Networking|17 mar, 2026|

SXSW: o que será relevante em torno de IA em 2026, segundo Paulo Aguiar, do CR.IA

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Como era esperado, a inteligência artificial perpassou todas as trilhas centrais do SXSW 2026. Para este ano, a tendência mais relevante envolvendo a tecnologia será menos a corrida para adotar qualquer ferramenta e mais a capacidade de integrá-la de forma prática ao negócio, à operação criativa e à experiência de marca

A projeção é do creator e consultor Paulo Aguiar, cofundador do CR.IA, plataforma que ensina profissionais a usar IA na vida real. 

“Diversas sessões [do evento] reforçam exatamente isso: ainda faltam respostas práticas, ainda existe muito ruído, mas já dá para ver um caminho mais maduro se formando. O lado otimista é esse”, diz. “Não está tudo resolvido, longe disso, mas está ficando mais claro onde a IA, de fato, entrega valor — e onde ela ainda é só apresentação bonita.” 

Mercado ainda carece de ‘resultados de verdade’ 

O SXSW acontece em Austin, no Texas, até 18 de março. No primeiro dia, Aguiar foi um dos anfitriões do Brazil Creative Economy Meet Up — encontro que marca o início do principal festival de inovação do mundo para muitos profissionais brasileiros. 

Em torno de inteligência artificial, ele esperava um debate “mais pé no chão”, com exemplos mostrando onde as ferramentas já estão gerando “resultados de verdade”. “Em 2025, muita gente disse que seria o ano dos agentes. Mas, na prática, foi muito mais o ano de falar sobre agentes do que de ver adoção real em escala.” 

Maior parte das empresas está só tateando  

Apesar de toda a euforia em torno do assunto, a maior parte das empresas ainda está tateando quando o assunto é resultado real, acrescenta o criativo multidisciplinar, que foi liderança na Publicis e no banco Next. 

“As pautas indicam alguns cases interessantes, claro, mas ainda muito mais como exceção do que como regra. Então, existe um recado importante aí para líderes de marcas e agências no Brasil: se você sente que está atrasado, vale relativizar, porque o mercado como um todo ainda está tentando entender como transformar IA em processo, consistência, linguagem e vantagem competitiva de verdade.” 

Vem aí uma discussão forte sobre os ‘freios’  

Ao mesmo tempo, a programação deste ano trouxe um segundo bloco de discussão muito forte, observa Aguiar: o dos freios. Ele inclui ética, segurança, propriedade intelectual, confiança e até a dificuldade concreta das grandes empresas de se tornarem “AI native”

“Quando olho para sessões como Why Most Companies Will Never Be AI Native, How to Design a Company That AI Can’t Outpace, The Future of Storytelling in the Age of AI, a conversa da Canva sobre criatividade visual e até Craft Still Wins, o recado que leio é bem claro. A pergunta já não é mais se a IA impressiona, e sim quem consegue transformar isso em processo, linguagem e valor real sem desmontar autoria, cultura e identidade no caminho.”   

Mais repertório aplicado, menos teses futuristas  

Para a edição 2026, o consultor em inteligência artificial apostava num foco menos em novidade pela novidade e mais nas consequências — para a cultura, os modelos de negócio, a forma como as marcas constroem relevância e a maneira como as pessoas se relacionam com tecnologia no dia a dia.

Vejo uma convergência bem clara entre creator economy, futuro da experiência, transformação do trabalho criativo e um certo cansaço do internetês genérico, além de discussões sobre marcas fluidas e interfaces invisíveis. Isso tudo aponta para um festival mais interessado em repertório aplicado — e não apenas em teses futuristas.”  

 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

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SXSW: o que será relevante em torno de IA em 2026, segundo Paulo Aguiar, do CR.IA

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Débora Yuri - UOL para Marcas

Como era esperado, a inteligência artificial perpassou todas as trilhas centrais do SXSW 2026. Para este ano, a tendência mais relevante envolvendo a tecnologia será menos a corrida para adotar qualquer ferramenta e mais a capacidade de integrá-la de forma prática ao negócio, à operação criativa e à experiência de marca

A projeção é do creator e consultor Paulo Aguiar, cofundador do CR.IA, plataforma que ensina profissionais a usar IA na vida real. 

“Diversas sessões [do evento] reforçam exatamente isso: ainda faltam respostas práticas, ainda existe muito ruído, mas já dá para ver um caminho mais maduro se formando. O lado otimista é esse”, diz. “Não está tudo resolvido, longe disso, mas está ficando mais claro onde a IA, de fato, entrega valor — e onde ela ainda é só apresentação bonita.” 

Mercado ainda carece de ‘resultados de verdade’ 

O SXSW acontece em Austin, no Texas, até 18 de março. No primeiro dia, Aguiar foi um dos anfitriões do Brazil Creative Economy Meet Up — encontro que marca o início do principal festival de inovação do mundo para muitos profissionais brasileiros. 

Em torno de inteligência artificial, ele esperava um debate “mais pé no chão”, com exemplos mostrando onde as ferramentas já estão gerando “resultados de verdade”. “Em 2025, muita gente disse que seria o ano dos agentes. Mas, na prática, foi muito mais o ano de falar sobre agentes do que de ver adoção real em escala.” 

Maior parte das empresas está só tateando  

Apesar de toda a euforia em torno do assunto, a maior parte das empresas ainda está tateando quando o assunto é resultado real, acrescenta o criativo multidisciplinar, que foi liderança na Publicis e no banco Next. 

