Caboré 2025: para Ana Paula Passarelli, da Brunch, sustentabilidade emocional será a base da inovação
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Driblar a “indulgência algorítmica” para fomentar, no longo prazo, um mercado e uma sociedade sustentáveis. Segundo Ana Paula Passarelli, cofundadora da Brunch, essa é uma tendência que virá com força em 2026.
Especializada em marketing de influência e gestão de carreiras de creators, a agência é uma das pioneiras do Brasil no setor. O histórico coloca Passa — como Passarelli é conhecida no meio — no centro das discussões correntes sobre inovação.
Finalista do Caboré 2025 na categoria, ela falou à série do UOL para Marcas que traz entrevistas com indicados à premiação.
Quais foram os projetos mais importantes que você comandou neste ano? Por que eles foram especiais?
Foi um ano de consolidação de ideias que vinham sendo gestadas há muito tempo. Uma delas foi o guia “Influência Responsável”, voltado a apresentar caminhos possíveis e boas práticas para os influenciadores desenvolverem conteúdo com responsabilidade e ética quando lidam com assuntos sensíveis. Esse passo foi essencial para amadurecer o debate sobre responsabilidade e regulação — estamos dedicados a colaborar com o mercado sobre esse tema.
Passamos também por uma reestruturação estratégica com foco em jornalismo, criando um núcleo de veículos e canais híbridos que apresentam uma abordagem focada em notícias. Esse núcleo atende hoje seis veículos e jornalistas que buscam, por meio do nosso trabalho, potencializar o alcance e a geração de negócios que fortalecem o jornalismo brasileiro.
Para você, o que os três indicados ao Caboré 2025 na categoria Profissional de Inovação têm em comum?
Somos todos profissionais que buscamos respostas não enviesadas para nossas perguntas e somos caçadores de soluções para os problemas do dia a dia. A Camila Novaes (Visa), com sua excelência em fazer pontes e parcerias para seus clientes, sempre com o olhar de inovação e inclusão, e o (Alexandre) Kavinski (WPP Media Services), que nos ensina, todos os dias, sobre o potencial da IA para o nosso mercado. Buscar soluções que fogem do padrão foi a maneira como cada um de nós traçou nossas carreiras até aqui.
Qual foi o maior insight que você teve em 2025? Como ele surgiu?
Comecei 2025 fora das redes sociais e desconectada o máximo que pude. Como empreendedora, as férias nunca entraram na minha lista de prioridades. Estar conectada — e trabalhando — era quase como respirar. O paradoxo de viver no ambiente digital — que nunca desliga — e, ao mesmo tempo, tentar torná-lo um espaço mais seguro para a sociedade me fez perceber algo essencial: a inovação precisa do descanso.
O ruído dos algoritmos e a rotina ininterrupta do ano anterior me esgotaram. Houve momentos em que pensei em desistir, tentando juntar meus próprios cacos no chão. A pausa e a desconexão me devolveram clareza e, com ela, a força, o foco e a atenção para o que realmente importa: meu trabalho de ajudar a sociedade. Sem descanso, a inovação não existe. Foi o descanso que me provocou a olhar com ainda mais responsabilidade para o trabalho que fazemos no ambiente digital.
Qual é o presente da inovação? E o futuro?
A inovação é, de certa forma, incompreensível. Inúmeras vezes, me pego respondendo à clássica pergunta “Mas o que é mesmo que você faz?”. Faltam palavras para descrever como é conseguir imaginar futuros possíveis, ao mesmo tempo que não tenho todos os caminhos trilhados nem muita certeza de como chegaremos lá. Com frequência, me sinto uma viajante do tempo que, entre passado, presente e futuro, tenta ligar os pontos que sustentam a nossa forma de inovar — que tem mais de gente do que de máquina no fim do dia.
Quais tendências ligadas à inovação você destaca para 2026?
A sustentabilidade emocional será a base da inovação. E não quero dizer só no mundo do trabalho. O que viveremos será uma mudança estrutural: a percepção de que nenhuma inovação sobreviverá se continuar construída sobre pessoas exaustas, ideias aceleradas demais e ciclos que não respeitam o tempo de maturação criativa. Estamos vivendo em velocidade 2x há anos.
Os relacionamentos não duram, os empregos muito menos. O descanso é um direito cada dia mais negligenciado pela hipnose do excesso de telas. Será preciso ação de todos para a ineficiência sistêmica que esse cansaço mental causa não se reduzir à culpa de um ou de outro. Estamos todos no mesmo barco, e todos precisarão agir para atravessar a tempestade.
