Insights|10 jun, 2026|

Do Memeiro ao Fanático Raiz: como cada região do Brasil torce pela Copa

SUBA

SUBA

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Não existe um Brasil que torce pela Copa do Mundo. Existem cinco – porque cada região tem uma maneira muito característica de vibrar (ou nem tanto) pela seleção nas redes sociais. A conclusão é da pesquisa “Brasil: O País do Torcedor”, desenvolvido por Maílson Dutra, vice-presidente de data e performance da SUBA, para entender e mapear comportamento do torcedor brasileiro.

Com metodologia própria, o estudo analisou 5.745 vídeos publicados no TikTok entre janeiro e abril de 2026 por criadores de grande audiência nas cinco regiões do país. Cada vídeo foi submetido a uma análise multi-camada proprietária que combina três frentes, análise semiótica, NLP (Processamento de Linguagem Natural) e etnografia digital. O cruzamento dessas três lentes gerou um mapa comportamental do torcedor brasileiro.

Brasil tem 6 arquétipos de torcedores

Primeiramente, o estudo identificou que o Brasil tem seis arquétipos de criador-torcedor, cada um com características bem peculiares. Confira.

  1. O Memeiro
    Humor e ironia como moeda de engajamento.
  1. O Analista
    Tática e contexto com credibilidade de especialista. 
  1. O Fanático Raiz
    Emoção bruta, sem filtros, autenticidade máxima. 
  1. O Narrador Performático
    Teatralidade de rádio adaptada ao TikTok. 
  1. O Torcedor-Ator
    Roteiro, performance e produção elaborada. 
  1. O Influencer Lifestyle
    Futebol como conteúdo de oportunidade.

Como cada região do Brasil torce pela Copa do Mundo

Em seguida, o estudo verificou como esses arquétipos se distribuem pelo país e percebeu que cada região tem um jeito próprio de torcer pela Copa do Mundo.

“Os arquétipos do estudo não devem ser lidos como ‘personagens fixos’ de cada região, mas como padrões recorrentes de comportamento e criação de conteúdo no TikTok sobre o tema, no Brasil no geral”, explica Maílson.

Isso porque eles emergem do cruzamento entre formato, linguagem, emoção, visualidade, narrativa, intensidade, rivalidade, análise e performance. “Ou seja, uma região não ‘é’ um arquétipo, ela tende a concentrar determinados arquétipos porque ali certos modos de torcer, narrar e performar o futebol aparecem com mais força”, detalha.

A relação correta, portanto, é olhar para cada região a partir de três camadas – arquétipo predominante, arquétipo secundário e comportamento cultural que explica essa predominância. Confira a seguir o detalhamento que Maílson organizou para UOL para Marcas.

NORTE

Arquétipo predominante: Fanático Raiz
Arquétipo secundário: Memeiro

Comportamento ilustrado: a raiva que vibra.

O Norte apresenta o menor sentimento médio do estudo, mas uma das maiores intensidades emocionais. Isso indica um torcedor que não é indiferente, mas conflituado. A emoção aparece de forma direta, crua, com pouca mediação estética.

O Fanático Raiz predomina porque o futebol é usado como espaço de catarse, desabafo e reivindicação. O torcedor nortista expressa frustração, orgulho regional e sensação de invisibilidade nacional.

O Memeiro aparece como arquétipo secundário porque a “zoação” também está presente, mas de forma mais confrontativa e visceral. O humor no Norte é menos polido, mais direto e com “dente”.

Em síntese, no Norte, o futebol é menos entretenimento e mais reivindicação emocional.

NORDESTE

Arquétipo predominante: Analista
Arquétipo secundário: Fanático Raiz

Comportamento ilustrado: razão e paixão no mesmo torcedor.

O Nordeste é a região mais tática do estudo. Apresenta a maior frequência de análise técnica, alto uso de textos em tela e forte presença de conteúdo explicativo.

