NielsenIQ aponta cinco tendências que devem moldar o consumo em 2027
Magnific

A pressão do custo de vida, a polarização do consumo, as mudanças na percepção de valor, a busca por saúde e bem-estar e a influência da IA nas compras estão entre as principais tendências que devem moldar o comportamento do consumidor em 2027. As conclusões são do relatório Consumer Outlook: Guide to 2027, da NielsenIQ (NIQ).
O estudo reúne percepções de mais de 21 mil consumidores de 31 países, além de dados de monitoramento de compras da empresa. Segundo a NIQ, os consumidores estão adaptando suas decisões à perspectiva de que a instabilidade econômica e as transformações tecnológicas continuarão fazendo parte do cotidiano.
1. Custo de vida continua pressionando o consumidor
Apesar da desaceleração da inflação, o custo de vida permanece como um dos principais fatores que influenciam as decisões de consumo. Globalmente, 34% dos entrevistados afirmam que sua situação financeira piorou em relação ao ano anterior. Outros 30% dizem estar em uma condição melhor.
Entre os consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, 77% apontam o aumento do custo de vida como uma das principais causas. O percentual está acima dos 73% registrados em 2025.
A alta dos preços dos alimentos lidera as preocupações globais, mencionada por 31% dos participantes. Em seguida aparecem o aumento das contas de serviços essenciais, como água e energia, mencionado por 20%, e a desaceleração econômica, com 17%.
Segundo a NIQ, embora o ritmo de aumento dos preços tenha diminuído, os consumidores continuam lidando com os efeitos acumulados da inflação dos últimos anos. Uma cesta de produtos de consumo que custava US$ 100 em 2024, por exemplo, passou a custar aproximadamente US$ 105 em 2026, considerando a média global.
2. Consumo se polariza entre produtos econômicos e premium
A segunda tendência identificada pelo relatório é o avanço da polarização. De um lado, está a disposição para buscar alternativas mais econômicas. De outro, a de valorizar produtos premium que ofereçam benefícios claramente percebidos.
Entre os entrevistados, 67% afirmam que preferem economizar quando um produto não apresenta vantagens evidentes. Já 56% dizem que, quando decidem gastar mais, preferem escolher um produto claramente premium.
Os produtos de preço intermediário, por sua vez, enfrentam maior pressão. Entre os entrevistados, 55% consideram que eles precisam apresentar razões claras para serem escolhidos, em vez de alternativas mais baratas ou mais sofisticadas.
Essa tendência já é perceptível nos dados de vendas. Em uma análise de 26 mercados, a NIQ identificou uma perda de participação equivalente a aproximadamente US$ 23 bilhões em valor de vendas dos produtos de preço intermediário.
No período analisado, a participação dessa faixa recuou um ponto percentual, enquanto os segmentos econômico e premium ganharam 0,3 e 0,6 ponto percentual, respectivamente.
O relatório ressalta, porém, que a polarização não acontece da mesma maneira em todos os países. Estados Unidos, Reino Unido, Indonésia, Chile, Arábia Saudita e África do Sul estão entre os mercados em que os dois extremos avançam simultaneamente.
3. Qualidade e desempenho ganham importância na percepção de valor
A terceira tendência envolve uma mudança na maneira como os consumidores avaliam se uma compra vale a pena. Para 34% dos entrevistados, qualidade e desempenho são os fatores mais importantes nessa avaliação. Preço acessível vem em seguida, mencionado por 31%.
O levantamento indica que os consumidores estão mais seletivos e exigem justificativas mais claras para suas decisões de compra. Produtos que oferecem praticidade, durabilidade, economia de tempo ou benefícios concretos tendem a ganhar relevância.
Ao mesmo tempo, cresce a combinação de diferentes estratégias para economizar. Entre os participantes, 37% afirmam comprar com mais frequência em estabelecimentos que oferecem preços baixos, 34% procuram alternativas mais baratas e 33% monitoram o custo total de suas compras.
Outros 32% dizem ter deixado de comprar determinados produtos para priorizar itens essenciais. O mesmo percentual escolhe marcas que estejam em promoção.
