SXSW 2026: o novo sistema operacional da indústria criativa
Divulgação/Assessoria de Imprensa

Por Rafaela Queiroz, copresidente da Leo no Brasil
Mais do que acompanhar tendências isoladas, o SXSW 2026 revela uma mudança de lógica: a indústria passa a operar por convergência.
Ao acompanhar as discussões do SXSW 2026, fica claro que não estamos mais diante de um ciclo de tendências. O que emerge em Austin é uma mudança mais profunda. A indústria deixa de operar a partir de movimentos isolados e passa a funcionar dentro de um novo sistema, no qual diferentes forças atuam de forma simultânea e interdependente.
Durante anos, acompanhamos a inovação como uma sequência de ondas, com o avanço da inteligência artificial, o crescimento dos creators e a transformação dos modelos de mídia. Agora, esses movimentos deixam de ser independentes e passam a se combinar. É dessa convergência que surgem as mudanças mais relevantes.
A inovação já não acontece de forma linear, nem pode ser explicada por uma única tecnologia. Ela passa a se dar na interseção entre sistemas, conectando dados, cultura, comportamento e tecnologia de forma contínua. Esse novo contexto exige das empresas menos capacidade de reagir a tendências e mais habilidade para interpretar cenários complexos.
Nesse ambiente, a inteligência artificial ocupa um papel central, mas com um significado diferente. Ela deixa de ser percebida como diferencial e passa a atuar como infraestrutura, sustentando operações, acelerando processos e ampliando a capacidade de execução em escala. Quando a tecnologia atinge esse estágio, deixa de ser o que diferencia. O que passa a separar marcas e empresas é a forma como elas operam dentro desse sistema.
Em um cenário em que a produção se torna cada vez mais acessível, o valor migra da execução para a intenção. É por isso que temas como craft, narrativa e liderança aparecem com tanta força no SXSW 2026.
O craft deixa de ser apenas técnica e passa a ser expressão de autoria. O repertório, o senso estético e a capacidade de criar algo com intenção se tornam ativos estratégicos em um ambiente onde gerar conteúdo é cada vez mais fácil, mas gerar significado continua sendo raro.
O mesmo acontece com as narrativas. Em um mundo saturado de informação, histórias seguem sendo a principal forma de organizar a complexidade e criar conexão. Mais do que formatos ou plataformas, o que diferencia uma comunicação relevante é a capacidade de dar sentido ao que está acontecendo ao redor.
Essa lógica também impacta a forma como lideramos. À medida que sistemas inteligentes assumem tarefas operacionais, cresce a importância de competências como julgamento, leitura de contexto e visão de longo prazo. Liderar passa a ser menos sobre controle e mais sobre direção.
Ao mesmo tempo, a indústria criativa se reorganiza. O que antes parecia fragmentação, com a multiplicação de creators, coletivos e novos modelos de produção, passa a ser entendido como um ecossistema mais diverso e complementar, no qual diferentes formas de criação coexistem e ampliam as possibilidades de construção de marca.
Nesse contexto, a relação entre marcas e pessoas deixa de ser consequência e passa a ocupar o centro da estratégia. Dados, tecnologia e canais continuam sendo fundamentais, mas só ganham valor quando refletem vínculos reais, construídos com confiança, consistência e capacidade de gerar significado ao longo do tempo.
O avanço da inteligência artificial também expõe um risco cada vez mais evidente: a substituição do pensamento pela automação. Quando utilizada apenas como atalho para ganho de escala, sem direcionamento claro, a tecnologia amplia volume, mas não necessariamente valor. Em um ambiente saturado de estímulos, produzir mais não significa ser mais relevante. Muitas vezes, significa apenas ser mais um.
O que se consolida no SXSW 2026 não é a emergência de uma nova tendência, mas uma mudança na forma como o mercado opera. A tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui a necessidade de direção. O que permanece escasso, e, portanto, mais valioso, é a capacidade de interpretar o que está acontecendo, fazer escolhas conscientes e transformar complexidade em algo que faça sentido para as pessoas.
Este conteúdo faz parte da cobertura especial do UOL para Marcas no SXSW 2026, com Rafaela Queiroz, Copresidente da Leo no Brasil, como uma das convidadas para compartilhar análises e tendências diretamente do evento.
