Marcas ainda falham na comunicação com consumidores 40+, aponta pesquisa
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
No Brasil, consumidores 40+ decidem as compras, mas se sentem pouco representados pela publicidade, que ainda erra ao reforçar estereótipos. A conclusão é do estudo 40+: Poder, consumo e novos significados, da MindMiners, que alerta para o fato de que 45% da população já tem mais de 40 anos e, até 2030, seremos mais de 40 milhões de idosos, superando pela primeira vez o número de crianças.
O novo significado de viver bem aos 40+
De acordo com a MindMiners, 62% dos entrevistados 40+ associam longevidade a saúde e envelhecimento saudável. Entre os 60+, a mesma associação é feita por 74% dos entrevistados. Por outro lado, apenas 51% dos mais jovens pensam dessa forma.
O estudo indica também que envelhecer não é um problema para o brasileiro. O problema é se tornar invisível ao longo do tempo. Entre os entrevistados, 82% entendem que envelhecer é um processo natural. A mesma porcentagem acredita que tem atualmente mais clareza sobre si do que tinha quando era mais jovem.
No entanto, 77% acham que o envelhecimento é tratado com preconceito e 72% acreditam que a sociedade não valoriza pessoas mais velhas.
Maturidade não desacelera a vida
O público 40+ entende que a maturidade aumenta a complexidade da vida – mas não a desacelera.
- 58% vivem com cônjuge ou parceiro;
- 55% são os únicos responsáveis financeiros pela casa;
- 48% têm filhos;
- 38% cuidam de alguém (64% dos filhos e 25% dos pais).
O estudo indica ainda que o público 40+ é massivamente responsável pelas compras da casa. 78% tratam das compras de supermercado e alimentos nas suas casas, 73% respondem pelo pagamento de contas, 70% pelas compras de itens de higiene e limpeza, 64% por medicamentos e itens de saúde e 57% por roupas ou calçados.
Tecnologia faz parte da vida 40+
O estudo também indica que tecnologia não é mistério para os 40+. 80% deles se sentem confortáveis usando tecnologia no dia a dia. Além disso, 76% usam redes sociais, 67% fazem compras online, 50% usam streaming e 49% são utilizadores de ferramentas de IA.
Entre os 40+, 79% sentem que a tecnologia está avançando muito rápido. No entanto, entre os mais jovens, a fatia não é muito menor – 72% têm a mesma sensação.
O estudo mostra também que 77% dos entrevistados 40+ sentem que ainda podem aprender sobre tecnologias atuais como ferramentas de IA e que 62% sempre buscam se atualizar sobre assuntos tecnológicos. Entre os mais jovens, as fatias são de 67% e 54%, respectivamente.
Marcas ainda erram na comunicação
O estudo da MindMiners mostra que oito em cada dez entrevistados se incomodam com a forma como as marcas se relacionam com o público 40+. 51% acreditam que pessoas da sua idade aparecem pouco na publicidade e 44% consideram que, quando aparecem, são retratadas de forma estereotipada. Apenas 27% se sentem representados pelas marcas atualmente. Além disso, três em cada dez consumidores afirmam já ter deixado de consumir marcas por causa da forma como elas retratam pessoas mais maduras.
Segundo a pesquisa, 32% percebem excesso de estereótipos (por exemplo, associações a “vovô/vovó”, fragilidade ou dependência), 31% sentem que produtos e serviços não são pensados para as necessidades reais de pessoas 40+ ou 60+, 28% apontam incômodo com linguagem “anti-idade” agressiva, que reforça o medo de envelhecer, 26% percebem um tom infantilizado na comunicação e 26% sentem falta de representatividade mais real e diversa.
O estudo ouviu 1.200 respondentes, homens e mulheres, 636 deles entre 18 e 39 anos e 564 com 40+, em todas as regiões do Brasil e nas classes sociais A, B e C.
Marcas ainda falham na comunicação com consumidores 40+, aponta pesquisa
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
No Brasil, consumidores 40+ decidem as compras, mas se sentem pouco representados pela publicidade, que ainda erra ao reforçar estereótipos. A conclusão é do estudo 40+: Poder, consumo e novos significados, da MindMiners, que alerta para o fato de que 45% da população já tem mais de 40 anos e, até 2030, seremos mais de 40 milhões de idosos, superando pela primeira vez o número de crianças.
O novo significado de viver bem aos 40+
De acordo com a MindMiners, 62% dos entrevistados 40+ associam longevidade a saúde e envelhecimento saudável. Entre os 60+, a mesma associação é feita por 74% dos entrevistados. Por outro lado, apenas 51% dos mais jovens pensam dessa forma.
O estudo indica também que envelhecer não é um problema para o brasileiro. O problema é se tornar invisível ao longo do tempo. Entre os entrevistados, 82% entendem que envelhecer é um processo natural. A mesma porcentagem acredita que tem atualmente mais clareza sobre si do que tinha quando era mais jovem.
No entanto, 77% acham que o envelhecimento é tratado com preconceito e 72% acreditam que a sociedade não valoriza pessoas mais velhas.
Maturidade não desacelera a vida
O público 40+ entende que a maturidade aumenta a complexidade da vida – mas não a desacelera.
- 58% vivem com cônjuge ou parceiro;
- 55% são os únicos responsáveis financeiros pela casa;
- 48% têm filhos;
- 38% cuidam de alguém (64% dos filhos e 25% dos pais).
O estudo indica ainda que o público 40+ é massivamente responsável pelas compras da casa. 78% tratam das compras de supermercado e alimentos nas suas casas, 73% respondem pelo pagamento de contas, 70% pelas compras de itens de higiene e limpeza, 64% por medicamentos e itens de saúde e 57% por roupas ou calçados.