Para a NIQ, esse comportamento mostra que a busca por valor não se limita à escolha do menor preço. Os consumidores também combinam promoções, programas de fidelidade, cupons e outros benefícios para ampliar seu poder de compra.
4. Saúde e bem-estar passam a influenciar mais decisões de compra
Saúde e bem-estar também ganham espaço entre os critérios de consumo. Quando questionados sobre o fator mais importante na escolha de produtos, 15,3% dos entrevistados apontaram o preço acessível, enquanto 15,1% escolheram características saudáveis e naturais.
A pesquisa mostra ainda que 63% dos consumidores estariam dispostos a pagar mais por produtos frescos e sem conservantes. Outros 48% pagariam mais por produtos que oferecem transparência sobre ingredientes e cadeia de fornecimento, e 45% por itens recomendados como saudáveis por especialistas ou organizações.
A capacidade de investir nesses atributos, porém, varia conforme a situação financeira. Entre os consumidores classificados como financeiramente seguros, 75% pagariam mais por produtos frescos e sem conservantes. Entre aqueles que enfrentam dificuldades financeiras, o percentual cai para 54%.
O relatório também destaca a influência de novas tecnologias e tratamentos na gestão individual da saúde. Globalmente, 11% dos participantes afirmam utilizar medicamentos da classe GLP-1, associados, entre outras indicações, ao tratamento da obesidade e do diabetes.
Segundo a NIQ, a maior atenção ao bem-estar tende a influenciar diferentes categorias de consumo, incluindo alimentos, bebidas e produtos de cuidados pessoais.
5. Inteligência artificial ganha espaço na descoberta de produtos
A quinta tendência é o avanço da inteligência artificial como ferramenta de pesquisa e recomendação de produtos.
De acordo com o levantamento, 55% dos consumidores globais afirmam já ter sido influenciados por recomendações de IA em compras de produtos de consumo. Além disso, 27% dizem utilizar ferramentas ou assistentes baseados na tecnologia para pesquisar ou decidir o que comprar.
Apesar do avanço, outras fontes continuam exercendo influência relevante. Recomendações de familiares e amigos são mencionadas por 76% dos participantes, enquanto mecanismos de busca e recomendações de varejistas aparecem com 65% cada.
A NIQ avalia que a IA poderá reduzir o número de produtos considerados pelos consumidores durante a jornada de compra. Em vez de navegar por diversas opções, os usuários poderão receber listas mais restritas de recomendações, selecionadas por sistemas inteligentes.
Para as marcas, essa transformação cria um desafio. Além de conquistar a atenção dos consumidores, será necessário garantir que seus produtos sejam identificados, compreendidos e considerados relevantes pelos sistemas de recomendação.
Segundo o relatório, a qualidade e a organização das informações sobre os produtos devem ganhar importância à medida que a inteligência artificial amplia sua participação nas decisões de compra.
NielsenIQ aponta cinco tendências que devem moldar o consumo em 2027
Magnific

A pressão do custo de vida, a polarização do consumo, as mudanças na percepção de valor, a busca por saúde e bem-estar e a influência da IA nas compras estão entre as principais tendências que devem moldar o comportamento do consumidor em 2027. As conclusões são do relatório Consumer Outlook: Guide to 2027, da NielsenIQ (NIQ).
O estudo reúne percepções de mais de 21 mil consumidores de 31 países, além de dados de monitoramento de compras da empresa. Segundo a NIQ, os consumidores estão adaptando suas decisões à perspectiva de que a instabilidade econômica e as transformações tecnológicas continuarão fazendo parte do cotidiano.
1. Custo de vida continua pressionando o consumidor
Apesar da desaceleração da inflação, o custo de vida permanece como um dos principais fatores que influenciam as decisões de consumo. Globalmente, 34% dos entrevistados afirmam que sua situação financeira piorou em relação ao ano anterior. Outros 30% dizem estar em uma condição melhor.
Entre os consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, 77% apontam o aumento do custo de vida como uma das principais causas. O percentual está acima dos 73% registrados em 2025.
A alta dos preços dos alimentos lidera as preocupações globais, mencionada por 31% dos participantes. Em seguida aparecem o aumento das contas de serviços essenciais, como água e energia, mencionado por 20%, e a desaceleração econômica, com 17%.
