Networking|22 jan, 2026|

Alexandre Carmona, da Innova AATB: criadores que produzem em formato vertical são os novos canais de TV

Divulgação

Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas

A TV do futuro está chegando, e Loquinha é um exemplo bem acabado dessa evolução. Depois de virar o hit do momento, engajar um fandom até internacional e ter cenas legendadas em inglês e espanhol pela Globo, o casal lésbico de Três Graças vai protagonizar sua própria novela vertical

A emissora anunciou a decisão neste mês, encantada com a repercussão global nas redes do romance entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) — o nome do ship vem da junção Lo+quinha. 

“Quando a gente fala em ‘TV do futuro’, estamos falando, na prática, de um grande ecossistema de vídeo em torno da tela da TV, e não mais de um único canal”, diz Alexandre Carmona, sócio-diretor da agência Innova AATB. Isso significa que a televisão continua sendo um meio de massa, mas passa a operar com a lógica e a inteligência do digital. 

“No mesmo aparelho, você tem TV aberta, streaming, YouTube, games, aplicativos, conteúdo de criadores, novelas verticais e experiências de compra. Do ponto de vista das marcas, a TV deixa de ser só um lugar de alta exposição e se torna um hub onde convivem alcance, segmentação, mensuração e resposta direta”, acrescenta. 

Vídeo: o formato de comunicação número 1 do Brasil 

Carmona cita movimentos recentes que ajudam a explicar essa transformação. Segundo a Kantar Ibope Media, 99,54% da população brasileira já é impactada por vídeo — hoje o principal formato de comunicação do país.

Ao mesmo tempo, a sala deixou de ser um espaço focado apenas na televisão. Atualmente, está mais para o “ambiente conectado premium da casa”. 

O terceiro agente dessa onda é a TV 3.0. O Governo Federal regulamentou o novo padrão em 2025, e as primeiras transmissões estão previstas para este ano nas grandes capitais. Durante o processo de transição, os modelos atual e novo vão conviver paralelamente. 

Chegada da TV 3.0 vai derrubar uma separação histórica  

Imagens em 4K e 8K, som imersivo, integração nativa com a internet, interatividade, multiprogramação, possibilidade de publicidade personalizada. A TV 3.0 vai adicionar tudo isso à TV aberta, mantendo sua gratuidade e seu alcance, explica Carmona.

“Para as marcas, essa evolução derruba uma separação histórica entre TV de massa e digital segmentado”, resume. 

Na prática, será possível usar a TV aberta para construir awareness em escala nacional, CTV para adaptar criativos por região ou público, aprofundar a conversa com criadores e comunidades na tela grande — e conectar tudo a uma jornada de compra que acontece no e‑commerce, no app ou até na própria televisão, via soluções shoppable.

Lógica de ecossistema de vídeo exige integração  

A Innova AATB já trabalha com essa lógica, e o posicionamento “All around the brand” passa longe de ser somente um slogan, afirma o executivo. 

“É uma metodologia em que o envolvimento com o cliente e com as comunidades ao redor da marca vira o ponto de partida para integrar propaganda, experiência, conteúdo e digital em torno de um mesmo problema de negócio. A TV do futuro entra nesse desenho como mais uma camada do ecossistema, nunca como algo isolado.”

Para o canal AXN, por exemplo, a agência criou a C.A.S.A. — Central Analítica de Séries AXN. Inspirada no universo investigativo das tramas policiais, a persona digital interage com os fãs em tempo real, comenta episódios, levanta teorias e mantém a conversa acesa entre um capítulo e outro. 

Novelas verticais e o fortalecimento de comunidades

Citadas no início deste texto, as novelas verticais viraram um símbolo desse novo momento do vídeo, deixando no passado a fase de experimento das redes para ganhar espaço na estratégia de grandes players.

O UOL já produziu sua primeira incursão no formato. Com 21 episódios curtos, “Além do Toque” foi lançada em julho do ano passado.  

As mininovelas para celular fazem parte de um dos eixos de oportunidades que estão se abrindo para as marcas, aponta Carmona: o fortalecimento de comunidades em torno de programas, realities, séries, novelas e esportes, além de canais e criadores. 

Nesse cenário, a relação com plataformas e produtoras tende a ser cada vez mais de coprodução, não só de mídia. “Em vez de apenas patrocinar uma trama, muitas marcas terão a chance de se integrar às histórias de maneira orgânica, seja por meio de product placement inteligente, seja construindo personagens e situações alinhadas aos seus valores.”

Também é importante olhar para criadores que já produzem séries, microdramas e realities em formato vertical como verdadeiros “novos canais de TV”, com comunidades próprias e um nível alto de confiança do público, ressalta. 

“Marcas que souberem colaborar com esse ecossistema, respeitando a linguagem e a cultura dessas comunidades, tendem a ganhar relevância nesse ‘novo dial’ da televisão.”

