Produtos “Made in USA” perdem relevância entre consumidores dos EUA
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Os norte-americanos estão menos interessados em comprar produtos “Made in USA”. Quem revela é a pesquisa “Have Tariffs and Price Concerns Reduced the Appeal of Product Country of Origin?” realizada pelo The Conference Board.
O levantamento ouviu 3 mil consumidores dos Estados Unidos em junho deste ano e comparou suas atitudes com as dos consumidores entrevistados há três anos. Em maio de 2022, 60% tinham preferência por produtos fabricados no país. Agora, são apenas 50%.
Quem mais apoia os produtos Made in USA
O apoio ao selo “Made in the USA” é mais alto entre consumidores com 55 anos ou mais, de renda média, brancos e republicanos. Ainda assim, mesmo nesse grupo, o apoio diminuiu nos últimos três anos.
Entre os consumidores 55+, por exemplo, o apoio caiu de 69%, em maio de 2022, para 47% em junho de 2025. Já entre os que têm entre 35 e 54 anos, a queda foi menor, passando de 61% para 53%, o maior apoio atual por faixa etária.
Por outro lado, entre os mais jovens (menos de 35 anos), 49% valorizavam o “Made in USA” há três anos. Agora, eles são 50%. Segundo o estudo, esses consumidores estão menos negativos ao selo de origem dos produtos possivelmente por associarem a produção local a sustentabilidade e empregos.
O apoio à fabricação local entre brancos caiu de 66% para 50% em três anos. Entre as pessoas pretas, foi de 55% para 49%. Entre os asiáticos, de 55% para 43%.
Republicanos x democratas
Em relação à preferência política, não há dados comparativos por período, mas a pesquisa mais recente indica que 66% dos republicanos apoiam o selo “Made in the USA” contra apenas 42% dos democratas.
Também entre as faixas de renda não há comparação por período, mas a pesquisa de junho deste ano indica apoio de 42% dos consumidores de alta renda, 66% entre os de renda média e 44% entre os que têm renda mais baixa.
Interesse por país de origem caiu de maneira geral
O estudo indica ainda que o interesse do consumidor dos EUA pela origem dos produtos caiu de maneira geral. Ou seja, não é uma mudança de atitude apenas em relação aos produtos nacionais.
O “Made in the USA”, apesar de ter perdido peso, ainda é a preferência dos consumidores daquele país. Em seguida, está o selo do Canadá, como país de origem mais atraente para 20% dos consumidores. Não há dados comparativos de 3 anos atrás.
Ainda entre os principais parceiros, México passou de 17% para 11% e a China, de 12% para 9%.
Outros países também tiveram uma queda acentuada. Produtos da Ucrânia, por exemplo, eram valorizados por 26% dos consumidores dos EUA em maio de 2022 e agora têm apoio de apenas 13%. Rússia também perdeu pontos, de 10% para 6% entre uma pesquisa e outra.
Produtos “Made in USA” perdem relevância entre consumidores dos EUA
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Os norte-americanos estão menos interessados em comprar produtos “Made in USA”. Quem revela é a pesquisa “Have Tariffs and Price Concerns Reduced the Appeal of Product Country of Origin?” realizada pelo The Conference Board.
O levantamento ouviu 3 mil consumidores dos Estados Unidos em junho deste ano e comparou suas atitudes com as dos consumidores entrevistados há três anos. Em maio de 2022, 60% tinham preferência por produtos fabricados no país. Agora, são apenas 50%.
Quem mais apoia os produtos Made in USA
O apoio ao selo “Made in the USA” é mais alto entre consumidores com 55 anos ou mais, de renda média, brancos e republicanos. Ainda assim, mesmo nesse grupo, o apoio diminuiu nos últimos três anos.
Entre os consumidores 55+, por exemplo, o apoio caiu de 69%, em maio de 2022, para 47% em junho de 2025. Já entre os que têm entre 35 e 54 anos, a queda foi menor, passando de 61% para 53%, o maior apoio atual por faixa etária.
Por outro lado, entre os mais jovens (menos de 35 anos), 49% valorizavam o “Made in USA” há três anos. Agora, eles são 50%. Segundo o estudo, esses consumidores estão menos negativos ao selo de origem dos produtos possivelmente por associarem a produção local a sustentabilidade e empregos.