Segundo a NIQ, embora o ritmo de aumento dos preços tenha diminuído, os consumidores continuam lidando com os efeitos acumulados da inflação dos últimos anos. Uma cesta de produtos de consumo que custava US$ 100 em 2024, por exemplo, passou a custar aproximadamente US$ 105 em 2026, considerando a média global.
2. Consumo se polariza entre produtos econômicos e premium
A segunda tendência identificada pelo relatório é o avanço da polarização. De um lado, está a disposição para buscar alternativas mais econômicas. De outro, a de valorizar produtos premium que ofereçam benefícios claramente percebidos.
Entre os entrevistados, 67% afirmam que preferem economizar quando um produto não apresenta vantagens evidentes. Já 56% dizem que, quando decidem gastar mais, preferem escolher um produto claramente premium.
Os produtos de preço intermediário, por sua vez, enfrentam maior pressão. Entre os entrevistados, 55% consideram que eles precisam apresentar razões claras para serem escolhidos, em vez de alternativas mais baratas ou mais sofisticadas.
Essa tendência já é perceptível nos dados de vendas. Em uma análise de 26 mercados, a NIQ identificou uma perda de participação equivalente a aproximadamente US$ 23 bilhões em valor de vendas dos produtos de preço intermediário.
No período analisado, a participação dessa faixa recuou um ponto percentual, enquanto os segmentos econômico e premium ganharam 0,3 e 0,6 ponto percentual, respectivamente.
O relatório ressalta, porém, que a polarização não acontece da mesma maneira em todos os países. Estados Unidos, Reino Unido, Indonésia, Chile, Arábia Saudita e África do Sul estão entre os mercados em que os dois extremos avançam simultaneamente.
3. Qualidade e desempenho ganham importância na percepção de valor
A terceira tendência envolve uma mudança na maneira como os consumidores avaliam se uma compra vale a pena. Para 34% dos entrevistados, qualidade e desempenho são os fatores mais importantes nessa avaliação. Preço acessível vem em seguida, mencionado por 31%.
O levantamento indica que os consumidores estão mais seletivos e exigem justificativas mais claras para suas decisões de compra. Produtos que oferecem praticidade, durabilidade, economia de tempo ou benefícios concretos tendem a ganhar relevância.
Ao mesmo tempo, cresce a combinação de diferentes estratégias para economizar. Entre os participantes, 37% afirmam comprar com mais frequência em estabelecimentos que oferecem preços baixos, 34% procuram alternativas mais baratas e 33% monitoram o custo total de suas compras.
Outros 32% dizem ter deixado de comprar determinados produtos para priorizar itens essenciais. O mesmo percentual escolhe marcas que estejam em promoção.
Para a NIQ, esse comportamento mostra que a busca por valor não se limita à escolha do menor preço. Os consumidores também combinam promoções, programas de fidelidade, cupons e outros benefícios para ampliar seu poder de compra.
4. Saúde e bem-estar passam a influenciar mais decisões de compra
Saúde e bem-estar também ganham espaço entre os critérios de consumo. Quando questionados sobre o fator mais importante na escolha de produtos, 15,3% dos entrevistados apontaram o preço acessível, enquanto 15,1% escolheram características saudáveis e naturais.
A pesquisa mostra ainda que 63% dos consumidores estariam dispostos a pagar mais por produtos frescos e sem conservantes. Outros 48% pagariam mais por produtos que oferecem transparência sobre ingredientes e cadeia de fornecimento, e 45% por itens recomendados como saudáveis por especialistas ou organizações.
A capacidade de investir nesses atributos, porém, varia conforme a situação financeira. Entre os consumidores classificados como financeiramente seguros, 75% pagariam mais por produtos frescos e sem conservantes. Entre aqueles que enfrentam dificuldades financeiras, o percentual cai para 54%.
O relatório também destaca a influência de novas tecnologias e tratamentos na gestão individual da saúde. Globalmente, 11% dos participantes afirmam utilizar medicamentos da classe GLP-1, associados, entre outras indicações, ao tratamento da obesidade e do diabetes.
