Envelhecer bem é prioridade, mas preparação ainda é privilégio
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Envelhecer com qualidade significa ter independência financeira e qualidade de vida, mas também inclui realizar um grande sonho e cuidar mais da saúde. Essa é uma das descobertas do estudo original “Viver plenamente”, do Consumer Insights UOL, realizado por meio de mil entrevistas com homens e mulheres de 40 a 65 anos.
Longevidade: da estabilidade financeira à realização de um sonho
Quando perguntados quais objetivos eles gostariam de alcançar, cada respondeu indicou 4 alternativas, em média. As principais respostas foram:
- Ter estabilidade ou independência financeira — 51%;
- Ter mais qualidade de vida e bem-estar — 48%;
- Cuidar mais da minha saúde — 45%;
- Realizar um grande sonho — 35%;
- Dedicar mais tempo a mim mesmo(a) — 35%;
Em relação aos sonhos que gostariam de realizar, 23% disseram que querem fazer uma viagem e 21% apontaram o sonho da casa própria.
Mudar hábitos para viver com mais saúde, autonomia e propósito
Envelhecer bem, para 55% dos entrevistados, é principalmente ter saúde. E, ao envelhecer, 51% querem paz consigo mesmo, 49% querem se sentir feliz e 41% buscam estabilidade emocional.
O estudo indica ainda que 52% já estão mudando hábitos pensando no futuro. Essas mudanças estão relacionadas principalmente a alimentação, exercícios e saúde mental. O desejo de viver mais e melhor é o principal motivador, seguido por experiências pessoais, envelhecimento de pessoas próximas ou medo de perder a autonomia.
A conclusão, porém, é que o envelhecimento pleno ainda é um privilégio. A pesquisa conclui, por exemplo, que pessoas negras e das classes DE se preparam menos para envelhecer, não por escolha, mas por falta de oportunidade. Destaca ainda que quem vive em contextos mais vulneráveis lida com urgências do presente, o que dificulta pensar e agir no longo prazo. Tudo isso reforça a importância de políticas, conteúdos e soluções acessíveis que democratizem o cuidado com o futuro.
5 cuidados para se preparar para a velhice
- Cuido da alimentação — 60%
- Pratico atividade física — 56%
- Cuido da minha saúde mental — 54%
- Busco viver com mais propósito e espiritualidade — 41%
- Faço acompanhamento médico com regularidade — 41%
5 razões para começar a adotar esses hábitos
- Desejo de viver mais e melhor — 53%
- Preocupação com a saúde — 47%
- Mudança da rotina ou fase de vida — 31%
- Envelhecimento de familiares ou pessoas conhecidas — 26%
- Medo de perder autonomia — 25%
Limitações financeiras são grande obstáculo
Para muitos, no entanto, a preparação para a velhice é barrada por limitações financeiras e priorização das urgências do presente. Quase metade dos entrevistados não se prepara para a velhice – e, nesse grupo, há maior concentração de classes CDE. A falta de recursos é a principal barreira. Outros entendem que envelhecer seja natural e, por isso, não exige planejamento.
Em geral, mulheres tendem a priorizar questões imediatas, enquanto homens aparecem mais entre os que não enxergam necessidade de se preparar.
Principais razões para não estarem fazendo nada para se preparar para a velhice
- Não possuo recursos financeiros para isso — 27%
- Por ser um processo inevitável, acontece naturalmente — 16%
- Estou mais focado em questões imediatas — 13%
O estudo também indica que 70% querem realizar algum plano, como viajar mais frequentemente, alternativa indicada por 21%, ou manter uma alimentação mais saudável, com 14%. No entanto, também aqui a falta de recursos financeiros é a principal limitação, apontada por 48% dos entrevistados. Problemas de saúde e limitações físicas, por outro lado, são indicados por apenas 11%.
Barreiras para realizar os planos e vontades
- Falta de recursos financeiros — 48%
- Insegurança financeira — 25%
- Falta de tempo devido ao trabalho — 20%
- Compromissos familiares e responsabilidades — 14%
- Problemas de saúde — 11%
- Limitações físicas — 11%
- Falta de autoconfiança — 11%
O que destravaria o primeiro passo
- Condições financeiras — 62%
- Tempo e disposição — 28%
- Estímulo ou motivação para começar — 22%
- Compromissos familiares e responsabilidades — 14%
- Apoio de outras pessoas — 12%
Marcas não representam pessoas de 40 a 65 anos
A pesquisa traz um alerta importante: 40% das pessoas de 40 a 65 anos entrevistadas não se sentem representadas pelas marcas. Outros 38% às vezes se sentem representados. Os homens se destacam no primeiro grupo e as mulheres, no segundo.