SXSW 2026: o novo sistema operacional da indústria criativa
Divulgação/Assessoria de Imprensa

Por Rafaela Queiroz, copresidente da Leo no Brasil
Mais do que acompanhar tendências isoladas, o SXSW 2026 revela uma mudança de lógica: a indústria passa a operar por convergência.
Ao acompanhar as discussões do SXSW 2026, fica claro que não estamos mais diante de um ciclo de tendências. O que emerge em Austin é uma mudança mais profunda. A indústria deixa de operar a partir de movimentos isolados e passa a funcionar dentro de um novo sistema, no qual diferentes forças atuam de forma simultânea e interdependente.
Durante anos, acompanhamos a inovação como uma sequência de ondas, com o avanço da inteligência artificial, o crescimento dos creators e a transformação dos modelos de mídia. Agora, esses movimentos deixam de ser independentes e passam a se combinar. É dessa convergência que surgem as mudanças mais relevantes.
A inovação já não acontece de forma linear, nem pode ser explicada por uma única tecnologia. Ela passa a se dar na interseção entre sistemas, conectando dados, cultura, comportamento e tecnologia de forma contínua. Esse novo contexto exige das empresas menos capacidade de reagir a tendências e mais habilidade para interpretar cenários complexos.
Nesse ambiente, a inteligência artificial ocupa um papel central, mas com um significado diferente. Ela deixa de ser percebida como diferencial e passa a atuar como infraestrutura, sustentando operações, acelerando processos e ampliando a capacidade de execução em escala. Quando a tecnologia atinge esse estágio, deixa de ser o que diferencia. O que passa a separar marcas e empresas é a forma como elas operam dentro desse sistema.
Em um cenário em que a produção se torna cada vez mais acessível, o valor migra da execução para a intenção. É por isso que temas como craft, narrativa e liderança aparecem com tanta força no SXSW 2026.
O craft deixa de ser apenas técnica e passa a ser expressão de autoria. O repertório, o senso estético e a capacidade de criar algo com intenção se tornam ativos estratégicos em um ambiente onde gerar conteúdo é cada vez mais fácil, mas gerar significado continua sendo raro.
O mesmo acontece com as narrativas. Em um mundo saturado de informação, histórias seguem sendo a principal forma de organizar a complexidade e criar conexão. Mais do que formatos ou plataformas, o que diferencia uma comunicação relevante é a capacidade de dar sentido ao que está acontecendo ao redor.
Essa lógica também impacta a forma como lideramos. À medida que sistemas inteligentes assumem tarefas operacionais, cresce a importância de competências como julgamento, leitura de contexto e visão de longo prazo. Liderar passa a ser menos sobre controle e mais sobre direção.
Ao mesmo tempo, a indústria criativa se reorganiza. O que antes parecia fragmentação, com a multiplicação de creators, coletivos e novos modelos de produção, passa a ser entendido como um ecossistema mais diverso e complementar, no qual diferentes formas de criação coexistem e ampliam as possibilidades de construção de marca.
Nesse contexto, a relação entre marcas e pessoas deixa de ser consequência e passa a ocupar o centro da estratégia. Dados, tecnologia e canais continuam sendo fundamentais, mas só ganham valor quando refletem vínculos reais, construídos com confiança, consistência e capacidade de gerar significado ao longo do tempo.
O avanço da inteligência artificial também expõe um risco cada vez mais evidente: a substituição do pensamento pela automação. Quando utilizada apenas como atalho para ganho de escala, sem direcionamento claro, a tecnologia amplia volume, mas não necessariamente valor. Em um ambiente saturado de estímulos, produzir mais não significa ser mais relevante. Muitas vezes, significa apenas ser mais um.
O que se consolida no SXSW 2026 não é a emergência de uma nova tendência, mas uma mudança na forma como o mercado opera. A tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui a necessidade de direção. O que permanece escasso, e, portanto, mais valioso, é a capacidade de interpretar o que está acontecendo, fazer escolhas conscientes e transformar complexidade em algo que faça sentido para as pessoas.
