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Conheça Cherrygumms, a influenciadora gamer que lotou o shopping Morumbi

Imagem: Divulgação

A influenciadora Nicolle “Cherrygumms” Merhy em ação nas redes sociais para marca de teclado

Gamer desde criancinha, Nicolle “Cherrygummns” Merhy despontou no universo dos jogos eletrônicos como atleta de eSports. Mas, ao ver sua popularidade no ambiente digital crescer, percebeu que como influenciadora digital poderia ajudar seu time, o Black Dragons, a ir mais longe. Foi quando decidiu deixar as competições para focar no gerenciamento da equipe e da sua imagem. Cherrygumms é uma das atrações da Brasil Game Show (BGS), que ocorre de 10 a 14 de outubro, em São Paulo.

Com os patrocínios que fechava para o conteúdo que produz no seu canal do YouTube, redes sociais e plataformas de streaming, Nicolle começou a investir no time, custeando salários de atletas e viagens para participação em campeonatos. “Parei de jogar profissionalmente para trabalhar a minha imagem como renda, e investir no Black Dragons até ele conseguir se bancar. Hoje, já se banca”, afirma. O time mantém equipes de atletas que competem Rainbow Six, Crossfire, PUBG, entre outros jogos.

Como administradora da própria carreira e do time, ela entende que o mercado publicitário já vê um grande potencial no segmento de eSports, mas ainda não sabe aproveitar totalmente as oportunidades. “A grande dificuldade das marcas é entender a diferença entre uma atriz perfeita como a Marina Ruy Barbosa e uma influenciadora como a Kéfera”, exemplifica. “Atriz é algo intocável. Uma influenciadora é tocável, porque é humana.”

Essa diferença, para Nicolle, permite aos influenciadores digitais uma conexão muito mais profunda com o público. “O influenciador está tão próximo de você que, por mais que esteja numa tela, você sente. Eu faço live para os meus seguidores, converso com eles. Quando é que uma marca tem oportunidade de ter um contato próximo como esse? Estando ao lado de uma pessoa que faz parte do cotidiano do seu público”, afirma.

Para Nicolle, o influencer tem ainda um poder muito mobilizador. Ela se lembra de um evento patrocinado por Ponto Frio e Acer, realizado no Shopping Morumbi, em São Paulo, em março deste ano. “Bombou o shopping. O esperado era levar 500 pessoas. Mas com um único vídeo de divulgação que fiz, a gente levou em torno de 800.” O chamado era para participar de um encontro para jogar Rainbow Six, a propósito do lançamento de um modelo de notebook gamer.

Futebol x eSports

A influenciadora também pontua diferenças entre os torcedores de futebol e os fãs de eSports, do ponto de vista de aderência a marcas. “Nos eSports, a abertura do público para publicidade é muito maior. Eles sabem que somente por causa dos patrocinadores a gente segue adiante para ganhar, e são gratos por isso”, diz.

A presença de um logo na camisa de um time de eSports tem um peso diferente do que quando está no uniforme de um jogador de futebol, na visão de Nicolle. “Quando uma marca patrocina eSports, ela também coloca o logo no uniforme, mas ainda cria conteúdos e eventos para chamar o público. A aproximação é maior, porque o público também vira fã da marca.”

Toda essa conexão é possível também pelo fato de os influenciadores e os times aceitarem patrocínio apenas de marcas com as quais se identificam. “A gente vende o que realmente consome. Eu nunca vou fechar com uma marca que odeio, que não tenha a ver com meus princípios. E os meus fãs sabem o que eu odeio e o que eu gosto.” Isso torna toda a interação com os patrocinadores muito mais verdadeira, segundo ela.

Um exemplo foi ativação da marca de energético Fusion, da Ambev. “Meu público sabe que não gosto de café, mas gosto de energético”, diz. E isso foi fundamental para que os fãs abraçassem a marca. “Eu fiz um vídeo antes de fechar com a Fusion. E no dia seguinte foram tantas mensagens no Twitter com fotos de pessoas com o energético na mão, dizendo ‘lembrei de você’. Isso mostra que o influencer não faz propaganda velha. Eu faço vender porque eu uso, porque eu consumo.”


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