Caboré 2025: para Ana Paula Passarelli, da Brunch, sustentabilidade emocional será a base da inovação
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Driblar a “indulgência algorítmica” para fomentar, no longo prazo, um mercado e uma sociedade sustentáveis. Segundo Ana Paula Passarelli, cofundadora da Brunch, essa é uma tendência que virá com força em 2026.
Especializada em marketing de influência e gestão de carreiras de creators, a agência é uma das pioneiras do Brasil no setor. O histórico coloca Passa — como Passarelli é conhecida no meio — no centro das discussões correntes sobre inovação.
Finalista do Caboré 2025 na categoria, ela falou à série do UOL para Marcas que traz entrevistas com indicados à premiação.
Quais foram os projetos mais importantes que você comandou neste ano? Por que eles foram especiais?
Foi um ano de consolidação de ideias que vinham sendo gestadas há muito tempo. Uma delas foi o guia “Influência Responsável”, voltado a apresentar caminhos possíveis e boas práticas para os influenciadores desenvolverem conteúdo com responsabilidade e ética quando lidam com assuntos sensíveis. Esse passo foi essencial para amadurecer o debate sobre responsabilidade e regulação — estamos dedicados a colaborar com o mercado sobre esse tema.
Passamos também por uma reestruturação estratégica com foco em jornalismo, criando um núcleo de veículos e canais híbridos que apresentam uma abordagem focada em notícias. Esse núcleo atende hoje seis veículos e jornalistas que buscam, por meio do nosso trabalho, potencializar o alcance e a geração de negócios que fortalecem o jornalismo brasileiro.
Para você, o que os três indicados ao Caboré 2025 na categoria Profissional de Inovação têm em comum?
Somos todos profissionais que buscamos respostas não enviesadas para nossas perguntas e somos caçadores de soluções para os problemas do dia a dia. A Camila Novaes (Visa), com sua excelência em fazer pontes e parcerias para seus clientes, sempre com o olhar de inovação e inclusão, e o (Alexandre) Kavinski (WPP Media Services), que nos ensina, todos os dias, sobre o potencial da IA para o nosso mercado. Buscar soluções que fogem do padrão foi a maneira como cada um de nós traçou nossas carreiras até aqui.
Qual foi o maior insight que você teve em 2025? Como ele surgiu?
Comecei 2025 fora das redes sociais e desconectada o máximo que pude. Como empreendedora, as férias nunca entraram na minha lista de prioridades. Estar conectada — e trabalhando — era quase como respirar. O paradoxo de viver no ambiente digital — que nunca desliga — e, ao mesmo tempo, tentar torná-lo um espaço mais seguro para a sociedade me fez perceber algo essencial: a inovação precisa do descanso.
O ruído dos algoritmos e a rotina ininterrupta do ano anterior me esgotaram. Houve momentos em que pensei em desistir, tentando juntar meus próprios cacos no chão. A pausa e a desconexão me devolveram clareza e, com ela, a força, o foco e a atenção para o que realmente importa: meu trabalho de ajudar a sociedade. Sem descanso, a inovação não existe. Foi o descanso que me provocou a olhar com ainda mais responsabilidade para o trabalho que fazemos no ambiente digital.
Qual é o presente da inovação? E o futuro?
A inovação é, de certa forma, incompreensível. Inúmeras vezes, me pego respondendo à clássica pergunta “Mas o que é mesmo que você faz?”. Faltam palavras para descrever como é conseguir imaginar futuros possíveis, ao mesmo tempo que não tenho todos os caminhos trilhados nem muita certeza de como chegaremos lá. Com frequência, me sinto uma viajante do tempo que, entre passado, presente e futuro, tenta ligar os pontos que sustentam a nossa forma de inovar — que tem mais de gente do que de máquina no fim do dia.
Quais tendências ligadas à inovação você destaca para 2026?
A sustentabilidade emocional será a base da inovação. E não quero dizer só no mundo do trabalho. O que viveremos será uma mudança estrutural: a percepção de que nenhuma inovação sobreviverá se continuar construída sobre pessoas exaustas, ideias aceleradas demais e ciclos que não respeitam o tempo de maturação criativa. Estamos vivendo em velocidade 2x há anos.
Os relacionamentos não duram, os empregos muito menos. O descanso é um direito cada dia mais negligenciado pela hipnose do excesso de telas. Será preciso ação de todos para a ineficiência sistêmica que esse cansaço mental causa não se reduzir à culpa de um ou de outro. Estamos todos no mesmo barco, e todos precisarão agir para atravessar a tempestade.
