Adultopia: ser adulto virou o novo ideal de felicidade
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Foi-se o tempo em que o sonho de praticamente toda pessoa era ser jovem – para sempre, de preferência. Hoje em dia, o desejo é entrar na fase adulta mais cedo – e prolongá-la ao máximo.
Quem aponta a transformação é o estudo “Adultopia e os desafios do novo adulto para o mercado de consumo”, desenvolvido pela Consumoteca por meio de 1,6 mil questionários online respondidos por pessoas das classes A, B, C e D com idades entre 18 e 65 anos.
O que é Adultopia?
O estudo define a adultopia como:
- estado de busca constante em que a adultez não representa um ponto de chegada, mas um processo contínuo de adaptação e reinvenção;
- modelo de vida baseado em produtividade, liberdade e independência, em que o indivíduo se sente cada vez mais responsável por seu sucesso e felicidade;
- visão da existência como um projeto a ser gerido, planejado e administrado, reflexo de um mundo em que os valores do trabalho atravessaram todas as esferas da vida pessoal.
Ser adulto é o novo desejo social
Aquela ideia de juventude como sinônimo de frescor, ingenuidade, aventura e despreocupação já não ocupa o lugar de desejo cultural que teve por décadas. A maioria das pessoas busca produtividade até no lazer, entendendo que até o tempo livre deve ser bem aproveitado, que hobbies podem se monetizar e que o descanso pode ser medido pela sua eficiência.
Ao mapear os sentimentos que influenciam a percepção de felicidade, o estudo identificou que a sensação de foco e produtividade lidera o ranking, independentemente do gênero ou da geração. Estar focado e produtivo é amplamente valorizado e associado à realização pessoal e ao sucesso. Isso sugere que o cumprimento de tarefas e o alcance de objetivos geram um senso de propósito e bem-estar.
Já ao analisar os mapas de calor das associações entre palavras e as diferentes fases da vida, o estudo revelou que a adultez é entendida como o período mais equilibrado e cheio de atributos altamente valorizados na sociedade contemporânea.
Se a juventude é associada a intensidade dos sonhos, liberdade e diversão, a velhice se destaca pela sabedoria e pelo conforto, a adultez aparece como o caminho em que os atributos essenciais do nosso tempo – responsabilidade, maturidade, sabedoria, autoconhecimento, realidade, realização, aprendizado e propósito – se encontram no seu ponto máximo.
Aqui estão algumas das descobertas da pesquisa:
- apenas 3 em cada 10 brasileiros se identificam com o lifestyle jovem;
- 55% buscam momentos de lazer que sejam produtivos, que precisem trazer algum ganho ou aprendizado;
- 68% se sentem orgulhosos de si quando realizam “coisas de adulto”;
- 53% se consideram mais felizes na fase adulta do que em outros momentos da vida.
Descompasso temporal
Outro ponto interessante levantado pelo estudo é que, se antes existiam marcos coletivos que sincronizavam nossas vidas, como tirar a carteira de motorista aos 18, casar por volta dos 30 ou se aposentar aos 60, hoje tudo pode acontecer a qualquer momento. Ou pode simplesmente não acontecer.
Não por acaso, 63% dos entrevistados sentem que seus horários e compromissos andam em descompasso com as pessoas à sua volta. Na geração Z, a fatia é ainda maior, de 70%. Além disso, pessoas com menos de 45 anos sentem com mais frequência que não seguiram o padrão de idade para realizar cada etapa da vida como se formar, casar, ter filhos etc.
Dilemas geracionais para a adultopia
Ainda que a fase adulta seja o novo desejo social geral, o estudo aponta que cada geração vivencia dilemas próprios – e é importante que a marcas entendam isso para encontrar caminhos de conexão.
Pessoas da geração Z, por exemplo, estão reprogramando a juventude, trocando a rebeldia pela pressa de serem produtivos, independentes e bem-sucedidos desde cedo. É importante observar que nessa geração a busca pela adultez é pautada pela independência financeira e emocional.
Os Millennials, por sua vez, passam pela Síndrome do Impostor, aquela sensação persistente de não ser bom o suficiente. De acordo com o estudo, eles não se sentem encaixados, estão mais cansados e menos encantados com as responsabilidades e expectativas da vida adulta. Sua busca pela adultez é pautada pela produtividade.
A geração X, em geral, está recalculando a rota e vivendo o que realmente importa. Segundo o estudo, isso significa que está empreendendo, redescobrindo paixões e explorando novas formas de trabalho e prazer. Aqui, a busca pela adultez é pautada pela liberdade.
Já os Baby Boomers estão em movimento, priorizando o estilo de vida ativo, com foco no corpo e na rotina. Eles lidam com desafios emocionais e pressões do futuro, mas buscam a adultez pautada pela independência física e emocional.