O apoio à fabricação local entre brancos caiu de 66% para 50% em três anos. Entre as pessoas pretas, foi de 55% para 49%. Entre os asiáticos, de 55% para 43%.
Republicanos x democratas
Em relação à preferência política, não há dados comparativos por período, mas a pesquisa mais recente indica que 66% dos republicanos apoiam o selo “Made in the USA” contra apenas 42% dos democratas.
Também entre as faixas de renda não há comparação por período, mas a pesquisa de junho deste ano indica apoio de 42% dos consumidores de alta renda, 66% entre os de renda média e 44% entre os que têm renda mais baixa.
Interesse por país de origem caiu de maneira geral
O estudo indica ainda que o interesse do consumidor dos EUA pela origem dos produtos caiu de maneira geral. Ou seja, não é uma mudança de atitude apenas em relação aos produtos nacionais.
O “Made in the USA”, apesar de ter perdido peso, ainda é a preferência dos consumidores daquele país. Em seguida, está o selo do Canadá, como país de origem mais atraente para 20% dos consumidores. Não há dados comparativos de 3 anos atrás.
Ainda entre os principais parceiros, México passou de 17% para 11% e a China, de 12% para 9%.
Outros países também tiveram uma queda acentuada. Produtos da Ucrânia, por exemplo, eram valorizados por 26% dos consumidores dos EUA em maio de 2022 e agora têm apoio de apenas 13%. Rússia também perdeu pontos, de 10% para 6% entre uma pesquisa e outra.
Produtos “Made in USA” perdem relevância entre consumidores dos EUA
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Os norte-americanos estão menos interessados em comprar produtos “Made in USA”. Quem revela é a pesquisa “Have Tariffs and Price Concerns Reduced the Appeal of Product Country of Origin?” realizada pelo The Conference Board.
O levantamento ouviu 3 mil consumidores dos Estados Unidos em junho deste ano e comparou suas atitudes com as dos consumidores entrevistados há três anos. Em maio de 2022, 60% tinham preferência por produtos fabricados no país. Agora, são apenas 50%.
Quem mais apoia os produtos Made in USA
O apoio ao selo “Made in the USA” é mais alto entre consumidores com 55 anos ou mais, de renda média, brancos e republicanos. Ainda assim, mesmo nesse grupo, o apoio diminuiu nos últimos três anos.
Entre os consumidores 55+, por exemplo, o apoio caiu de 69%, em maio de 2022, para 47% em junho de 2025. Já entre os que têm entre 35 e 54 anos, a queda foi menor, passando de 61% para 53%, o maior apoio atual por faixa etária.
Por outro lado, entre os mais jovens (menos de 35 anos), 49% valorizavam o “Made in USA” há três anos. Agora, eles são 50%. Segundo o estudo, esses consumidores estão menos negativos ao selo de origem dos produtos possivelmente por associarem a produção local a sustentabilidade e empregos.
O apoio à fabricação local entre brancos caiu de 66% para 50% em três anos. Entre as pessoas pretas, foi de 55% para 49%. Entre os asiáticos, de 55% para 43%.
Republicanos x democratas
Em relação à preferência política, não há dados comparativos por período, mas a pesquisa mais recente indica que 66% dos republicanos apoiam o selo “Made in the USA” contra apenas 42% dos democratas.
Também entre as faixas de renda não há comparação por período, mas a pesquisa de junho deste ano indica apoio de 42% dos consumidores de alta renda, 66% entre os de renda média e 44% entre os que têm renda mais baixa.
Interesse por país de origem caiu de maneira geral
O estudo indica ainda que o interesse do consumidor dos EUA pela origem dos produtos caiu de maneira geral. Ou seja, não é uma mudança de atitude apenas em relação aos produtos nacionais.
O “Made in the USA”, apesar de ter perdido peso, ainda é a preferência dos consumidores daquele país. Em seguida, está o selo do Canadá, como país de origem mais atraente para 20% dos consumidores. Não há dados comparativos de 3 anos atrás.
Ainda entre os principais parceiros, México passou de 17% para 11% e a China, de 12% para 9%.
Outros países também tiveram uma queda acentuada. Produtos da Ucrânia, por exemplo, eram valorizados por 26% dos consumidores dos EUA em maio de 2022 e agora têm apoio de apenas 13%. Rússia também perdeu pontos, de 10% para 6% entre uma pesquisa e outra.
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