Caboré 2025: para Ana Paula Passarelli, da Brunch, sustentabilidade emocional será a base da inovação
Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas
Driblar a “indulgência algorítmica” para fomentar, no longo prazo, um mercado e uma sociedade sustentáveis. Segundo Ana Paula Passarelli, cofundadora da Brunch, essa é uma tendência que virá com força em 2026.
Especializada em marketing de influência e gestão de carreiras de creators, a agência é uma das pioneiras do Brasil no setor. O histórico coloca Passa — como Passarelli é conhecida no meio — no centro das discussões correntes sobre inovação.
Finalista do Caboré 2025 na categoria, ela falou à série do UOL para Marcas que traz entrevistas com indicados à premiação.
Quais foram os projetos mais importantes que você comandou neste ano? Por que eles foram especiais?
Foi um ano de consolidação de ideias que vinham sendo gestadas há muito tempo. Uma delas foi o guia “Influência Responsável”, voltado a apresentar caminhos possíveis e boas práticas para os influenciadores desenvolverem conteúdo com responsabilidade e ética quando lidam com assuntos sensíveis. Esse passo foi essencial para amadurecer o debate sobre responsabilidade e regulação — estamos dedicados a colaborar com o mercado sobre esse tema.
Passamos também por uma reestruturação estratégica com foco em jornalismo, criando um núcleo de veículos e canais híbridos que apresentam uma abordagem focada em notícias. Esse núcleo atende hoje seis veículos e jornalistas que buscam, por meio do nosso trabalho, potencializar o alcance e a geração de negócios que fortalecem o jornalismo brasileiro.
Para você, o que os três indicados ao Caboré 2025 na categoria Profissional de Inovação têm em comum?
Somos todos profissionais que buscamos respostas não enviesadas para nossas perguntas e somos caçadores de soluções para os problemas do dia a dia. A Camila Novaes (Visa), com sua excelência em fazer pontes e parcerias para seus clientes, sempre com o olhar de inovação e inclusão, e o (Alexandre) Kavinski (WPP Media Services), que nos ensina, todos os dias, sobre o potencial da IA para o nosso mercado. Buscar soluções que fogem do padrão foi a maneira como cada um de nós traçou nossas carreiras até aqui.
Qual foi o maior insight que você teve em 2025? Como ele surgiu?
Comecei 2025 fora das redes sociais e desconectada o máximo que pude. Como empreendedora, as férias nunca entraram na minha lista de prioridades. Estar conectada — e trabalhando — era quase como respirar. O paradoxo de viver no ambiente digital — que nunca desliga — e, ao mesmo tempo, tentar torná-lo um espaço mais seguro para a sociedade me fez perceber algo essencial: a inovação precisa do descanso.
O ruído dos algoritmos e a rotina ininterrupta do ano anterior me esgotaram. Houve momentos em que pensei em desistir, tentando juntar meus próprios cacos no chão. A pausa e a desconexão me devolveram clareza e, com ela, a força, o foco e a atenção para o que realmente importa: meu trabalho de ajudar a sociedade. Sem descanso, a inovação não existe. Foi o descanso que me provocou a olhar com ainda mais responsabilidade para o trabalho que fazemos no ambiente digital.
Qual é o presente da inovação? E o futuro?
A inovação é, de certa forma, incompreensível. Inúmeras vezes, me pego respondendo à clássica pergunta “Mas o que é mesmo que você faz?”. Faltam palavras para descrever como é conseguir imaginar futuros possíveis, ao mesmo tempo que não tenho todos os caminhos trilhados nem muita certeza de como chegaremos lá. Com frequência, me sinto uma viajante do tempo que, entre passado, presente e futuro, tenta ligar os pontos que sustentam a nossa forma de inovar — que tem mais de gente do que de máquina no fim do dia.
Quais tendências ligadas à inovação você destaca para 2026?
A sustentabilidade emocional será a base da inovação. E não quero dizer só no mundo do trabalho. O que viveremos será uma mudança estrutural: a percepção de que nenhuma inovação sobreviverá se continuar construída sobre pessoas exaustas, ideias aceleradas demais e ciclos que não respeitam o tempo de maturação criativa. Estamos vivendo em velocidade 2x há anos.
Os relacionamentos não duram, os empregos muito menos. O descanso é um direito cada dia mais negligenciado pela hipnose do excesso de telas. Será preciso ação de todos para a ineficiência sistêmica que esse cansaço mental causa não se reduzir à culpa de um ou de outro. Estamos todos no mesmo barco, e todos precisarão agir para atravessar a tempestade.
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