Adultopia: ser adulto virou o novo ideal de felicidade
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Foi-se o tempo em que o sonho de praticamente toda pessoa era ser jovem – para sempre, de preferência. Hoje em dia, o desejo é entrar na fase adulta mais cedo – e prolongá-la ao máximo.
Quem aponta a transformação é o estudo “Adultopia e os desafios do novo adulto para o mercado de consumo”, desenvolvido pela Consumoteca por meio de 1,6 mil questionários online respondidos por pessoas das classes A, B, C e D com idades entre 18 e 65 anos.
O que é Adultopia?
O estudo define a adultopia como:
- estado de busca constante em que a adultez não representa um ponto de chegada, mas um processo contínuo de adaptação e reinvenção;
- modelo de vida baseado em produtividade, liberdade e independência, em que o indivíduo se sente cada vez mais responsável por seu sucesso e felicidade;
- visão da existência como um projeto a ser gerido, planejado e administrado, reflexo de um mundo em que os valores do trabalho atravessaram todas as esferas da vida pessoal.
Ser adulto é o novo desejo social
Aquela ideia de juventude como sinônimo de frescor, ingenuidade, aventura e despreocupação já não ocupa o lugar de desejo cultural que teve por décadas. A maioria das pessoas busca produtividade até no lazer, entendendo que até o tempo livre deve ser bem aproveitado, que hobbies podem se monetizar e que o descanso pode ser medido pela sua eficiência.
Ao mapear os sentimentos que influenciam a percepção de felicidade, o estudo identificou que a sensação de foco e produtividade lidera o ranking, independentemente do gênero ou da geração. Estar focado e produtivo é amplamente valorizado e associado à realização pessoal e ao sucesso. Isso sugere que o cumprimento de tarefas e o alcance de objetivos geram um senso de propósito e bem-estar.
Já ao analisar os mapas de calor das associações entre palavras e as diferentes fases da vida, o estudo revelou que a adultez é entendida como o período mais equilibrado e cheio de atributos altamente valorizados na sociedade contemporânea.
Se a juventude é associada a intensidade dos sonhos, liberdade e diversão, a velhice se destaca pela sabedoria e pelo conforto, a adultez aparece como o caminho em que os atributos essenciais do nosso tempo – responsabilidade, maturidade, sabedoria, autoconhecimento, realidade, realização, aprendizado e propósito – se encontram no seu ponto máximo.
Aqui estão algumas das descobertas da pesquisa:
- apenas 3 em cada 10 brasileiros se identificam com o lifestyle jovem;
- 55% buscam momentos de lazer que sejam produtivos, que precisem trazer algum ganho ou aprendizado;
- 68% se sentem orgulhosos de si quando realizam “coisas de adulto”;
- 53% se consideram mais felizes na fase adulta do que em outros momentos da vida.
Descompasso temporal
Outro ponto interessante levantado pelo estudo é que, se antes existiam marcos coletivos que sincronizavam nossas vidas, como tirar a carteira de motorista aos 18, casar por volta dos 30 ou se aposentar aos 60, hoje tudo pode acontecer a qualquer momento. Ou pode simplesmente não acontecer.
Não por acaso, 63% dos entrevistados sentem que seus horários e compromissos andam em descompasso com as pessoas à sua volta. Na geração Z, a fatia é ainda maior, de 70%. Além disso, pessoas com menos de 45 anos sentem com mais frequência que não seguiram o padrão de idade para realizar cada etapa da vida como se formar, casar, ter filhos etc.
Dilemas geracionais para a adultopia
Ainda que a fase adulta seja o novo desejo social geral, o estudo aponta que cada geração vivencia dilemas próprios – e é importante que a marcas entendam isso para encontrar caminhos de conexão.
Pessoas da geração Z, por exemplo, estão reprogramando a juventude, trocando a rebeldia pela pressa de serem produtivos, independentes e bem-sucedidos desde cedo. É importante observar que nessa geração a busca pela adultez é pautada pela independência financeira e emocional.
Os Millennials, por sua vez, passam pela Síndrome do Impostor, aquela sensação persistente de não ser bom o suficiente. De acordo com o estudo, eles não se sentem encaixados, estão mais cansados e menos encantados com as responsabilidades e expectativas da vida adulta. Sua busca pela adultez é pautada pela produtividade.
A geração X, em geral, está recalculando a rota e vivendo o que realmente importa. Segundo o estudo, isso significa que está empreendendo, redescobrindo paixões e explorando novas formas de trabalho e prazer. Aqui, a busca pela adultez é pautada pela liberdade.
Já os Baby Boomers estão em movimento, priorizando o estilo de vida ativo, com foco no corpo e na rotina. Eles lidam com desafios emocionais e pressões do futuro, mas buscam a adultez pautada pela independência física e emocional.