Tecnologia faz parte da vida 40+
O estudo também indica que tecnologia não é mistério para os 40+. 80% deles se sentem confortáveis usando tecnologia no dia a dia. Além disso, 76% usam redes sociais, 67% fazem compras online, 50% usam streaming e 49% são utilizadores de ferramentas de IA.
Entre os 40+, 79% sentem que a tecnologia está avançando muito rápido. No entanto, entre os mais jovens, a fatia não é muito menor – 72% têm a mesma sensação.
O estudo mostra também que 77% dos entrevistados 40+ sentem que ainda podem aprender sobre tecnologias atuais como ferramentas de IA e que 62% sempre buscam se atualizar sobre assuntos tecnológicos. Entre os mais jovens, as fatias são de 67% e 54%, respectivamente.
Marcas ainda erram na comunicação
O estudo da MindMiners mostra que oito em cada dez entrevistados se incomodam com a forma como as marcas se relacionam com o público 40+. 51% acreditam que pessoas da sua idade aparecem pouco na publicidade e 44% consideram que, quando aparecem, são retratadas de forma estereotipada. Apenas 27% se sentem representados pelas marcas atualmente. Além disso, três em cada dez consumidores afirmam já ter deixado de consumir marcas por causa da forma como elas retratam pessoas mais maduras.
Segundo a pesquisa, 32% percebem excesso de estereótipos (por exemplo, associações a “vovô/vovó”, fragilidade ou dependência), 31% sentem que produtos e serviços não são pensados para as necessidades reais de pessoas 40+ ou 60+, 28% apontam incômodo com linguagem “anti-idade” agressiva, que reforça o medo de envelhecer, 26% percebem um tom infantilizado na comunicação e 26% sentem falta de representatividade mais real e diversa.
O estudo ouviu 1.200 respondentes, homens e mulheres, 636 deles entre 18 e 39 anos e 564 com 40+, em todas as regiões do Brasil e nas classes sociais A, B e C.
Marcas ainda falham na comunicação com consumidores 40+, aponta pesquisa
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
No Brasil, consumidores 40+ decidem as compras, mas se sentem pouco representados pela publicidade, que ainda erra ao reforçar estereótipos. A conclusão é do estudo 40+: Poder, consumo e novos significados, da MindMiners, que alerta para o fato de que 45% da população já tem mais de 40 anos e, até 2030, seremos mais de 40 milhões de idosos, superando pela primeira vez o número de crianças.
O novo significado de viver bem aos 40+
De acordo com a MindMiners, 62% dos entrevistados 40+ associam longevidade a saúde e envelhecimento saudável. Entre os 60+, a mesma associação é feita por 74% dos entrevistados. Por outro lado, apenas 51% dos mais jovens pensam dessa forma.
O estudo indica também que envelhecer não é um problema para o brasileiro. O problema é se tornar invisível ao longo do tempo. Entre os entrevistados, 82% entendem que envelhecer é um processo natural. A mesma porcentagem acredita que tem atualmente mais clareza sobre si do que tinha quando era mais jovem.
No entanto, 77% acham que o envelhecimento é tratado com preconceito e 72% acreditam que a sociedade não valoriza pessoas mais velhas.
Maturidade não desacelera a vida
O público 40+ entende que a maturidade aumenta a complexidade da vida – mas não a desacelera.
- 58% vivem com cônjuge ou parceiro;
- 55% são os únicos responsáveis financeiros pela casa;
- 48% têm filhos;
- 38% cuidam de alguém (64% dos filhos e 25% dos pais).
O estudo indica ainda que o público 40+ é massivamente responsável pelas compras da casa. 78% tratam das compras de supermercado e alimentos nas suas casas, 73% respondem pelo pagamento de contas, 70% pelas compras de itens de higiene e limpeza, 64% por medicamentos e itens de saúde e 57% por roupas ou calçados.
Tecnologia faz parte da vida 40+
O estudo também indica que tecnologia não é mistério para os 40+. 80% deles se sentem confortáveis usando tecnologia no dia a dia. Além disso, 76% usam redes sociais, 67% fazem compras online, 50% usam streaming e 49% são utilizadores de ferramentas de IA.
Entre os 40+, 79% sentem que a tecnologia está avançando muito rápido. No entanto, entre os mais jovens, a fatia não é muito menor – 72% têm a mesma sensação.
O estudo mostra também que 77% dos entrevistados 40+ sentem que ainda podem aprender sobre tecnologias atuais como ferramentas de IA e que 62% sempre buscam se atualizar sobre assuntos tecnológicos. Entre os mais jovens, as fatias são de 67% e 54%, respectivamente.
Marcas ainda erram na comunicação
O estudo da MindMiners mostra que oito em cada dez entrevistados se incomodam com a forma como as marcas se relacionam com o público 40+. 51% acreditam que pessoas da sua idade aparecem pouco na publicidade e 44% consideram que, quando aparecem, são retratadas de forma estereotipada. Apenas 27% se sentem representados pelas marcas atualmente. Além disso, três em cada dez consumidores afirmam já ter deixado de consumir marcas por causa da forma como elas retratam pessoas mais maduras.
Segundo a pesquisa, 32% percebem excesso de estereótipos (por exemplo, associações a “vovô/vovó”, fragilidade ou dependência), 31% sentem que produtos e serviços não são pensados para as necessidades reais de pessoas 40+ ou 60+, 28% apontam incômodo com linguagem “anti-idade” agressiva, que reforça o medo de envelhecer, 26% percebem um tom infantilizado na comunicação e 26% sentem falta de representatividade mais real e diversa.
O estudo ouviu 1.200 respondentes, homens e mulheres, 636 deles entre 18 e 39 anos e 564 com 40+, em todas as regiões do Brasil e nas classes sociais A, B e C.
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