Segundo a NIQ, a maior atenção ao bem-estar tende a influenciar diferentes categorias de consumo, incluindo alimentos, bebidas e produtos de cuidados pessoais.
5. Inteligência artificial ganha espaço na descoberta de produtos
A quinta tendência é o avanço da inteligência artificial como ferramenta de pesquisa e recomendação de produtos.
De acordo com o levantamento, 55% dos consumidores globais afirmam já ter sido influenciados por recomendações de IA em compras de produtos de consumo. Além disso, 27% dizem utilizar ferramentas ou assistentes baseados na tecnologia para pesquisar ou decidir o que comprar.
Apesar do avanço, outras fontes continuam exercendo influência relevante. Recomendações de familiares e amigos são mencionadas por 76% dos participantes, enquanto mecanismos de busca e recomendações de varejistas aparecem com 65% cada.
A NIQ avalia que a IA poderá reduzir o número de produtos considerados pelos consumidores durante a jornada de compra. Em vez de navegar por diversas opções, os usuários poderão receber listas mais restritas de recomendações, selecionadas por sistemas inteligentes.
Para as marcas, essa transformação cria um desafio. Além de conquistar a atenção dos consumidores, será necessário garantir que seus produtos sejam identificados, compreendidos e considerados relevantes pelos sistemas de recomendação.
Segundo o relatório, a qualidade e a organização das informações sobre os produtos devem ganhar importância à medida que a inteligência artificial amplia sua participação nas decisões de compra.
NielsenIQ aponta cinco tendências que devem moldar o consumo em 2027
Magnific

A pressão do custo de vida, a polarização do consumo, as mudanças na percepção de valor, a busca por saúde e bem-estar e a influência da IA nas compras estão entre as principais tendências que devem moldar o comportamento do consumidor em 2027. As conclusões são do relatório Consumer Outlook: Guide to 2027, da NielsenIQ (NIQ).
O estudo reúne percepções de mais de 21 mil consumidores de 31 países, além de dados de monitoramento de compras da empresa. Segundo a NIQ, os consumidores estão adaptando suas decisões à perspectiva de que a instabilidade econômica e as transformações tecnológicas continuarão fazendo parte do cotidiano.
1. Custo de vida continua pressionando o consumidor
Apesar da desaceleração da inflação, o custo de vida permanece como um dos principais fatores que influenciam as decisões de consumo. Globalmente, 34% dos entrevistados afirmam que sua situação financeira piorou em relação ao ano anterior. Outros 30% dizem estar em uma condição melhor.
Entre os consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, 77% apontam o aumento do custo de vida como uma das principais causas. O percentual está acima dos 73% registrados em 2025.
A alta dos preços dos alimentos lidera as preocupações globais, mencionada por 31% dos participantes. Em seguida aparecem o aumento das contas de serviços essenciais, como água e energia, mencionado por 20%, e a desaceleração econômica, com 17%.
Segundo a NIQ, embora o ritmo de aumento dos preços tenha diminuído, os consumidores continuam lidando com os efeitos acumulados da inflação dos últimos anos. Uma cesta de produtos de consumo que custava US$ 100 em 2024, por exemplo, passou a custar aproximadamente US$ 105 em 2026, considerando a média global.
2. Consumo se polariza entre produtos econômicos e premium
A segunda tendência identificada pelo relatório é o avanço da polarização. De um lado, está a disposição para buscar alternativas mais econômicas. De outro, a de valorizar produtos premium que ofereçam benefícios claramente percebidos.
Entre os entrevistados, 67% afirmam que preferem economizar quando um produto não apresenta vantagens evidentes. Já 56% dizem que, quando decidem gastar mais, preferem escolher um produto claramente premium.
Os produtos de preço intermediário, por sua vez, enfrentam maior pressão. Entre os entrevistados, 55% consideram que eles precisam apresentar razões claras para serem escolhidos, em vez de alternativas mais baratas ou mais sofisticadas.
Essa tendência já é perceptível nos dados de vendas. Em uma análise de 26 mercados, a NIQ identificou uma perda de participação equivalente a aproximadamente US$ 23 bilhões em valor de vendas dos produtos de preço intermediário.