Além disso, a maioria acredita que as marcas poderiam se esforçar para incluir pessoas da sua geração nas campanhas e que elas precisam percorrer um longo caminho para considerar essas pessoas naturalmente nas suas comunicações. Um pouco menos da metade, porém, acha que elas têm melhorado no contato com a sua geração.
% dos que concordam com as afirmações
60% — As marcas poderiam se esforçar mais para incluir pessoas da minha geração em suas campanhas
55% — As marcas ainda precisam percorrer um longo caminho para considerar naturalmente pessoas da minha geração nas comunicações
49% — As marcas estão melhorando na comunicação com pessoas da minha geração
47% — As marcas não consideram as mudanças da sociedade para se comunicar de forma mais assertiva com pessoas da minha geração
46% — As marcas geralmente não consideram as necessidades e interesses das pessoas da minha geração em suas comunicações
45% — As marcas frequentemente usam estereótipos ao se comunicar com pessoas da minha geração
44% — As marcas se comunicam de forma clara e eficaz com pessoas da minha geração
44% — As marcas reconhecem e valorizam a contribuição das pessoas da minha geração em suas comunicações
A conclusão do estudo é que campanhas idealizadas e otimistas não refletem a diversidade de quem envelhece. Isso porque boa parte das pessoas não se vê nas mensagens atuais das marcas, especialmente homens e grupos fora dos padrões midiáticos. Mesmo quando há esforço de inclusão, ele é parcial. A dica é falar de forma mais honesta, plural e empática com esse público.
Envelhecer bem é prioridade, mas preparação ainda é privilégio
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Envelhecer com qualidade significa ter independência financeira e qualidade de vida, mas também inclui realizar um grande sonho e cuidar mais da saúde. Essa é uma das descobertas do estudo original “Viver plenamente”, do Consumer Insights UOL, realizado por meio de mil entrevistas com homens e mulheres de 40 a 65 anos.
Longevidade: da estabilidade financeira à realização de um sonho
Quando perguntados quais objetivos eles gostariam de alcançar, cada respondeu indicou 4 alternativas, em média. As principais respostas foram:
- Ter estabilidade ou independência financeira — 51%;
- Ter mais qualidade de vida e bem-estar — 48%;
- Cuidar mais da minha saúde — 45%;
- Realizar um grande sonho — 35%;
- Dedicar mais tempo a mim mesmo(a) — 35%;
Em relação aos sonhos que gostariam de realizar, 23% disseram que querem fazer uma viagem e 21% apontaram o sonho da casa própria.
Mudar hábitos para viver com mais saúde, autonomia e propósito
Envelhecer bem, para 55% dos entrevistados, é principalmente ter saúde. E, ao envelhecer, 51% querem paz consigo mesmo, 49% querem se sentir feliz e 41% buscam estabilidade emocional.
O estudo indica ainda que 52% já estão mudando hábitos pensando no futuro. Essas mudanças estão relacionadas principalmente a alimentação, exercícios e saúde mental. O desejo de viver mais e melhor é o principal motivador, seguido por experiências pessoais, envelhecimento de pessoas próximas ou medo de perder a autonomia.
A conclusão, porém, é que o envelhecimento pleno ainda é um privilégio. A pesquisa conclui, por exemplo, que pessoas negras e das classes DE se preparam menos para envelhecer, não por escolha, mas por falta de oportunidade. Destaca ainda que quem vive em contextos mais vulneráveis lida com urgências do presente, o que dificulta pensar e agir no longo prazo. Tudo isso reforça a importância de políticas, conteúdos e soluções acessíveis que democratizem o cuidado com o futuro.
5 cuidados para se preparar para a velhice
- Cuido da alimentação — 60%
- Pratico atividade física — 56%
- Cuido da minha saúde mental — 54%
- Busco viver com mais propósito e espiritualidade — 41%
- Faço acompanhamento médico com regularidade — 41%
5 razões para começar a adotar esses hábitos
- Desejo de viver mais e melhor — 53%
- Preocupação com a saúde — 47%
- Mudança da rotina ou fase de vida — 31%
- Envelhecimento de familiares ou pessoas conhecidas — 26%
- Medo de perder autonomia — 25%
Limitações financeiras são grande obstáculo
Para muitos, no entanto, a preparação para a velhice é barrada por limitações financeiras e priorização das urgências do presente. Quase metade dos entrevistados não se prepara para a velhice – e, nesse grupo, há maior concentração de classes CDE. A falta de recursos é a principal barreira. Outros entendem que envelhecer seja natural e, por isso, não exige planejamento.