Adultopia: ser adulto virou o novo ideal de felicidade
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Foi-se o tempo em que o sonho de praticamente toda pessoa era ser jovem – para sempre, de preferência. Hoje em dia, o desejo é entrar na fase adulta mais cedo – e prolongá-la ao máximo.
Quem aponta a transformação é o estudo “Adultopia e os desafios do novo adulto para o mercado de consumo”, desenvolvido pela Consumoteca por meio de 1,6 mil questionários online respondidos por pessoas das classes A, B, C e D com idades entre 18 e 65 anos.
O que é Adultopia?
O estudo define a adultopia como:
- estado de busca constante em que a adultez não representa um ponto de chegada, mas um processo contínuo de adaptação e reinvenção;
- modelo de vida baseado em produtividade, liberdade e independência, em que o indivíduo se sente cada vez mais responsável por seu sucesso e felicidade;
- visão da existência como um projeto a ser gerido, planejado e administrado, reflexo de um mundo em que os valores do trabalho atravessaram todas as esferas da vida pessoal.
Ser adulto é o novo desejo social
Aquela ideia de juventude como sinônimo de frescor, ingenuidade, aventura e despreocupação já não ocupa o lugar de desejo cultural que teve por décadas. A maioria das pessoas busca produtividade até no lazer, entendendo que até o tempo livre deve ser bem aproveitado, que hobbies podem se monetizar e que o descanso pode ser medido pela sua eficiência.
Ao mapear os sentimentos que influenciam a percepção de felicidade, o estudo identificou que a sensação de foco e produtividade lidera o ranking, independentemente do gênero ou da geração. Estar focado e produtivo é amplamente valorizado e associado à realização pessoal e ao sucesso. Isso sugere que o cumprimento de tarefas e o alcance de objetivos geram um senso de propósito e bem-estar.
Já ao analisar os mapas de calor das associações entre palavras e as diferentes fases da vida, o estudo revelou que a adultez é entendida como o período mais equilibrado e cheio de atributos altamente valorizados na sociedade contemporânea.
Se a juventude é associada a intensidade dos sonhos, liberdade e diversão, a velhice se destaca pela sabedoria e pelo conforto, a adultez aparece como o caminho em que os atributos essenciais do nosso tempo – responsabilidade, maturidade, sabedoria, autoconhecimento, realidade, realização, aprendizado e propósito – se encontram no seu ponto máximo.
Aqui estão algumas das descobertas da pesquisa:
- apenas 3 em cada 10 brasileiros se identificam com o lifestyle jovem;
- 55% buscam momentos de lazer que sejam produtivos, que precisem trazer algum ganho ou aprendizado;
- 68% se sentem orgulhosos de si quando realizam “coisas de adulto”;
- 53% se consideram mais felizes na fase adulta do que em outros momentos da vida.
Descompasso temporal
Outro ponto interessante levantado pelo estudo é que, se antes existiam marcos coletivos que sincronizavam nossas vidas, como tirar a carteira de motorista aos 18, casar por volta dos 30 ou se aposentar aos 60, hoje tudo pode acontecer a qualquer momento. Ou pode simplesmente não acontecer.
Não por acaso, 63% dos entrevistados sentem que seus horários e compromissos andam em descompasso com as pessoas à sua volta. Na geração Z, a fatia é ainda maior, de 70%. Além disso, pessoas com menos de 45 anos sentem com mais frequência que não seguiram o padrão de idade para realizar cada etapa da vida como se formar, casar, ter filhos etc.
Dilemas geracionais para a adultopia
Ainda que a fase adulta seja o novo desejo social geral, o estudo aponta que cada geração vivencia dilemas próprios – e é importante que a marcas entendam isso para encontrar caminhos de conexão.
Pessoas da geração Z, por exemplo, estão reprogramando a juventude, trocando a rebeldia pela pressa de serem produtivos, independentes e bem-sucedidos desde cedo. É importante observar que nessa geração a busca pela adultez é pautada pela independência financeira e emocional.
Os Millennials, por sua vez, passam pela Síndrome do Impostor, aquela sensação persistente de não ser bom o suficiente. De acordo com o estudo, eles não se sentem encaixados, estão mais cansados e menos encantados com as responsabilidades e expectativas da vida adulta. Sua busca pela adultez é pautada pela produtividade.
A geração X, em geral, está recalculando a rota e vivendo o que realmente importa. Segundo o estudo, isso significa que está empreendendo, redescobrindo paixões e explorando novas formas de trabalho e prazer. Aqui, a busca pela adultez é pautada pela liberdade.
Já os Baby Boomers estão em movimento, priorizando o estilo de vida ativo, com foco no corpo e na rotina. Eles lidam com desafios emocionais e pressões do futuro, mas buscam a adultez pautada pela independência física e emocional.
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