O Analista predomina porque o torcedor nordestino trata o futebol com profundidade: discute posicionamento, escalação, variação tática e leitura de jogo. Existe uma postura de autoridade e conhecimento.

Mas o Fanático Raiz aparece com força porque essa racionalidade convive com uma emoção muito intensa. O mesmo torcedor que explica o futebol pode explodir em catarse segundos depois.

SUDESTE

Arquétipo predominante: Memeiro
Arquétipo secundário: Influencer Lifestyle

Comportamento ilustrado: futebol como cultura pop.

O Sudeste é a região mais irônica, mais positiva e mais conectada à cultura pop. A zoação é a categoria dominante e a ironia aparece como idioma central.

O Memeiro predomina porque o torcedor sudestino transforma futebol em meme, comentário social e repertório cultural. Derrota vira conteúdo. Vitória vira trollagem. O futebol é processado com humor, referência e velocidade.

O Influencer Lifestyle aparece como secundário porque, no Sudeste, o futebol também entra na pauta de criadores que não são necessariamente especialistas em esporte. A Copa vira assunto de comportamento, moda, entretenimento, celebridade e cultura digital.

SUL

Arquétipo predominante: Fanático Raiz
Arquétipo secundário: Analista

Comportamento ilustrado: rivalidade como combustível.

O Sul é a região mais rivalizada do estudo. Lidera em menções ao rival, uso de camisa oficial e polarização. O futebol aparece como ritual de pertencimento e afirmação tribal.

O Fanático Raiz predomina porque o torcedor sulista vive o futebol como identidade. Não se trata apenas de torcer pelo próprio time, mas de explicitar superioridade sobre o rival. O “nós contra eles” aparece em grande parte dos conteúdos.

O Analista aparece como secundário, mas com um perfil diferente do Nordeste. No Sul, ele é mais frio, histórico e comparativo. Menos tático-didático, mais jornalístico e argumentativo.

CENTRO-OESTE

Arquétipo predominante: Narrador Performático
Arquétipo secundário: Analista / perfil informativo

Comportamento ilustrado: narrativa épica e torcedor plural.

O Centro-Oeste funciona como uma síntese do Brasil. Não é extremo em nenhuma dimensão: não é o mais irônico, nem o mais visceral, nem o mais rivalizado, nem o mais analítico.

O Narrador Performático predomina porque o futebol aparece com narrativa épica, dramatizada e envolvente. É o torcedor que conta o jogo como história, quase como um locutor de rádio adaptado ao TikTok.

O perfil informativo/analítico aparece como camada secundária porque a região tem boa presença de conteúdo evergreen e contextualizado. Há apetite por explicação, mas com menos rigidez técnica do que no Nordeste.

 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Insights|10 jun, 2026|

Do Memeiro ao Fanático Raiz: como cada região do Brasil torce pela Copa

SUBA

SUBA

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Não existe um Brasil que torce pela Copa do Mundo. Existem cinco – porque cada região tem uma maneira muito característica de vibrar (ou nem tanto) pela seleção nas redes sociais. A conclusão é da pesquisa “Brasil: O País do Torcedor”, desenvolvido por Maílson Dutra, vice-presidente de data e performance da SUBA, para entender e mapear comportamento do torcedor brasileiro.

Com metodologia própria, o estudo analisou 5.745 vídeos publicados no TikTok entre janeiro e abril de 2026 por criadores de grande audiência nas cinco regiões do país. Cada vídeo foi submetido a uma análise multi-camada proprietária que combina três frentes, análise semiótica, NLP (Processamento de Linguagem Natural) e etnografia digital. O cruzamento dessas três lentes gerou um mapa comportamental do torcedor brasileiro.

Brasil tem 6 arquétipos de torcedores

Primeiramente, o estudo identificou que o Brasil tem seis arquétipos de criador-torcedor, cada um com características bem peculiares. Confira.