“As pautas indicam alguns cases interessantes, claro, mas ainda muito mais como exceção do que como regra. Então, existe um recado importante aí para líderes de marcas e agências no Brasil: se você sente que está atrasado, vale relativizar, porque o mercado como um todo ainda está tentando entender como transformar IA em processo, consistência, linguagem e vantagem competitiva de verdade.” 

Vem aí uma discussão forte sobre os ‘freios’  

Ao mesmo tempo, a programação deste ano trouxe um segundo bloco de discussão muito forte, observa Aguiar: o dos freios. Ele inclui ética, segurança, propriedade intelectual, confiança e até a dificuldade concreta das grandes empresas de se tornarem “AI native”

“Quando olho para sessões como Why Most Companies Will Never Be AI Native, How to Design a Company That AI Can’t Outpace, The Future of Storytelling in the Age of AI, a conversa da Canva sobre criatividade visual e até Craft Still Wins, o recado que leio é bem claro. A pergunta já não é mais se a IA impressiona, e sim quem consegue transformar isso em processo, linguagem e valor real sem desmontar autoria, cultura e identidade no caminho.”   

Mais repertório aplicado, menos teses futuristas  

Para a edição 2026, o consultor em inteligência artificial apostava num foco menos em novidade pela novidade e mais nas consequências — para a cultura, os modelos de negócio, a forma como as marcas constroem relevância e a maneira como as pessoas se relacionam com tecnologia no dia a dia.

Vejo uma convergência bem clara entre creator economy, futuro da experiência, transformação do trabalho criativo e um certo cansaço do internetês genérico, além de discussões sobre marcas fluidas e interfaces invisíveis. Isso tudo aponta para um festival mais interessado em repertório aplicado — e não apenas em teses futuristas.”  

 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

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SXSW: o que será relevante em torno de IA em 2026, segundo Paulo Aguiar, do CR.IA

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Como era esperado, a inteligência artificial perpassou todas as trilhas centrais do SXSW 2026. Para este ano, a tendência mais relevante envolvendo a tecnologia será menos a corrida para adotar qualquer ferramenta e mais a capacidade de integrá-la de forma prática ao negócio, à operação criativa e à experiência de marca

A projeção é do creator e consultor Paulo Aguiar, cofundador do CR.IA, plataforma que ensina profissionais a usar IA na vida real. 

“Diversas sessões [do evento] reforçam exatamente isso: ainda faltam respostas práticas, ainda existe muito ruído, mas já dá para ver um caminho mais maduro se formando. O lado otimista é esse”, diz. “Não está tudo resolvido, longe disso, mas está ficando mais claro onde a IA, de fato, entrega valor — e onde ela ainda é só apresentação bonita.” 

Mercado ainda carece de ‘resultados de verdade’ 

O SXSW acontece em Austin, no Texas, até 18 de março. No primeiro dia, Aguiar foi um dos anfitriões do Brazil Creative Economy Meet Up — encontro que marca o início do principal festival de inovação do mundo para muitos profissionais brasileiros. 

Em torno de inteligência artificial, ele esperava um debate “mais pé no chão”, com exemplos mostrando onde as ferramentas já estão gerando “resultados de verdade”. “Em 2025, muita gente disse que seria o ano dos agentes. Mas, na prática, foi muito mais o ano de falar sobre agentes do que de ver adoção real em escala.” 

Maior parte das empresas está só tateando  

Apesar de toda a euforia em torno do assunto, a maior parte das empresas ainda está tateando quando o assunto é resultado real, acrescenta o criativo multidisciplinar, que foi liderança na Publicis e no banco Next. 

“As pautas indicam alguns cases interessantes, claro, mas ainda muito mais como exceção do que como regra. Então, existe um recado importante aí para líderes de marcas e agências no Brasil: se você sente que está atrasado, vale relativizar, porque o mercado como um todo ainda está tentando entender como transformar IA em processo, consistência, linguagem e vantagem competitiva de verdade.” 

Vem aí uma discussão forte sobre os ‘freios’  

Ao mesmo tempo, a programação deste ano trouxe um segundo bloco de discussão muito forte, observa Aguiar: o dos freios. Ele inclui ética, segurança, propriedade intelectual, confiança e até a dificuldade concreta das grandes empresas de se tornarem “AI native”

“Quando olho para sessões como Why Most Companies Will Never Be AI Native, How to Design a Company That AI Can’t Outpace, The Future of Storytelling in the Age of AI, a conversa da Canva sobre criatividade visual e até Craft Still Wins, o recado que leio é bem claro. A pergunta já não é mais se a IA impressiona, e sim quem consegue transformar isso em processo, linguagem e valor real sem desmontar autoria, cultura e identidade no caminho.”   

Mais repertório aplicado, menos teses futuristas  

Para a edição 2026, o consultor em inteligência artificial apostava num foco menos em novidade pela novidade e mais nas consequências — para a cultura, os modelos de negócio, a forma como as marcas constroem relevância e a maneira como as pessoas se relacionam com tecnologia no dia a dia.

Vejo uma convergência bem clara entre creator economy, futuro da experiência, transformação do trabalho criativo e um certo cansaço do internetês genérico, além de discussões sobre marcas fluidas e interfaces invisíveis. Isso tudo aponta para um festival mais interessado em repertório aplicado — e não apenas em teses futuristas.”  

 

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