Impulso humano deve moldar estratégias de marca, aponta VML
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Como será o futuro? Ou, pelo menos, como devem ser 2026? A 12ª edição do “The Future 100”, pesquisa da VML realizada em 16 países, indica que este deve ser um ano para construir resiliência, criatividade corajosa e redefinir os limites do possível.
No meio de um furacão de transformações, nosso desejo por conexão humana será inegável. E, não por acaso, as estratégias de marca devem ser também moldadas pelo impulso humano. A ideia é atrair as pessoas de volta a experiências imersivas e de alto impacto.
Confira a seguir algumas das tendências que a VML acredita que devem transformar o mercado e impulsionar o crescimento das marcas daqui para frente.
Realidades generativas: mundos infinitos, adaptáveis e em evolução
Os avanços na IA generativa, aliados aos ganhos em processamento e renderização, podem trazer a “realidade generativa” para games e, potencialmente, outras formas de entretenimento. Segundo a VML, esse novo paradigma deve fazer com que os jogos transcendam os mundos padronizados com personagens e cenários estáticos, rumo a experiências dinâmicas e responsivas, personalizadas em tempo real para cada jogador.
Viagens de resistência: buscando superação em meio às pausas
Relaxar não será mais o principal objetivo de uma viagem. A ideia é conquistar oceanos, montanhas, desertos, testando a força e a resistência dos viajantes. Tanto que 67% da geração Z e 64% dos millennials afirmam que as viagens são uma oportunidade para desafiar o corpo e a mente e testar os limites da resistência.
Democratizando a criatividade com IA
Quando o assunto é criatividade, a IA promete ser uma força transformadora e democratizadora, ampliando o acesso a ferramentas poderosas. O conteúdo criado por IA está sendo aceito de maneira geral. Mais da metade das pessoas entrevistadas pela VML afirmam que o uso de IA não faz diferença na maneira como elas se sentem em relação ao resultado criativo.
Treatonomics: gastos focados na alegria, momentos preciosos de prazer
Os consumidores estão adotando pequenos luxos e reservando um pouco do orçamento a mimos que oferecem picos de dopamina e memórias duradouras. Segundo a pesquisa, esse desejo por um impulso de alegria é evidenciado pelo fato de 38% das pessoas da geração Z afirmarem que estão gastando mais consigo mesmas e 30% dizerem que estão gastando mais com pequenos mimos, em comparação com apenas 14% da geração X.
Bem-estar imersivo: a arte digital desbloqueia conexões mais profundas
Do encontro entre tecnologia imersiva, neurociência e práticas de cura surge o “bem-estar imersivo”, ambientes e experiências multissensoriais que desbloqueiam estados mais profundos de conexão, consciência e bem-estar. Essa é uma tendência que se alinha com a crescente demanda por experiências que inspiram admiração e encantamento.
Narrativas artificiais: na nova era do entretenimento, o mundo é a história.
A pesquisa destaca ainda que a IA está revolucionando a narrativa e remodelando a maneira como as histórias são vivenciadas. Na próxima era, o mundo deve ser a história e uma série de startups estão explorando a produção cinematográfica nativa de IA com ferramentas que surgem em ritmo acelerado.
Perguntas e respostas sobre estratégias de marca em 2026
Como impulsionar o crescimento quando as pessoas estão reduzindo as grandes compras, mas ainda gastando com pequenos prazeres?
É comum que, em tempos difíceis, as pessoas direcionem os gastos para pequenos prazeres que oferecem retorno emocional. Segundo a VML, esse é um ato de resiliência e funciona como uma forma de restaurar o senso de controle e normalidade, além de reafirmar a identidade. O crescimento, neste momento, pode estar em experiências diferenciadas ou amostras de luxo a um preço acessível, que ampliam o alcance de uma marca.
Em um mundo inundado de conteúdo de IA e deepfakes, como podemos provar aos clientes que uma marca é real e confiável?
“A confiança agora é comprovada por meio de ações, não de afirmações”, diz o relatório. Na prática, as marcas precisam demonstrar autenticidade por meio de transparência, especialmente quando se trata de conteúdo gerado por IA. Um caminho é tornar os clientes parte da história por meio da cocriação e de iniciativas lideradas pela comunidade.
