Andreza Delgado, da PerifaCon: juventude periférica não sabe que pode trabalhar com coisas criativas
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
O que as periferias podem trazer para as marcas em 2026? Para uma das principais especialistas da nova geração na temática, as palavras-chave são moda, games, beleza, quadrinhos e animes — além da expansão do olhar rumo a pequenas cidades, ao Norte e ao Nordeste, porque o eixo São Paulo-Rio já dá sinais de saturação.
Tudo isso passa pela afirmação de uma tendência: a construção de comunidades, diz Andreza Delgado, produtora cultural, curadora e cofundadora da PerifaCon, a primeira convenção nerd e geek realizada nas favelas.
“Nas periferias, as comunidades são muito exigentes, mas também muito fieis. Quer um exemplo? Na última retrospectiva do Spotify, está lá ‘Capítulo 4, Versículo 3’, uma música dos Racionais [MC’s] de décadas atrás”, cita.
O clássico, mais precisamente, é de 1997, quando o grupo nascido no Capão Redondo começou a ganhar tração entre o público mainstream. A primeira PerifaCon, que chegou à 5ª edição em outubro passado, aconteceu justamente no Capão, zona sul paulistana.
“Já fizemos o evento em cinco cantos de São Paulo”, conta a produtora. Brasilândia (zona norte), Cidade Tiradentes (extremo leste), Diadema (Grande ABC) e Jardim São Luís (extremo sul) também receberam a convenção, que promove a democratização da cultura pop nas quebradas.
O caderno e o adesivo
Hoje com 30 anos, Delgado foi reconhecida pela Forbes Under 30 Brasil e pela BBC 100 Women por sua atuação cultural e impacto social. No campo de consultorias e parcerias, trabalhou com marcas como Mercado Livre, Budweiser, Heineken, Spotify e Vivo.
“Uma coisa que eu sempre falo é: não adianta você vir aqui e colar um adesivo num caderno. A gente vai ter de construir esse caderno juntos”, afirma. “Estamos falando de uma comunidade muito atenta aos movimentos das marcas, se elas genuinamente querem construir valor, querem apoiar uma cena, ou se só pretendem se apropriar.”
Moda: marcas independentes e empreendedoras da periferia
Com releituras de camisas de times de futebol e expoentes como as rappers Tasha & Tracie e Ajuliacosta, a moda é um dos setores que mais vem sentindo o impacto das periferias.
Delgado menciona as coleções recentes lançadas pelas três artistas e iniciativas de marcas como a Kenner, que promoveu o concurso Eu Vim de Lá em setembro, no Museu de Arte do Rio.
O evento destacou cinco marcas independentes de empreendedoras das periferias brasileiras, do Pará e da Bahia ao Rio de Janeiro. Anitta e Tati Quebra Barraco foram juradas.
Nos games, diversidade e novas narrativas
Outro território pródigo é o dos jogos. “A última pesquisa da associação Abragames mostrou que o Brasil tem mais de mil CNPJs de estúdios de desenvolvimento ativos. Muita gente aqui está produzindo games”, aponta Delgado. “Quando tiramos essa lupa principalmente aqui do Sudeste, descobrimos coisas lindas. A gente recebeu da galera do Odu Studios um jogo lindo.”
Odu: Conexões Ancestrais é o game em questão, um RPG de ação baseado na cultura iorubá e no afrofuturismo.
A cofundadora da PerifaCon exalta a diversidade que os novos criadores vêm adicionando à cena. “Em jogos profissionais, estamos vendo narrativas diferentes, que quebram um pouco daquela expectativa de um game precisar de tiro.”
Animes: um fenômeno de demanda ‘gigante’
Seguindo a mesma lógica, ela traz para a conversa “Estados Unidos da África”, história em quadrinhos criada pelos baianos Anderson Shon e Daniel Cesart. A premissa: “E se a África fosse um país? E se seu presidente fosse um super-herói?”.
