Report entre 2013 e 2025.

De online-first para social-first

Em 2015, os jovens já priorizavam o ambiente online para se informar, mas agora eles podem ser definidos como social-first. Há dez anos, 21% diziam que as redes sociais eram sua principal fonte de notícias. Hoje, 39% priorizam essa fonte de informação. Sites e aplicativos de notícias, por outro lado, passaram de 36% para 24%.

Outra mudança é que essa geração depende muito mais de TikTok, Instagram e YouTube para se informar. O Facebook perdeu muito da sua relevância. Em 2014, era de longe a rede mais usada para notícias entre esse público, com 47% dos jovens de 18 a 24 anos utilizando a plataforma semanalmente em busca de notícias. Hoje, apenas 16% fazem isso. Por outro lado, 30% usam Instagram, 23% usam YouTube e 22% usam TikTok.

O estudo aponta o crescimento da plataforma de vídeos curtos como a principal transformação das redes sociais na última década. Atualmente, 47% dos jovens usam TikTok semanalmente para diferentes finalidades.

Nas redes sociais e nas plataformas de vídeo, 51% dos jovens prestam atenção aos criadores de notícias individuais e 39% estão atentos às notícias tradicionais. É o contrário das pessoas com 55 anos ou mais, que prestam mais atenção aos meios de comunicação tradicionais.

Leitura ainda é principal forma de consumir notícias

A leitura continua sendo a forma favorita de consumir notícias digitais em todas as faixas etárias. É a principal escolha de 42% dos mais jovens, 44% do grupo de 25 a 34 anos, 47% dos que têm entre 35 e 44 anos, 49% do grupo de 45 a 54 anos e 53% dos 50+.

Por outro lado, os jovens são os mais propensos a assistir notícias. 32% das pessoas de 18 a 24 anos preferem essa maneira de consumir conteúdo, em comparação com 25% das pessoas com 55 anos ou mais. O aumento da preferência por áudio e vídeo nos últimos anos é observado principalmente em mercados da África, da América Latina e do Sudeste Asiático.

A pesquisa confirma que os jovens consomem notícias com menos frequência do que os mais velhos. Cerca de dois terços (64%) dos que têm de 18 a 24 anos consomem notícias diariamente, em comparação com 87% das pessoas com 55 anos ou mais. Segundo o relatório, isso ocorre em parte porque o consumo de notícias influenciado pelas redes sociais é menos intencional e mais incidental.

Além disso, apenas 35% dos jovens de 18 a 24 anos, em comparação com 52% dos 55+, afirmam estar “muito” ou “extremamente” interessados ​​em notícias em 2025. Os jovens demonstram menos interesse por temas como política e relativamente mais interesse por conteúdo divertido e de entretenimento. Os homens jovens, comparativamente, demonstram maior interesse por ciência e tecnologia, enquanto as mulheres jovens se interessam por notícias sobre saúde mental.

O estudo indica ainda que 42% dos mais jovens evitam as notícias às vezes ou frequentemente. Mas o comportamento não é muito diferente nas outras faixas etárias. No grupo 55+, 37% têm essa atitude. Em geral, todas as faixas etárias citam a natureza deprimente das notícias como o principal motivo, mas os jovens são relativamente mais propensos a dizer que as notícias não parecem relevantes ou que têm dificuldade em compreendê-las.

O papel da IA na busca por informação

A parcela de pessoas, mesmo as mais jovens, que utilizam chatbots para se informar ainda é pequena. Cerca de 15% dos mais jovens usam IA para acessar notícias semanalmente. Entre os 55+, apenas 3% fazem isso.

Os mais jovens, em geral, têm uma visão mais positiva em relação ao jornalismo assistido por IA e são mais propensos a dizer que usam a tecnologia para ajudar a navegar e simplificar notícias complexas.

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Jovens consomem menos notícias e dependem mais das redes sociais

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Os jovens deixaram de ser apenas online-first para se tornarem social-first no consumo de notícias. Hoje, redes sociais e plataformas de vídeo superam sites e aplicativos jornalísticos como principal fonte de informação entre pessoas de 18 a 24 anos, enquanto TikTok, Instagram e YouTube ganham relevância e o Facebook perde espaço.