Se os assistentes de IA começarem a tomar decisões de compra pelos consumidores, como garantir que a marca seja a recomendada pelo algoritmo?
Aqui, o relatório alerta que, quando um agente de IA é o comprador, a arte da persuasão dá lugar à ciência dos dados. Como os agentes decidem compras com base nos valores predefinidos pelo usuário (menor preço, fornecimento ético, sustentabilidade etc), a dica é que a marca tenha seus atributos legíveis para o algoritmo, com a publicação de dados estruturados e verificáveis sobre, por exemplo, sua pegada de carbono ou seu tempo de resposta de atendimento ao cliente.
Os consumidores estão enfrentando uma epidemia de solidão. Como as marcas podem oferecer uma comunidade e conexão genuínas?
A ideia é criar oportunidades para que conexões genuínas floresçam, investindo em encontros, clubes e experiências presenciais que levem os relacionamentos para o mundo real. O objetivo não é ser o centro da comunidade, mas o seu catalisador.
É preciso tratar os criadores como sócios?
Segundo a VML, tratar os criadores como sócios é a mentalidade estratégica correta, embora isso nem sempre signifique participação acionária literal. Na prática, significa ceder o controle do roteiro, permitindo que eles cocriem o produto, e oferecer uma participação no resultado, com compartilhamento de receita, contratos de embaixadores de longo prazo ou empreendimentos colaborativos.
Impulso humano deve moldar estratégias de marca, aponta VML
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Como será o futuro? Ou, pelo menos, como devem ser 2026? A 12ª edição do “The Future 100”, pesquisa da VML realizada em 16 países, indica que este deve ser um ano para construir resiliência, criatividade corajosa e redefinir os limites do possível.
No meio de um furacão de transformações, nosso desejo por conexão humana será inegável. E, não por acaso, as estratégias de marca devem ser também moldadas pelo impulso humano. A ideia é atrair as pessoas de volta a experiências imersivas e de alto impacto.
Confira a seguir algumas das tendências que a VML acredita que devem transformar o mercado e impulsionar o crescimento das marcas daqui para frente.
Realidades generativas: mundos infinitos, adaptáveis e em evolução
Os avanços na IA generativa, aliados aos ganhos em processamento e renderização, podem trazer a “realidade generativa” para games e, potencialmente, outras formas de entretenimento. Segundo a VML, esse novo paradigma deve fazer com que os jogos transcendam os mundos padronizados com personagens e cenários estáticos, rumo a experiências dinâmicas e responsivas, personalizadas em tempo real para cada jogador.
Viagens de resistência: buscando superação em meio às pausas
Relaxar não será mais o principal objetivo de uma viagem. A ideia é conquistar oceanos, montanhas, desertos, testando a força e a resistência dos viajantes. Tanto que 67% da geração Z e 64% dos millennials afirmam que as viagens são uma oportunidade para desafiar o corpo e a mente e testar os limites da resistência.
Democratizando a criatividade com IA
Quando o assunto é criatividade, a IA promete ser uma força transformadora e democratizadora, ampliando o acesso a ferramentas poderosas. O conteúdo criado por IA está sendo aceito de maneira geral. Mais da metade das pessoas entrevistadas pela VML afirmam que o uso de IA não faz diferença na maneira como elas se sentem em relação ao resultado criativo.
Treatonomics: gastos focados na alegria, momentos preciosos de prazer
Os consumidores estão adotando pequenos luxos e reservando um pouco do orçamento a mimos que oferecem picos de dopamina e memórias duradouras. Segundo a pesquisa, esse desejo por um impulso de alegria é evidenciado pelo fato de 38% das pessoas da geração Z afirmarem que estão gastando mais consigo mesmas e 30% dizerem que estão gastando mais com pequenos mimos, em comparação com apenas 14% da geração X.
Bem-estar imersivo: a arte digital desbloqueia conexões mais profundas
Do encontro entre tecnologia imersiva, neurociência e práticas de cura surge o “bem-estar imersivo”, ambientes e experiências multissensoriais que desbloqueiam estados mais profundos de conexão, consciência e bem-estar. Essa é uma tendência que se alinha com a crescente demanda por experiências que inspiram admiração e encantamento.
