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David Reck, da Reamp + Jellyfish: Mídia programática traz insights para além do marketing

Imagem: Divulgação

A mídia programática vem se aliando à transformação digital das companhias pelo mundo, de forma a trazer cada vez mais insumos para os corações dos negócios. Essa é a visão que, para David Reck, managing director da Jellyfish Brasil, guiou a fusão com a Reamp, trabalhada ao longo deste ano.

A britânica Jellyfish é uma holding global, com empresas de dados, criatividade e compra de mídia em seu portfólio. Com a aquisição da Reamp, brasileira cofundada por David e especializada em marketing programático, o objetivo é dar escala ao trabalho de auxiliar empresas na aceleração digital pelo marketing e desenvolvimento de soluções de negócio.

Traçando um histórico da evolução da mídia programática no mercado, David entende que se, num primeiro momento, o foco foi a entrega da mensagem publicitária ao público certo, hoje, novas camadas de conhecimento sobre os mercados dão ao marketing programático status estratégico nas companhias.

“A mídia programática nasceu com essa proposta de valor de encontrar a pessoa certa no momento certo e buscar entregar a comunicação certa. Tinha a junção desses três fatores para fomentar a conversão, e provocar o encontro do anunciante com o consumidor, para chegar até o final do funil. Mas, ao longo do tempo, conforme foi evoluindo, a gente veio aprendendo que o grande benefício é o conceito de uso de dados, tecnologia, e automação”, afirma.

O passo seguinte dessa evolução, segundo ele, foi a possibilidade para marcas e agências de entender e mapear canais digitais, atribuindo a cada um deles seu papel na jornada do consumidor. Com a captura da resposta da audiência à mídia, então, passa a ser possível colher informações relevantes para os negócios.

“É entender o canal digital como de duas vias, uma que se comunica com a audiência e gera impacto, e outra que também colhe informações que podem ser ativadas para operar numa visão maior. Então se entende que o marketing programático pode atuar em todos os pontos de contato com a audiência, não só na mídia paga”, afirma David.

Nesse sentido, as estratégias de conteúdo das marcas permanecem como aliadas fundamentais, segundo ele. “A jornada de conteúdo é extremamente importante, porque é através dele que se constrói esse engajamento. Não deveria ocorrer nada de forma desassociada ao conteúdo. Ao longo de 2021, essa é uma área que vai crescer muito na Jellyfish para que todas as estratégias de construção de conteúdo proprietário estejam perfeitamente alinhadas.”

A partir dessas visões, o objetivo da Reamp + Jellyfish é dar escala no Brasil a um movimento já observado nas empresas mais maduras em termos de transformação digital. “Empresas com maturidade digital hoje passam a olhar para a mídia programática para além do marketing. Com isso, vira agente de transformação dos negócios e começa a enxergar outras oportunidades”, defende o executivo.

Ele exemplifica: a mídia programática pode trazer insights sobre preços mais adequados para determinadas regiões, informações para controle de estoque e até lançamento de novos produtos.

Por aqui, as soluções de publicidade já alcançam esse nível de maturidade, segundo David. Falta o mercado investir mais nelas. “O Brasil vem acompanhando muito bem, não deixa a desejar em relação a mercados maduros fora. O que falta é escala. Ainda há poucos anunciantes usando a mídia programática com esse fim. Mas já tem C-level transformando a companhia”, diz.

Minibio

David Reck é formado em engenharia da computação. É especialista em marketing programático. Empreendedor digital, criou sua primeira empresa aos 13 anos, em 1998, que foi seguida de outros negócios no segmento. Em 2010, fundou a Reamp, focada em mídia programática. Em 2020, a empresa se fundiu à britância Jellyfish, operação da qual o executivo segue como managing director.