As conclusões fazem parte de um relatório do Reuters Institute baseado em análises secundárias de pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas ao longo dos últimos 12 anos, com destaque para os dados do Digital News Report entre 2013 e 2025.

De online-first para social-first

Em 2015, os jovens já priorizavam o ambiente online para se informar, mas agora eles podem ser definidos como social-first. Há dez anos, 21% diziam que as redes sociais eram sua principal fonte de notícias. Hoje, 39% priorizam essa fonte de informação. Sites e aplicativos de notícias, por outro lado, passaram de 36% para 24%.

Outra mudança é que essa geração depende muito mais de TikTok, Instagram e YouTube para se informar. O Facebook perdeu muito da sua relevância. Em 2014, era de longe a rede mais usada para notícias entre esse público, com 47% dos jovens de 18 a 24 anos utilizando a plataforma semanalmente em busca de notícias. Hoje, apenas 16% fazem isso. Por outro lado, 30% usam Instagram, 23% usam YouTube e 22% usam TikTok.

O estudo aponta o crescimento da plataforma de vídeos curtos como a principal transformação das redes sociais na última década. Atualmente, 47% dos jovens usam TikTok semanalmente para diferentes finalidades.

Nas redes sociais e nas plataformas de vídeo, 51% dos jovens prestam atenção aos criadores de notícias individuais e 39% estão atentos às notícias tradicionais. É o contrário das pessoas com 55 anos ou mais, que prestam mais atenção aos meios de comunicação tradicionais.

Leitura ainda é principal forma de consumir notícias

A leitura continua sendo a forma favorita de consumir notícias digitais em todas as faixas etárias. É a principal escolha de 42% dos mais jovens, 44% do grupo de 25 a 34 anos, 47% dos que têm entre 35 e 44 anos, 49% do grupo de 45 a 54 anos e 53% dos 50+.

Por outro lado, os jovens são os mais propensos a assistir notícias. 32% das pessoas de 18 a 24 anos preferem essa maneira de consumir conteúdo, em comparação com 25% das pessoas com 55 anos ou mais. O aumento da preferência por áudio e vídeo nos últimos anos é observado principalmente em mercados da África, da América Latina e do Sudeste Asiático.

A pesquisa confirma que os jovens consomem notícias com menos frequência do que os mais velhos. Cerca de dois terços (64%) dos que têm de 18 a 24 anos consomem notícias diariamente, em comparação com 87% das pessoas com 55 anos ou mais. Segundo o relatório, isso ocorre em parte porque o consumo de notícias influenciado pelas redes sociais é menos intencional e mais incidental.

Além disso, apenas 35% dos jovens de 18 a 24 anos, em comparação com 52% dos 55+, afirmam estar “muito” ou “extremamente” interessados ​​em notícias em 2025. Os jovens demonstram menos interesse por temas como política e relativamente mais interesse por conteúdo divertido e de entretenimento. Os homens jovens, comparativamente, demonstram maior interesse por ciência e tecnologia, enquanto as mulheres jovens se interessam por notícias sobre saúde mental.

O estudo indica ainda que 42% dos mais jovens evitam as notícias às vezes ou frequentemente. Mas o comportamento não é muito diferente nas outras faixas etárias. No grupo 55+, 37% têm essa atitude. Em geral, todas as faixas etárias citam a natureza deprimente das notícias como o principal motivo, mas os jovens são relativamente mais propensos a dizer que as notícias não parecem relevantes ou que têm dificuldade em compreendê-las.

O papel da IA na busca por informação

A parcela de pessoas, mesmo as mais jovens, que utilizam chatbots para se informar ainda é pequena. Cerca de 15% dos mais jovens usam IA para acessar notícias semanalmente. Entre os 55+, apenas 3% fazem isso.

Os mais jovens, em geral, têm uma visão mais positiva em relação ao jornalismo assistido por IA e são mais propensos a dizer que usam a tecnologia para ajudar a navegar e simplificar notícias complexas.

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