Fluxo único para conteúdo, oferta e jornada de compra   

Os outros dois eixos principais de oportunidades que Carmona lista são: 

  • Segmentação na tela grande. 
  • Compra integrada à experiência de vídeo. 

Para aproveitar o primeiro, é necessário organizar dados próprios — CRM, loja, app — e pensar em campanhas com variações de criativo e oferta na raiz, diz. Já a segunda é o tipo de solução que aproxima ainda mais a TV de um canal de performance. 

“Ela exige que as marcas desenhem campanhas com conteúdo, oferta e jornada de compra formando um fluxo único”, observa o executivo, que indicou as grandes tendências de TV e vídeo para o ano que está começando.  

Tendências para 2026

  • Consolidação da TV conectada como “a nova TV da sala”. 
  • Entrada da TV 3.0 na prática.
  • Expansão do content commerce e da shoppable TV. 
  • Hibridização de formatos. 
  • Uso intensivo de inteligência artificial na cadeia de mídia e criação. 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Networking|22 jan, 2026|

Alexandre Carmona, da Innova AATB: criadores que produzem em formato vertical são os novos canais de TV

Divulgação

Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas

A TV do futuro está chegando, e Loquinha é um exemplo bem acabado dessa evolução. Depois de virar o hit do momento, engajar um fandom até internacional e ter cenas legendadas em inglês e espanhol pela Globo, o casal lésbico de Três Graças vai protagonizar sua própria novela vertical

A emissora anunciou a decisão neste mês, encantada com a repercussão global nas redes do romance entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) — o nome do ship vem da junção Lo+quinha. 

“Quando a gente fala em ‘TV do futuro’, estamos falando, na prática, de um grande ecossistema de vídeo em torno da tela da TV, e não mais de um único canal”, diz Alexandre Carmona, sócio-diretor da agência Innova AATB. Isso significa que a televisão continua sendo um meio de massa, mas passa a operar com a lógica e a inteligência do digital. 

“No mesmo aparelho, você tem TV aberta, streaming, YouTube, games, aplicativos, conteúdo de criadores, novelas verticais e experiências de compra. Do ponto de vista das marcas, a TV deixa de ser só um lugar de alta exposição e se torna um hub onde convivem alcance, segmentação, mensuração e resposta direta”, acrescenta. 

Vídeo: o formato de comunicação número 1 do Brasil 

Carmona cita movimentos recentes que ajudam a explicar essa transformação. Segundo a Kantar Ibope Media, 99,54% da população brasileira já é impactada por vídeo — hoje o principal formato de comunicação do país.

Ao mesmo tempo, a sala deixou de ser um espaço focado apenas na televisão. Atualmente, está mais para o “ambiente conectado premium da casa”. 

O terceiro agente dessa onda é a TV 3.0. O Governo Federal regulamentou o novo padrão em 2025, e as primeiras transmissões estão previstas para este ano nas grandes capitais. Durante o processo de transição, os modelos atual e novo vão conviver paralelamente. 

Chegada da TV 3.0 vai derrubar uma separação histórica  

Imagens em 4K e 8K, som imersivo, integração nativa com a internet, interatividade, multiprogramação, possibilidade de publicidade personalizada. A TV 3.0 vai adicionar tudo isso à TV aberta, mantendo sua gratuidade e seu alcance, explica Carmona.

“Para as marcas, essa evolução derruba uma separação histórica entre TV de massa e digital segmentado”, resume. 

Na prática, será possível usar a TV aberta para construir awareness em escala nacional, CTV para adaptar criativos por região ou público, aprofundar a conversa com criadores e comunidades na tela grande — e conectar tudo a uma jornada de compra que acontece no e‑commerce, no app ou até na própria televisão, via soluções shoppable.

Lógica de ecossistema de vídeo exige integração  

A Innova AATB já trabalha com essa lógica, e o posicionamento “All around the brand” passa longe de ser somente um slogan, afirma o executivo. 

“É uma metodologia em que o envolvimento com o cliente e com as comunidades ao redor da marca vira o ponto de partida para integrar propaganda, experiência, conteúdo e digital em torno de um mesmo problema de negócio. A TV do futuro entra nesse desenho como mais uma camada do ecossistema, nunca como algo isolado.”

Para o canal AXN, por exemplo, a agência criou a C.A.S.A. — Central Analítica de Séries AXN. Inspirada no universo investigativo das tramas policiais, a persona digital interage com os fãs em tempo real, comenta episódios, levanta teorias e mantém a conversa acesa entre um capítulo e outro. 

Novelas verticais e o fortalecimento de comunidades

Citadas no início deste texto, as novelas verticais viraram um símbolo desse novo momento do vídeo, deixando no passado a fase de experimento das redes para ganhar espaço na estratégia de grandes players.

O UOL já produziu sua primeira incursão no formato. Com 21 episódios curtos, “Além do Toque” foi lançada em julho do ano passado.  