Este conteúdo faz parte da cobertura especial do UOL para Marcas no SXSW 2026, com Rafaela Queiroz, Copresidente da Leo no Brasil, como uma das convidadas para compartilhar análises e tendências diretamente do evento.
SXSW 2026: o novo sistema operacional da indústria criativa
Divulgação/Assessoria de Imprensa

Por Rafaela Queiroz, copresidente da Leo no Brasil
Mais do que acompanhar tendências isoladas, o SXSW 2026 revela uma mudança de lógica: a indústria passa a operar por convergência.
Ao acompanhar as discussões do SXSW 2026, fica claro que não estamos mais diante de um ciclo de tendências. O que emerge em Austin é uma mudança mais profunda. A indústria deixa de operar a partir de movimentos isolados e passa a funcionar dentro de um novo sistema, no qual diferentes forças atuam de forma simultânea e interdependente.
Durante anos, acompanhamos a inovação como uma sequência de ondas, com o avanço da inteligência artificial, o crescimento dos creators e a transformação dos modelos de mídia. Agora, esses movimentos deixam de ser independentes e passam a se combinar. É dessa convergência que surgem as mudanças mais relevantes.
A inovação já não acontece de forma linear, nem pode ser explicada por uma única tecnologia. Ela passa a se dar na interseção entre sistemas, conectando dados, cultura, comportamento e tecnologia de forma contínua. Esse novo contexto exige das empresas menos capacidade de reagir a tendências e mais habilidade para interpretar cenários complexos.
Nesse ambiente, a inteligência artificial ocupa um papel central, mas com um significado diferente. Ela deixa de ser percebida como diferencial e passa a atuar como infraestrutura, sustentando operações, acelerando processos e ampliando a capacidade de execução em escala. Quando a tecnologia atinge esse estágio, deixa de ser o que diferencia. O que passa a separar marcas e empresas é a forma como elas operam dentro desse sistema.
Em um cenário em que a produção se torna cada vez mais acessível, o valor migra da execução para a intenção. É por isso que temas como craft, narrativa e liderança aparecem com tanta força no SXSW 2026.
O craft deixa de ser apenas técnica e passa a ser expressão de autoria. O repertório, o senso estético e a capacidade de criar algo com intenção se tornam ativos estratégicos em um ambiente onde gerar conteúdo é cada vez mais fácil, mas gerar significado continua sendo raro.
O mesmo acontece com as narrativas. Em um mundo saturado de informação, histórias seguem sendo a principal forma de organizar a complexidade e criar conexão. Mais do que formatos ou plataformas, o que diferencia uma comunicação relevante é a capacidade de dar sentido ao que está acontecendo ao redor.
Essa lógica também impacta a forma como lideramos. À medida que sistemas inteligentes assumem tarefas operacionais, cresce a importância de competências como julgamento, leitura de contexto e visão de longo prazo. Liderar passa a ser menos sobre controle e mais sobre direção.
Ao mesmo tempo, a indústria criativa se reorganiza. O que antes parecia fragmentação, com a multiplicação de creators, coletivos e novos modelos de produção, passa a ser entendido como um ecossistema mais diverso e complementar, no qual diferentes formas de criação coexistem e ampliam as possibilidades de construção de marca.
Nesse contexto, a relação entre marcas e pessoas deixa de ser consequência e passa a ocupar o centro da estratégia. Dados, tecnologia e canais continuam sendo fundamentais, mas só ganham valor quando refletem vínculos reais, construídos com confiança, consistência e capacidade de gerar significado ao longo do tempo.
O avanço da inteligência artificial também expõe um risco cada vez mais evidente: a substituição do pensamento pela automação. Quando utilizada apenas como atalho para ganho de escala, sem direcionamento claro, a tecnologia amplia volume, mas não necessariamente valor. Em um ambiente saturado de estímulos, produzir mais não significa ser mais relevante. Muitas vezes, significa apenas ser mais um.
O que se consolida no SXSW 2026 não é a emergência de uma nova tendência, mas uma mudança na forma como o mercado opera. A tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui a necessidade de direção. O que permanece escasso, e, portanto, mais valioso, é a capacidade de interpretar o que está acontecendo, fazer escolhas conscientes e transformar complexidade em algo que faça sentido para as pessoas.
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