Brainstorm|31 mar, 2026|

Copa, eleições e feriados devem mudar o comportamento do consumidor em 2026

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O comportamento do consumidor em 2026 deve ser marcado por mais cautela, planejamento e sensibilidade a preço. Em um ano atravessado por Copa do Mundo, eleições e um calendário atípico de feriados prolongados, o brasileiro não necessariamente pretende consumir menos, mas deve gastar de forma mais racional.

Estudo da Neogrid em parceria com a Opinion Box mostra que a percepção de alta de preços, risco de falta de produtos e polarização política já influencia decisões de compra e a relação com as marcas.

Consumidor corta gastos e prioriza preço em 2026

De acordo com o estudo “Como os acontecimentos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, que entrevistou mais de 1.200 brasileiros, 76% dos consumidores pretendem cortar gastos em 2026 e 71% afirmam estar mais sensíveis a preço.

Entre as principais estratégias adotadas para manter as contas sob controle estão a redução de compras por impulso, indicada por 69% dos entrevistados, a busca por promoções, com 55%, e a procura por lojas mais baratas, com 53%.

Em geral, os brasileiros percebem que 2026 será financeiramente mais desafiador. Entre os entrevistados, 81% acreditam que os preços vão subir ao longo do ano, impulsionados pelo contexto de grandes eventos e pela instabilidade típica de períodos eleitorais.

Essa sensação de encarecimento iminente, ainda que mais emocional do que necessariamente ligada à inflação oficial, já altera o comportamento de compra. O consumidor tende a antecipar aquisições, comparar mais preços e priorizar itens considerados essenciais.

Copa e feriados prolongados elevam gastos e pressionam o varejo

Os 11 feriados prolongados do ano também impactam o orçamento das famílias. Para 49% dos entrevistados, essas datas tendem a elevar os gastos totais de 2026. Além disso, 59% afirmam que os feriados dificultam o controle do orçamento mensal.

As despesas se concentram principalmente em lazer, alternativa indicada por 55% dos entrevistados, alimentação, com 50%, e viagens, com 40%. Mais do que um pico de consumo, o cenário aponta uma sequência de momentos de alta demanda distribuídos ao longo do ano, o que exige maior sincronização entre previsão de demanda, abastecimento e comunicação promocional.

Risco de ruptura pode acelerar troca de marca

Outro ponto de atenção para o varejo é a disponibilidade de produtos. O estudo mostra que 38% dos consumidores percebem falta de itens em períodos de grandes eventos, como Copa e feriados prolongados. E, quando isso acontece, a consequência costuma ser imediata. Eles simplesmente trocam de marca ou migram para outro canal de compra.

Na prática, a perda de disponibilidade gera perda de venda naquele momento e ainda pode comprometer a confiança futura do consumidor.

Polarização política impacta consumo e reputação das marcas

Além dos fatores econômicos, o estudo chama atenção para o impacto da polarização política no consumo e na reputação das marcas. Segundo a pesquisa, 31% dos brasileiros já deixaram de consumir marcas por posicionamento político, e 36% afirmam ter deixado de frequentar determinados lugares pelo mesmo motivo.

Em ano eleitoral, esse dado reforça como reputação, narrativa e coerência de marca passam a influenciar diretamente a decisão de compra, transformando posicionamento em uma variável de mercado mensurável. Para marcas e varejistas, 2026 deve exigir mais precisão em preço, estoque e comunicação.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Brainstorm|31 mar, 2026|

Copa, eleições e feriados devem mudar o comportamento do consumidor em 2026

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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas

O comportamento do consumidor em 2026 deve ser marcado por mais cautela, planejamento e sensibilidade a preço. Em um ano atravessado por Copa do Mundo, eleições e um calendário atípico de feriados prolongados, o brasileiro não necessariamente pretende consumir menos, mas deve gastar de forma mais racional.

Estudo da Neogrid em parceria com a Opinion Box mostra que a percepção de alta de preços, risco de falta de produtos e polarização política já influencia decisões de compra e a relação com as marcas.

Consumidor corta gastos e prioriza preço em 2026

De acordo com o estudo “Como os acontecimentos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, que entrevistou mais de 1.200 brasileiros, 76% dos consumidores pretendem cortar gastos em 2026 e 71% afirmam estar mais sensíveis a preço.

Entre as principais estratégias adotadas para manter as contas sob controle estão a redução de compras por impulso, indicada por 69% dos entrevistados, a busca por promoções, com 55%, e a procura por lojas mais baratas, com 53%.

Em geral, os brasileiros percebem que 2026 será financeiramente mais desafiador. Entre os entrevistados, 81% acreditam que os preços vão subir ao longo do ano, impulsionados pelo contexto de grandes eventos e pela instabilidade típica de períodos eleitorais.

Essa sensação de encarecimento iminente, ainda que mais emocional do que necessariamente ligada à inflação oficial, já altera o comportamento de compra. O consumidor tende a antecipar aquisições, comparar mais preços e priorizar itens considerados essenciais.