  1. O Memeiro
    Humor e ironia como moeda de engajamento.
  1. O Analista
    Tática e contexto com credibilidade de especialista. 
  1. O Fanático Raiz
    Emoção bruta, sem filtros, autenticidade máxima. 
  1. O Narrador Performático
    Teatralidade de rádio adaptada ao TikTok. 
  1. O Torcedor-Ator
    Roteiro, performance e produção elaborada. 
  1. O Influencer Lifestyle
    Futebol como conteúdo de oportunidade.

Como cada região do Brasil torce pela Copa do Mundo

Em seguida, o estudo verificou como esses arquétipos se distribuem pelo país e percebeu que cada região tem um jeito próprio de torcer pela Copa do Mundo.

“Os arquétipos do estudo não devem ser lidos como ‘personagens fixos’ de cada região, mas como padrões recorrentes de comportamento e criação de conteúdo no TikTok sobre o tema, no Brasil no geral”, explica Maílson.

Isso porque eles emergem do cruzamento entre formato, linguagem, emoção, visualidade, narrativa, intensidade, rivalidade, análise e performance. “Ou seja, uma região não ‘é’ um arquétipo, ela tende a concentrar determinados arquétipos porque ali certos modos de torcer, narrar e performar o futebol aparecem com mais força”, detalha.

A relação correta, portanto, é olhar para cada região a partir de três camadas – arquétipo predominante, arquétipo secundário e comportamento cultural que explica essa predominância. Confira a seguir o detalhamento que Maílson organizou para UOL para Marcas.

NORTE

Arquétipo predominante: Fanático Raiz
Arquétipo secundário: Memeiro

Comportamento ilustrado: a raiva que vibra.

O Norte apresenta o menor sentimento médio do estudo, mas uma das maiores intensidades emocionais. Isso indica um torcedor que não é indiferente, mas conflituado. A emoção aparece de forma direta, crua, com pouca mediação estética.

O Fanático Raiz predomina porque o futebol é usado como espaço de catarse, desabafo e reivindicação. O torcedor nortista expressa frustração, orgulho regional e sensação de invisibilidade nacional.

O Memeiro aparece como arquétipo secundário porque a “zoação” também está presente, mas de forma mais confrontativa e visceral. O humor no Norte é menos polido, mais direto e com “dente”.

Em síntese, no Norte, o futebol é menos entretenimento e mais reivindicação emocional.

NORDESTE

Arquétipo predominante: Analista
Arquétipo secundário: Fanático Raiz

Comportamento ilustrado: razão e paixão no mesmo torcedor.

O Nordeste é a região mais tática do estudo. Apresenta a maior frequência de análise técnica, alto uso de textos em tela e forte presença de conteúdo explicativo.

O Analista predomina porque o torcedor nordestino trata o futebol com profundidade: discute posicionamento, escalação, variação tática e leitura de jogo. Existe uma postura de autoridade e conhecimento.

Mas o Fanático Raiz aparece com força porque essa racionalidade convive com uma emoção muito intensa. O mesmo torcedor que explica o futebol pode explodir em catarse segundos depois.

SUDESTE

Arquétipo predominante: Memeiro
Arquétipo secundário: Influencer Lifestyle

Comportamento ilustrado: futebol como cultura pop.

O Sudeste é a região mais irônica, mais positiva e mais conectada à cultura pop. A zoação é a categoria dominante e a ironia aparece como idioma central.

O Memeiro predomina porque o torcedor sudestino transforma futebol em meme, comentário social e repertório cultural. Derrota vira conteúdo. Vitória vira trollagem. O futebol é processado com humor, referência e velocidade.

O Influencer Lifestyle aparece como secundário porque, no Sudeste, o futebol também entra na pauta de criadores que não são necessariamente especialistas em esporte. A Copa vira assunto de comportamento, moda, entretenimento, celebridade e cultura digital.

SUL

Arquétipo predominante: Fanático Raiz
Arquétipo secundário: Analista

Comportamento ilustrado: rivalidade como combustível.

O Sul é a região mais rivalizada do estudo. Lidera em menções ao rival, uso de camisa oficial e polarização. O futebol aparece como ritual de pertencimento e afirmação tribal.