No período analisado, a participação dessa faixa recuou um ponto percentual, enquanto os segmentos econômico e premium ganharam 0,3 e 0,6 ponto percentual, respectivamente.
O relatório ressalta, porém, que a polarização não acontece da mesma maneira em todos os países. Estados Unidos, Reino Unido, Indonésia, Chile, Arábia Saudita e África do Sul estão entre os mercados em que os dois extremos avançam simultaneamente.
3. Qualidade e desempenho ganham importância na percepção de valor
A terceira tendência envolve uma mudança na maneira como os consumidores avaliam se uma compra vale a pena. Para 34% dos entrevistados, qualidade e desempenho são os fatores mais importantes nessa avaliação. Preço acessível vem em seguida, mencionado por 31%.
O levantamento indica que os consumidores estão mais seletivos e exigem justificativas mais claras para suas decisões de compra. Produtos que oferecem praticidade, durabilidade, economia de tempo ou benefícios concretos tendem a ganhar relevância.
Ao mesmo tempo, cresce a combinação de diferentes estratégias para economizar. Entre os participantes, 37% afirmam comprar com mais frequência em estabelecimentos que oferecem preços baixos, 34% procuram alternativas mais baratas e 33% monitoram o custo total de suas compras.
Outros 32% dizem ter deixado de comprar determinados produtos para priorizar itens essenciais. O mesmo percentual escolhe marcas que estejam em promoção.
Para a NIQ, esse comportamento mostra que a busca por valor não se limita à escolha do menor preço. Os consumidores também combinam promoções, programas de fidelidade, cupons e outros benefícios para ampliar seu poder de compra.
4. Saúde e bem-estar passam a influenciar mais decisões de compra
Saúde e bem-estar também ganham espaço entre os critérios de consumo. Quando questionados sobre o fator mais importante na escolha de produtos, 15,3% dos entrevistados apontaram o preço acessível, enquanto 15,1% escolheram características saudáveis e naturais.
A pesquisa mostra ainda que 63% dos consumidores estariam dispostos a pagar mais por produtos frescos e sem conservantes. Outros 48% pagariam mais por produtos que oferecem transparência sobre ingredientes e cadeia de fornecimento, e 45% por itens recomendados como saudáveis por especialistas ou organizações.
A capacidade de investir nesses atributos, porém, varia conforme a situação financeira. Entre os consumidores classificados como financeiramente seguros, 75% pagariam mais por produtos frescos e sem conservantes. Entre aqueles que enfrentam dificuldades financeiras, o percentual cai para 54%.
O relatório também destaca a influência de novas tecnologias e tratamentos na gestão individual da saúde. Globalmente, 11% dos participantes afirmam utilizar medicamentos da classe GLP-1, associados, entre outras indicações, ao tratamento da obesidade e do diabetes.
Segundo a NIQ, a maior atenção ao bem-estar tende a influenciar diferentes categorias de consumo, incluindo alimentos, bebidas e produtos de cuidados pessoais.
5. Inteligência artificial ganha espaço na descoberta de produtos
A quinta tendência é o avanço da inteligência artificial como ferramenta de pesquisa e recomendação de produtos.
De acordo com o levantamento, 55% dos consumidores globais afirmam já ter sido influenciados por recomendações de IA em compras de produtos de consumo. Além disso, 27% dizem utilizar ferramentas ou assistentes baseados na tecnologia para pesquisar ou decidir o que comprar.
Apesar do avanço, outras fontes continuam exercendo influência relevante. Recomendações de familiares e amigos são mencionadas por 76% dos participantes, enquanto mecanismos de busca e recomendações de varejistas aparecem com 65% cada.
A NIQ avalia que a IA poderá reduzir o número de produtos considerados pelos consumidores durante a jornada de compra. Em vez de navegar por diversas opções, os usuários poderão receber listas mais restritas de recomendações, selecionadas por sistemas inteligentes.
Para as marcas, essa transformação cria um desafio. Além de conquistar a atenção dos consumidores, será necessário garantir que seus produtos sejam identificados, compreendidos e considerados relevantes pelos sistemas de recomendação.
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