Já os animes, segundo a produtora, ganharão mais espaço na próxima PerifaCon porque “a demanda é gigante”. “Eles são um fenômeno na periferia”, diz. Ela explica que o jeito dos asiáticos de contar histórias ressoa entre esse público.
“As pessoas se conectam com a jornada do herói, se identificam. Nós passamos por esse negócio, tem um lugar de superação. E animes costumam abordar a complexidade da família, um tema custoso para a periferia.”
PerifaCon pode expandir para outras cidades
Na edição 2025, a PerifaCon reuniu cerca de 6.000 visitantes na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, com patrocínios do Governo Federal e da Transpetro. Além de paineis com Podpah, Jovem Nerd e Diva Depressão, houve espaço para artistas, criadores, editoras, estúdios de games e lojas exibirem suas obras.
O eixo da empregabilidade também esteve no foco, com a presença de Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), AMPRO (Associação de Marketing Promocional) e Copag (fabricante de jogos de cartas). Já existem conversas com prefeituras para a expansão da convenção em 2026.
Tendências do marketing & das quebradas
“A juventude periférica, que trabalha em redes de fast food, no telemarketing, que são entregadores de aplicativo, não sabe que pode trabalhar com coisas criativas”, diz Delgado. “Na minha época, não existia poder trabalhar na indústria criativa. Marcas que querem entrar nesse universo precisam ter legitimidade e oferecer oportunidades”, acrescenta ela, que listou as principais tendências para 2026.
- Os novos Ronaldos
Querer ser um criador de conteúdo das quebradas está substituindo o “quero ser jogador de futebol”.
- Comunidade e conexão
A tendência de abandonar influenciadores milionários ecoa entre os criadores periféricos. Eles desprezam vender “uma vida falsa” e almejam construir suas próprias comunidades, baseadas em interesses em comum.
- As novas belezas
Segue em alta o conceito de ressignificar a beleza e segmentá-la — por exemplo, focando no cabelo. “E esse é um bom ponto de partida para a construção de comunidade”, avalia a produtora cultural.
- Personalização das experiências
Marcas começam a criar seus próprios festivais, como o Heineken No Lineup Festival.
- Apoio à juventude
Cultivar um olhar atento para gerar oportunidades aos jovens se torna um diferencial para a marca.
- Apoio a eventos periféricos
Os patrocínios passam a se pulverizar, beneficiando também pequenos festivais que acontecem nas periferias de grandes cidades — ou em regiões historicamente subestimadas, como o Norte e o Nordeste. “A Petrobras, por exemplo, colocou dinheiro no Psica [evento anual de música independente de Belém]. Nesses lugares é que estão as grandes experiências de comunidade hoje”, diz Delgado.
Andreza Delgado, da PerifaCon: juventude periférica não sabe que pode trabalhar com coisas criativas
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
O que as periferias podem trazer para as marcas em 2026? Para uma das principais especialistas da nova geração na temática, as palavras-chave são moda, games, beleza, quadrinhos e animes — além da expansão do olhar rumo a pequenas cidades, ao Norte e ao Nordeste, porque o eixo São Paulo-Rio já dá sinais de saturação.
Tudo isso passa pela afirmação de uma tendência: a construção de comunidades, diz Andreza Delgado, produtora cultural, curadora e cofundadora da PerifaCon, a primeira convenção nerd e geek realizada nas favelas.
“Nas periferias, as comunidades são muito exigentes, mas também muito fieis. Quer um exemplo? Na última retrospectiva do Spotify, está lá ‘Capítulo 4, Versículo 3’, uma música dos Racionais [MC’s] de décadas atrás”, cita.
O clássico, mais precisamente, é de 1997, quando o grupo nascido no Capão Redondo começou a ganhar tração entre o público mainstream. A primeira PerifaCon, que chegou à 5ª edição em outubro passado, aconteceu justamente no Capão, zona sul paulistana.