O Fanático Raiz predomina porque o torcedor sulista vive o futebol como identidade. Não se trata apenas de torcer pelo próprio time, mas de explicitar superioridade sobre o rival. O “nós contra eles” aparece em grande parte dos conteúdos.

O Analista aparece como secundário, mas com um perfil diferente do Nordeste. No Sul, ele é mais frio, histórico e comparativo. Menos tático-didático, mais jornalístico e argumentativo.

CENTRO-OESTE

Arquétipo predominante: Narrador Performático
Arquétipo secundário: Analista / perfil informativo

Comportamento ilustrado: narrativa épica e torcedor plural.

O Centro-Oeste funciona como uma síntese do Brasil. Não é extremo em nenhuma dimensão: não é o mais irônico, nem o mais visceral, nem o mais rivalizado, nem o mais analítico.

O Narrador Performático predomina porque o futebol aparece com narrativa épica, dramatizada e envolvente. É o torcedor que conta o jogo como história, quase como um locutor de rádio adaptado ao TikTok.

O perfil informativo/analítico aparece como camada secundária porque a região tem boa presença de conteúdo evergreen e contextualizado. Há apetite por explicação, mas com menos rigidez técnica do que no Nordeste.

 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Insights|10 jun, 2026|

Do Memeiro ao Fanático Raiz: como cada região do Brasil torce pela Copa

SUBA

SUBA

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

Não existe um Brasil que torce pela Copa do Mundo. Existem cinco – porque cada região tem uma maneira muito característica de vibrar (ou nem tanto) pela seleção nas redes sociais. A conclusão é da pesquisa “Brasil: O País do Torcedor”, desenvolvido por Maílson Dutra, vice-presidente de data e performance da SUBA, para entender e mapear comportamento do torcedor brasileiro.

Com metodologia própria, o estudo analisou 5.745 vídeos publicados no TikTok entre janeiro e abril de 2026 por criadores de grande audiência nas cinco regiões do país. Cada vídeo foi submetido a uma análise multi-camada proprietária que combina três frentes, análise semiótica, NLP (Processamento de Linguagem Natural) e etnografia digital. O cruzamento dessas três lentes gerou um mapa comportamental do torcedor brasileiro.

Brasil tem 6 arquétipos de torcedores

Primeiramente, o estudo identificou que o Brasil tem seis arquétipos de criador-torcedor, cada um com características bem peculiares. Confira.

  1. O Memeiro
    Humor e ironia como moeda de engajamento.
  1. O Analista
    Tática e contexto com credibilidade de especialista. 
  1. O Fanático Raiz
    Emoção bruta, sem filtros, autenticidade máxima. 
  1. O Narrador Performático
    Teatralidade de rádio adaptada ao TikTok. 
  1. O Torcedor-Ator
    Roteiro, performance e produção elaborada. 
  1. O Influencer Lifestyle
    Futebol como conteúdo de oportunidade.

Como cada região do Brasil torce pela Copa do Mundo

Em seguida, o estudo verificou como esses arquétipos se distribuem pelo país e percebeu que cada região tem um jeito próprio de torcer pela Copa do Mundo.

“Os arquétipos do estudo não devem ser lidos como ‘personagens fixos’ de cada região, mas como padrões recorrentes de comportamento e criação de conteúdo no TikTok sobre o tema, no Brasil no geral”, explica Maílson.

Isso porque eles emergem do cruzamento entre formato, linguagem, emoção, visualidade, narrativa, intensidade, rivalidade, análise e performance. “Ou seja, uma região não ‘é’ um arquétipo, ela tende a concentrar determinados arquétipos porque ali certos modos de torcer, narrar e performar o futebol aparecem com mais força”, detalha.

A relação correta, portanto, é olhar para cada região a partir de três camadas – arquétipo predominante, arquétipo secundário e comportamento cultural que explica essa predominância. Confira a seguir o detalhamento que Maílson organizou para UOL para Marcas.