Narrativas artificiais: na nova era do entretenimento, o mundo é a história.
A pesquisa destaca ainda que a IA está revolucionando a narrativa e remodelando a maneira como as histórias são vivenciadas. Na próxima era, o mundo deve ser a história e uma série de startups estão explorando a produção cinematográfica nativa de IA com ferramentas que surgem em ritmo acelerado.
Perguntas e respostas sobre estratégias de marca em 2026
Como impulsionar o crescimento quando as pessoas estão reduzindo as grandes compras, mas ainda gastando com pequenos prazeres?
É comum que, em tempos difíceis, as pessoas direcionem os gastos para pequenos prazeres que oferecem retorno emocional. Segundo a VML, esse é um ato de resiliência e funciona como uma forma de restaurar o senso de controle e normalidade, além de reafirmar a identidade. O crescimento, neste momento, pode estar em experiências diferenciadas ou amostras de luxo a um preço acessível, que ampliam o alcance de uma marca.
Em um mundo inundado de conteúdo de IA e deepfakes, como podemos provar aos clientes que uma marca é real e confiável?
“A confiança agora é comprovada por meio de ações, não de afirmações”, diz o relatório. Na prática, as marcas precisam demonstrar autenticidade por meio de transparência, especialmente quando se trata de conteúdo gerado por IA. Um caminho é tornar os clientes parte da história por meio da cocriação e de iniciativas lideradas pela comunidade.
Se os assistentes de IA começarem a tomar decisões de compra pelos consumidores, como garantir que a marca seja a recomendada pelo algoritmo?
Aqui, o relatório alerta que, quando um agente de IA é o comprador, a arte da persuasão dá lugar à ciência dos dados. Como os agentes decidem compras com base nos valores predefinidos pelo usuário (menor preço, fornecimento ético, sustentabilidade etc), a dica é que a marca tenha seus atributos legíveis para o algoritmo, com a publicação de dados estruturados e verificáveis sobre, por exemplo, sua pegada de carbono ou seu tempo de resposta de atendimento ao cliente.
Os consumidores estão enfrentando uma epidemia de solidão. Como as marcas podem oferecer uma comunidade e conexão genuínas?
A ideia é criar oportunidades para que conexões genuínas floresçam, investindo em encontros, clubes e experiências presenciais que levem os relacionamentos para o mundo real. O objetivo não é ser o centro da comunidade, mas o seu catalisador.
É preciso tratar os criadores como sócios?
Segundo a VML, tratar os criadores como sócios é a mentalidade estratégica correta, embora isso nem sempre signifique participação acionária literal. Na prática, significa ceder o controle do roteiro, permitindo que eles cocriem o produto, e oferecer uma participação no resultado, com compartilhamento de receita, contratos de embaixadores de longo prazo ou empreendimentos colaborativos.
Impulso humano deve moldar estratégias de marca, aponta VML
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Como será o futuro? Ou, pelo menos, como devem ser 2026? A 12ª edição do “The Future 100”, pesquisa da VML realizada em 16 países, indica que este deve ser um ano para construir resiliência, criatividade corajosa e redefinir os limites do possível.
No meio de um furacão de transformações, nosso desejo por conexão humana será inegável. E, não por acaso, as estratégias de marca devem ser também moldadas pelo impulso humano. A ideia é atrair as pessoas de volta a experiências imersivas e de alto impacto.
Confira a seguir algumas das tendências que a VML acredita que devem transformar o mercado e impulsionar o crescimento das marcas daqui para frente.
Realidades generativas: mundos infinitos, adaptáveis e em evolução
Os avanços na IA generativa, aliados aos ganhos em processamento e renderização, podem trazer a “realidade generativa” para games e, potencialmente, outras formas de entretenimento. Segundo a VML, esse novo paradigma deve fazer com que os jogos transcendam os mundos padronizados com personagens e cenários estáticos, rumo a experiências dinâmicas e responsivas, personalizadas em tempo real para cada jogador.
Viagens de resistência: buscando superação em meio às pausas
Relaxar não será mais o principal objetivo de uma viagem. A ideia é conquistar oceanos, montanhas, desertos, testando a força e a resistência dos viajantes. Tanto que 67% da geração Z e 64% dos millennials afirmam que as viagens são uma oportunidade para desafiar o corpo e a mente e testar os limites da resistência.