“Já fizemos o evento em cinco cantos de São Paulo”, conta a produtora. Brasilândia (zona norte), Cidade Tiradentes (extremo leste), Diadema (Grande ABC) e Jardim São Luís (extremo sul) também receberam a convenção, que promove a democratização da cultura pop nas quebradas.
O caderno e o adesivo
Hoje com 30 anos, Delgado foi reconhecida pela Forbes Under 30 Brasil e pela BBC 100 Women por sua atuação cultural e impacto social. No campo de consultorias e parcerias, trabalhou com marcas como Mercado Livre, Budweiser, Heineken, Spotify e Vivo.
“Uma coisa que eu sempre falo é: não adianta você vir aqui e colar um adesivo num caderno. A gente vai ter de construir esse caderno juntos”, afirma. “Estamos falando de uma comunidade muito atenta aos movimentos das marcas, se elas genuinamente querem construir valor, querem apoiar uma cena, ou se só pretendem se apropriar.”
Moda: marcas independentes e empreendedoras da periferia
Com releituras de camisas de times de futebol e expoentes como as rappers Tasha & Tracie e Ajuliacosta, a moda é um dos setores que mais vem sentindo o impacto das periferias.
Delgado menciona as coleções recentes lançadas pelas três artistas e iniciativas de marcas como a Kenner, que promoveu o concurso Eu Vim de Lá em setembro, no Museu de Arte do Rio.
O evento destacou cinco marcas independentes de empreendedoras das periferias brasileiras, do Pará e da Bahia ao Rio de Janeiro. Anitta e Tati Quebra Barraco foram juradas.
Nos games, diversidade e novas narrativas
Outro território pródigo é o dos jogos. “A última pesquisa da associação Abragames mostrou que o Brasil tem mais de mil CNPJs de estúdios de desenvolvimento ativos. Muita gente aqui está produzindo games”, aponta Delgado. “Quando tiramos essa lupa principalmente aqui do Sudeste, descobrimos coisas lindas. A gente recebeu da galera do Odu Studios um jogo lindo.”
Odu: Conexões Ancestrais é o game em questão, um RPG de ação baseado na cultura iorubá e no afrofuturismo.
A cofundadora da PerifaCon exalta a diversidade que os novos criadores vêm adicionando à cena. “Em jogos profissionais, estamos vendo narrativas diferentes, que quebram um pouco daquela expectativa de um game precisar de tiro.”
Animes: um fenômeno de demanda ‘gigante’
Seguindo a mesma lógica, ela traz para a conversa “Estados Unidos da África”, história em quadrinhos criada pelos baianos Anderson Shon e Daniel Cesart. A premissa: “E se a África fosse um país? E se seu presidente fosse um super-herói?”.
Já os animes, segundo a produtora, ganharão mais espaço na próxima PerifaCon porque “a demanda é gigante”. “Eles são um fenômeno na periferia”, diz. Ela explica que o jeito dos asiáticos de contar histórias ressoa entre esse público.
“As pessoas se conectam com a jornada do herói, se identificam. Nós passamos por esse negócio, tem um lugar de superação. E animes costumam abordar a complexidade da família, um tema custoso para a periferia.”
PerifaCon pode expandir para outras cidades
Na edição 2025, a PerifaCon reuniu cerca de 6.000 visitantes na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, com patrocínios do Governo Federal e da Transpetro. Além de paineis com Podpah, Jovem Nerd e Diva Depressão, houve espaço para artistas, criadores, editoras, estúdios de games e lojas exibirem suas obras.
O eixo da empregabilidade também esteve no foco, com a presença de Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), AMPRO (Associação de Marketing Promocional) e Copag (fabricante de jogos de cartas). Já existem conversas com prefeituras para a expansão da convenção em 2026.
Tendências do marketing & das quebradas
“A juventude periférica, que trabalha em redes de fast food, no telemarketing, que são entregadores de aplicativo, não sabe que pode trabalhar com coisas criativas”, diz Delgado. “Na minha época, não existia poder trabalhar na indústria criativa. Marcas que querem entrar nesse universo precisam ter legitimidade e oferecer oportunidades”, acrescenta ela, que listou as principais tendências para 2026.