NORTE

Arquétipo predominante: Fanático Raiz
Arquétipo secundário: Memeiro

Comportamento ilustrado: a raiva que vibra.

O Norte apresenta o menor sentimento médio do estudo, mas uma das maiores intensidades emocionais. Isso indica um torcedor que não é indiferente, mas conflituado. A emoção aparece de forma direta, crua, com pouca mediação estética.

O Fanático Raiz predomina porque o futebol é usado como espaço de catarse, desabafo e reivindicação. O torcedor nortista expressa frustração, orgulho regional e sensação de invisibilidade nacional.

O Memeiro aparece como arquétipo secundário porque a “zoação” também está presente, mas de forma mais confrontativa e visceral. O humor no Norte é menos polido, mais direto e com “dente”.

Em síntese, no Norte, o futebol é menos entretenimento e mais reivindicação emocional.

NORDESTE

Arquétipo predominante: Analista
Arquétipo secundário: Fanático Raiz

Comportamento ilustrado: razão e paixão no mesmo torcedor.

O Nordeste é a região mais tática do estudo. Apresenta a maior frequência de análise técnica, alto uso de textos em tela e forte presença de conteúdo explicativo.

O Analista predomina porque o torcedor nordestino trata o futebol com profundidade: discute posicionamento, escalação, variação tática e leitura de jogo. Existe uma postura de autoridade e conhecimento.

Mas o Fanático Raiz aparece com força porque essa racionalidade convive com uma emoção muito intensa. O mesmo torcedor que explica o futebol pode explodir em catarse segundos depois.

SUDESTE

Arquétipo predominante: Memeiro
Arquétipo secundário: Influencer Lifestyle

Comportamento ilustrado: futebol como cultura pop.

O Sudeste é a região mais irônica, mais positiva e mais conectada à cultura pop. A zoação é a categoria dominante e a ironia aparece como idioma central.

O Memeiro predomina porque o torcedor sudestino transforma futebol em meme, comentário social e repertório cultural. Derrota vira conteúdo. Vitória vira trollagem. O futebol é processado com humor, referência e velocidade.

O Influencer Lifestyle aparece como secundário porque, no Sudeste, o futebol também entra na pauta de criadores que não são necessariamente especialistas em esporte. A Copa vira assunto de comportamento, moda, entretenimento, celebridade e cultura digital.

SUL

Arquétipo predominante: Fanático Raiz
Arquétipo secundário: Analista

Comportamento ilustrado: rivalidade como combustível.

O Sul é a região mais rivalizada do estudo. Lidera em menções ao rival, uso de camisa oficial e polarização. O futebol aparece como ritual de pertencimento e afirmação tribal.

O Fanático Raiz predomina porque o torcedor sulista vive o futebol como identidade. Não se trata apenas de torcer pelo próprio time, mas de explicitar superioridade sobre o rival. O “nós contra eles” aparece em grande parte dos conteúdos.

O Analista aparece como secundário, mas com um perfil diferente do Nordeste. No Sul, ele é mais frio, histórico e comparativo. Menos tático-didático, mais jornalístico e argumentativo.

CENTRO-OESTE

Arquétipo predominante: Narrador Performático
Arquétipo secundário: Analista / perfil informativo

Comportamento ilustrado: narrativa épica e torcedor plural.

O Centro-Oeste funciona como uma síntese do Brasil. Não é extremo em nenhuma dimensão: não é o mais irônico, nem o mais visceral, nem o mais rivalizado, nem o mais analítico.

O Narrador Performático predomina porque o futebol aparece com narrativa épica, dramatizada e envolvente. É o torcedor que conta o jogo como história, quase como um locutor de rádio adaptado ao TikTok.

O perfil informativo/analítico aparece como camada secundária porque a região tem boa presença de conteúdo evergreen e contextualizado. Há apetite por explicação, mas com menos rigidez técnica do que no Nordeste.

 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target