Em geral, mulheres tendem a priorizar questões imediatas, enquanto homens aparecem mais entre os que não enxergam necessidade de se preparar.
Principais razões para não estarem fazendo nada para se preparar para a velhice
- Não possuo recursos financeiros para isso — 27%
- Por ser um processo inevitável, acontece naturalmente — 16%
- Estou mais focado em questões imediatas — 13%
O estudo também indica que 70% querem realizar algum plano, como viajar mais frequentemente, alternativa indicada por 21%, ou manter uma alimentação mais saudável, com 14%. No entanto, também aqui a falta de recursos financeiros é a principal limitação, apontada por 48% dos entrevistados. Problemas de saúde e limitações físicas, por outro lado, são indicados por apenas 11%.
Barreiras para realizar os planos e vontades
- Falta de recursos financeiros — 48%
- Insegurança financeira — 25%
- Falta de tempo devido ao trabalho — 20%
- Compromissos familiares e responsabilidades — 14%
- Problemas de saúde — 11%
- Limitações físicas — 11%
- Falta de autoconfiança — 11%
O que destravaria o primeiro passo
- Condições financeiras — 62%
- Tempo e disposição — 28%
- Estímulo ou motivação para começar — 22%
- Compromissos familiares e responsabilidades — 14%
- Apoio de outras pessoas — 12%
Marcas não representam pessoas de 40 a 65 anos
A pesquisa traz um alerta importante: 40% das pessoas de 40 a 65 anos entrevistadas não se sentem representadas pelas marcas. Outros 38% às vezes se sentem representados. Os homens se destacam no primeiro grupo e as mulheres, no segundo.
Além disso, a maioria acredita que as marcas poderiam se esforçar para incluir pessoas da sua geração nas campanhas e que elas precisam percorrer um longo caminho para considerar essas pessoas naturalmente nas suas comunicações. Um pouco menos da metade, porém, acha que elas têm melhorado no contato com a sua geração.
% dos que concordam com as afirmações
60% — As marcas poderiam se esforçar mais para incluir pessoas da minha geração em suas campanhas
55% — As marcas ainda precisam percorrer um longo caminho para considerar naturalmente pessoas da minha geração nas comunicações
49% — As marcas estão melhorando na comunicação com pessoas da minha geração
47% — As marcas não consideram as mudanças da sociedade para se comunicar de forma mais assertiva com pessoas da minha geração
46% — As marcas geralmente não consideram as necessidades e interesses das pessoas da minha geração em suas comunicações
45% — As marcas frequentemente usam estereótipos ao se comunicar com pessoas da minha geração
44% — As marcas se comunicam de forma clara e eficaz com pessoas da minha geração
44% — As marcas reconhecem e valorizam a contribuição das pessoas da minha geração em suas comunicações
A conclusão do estudo é que campanhas idealizadas e otimistas não refletem a diversidade de quem envelhece. Isso porque boa parte das pessoas não se vê nas mensagens atuais das marcas, especialmente homens e grupos fora dos padrões midiáticos. Mesmo quando há esforço de inclusão, ele é parcial. A dica é falar de forma mais honesta, plural e empática com esse público.
Envelhecer bem é prioridade, mas preparação ainda é privilégio
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
Envelhecer com qualidade significa ter independência financeira e qualidade de vida, mas também inclui realizar um grande sonho e cuidar mais da saúde. Essa é uma das descobertas do estudo original “Viver plenamente”, do Consumer Insights UOL, realizado por meio de mil entrevistas com homens e mulheres de 40 a 65 anos.
Longevidade: da estabilidade financeira à realização de um sonho
Quando perguntados quais objetivos eles gostariam de alcançar, cada respondeu indicou 4 alternativas, em média. As principais respostas foram:
- Ter estabilidade ou independência financeira — 51%;
- Ter mais qualidade de vida e bem-estar — 48%;
- Cuidar mais da minha saúde — 45%;
- Realizar um grande sonho — 35%;
- Dedicar mais tempo a mim mesmo(a) — 35%;
Em relação aos sonhos que gostariam de realizar, 23% disseram que querem fazer uma viagem e 21% apontaram o sonho da casa própria.
Mudar hábitos para viver com mais saúde, autonomia e propósito
Envelhecer bem, para 55% dos entrevistados, é principalmente ter saúde. E, ao envelhecer, 51% querem paz consigo mesmo, 49% querem se sentir feliz e 41% buscam estabilidade emocional.
O estudo indica ainda que 52% já estão mudando hábitos pensando no futuro. Essas mudanças estão relacionadas principalmente a alimentação, exercícios e saúde mental. O desejo de viver mais e melhor é o principal motivador, seguido por experiências pessoais, envelhecimento de pessoas próximas ou medo de perder a autonomia.