- Os novos Ronaldos
Querer ser um criador de conteúdo das quebradas está substituindo o “quero ser jogador de futebol”.
- Comunidade e conexão
A tendência de abandonar influenciadores milionários ecoa entre os criadores periféricos. Eles desprezam vender “uma vida falsa” e almejam construir suas próprias comunidades, baseadas em interesses em comum.
- As novas belezas
Segue em alta o conceito de ressignificar a beleza e segmentá-la — por exemplo, focando no cabelo. “E esse é um bom ponto de partida para a construção de comunidade”, avalia a produtora cultural.
- Personalização das experiências
Marcas começam a criar seus próprios festivais, como o Heineken No Lineup Festival.
- Apoio à juventude
Cultivar um olhar atento para gerar oportunidades aos jovens se torna um diferencial para a marca.
- Apoio a eventos periféricos
Os patrocínios passam a se pulverizar, beneficiando também pequenos festivais que acontecem nas periferias de grandes cidades — ou em regiões historicamente subestimadas, como o Norte e o Nordeste. “A Petrobras, por exemplo, colocou dinheiro no Psica [evento anual de música independente de Belém]. Nesses lugares é que estão as grandes experiências de comunidade hoje”, diz Delgado.
Andreza Delgado, da PerifaCon: juventude periférica não sabe que pode trabalhar com coisas criativas
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
O que as periferias podem trazer para as marcas em 2026? Para uma das principais especialistas da nova geração na temática, as palavras-chave são moda, games, beleza, quadrinhos e animes — além da expansão do olhar rumo a pequenas cidades, ao Norte e ao Nordeste, porque o eixo São Paulo-Rio já dá sinais de saturação.
Tudo isso passa pela afirmação de uma tendência: a construção de comunidades, diz Andreza Delgado, produtora cultural, curadora e cofundadora da PerifaCon, a primeira convenção nerd e geek realizada nas favelas.
“Nas periferias, as comunidades são muito exigentes, mas também muito fieis. Quer um exemplo? Na última retrospectiva do Spotify, está lá ‘Capítulo 4, Versículo 3’, uma música dos Racionais [MC’s] de décadas atrás”, cita.
O clássico, mais precisamente, é de 1997, quando o grupo nascido no Capão Redondo começou a ganhar tração entre o público mainstream. A primeira PerifaCon, que chegou à 5ª edição em outubro passado, aconteceu justamente no Capão, zona sul paulistana.
“Já fizemos o evento em cinco cantos de São Paulo”, conta a produtora. Brasilândia (zona norte), Cidade Tiradentes (extremo leste), Diadema (Grande ABC) e Jardim São Luís (extremo sul) também receberam a convenção, que promove a democratização da cultura pop nas quebradas.
O caderno e o adesivo
Hoje com 30 anos, Delgado foi reconhecida pela Forbes Under 30 Brasil e pela BBC 100 Women por sua atuação cultural e impacto social. No campo de consultorias e parcerias, trabalhou com marcas como Mercado Livre, Budweiser, Heineken, Spotify e Vivo.
“Uma coisa que eu sempre falo é: não adianta você vir aqui e colar um adesivo num caderno. A gente vai ter de construir esse caderno juntos”, afirma. “Estamos falando de uma comunidade muito atenta aos movimentos das marcas, se elas genuinamente querem construir valor, querem apoiar uma cena, ou se só pretendem se apropriar.”
Moda: marcas independentes e empreendedoras da periferia
Com releituras de camisas de times de futebol e expoentes como as rappers Tasha & Tracie e Ajuliacosta, a moda é um dos setores que mais vem sentindo o impacto das periferias.
Delgado menciona as coleções recentes lançadas pelas três artistas e iniciativas de marcas como a Kenner, que promoveu o concurso Eu Vim de Lá em setembro, no Museu de Arte do Rio.