Democratizando a criatividade com IA
Quando o assunto é criatividade, a IA promete ser uma força transformadora e democratizadora, ampliando o acesso a ferramentas poderosas. O conteúdo criado por IA está sendo aceito de maneira geral. Mais da metade das pessoas entrevistadas pela VML afirmam que o uso de IA não faz diferença na maneira como elas se sentem em relação ao resultado criativo.
Treatonomics: gastos focados na alegria, momentos preciosos de prazer
Os consumidores estão adotando pequenos luxos e reservando um pouco do orçamento a mimos que oferecem picos de dopamina e memórias duradouras. Segundo a pesquisa, esse desejo por um impulso de alegria é evidenciado pelo fato de 38% das pessoas da geração Z afirmarem que estão gastando mais consigo mesmas e 30% dizerem que estão gastando mais com pequenos mimos, em comparação com apenas 14% da geração X.
Bem-estar imersivo: a arte digital desbloqueia conexões mais profundas
Do encontro entre tecnologia imersiva, neurociência e práticas de cura surge o “bem-estar imersivo”, ambientes e experiências multissensoriais que desbloqueiam estados mais profundos de conexão, consciência e bem-estar. Essa é uma tendência que se alinha com a crescente demanda por experiências que inspiram admiração e encantamento.
Narrativas artificiais: na nova era do entretenimento, o mundo é a história.
A pesquisa destaca ainda que a IA está revolucionando a narrativa e remodelando a maneira como as histórias são vivenciadas. Na próxima era, o mundo deve ser a história e uma série de startups estão explorando a produção cinematográfica nativa de IA com ferramentas que surgem em ritmo acelerado.
Perguntas e respostas sobre estratégias de marca em 2026
Como impulsionar o crescimento quando as pessoas estão reduzindo as grandes compras, mas ainda gastando com pequenos prazeres?
É comum que, em tempos difíceis, as pessoas direcionem os gastos para pequenos prazeres que oferecem retorno emocional. Segundo a VML, esse é um ato de resiliência e funciona como uma forma de restaurar o senso de controle e normalidade, além de reafirmar a identidade. O crescimento, neste momento, pode estar em experiências diferenciadas ou amostras de luxo a um preço acessível, que ampliam o alcance de uma marca.
Em um mundo inundado de conteúdo de IA e deepfakes, como podemos provar aos clientes que uma marca é real e confiável?
“A confiança agora é comprovada por meio de ações, não de afirmações”, diz o relatório. Na prática, as marcas precisam demonstrar autenticidade por meio de transparência, especialmente quando se trata de conteúdo gerado por IA. Um caminho é tornar os clientes parte da história por meio da cocriação e de iniciativas lideradas pela comunidade.
Se os assistentes de IA começarem a tomar decisões de compra pelos consumidores, como garantir que a marca seja a recomendada pelo algoritmo?
Aqui, o relatório alerta que, quando um agente de IA é o comprador, a arte da persuasão dá lugar à ciência dos dados. Como os agentes decidem compras com base nos valores predefinidos pelo usuário (menor preço, fornecimento ético, sustentabilidade etc), a dica é que a marca tenha seus atributos legíveis para o algoritmo, com a publicação de dados estruturados e verificáveis sobre, por exemplo, sua pegada de carbono ou seu tempo de resposta de atendimento ao cliente.
Os consumidores estão enfrentando uma epidemia de solidão. Como as marcas podem oferecer uma comunidade e conexão genuínas?
A ideia é criar oportunidades para que conexões genuínas floresçam, investindo em encontros, clubes e experiências presenciais que levem os relacionamentos para o mundo real. O objetivo não é ser o centro da comunidade, mas o seu catalisador.
É preciso tratar os criadores como sócios?
Segundo a VML, tratar os criadores como sócios é a mentalidade estratégica correta, embora isso nem sempre signifique participação acionária literal. Na prática, significa ceder o controle do roteiro, permitindo que eles cocriem o produto, e oferecer uma participação no resultado, com compartilhamento de receita, contratos de embaixadores de longo prazo ou empreendimentos colaborativos.
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