A conclusão, porém, é que o envelhecimento pleno ainda é um privilégio. A pesquisa conclui, por exemplo, que pessoas negras e das classes DE se preparam menos para envelhecer, não por escolha, mas por falta de oportunidade. Destaca ainda que quem vive em contextos mais vulneráveis lida com urgências do presente, o que dificulta pensar e agir no longo prazo. Tudo isso reforça a importância de políticas, conteúdos e soluções acessíveis que democratizem o cuidado com o futuro.
5 cuidados para se preparar para a velhice
- Cuido da alimentação — 60%
- Pratico atividade física — 56%
- Cuido da minha saúde mental — 54%
- Busco viver com mais propósito e espiritualidade — 41%
- Faço acompanhamento médico com regularidade — 41%
5 razões para começar a adotar esses hábitos
- Desejo de viver mais e melhor — 53%
- Preocupação com a saúde — 47%
- Mudança da rotina ou fase de vida — 31%
- Envelhecimento de familiares ou pessoas conhecidas — 26%
- Medo de perder autonomia — 25%
Limitações financeiras são grande obstáculo
Para muitos, no entanto, a preparação para a velhice é barrada por limitações financeiras e priorização das urgências do presente. Quase metade dos entrevistados não se prepara para a velhice – e, nesse grupo, há maior concentração de classes CDE. A falta de recursos é a principal barreira. Outros entendem que envelhecer seja natural e, por isso, não exige planejamento.
Em geral, mulheres tendem a priorizar questões imediatas, enquanto homens aparecem mais entre os que não enxergam necessidade de se preparar.
Principais razões para não estarem fazendo nada para se preparar para a velhice
- Não possuo recursos financeiros para isso — 27%
- Por ser um processo inevitável, acontece naturalmente — 16%
- Estou mais focado em questões imediatas — 13%
O estudo também indica que 70% querem realizar algum plano, como viajar mais frequentemente, alternativa indicada por 21%, ou manter uma alimentação mais saudável, com 14%. No entanto, também aqui a falta de recursos financeiros é a principal limitação, apontada por 48% dos entrevistados. Problemas de saúde e limitações físicas, por outro lado, são indicados por apenas 11%.
Barreiras para realizar os planos e vontades
- Falta de recursos financeiros — 48%
- Insegurança financeira — 25%
- Falta de tempo devido ao trabalho — 20%
- Compromissos familiares e responsabilidades — 14%
- Problemas de saúde — 11%
- Limitações físicas — 11%
- Falta de autoconfiança — 11%
O que destravaria o primeiro passo
- Condições financeiras — 62%
- Tempo e disposição — 28%
- Estímulo ou motivação para começar — 22%
- Compromissos familiares e responsabilidades — 14%
- Apoio de outras pessoas — 12%
Marcas não representam pessoas de 40 a 65 anos
A pesquisa traz um alerta importante: 40% das pessoas de 40 a 65 anos entrevistadas não se sentem representadas pelas marcas. Outros 38% às vezes se sentem representados. Os homens se destacam no primeiro grupo e as mulheres, no segundo.
Além disso, a maioria acredita que as marcas poderiam se esforçar para incluir pessoas da sua geração nas campanhas e que elas precisam percorrer um longo caminho para considerar essas pessoas naturalmente nas suas comunicações. Um pouco menos da metade, porém, acha que elas têm melhorado no contato com a sua geração.
% dos que concordam com as afirmações
60% — As marcas poderiam se esforçar mais para incluir pessoas da minha geração em suas campanhas
55% — As marcas ainda precisam percorrer um longo caminho para considerar naturalmente pessoas da minha geração nas comunicações
49% — As marcas estão melhorando na comunicação com pessoas da minha geração
47% — As marcas não consideram as mudanças da sociedade para se comunicar de forma mais assertiva com pessoas da minha geração
46% — As marcas geralmente não consideram as necessidades e interesses das pessoas da minha geração em suas comunicações
45% — As marcas frequentemente usam estereótipos ao se comunicar com pessoas da minha geração
44% — As marcas se comunicam de forma clara e eficaz com pessoas da minha geração
44% — As marcas reconhecem e valorizam a contribuição das pessoas da minha geração em suas comunicações
A conclusão do estudo é que campanhas idealizadas e otimistas não refletem a diversidade de quem envelhece. Isso porque boa parte das pessoas não se vê nas mensagens atuais das marcas, especialmente homens e grupos fora dos padrões midiáticos. Mesmo quando há esforço de inclusão, ele é parcial. A dica é falar de forma mais honesta, plural e empática com esse público.
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