Copa e feriados prolongados elevam gastos e pressionam o varejo

Os 11 feriados prolongados do ano também impactam o orçamento das famílias. Para 49% dos entrevistados, essas datas tendem a elevar os gastos totais de 2026. Além disso, 59% afirmam que os feriados dificultam o controle do orçamento mensal.

As despesas se concentram principalmente em lazer, alternativa indicada por 55% dos entrevistados, alimentação, com 50%, e viagens, com 40%. Mais do que um pico de consumo, o cenário aponta uma sequência de momentos de alta demanda distribuídos ao longo do ano, o que exige maior sincronização entre previsão de demanda, abastecimento e comunicação promocional.

Risco de ruptura pode acelerar troca de marca

Outro ponto de atenção para o varejo é a disponibilidade de produtos. O estudo mostra que 38% dos consumidores percebem falta de itens em períodos de grandes eventos, como Copa e feriados prolongados. E, quando isso acontece, a consequência costuma ser imediata. Eles simplesmente trocam de marca ou migram para outro canal de compra.

Na prática, a perda de disponibilidade gera perda de venda naquele momento e ainda pode comprometer a confiança futura do consumidor.

Polarização política impacta consumo e reputação das marcas

Além dos fatores econômicos, o estudo chama atenção para o impacto da polarização política no consumo e na reputação das marcas. Segundo a pesquisa, 31% dos brasileiros já deixaram de consumir marcas por posicionamento político, e 36% afirmam ter deixado de frequentar determinados lugares pelo mesmo motivo.

Em ano eleitoral, esse dado reforça como reputação, narrativa e coerência de marca passam a influenciar diretamente a decisão de compra, transformando posicionamento em uma variável de mercado mensurável. Para marcas e varejistas, 2026 deve exigir mais precisão em preço, estoque e comunicação.

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

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O comportamento do consumidor em 2026 deve ser marcado por mais cautela, planejamento e sensibilidade a preço. Em um ano atravessado por Copa do Mundo, eleições e um calendário atípico de feriados prolongados, o brasileiro não necessariamente pretende consumir menos, mas deve gastar de forma mais racional.

Estudo da Neogrid em parceria com a Opinion Box mostra que a percepção de alta de preços, risco de falta de produtos e polarização política já influencia decisões de compra e a relação com as marcas.

Consumidor corta gastos e prioriza preço em 2026

De acordo com o estudo “Como os acontecimentos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, que entrevistou mais de 1.200 brasileiros, 76% dos consumidores pretendem cortar gastos em 2026 e 71% afirmam estar mais sensíveis a preço.

Entre as principais estratégias adotadas para manter as contas sob controle estão a redução de compras por impulso, indicada por 69% dos entrevistados, a busca por promoções, com 55%, e a procura por lojas mais baratas, com 53%.

Em geral, os brasileiros percebem que 2026 será financeiramente mais desafiador. Entre os entrevistados, 81% acreditam que os preços vão subir ao longo do ano, impulsionados pelo contexto de grandes eventos e pela instabilidade típica de períodos eleitorais.

Essa sensação de encarecimento iminente, ainda que mais emocional do que necessariamente ligada à inflação oficial, já altera o comportamento de compra. O consumidor tende a antecipar aquisições, comparar mais preços e priorizar itens considerados essenciais.

Copa e feriados prolongados elevam gastos e pressionam o varejo

Os 11 feriados prolongados do ano também impactam o orçamento das famílias. Para 49% dos entrevistados, essas datas tendem a elevar os gastos totais de 2026. Além disso, 59% afirmam que os feriados dificultam o controle do orçamento mensal.

As despesas se concentram principalmente em lazer, alternativa indicada por 55% dos entrevistados, alimentação, com 50%, e viagens, com 40%. Mais do que um pico de consumo, o cenário aponta uma sequência de momentos de alta demanda distribuídos ao longo do ano, o que exige maior sincronização entre previsão de demanda, abastecimento e comunicação promocional.

Risco de ruptura pode acelerar troca de marca

Outro ponto de atenção para o varejo é a disponibilidade de produtos. O estudo mostra que 38% dos consumidores percebem falta de itens em períodos de grandes eventos, como Copa e feriados prolongados. E, quando isso acontece, a consequência costuma ser imediata. Eles simplesmente trocam de marca ou migram para outro canal de compra.

Na prática, a perda de disponibilidade gera perda de venda naquele momento e ainda pode comprometer a confiança futura do consumidor.

Polarização política impacta consumo e reputação das marcas

Além dos fatores econômicos, o estudo chama atenção para o impacto da polarização política no consumo e na reputação das marcas. Segundo a pesquisa, 31% dos brasileiros já deixaram de consumir marcas por posicionamento político, e 36% afirmam ter deixado de frequentar determinados lugares pelo mesmo motivo.

Em ano eleitoral, esse dado reforça como reputação, narrativa e coerência de marca passam a influenciar diretamente a decisão de compra, transformando posicionamento em uma variável de mercado mensurável. Para marcas e varejistas, 2026 deve exigir mais precisão em preço, estoque e comunicação.

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