Ásia é novo epicentro da inovação biofarmacêutica, aponta McKinsey
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
A Ásia deixou de ser percebida como um centro de manufatura de baixo custo para se tornar uma protagonista na inovação global, especialmente quando se trata de inovação biofarmacêutica. Segundo o estudo “The emerging epicenter: Asia’s role in biopharma’s future”, da McKinsey, o continente superou os Estados Unidos e a Europa em crescimento de patentes, novos ativos clínicos e medicamentos inovadores em desenvolvimento. Em cinco anos, a região aumentou sua participação no avanço biofarmacêutico global de 28% para 43%, ultrapassando as potências ocidentais. E, em 2024, foi responsável por mais de 85% de todo o crescimento no pipeline global de medicamentos inovadores.
Diferentemente do modelo dos EUA, focado em avanços de altíssimo custo, o continente asiático, liderado por China e Índia, oferece uma “inovação acessível”, como define a McKinsey, criando soluções práticas, escaláveis e de alta qualidade para grandes populações, o que pode redefinir a lógica de custo-benefício no setor.
China é destaque na inovação biofarmacêutica global
Como exemplo dessa transformação, o estudo destaca que, sozinha, a China responde por aproximadamente 30% do pipeline da inovação biofarmacêutica. O país acelerou os cronogramas de desenvolvimento, que são de 50% a 70% mais rápidos que a média global. Além disso, o recrutamento de pacientes para testes clínicos no país chega a ser até cinco vezes mais veloz do que nos Estados Unidos ou na União Europeia.
Outro ponto importante é o custo. Programas de descoberta conduzidos na China custam de um terço a metade da média global, enquanto o desenvolvimento clínico pode sair entre 20% e 50% do custo médio observado nos EUA.
Esses fatores, segundo a McKinsey, ajudam a explicar por que o país vem atraindo parcerias globais e ampliando sua presença no desenvolvimento de novos medicamentos.
Coreia do Sul avança como polo de biotecnologia avançada
Além da China, a Coreia do Sul vem consolidando sua posição como um polo relevante de inovação, especialmente em biotecnologia avançada. Empresas sul-coreanas fecharam acordos bilionários de licenciamento com farmacêuticas globais, o que reflete o aumento da credibilidade científica do país, principalmente em áreas como oncologia, terapias celulares e genéticas.
Esse avanço é sustentado por investimentos públicos, infraestrutura de pesquisa ligada a hospitais e centros acadêmicos, além de um mercado de capitais que tem viabilizado a abertura de capital de empresas ainda em estágio inicial de desenvolvimento.
Um ecossistema regional, não um único modelo
O estudo destaca, no entanto, que a força da Ásia está menos em um país isolado e mais na complementaridade entre mercados. Enquanto a China se destaca por escala, velocidade e custos competitivos, o Japão mantém protagonismo em ciência de alta precisão e aprovação regulatória, Singapura atua como hub de inovação em estágios iniciais e a Índia amplia sua atuação para além dos genéricos, investindo em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.
Para a McKinsey, essa combinação cria uma cadeia regional integrada, capaz de redefinir onde e como novos medicamentos são desenvolvidos globalmente.
Ásia é novo epicentro da inovação biofarmacêutica, aponta McKinsey
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
A Ásia deixou de ser percebida como um centro de manufatura de baixo custo para se tornar uma protagonista na inovação global, especialmente quando se trata de inovação biofarmacêutica. Segundo o estudo “The emerging epicenter: Asia’s role in biopharma’s future”, da McKinsey, o continente superou os Estados Unidos e a Europa em crescimento de patentes, novos ativos clínicos e medicamentos inovadores em desenvolvimento. Em cinco anos, a região aumentou sua participação no avanço biofarmacêutico global de 28% para 43%, ultrapassando as potências ocidentais. E, em 2024, foi responsável por mais de 85% de todo o crescimento no pipeline global de medicamentos inovadores.
Diferentemente do modelo dos EUA, focado em avanços de altíssimo custo, o continente asiático, liderado por China e Índia, oferece uma “inovação acessível”, como define a McKinsey, criando soluções práticas, escaláveis e de alta qualidade para grandes populações, o que pode redefinir a lógica de custo-benefício no setor.
China é destaque na inovação biofarmacêutica global
Como exemplo dessa transformação, o estudo destaca que, sozinha, a China responde por aproximadamente 30% do pipeline da inovação biofarmacêutica. O país acelerou os cronogramas de desenvolvimento, que são de 50% a 70% mais rápidos que a média global. Além disso, o recrutamento de pacientes para testes clínicos no país chega a ser até cinco vezes mais veloz do que nos Estados Unidos ou na União Europeia.