O evento destacou cinco marcas independentes de empreendedoras das periferias brasileiras, do Pará e da Bahia ao Rio de Janeiro. Anitta e Tati Quebra Barraco foram juradas.
Nos games, diversidade e novas narrativas
Outro território pródigo é o dos jogos. “A última pesquisa da associação Abragames mostrou que o Brasil tem mais de mil CNPJs de estúdios de desenvolvimento ativos. Muita gente aqui está produzindo games”, aponta Delgado. “Quando tiramos essa lupa principalmente aqui do Sudeste, descobrimos coisas lindas. A gente recebeu da galera do Odu Studios um jogo lindo.”
Odu: Conexões Ancestrais é o game em questão, um RPG de ação baseado na cultura iorubá e no afrofuturismo.
A cofundadora da PerifaCon exalta a diversidade que os novos criadores vêm adicionando à cena. “Em jogos profissionais, estamos vendo narrativas diferentes, que quebram um pouco daquela expectativa de um game precisar de tiro.”
Animes: um fenômeno de demanda ‘gigante’
Seguindo a mesma lógica, ela traz para a conversa “Estados Unidos da África”, história em quadrinhos criada pelos baianos Anderson Shon e Daniel Cesart. A premissa: “E se a África fosse um país? E se seu presidente fosse um super-herói?”.
Já os animes, segundo a produtora, ganharão mais espaço na próxima PerifaCon porque “a demanda é gigante”. “Eles são um fenômeno na periferia”, diz. Ela explica que o jeito dos asiáticos de contar histórias ressoa entre esse público.
“As pessoas se conectam com a jornada do herói, se identificam. Nós passamos por esse negócio, tem um lugar de superação. E animes costumam abordar a complexidade da família, um tema custoso para a periferia.”
PerifaCon pode expandir para outras cidades
Na edição 2025, a PerifaCon reuniu cerca de 6.000 visitantes na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, com patrocínios do Governo Federal e da Transpetro. Além de paineis com Podpah, Jovem Nerd e Diva Depressão, houve espaço para artistas, criadores, editoras, estúdios de games e lojas exibirem suas obras.
O eixo da empregabilidade também esteve no foco, com a presença de Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), AMPRO (Associação de Marketing Promocional) e Copag (fabricante de jogos de cartas). Já existem conversas com prefeituras para a expansão da convenção em 2026.
Tendências do marketing & das quebradas
“A juventude periférica, que trabalha em redes de fast food, no telemarketing, que são entregadores de aplicativo, não sabe que pode trabalhar com coisas criativas”, diz Delgado. “Na minha época, não existia poder trabalhar na indústria criativa. Marcas que querem entrar nesse universo precisam ter legitimidade e oferecer oportunidades”, acrescenta ela, que listou as principais tendências para 2026.
- Os novos Ronaldos
Querer ser um criador de conteúdo das quebradas está substituindo o “quero ser jogador de futebol”.
- Comunidade e conexão
A tendência de abandonar influenciadores milionários ecoa entre os criadores periféricos. Eles desprezam vender “uma vida falsa” e almejam construir suas próprias comunidades, baseadas em interesses em comum.
- As novas belezas
Segue em alta o conceito de ressignificar a beleza e segmentá-la — por exemplo, focando no cabelo. “E esse é um bom ponto de partida para a construção de comunidade”, avalia a produtora cultural.
- Personalização das experiências
Marcas começam a criar seus próprios festivais, como o Heineken No Lineup Festival.
- Apoio à juventude
Cultivar um olhar atento para gerar oportunidades aos jovens se torna um diferencial para a marca.
- Apoio a eventos periféricos
Os patrocínios passam a se pulverizar, beneficiando também pequenos festivais que acontecem nas periferias de grandes cidades — ou em regiões historicamente subestimadas, como o Norte e o Nordeste. “A Petrobras, por exemplo, colocou dinheiro no Psica [evento anual de música independente de Belém]. Nesses lugares é que estão as grandes experiências de comunidade hoje”, diz Delgado.
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