Outro ponto importante é o custo. Programas de descoberta conduzidos na China custam de um terço a metade da média global, enquanto o desenvolvimento clínico pode sair entre 20% e 50% do custo médio observado nos EUA.
Esses fatores, segundo a McKinsey, ajudam a explicar por que o país vem atraindo parcerias globais e ampliando sua presença no desenvolvimento de novos medicamentos.
Coreia do Sul avança como polo de biotecnologia avançada
Além da China, a Coreia do Sul vem consolidando sua posição como um polo relevante de inovação, especialmente em biotecnologia avançada. Empresas sul-coreanas fecharam acordos bilionários de licenciamento com farmacêuticas globais, o que reflete o aumento da credibilidade científica do país, principalmente em áreas como oncologia, terapias celulares e genéticas.
Esse avanço é sustentado por investimentos públicos, infraestrutura de pesquisa ligada a hospitais e centros acadêmicos, além de um mercado de capitais que tem viabilizado a abertura de capital de empresas ainda em estágio inicial de desenvolvimento.
Um ecossistema regional, não um único modelo
O estudo destaca, no entanto, que a força da Ásia está menos em um país isolado e mais na complementaridade entre mercados. Enquanto a China se destaca por escala, velocidade e custos competitivos, o Japão mantém protagonismo em ciência de alta precisão e aprovação regulatória, Singapura atua como hub de inovação em estágios iniciais e a Índia amplia sua atuação para além dos genéricos, investindo em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.
Para a McKinsey, essa combinação cria uma cadeia regional integrada, capaz de redefinir onde e como novos medicamentos são desenvolvidos globalmente.
Ásia é novo epicentro da inovação biofarmacêutica, aponta McKinsey
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
A Ásia deixou de ser percebida como um centro de manufatura de baixo custo para se tornar uma protagonista na inovação global, especialmente quando se trata de inovação biofarmacêutica. Segundo o estudo “The emerging epicenter: Asia’s role in biopharma’s future”, da McKinsey, o continente superou os Estados Unidos e a Europa em crescimento de patentes, novos ativos clínicos e medicamentos inovadores em desenvolvimento. Em cinco anos, a região aumentou sua participação no avanço biofarmacêutico global de 28% para 43%, ultrapassando as potências ocidentais. E, em 2024, foi responsável por mais de 85% de todo o crescimento no pipeline global de medicamentos inovadores.
Diferentemente do modelo dos EUA, focado em avanços de altíssimo custo, o continente asiático, liderado por China e Índia, oferece uma “inovação acessível”, como define a McKinsey, criando soluções práticas, escaláveis e de alta qualidade para grandes populações, o que pode redefinir a lógica de custo-benefício no setor.
China é destaque na inovação biofarmacêutica global
Como exemplo dessa transformação, o estudo destaca que, sozinha, a China responde por aproximadamente 30% do pipeline da inovação biofarmacêutica. O país acelerou os cronogramas de desenvolvimento, que são de 50% a 70% mais rápidos que a média global. Além disso, o recrutamento de pacientes para testes clínicos no país chega a ser até cinco vezes mais veloz do que nos Estados Unidos ou na União Europeia.
Outro ponto importante é o custo. Programas de descoberta conduzidos na China custam de um terço a metade da média global, enquanto o desenvolvimento clínico pode sair entre 20% e 50% do custo médio observado nos EUA.
Esses fatores, segundo a McKinsey, ajudam a explicar por que o país vem atraindo parcerias globais e ampliando sua presença no desenvolvimento de novos medicamentos.
Coreia do Sul avança como polo de biotecnologia avançada
Além da China, a Coreia do Sul vem consolidando sua posição como um polo relevante de inovação, especialmente em biotecnologia avançada. Empresas sul-coreanas fecharam acordos bilionários de licenciamento com farmacêuticas globais, o que reflete o aumento da credibilidade científica do país, principalmente em áreas como oncologia, terapias celulares e genéticas.
Esse avanço é sustentado por investimentos públicos, infraestrutura de pesquisa ligada a hospitais e centros acadêmicos, além de um mercado de capitais que tem viabilizado a abertura de capital de empresas ainda em estágio inicial de desenvolvimento.
Um ecossistema regional, não um único modelo
O estudo destaca, no entanto, que a força da Ásia está menos em um país isolado e mais na complementaridade entre mercados. Enquanto a China se destaca por escala, velocidade e custos competitivos, o Japão mantém protagonismo em ciência de alta precisão e aprovação regulatória, Singapura atua como hub de inovação em estágios iniciais e a Índia amplia sua atuação para além dos genéricos, investindo em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.
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