As mininovelas para celular fazem parte de um dos eixos de oportunidades que estão se abrindo para as marcas, aponta Carmona: o fortalecimento de comunidades em torno de programas, realities, séries, novelas e esportes, além de canais e criadores. 

Nesse cenário, a relação com plataformas e produtoras tende a ser cada vez mais de coprodução, não só de mídia. “Em vez de apenas patrocinar uma trama, muitas marcas terão a chance de se integrar às histórias de maneira orgânica, seja por meio de product placement inteligente, seja construindo personagens e situações alinhadas aos seus valores.”

Também é importante olhar para criadores que já produzem séries, microdramas e realities em formato vertical como verdadeiros “novos canais de TV”, com comunidades próprias e um nível alto de confiança do público, ressalta. 

“Marcas que souberem colaborar com esse ecossistema, respeitando a linguagem e a cultura dessas comunidades, tendem a ganhar relevância nesse ‘novo dial’ da televisão.”

Fluxo único para conteúdo, oferta e jornada de compra   

Os outros dois eixos principais de oportunidades que Carmona lista são: 

  • Segmentação na tela grande. 
  • Compra integrada à experiência de vídeo. 

Para aproveitar o primeiro, é necessário organizar dados próprios — CRM, loja, app — e pensar em campanhas com variações de criativo e oferta na raiz, diz. Já a segunda é o tipo de solução que aproxima ainda mais a TV de um canal de performance. 

“Ela exige que as marcas desenhem campanhas com conteúdo, oferta e jornada de compra formando um fluxo único”, observa o executivo, que indicou as grandes tendências de TV e vídeo para o ano que está começando.  

Tendências para 2026

  • Consolidação da TV conectada como “a nova TV da sala”. 
  • Entrada da TV 3.0 na prática.
  • Expansão do content commerce e da shoppable TV. 
  • Hibridização de formatos. 
  • Uso intensivo de inteligência artificial na cadeia de mídia e criação. 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target

Networking|22 jan, 2026|

Alexandre Carmona, da Innova AATB: criadores que produzem em formato vertical são os novos canais de TV

Divulgação

Divulgação

Débora Yuri - UOL para Marcas

A TV do futuro está chegando, e Loquinha é um exemplo bem acabado dessa evolução. Depois de virar o hit do momento, engajar um fandom até internacional e ter cenas legendadas em inglês e espanhol pela Globo, o casal lésbico de Três Graças vai protagonizar sua própria novela vertical

A emissora anunciou a decisão neste mês, encantada com a repercussão global nas redes do romance entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) — o nome do ship vem da junção Lo+quinha. 

“Quando a gente fala em ‘TV do futuro’, estamos falando, na prática, de um grande ecossistema de vídeo em torno da tela da TV, e não mais de um único canal”, diz Alexandre Carmona, sócio-diretor da agência Innova AATB. Isso significa que a televisão continua sendo um meio de massa, mas passa a operar com a lógica e a inteligência do digital. 

“No mesmo aparelho, você tem TV aberta, streaming, YouTube, games, aplicativos, conteúdo de criadores, novelas verticais e experiências de compra. Do ponto de vista das marcas, a TV deixa de ser só um lugar de alta exposição e se torna um hub onde convivem alcance, segmentação, mensuração e resposta direta”, acrescenta. 

Vídeo: o formato de comunicação número 1 do Brasil 

Carmona cita movimentos recentes que ajudam a explicar essa transformação. Segundo a Kantar Ibope Media, 99,54% da população brasileira já é impactada por vídeo — hoje o principal formato de comunicação do país.

Ao mesmo tempo, a sala deixou de ser um espaço focado apenas na televisão. Atualmente, está mais para o “ambiente conectado premium da casa”. 

O terceiro agente dessa onda é a TV 3.0. O Governo Federal regulamentou o novo padrão em 2025, e as primeiras transmissões estão previstas para este ano nas grandes capitais. Durante o processo de transição, os modelos atual e novo vão conviver paralelamente. 

Chegada da TV 3.0 vai derrubar uma separação histórica  

Imagens em 4K e 8K, som imersivo, integração nativa com a internet, interatividade, multiprogramação, possibilidade de publicidade personalizada. A TV 3.0 vai adicionar tudo isso à TV aberta, mantendo sua gratuidade e seu alcance, explica Carmona.

“Para as marcas, essa evolução derruba uma separação histórica entre TV de massa e digital segmentado”, resume. 

Na prática, será possível usar a TV aberta para construir awareness em escala nacional, CTV para adaptar criativos por região ou público, aprofundar a conversa com criadores e comunidades na tela grande — e conectar tudo a uma jornada de compra que acontece no e‑commerce, no app ou até na própria televisão, via soluções shoppable.

Lógica de ecossistema de vídeo exige integração  

A Innova AATB já trabalha com essa lógica, e o posicionamento “All around the brand” passa longe de ser somente um slogan, afirma o executivo. 

“É uma metodologia em que o envolvimento com o cliente e com as comunidades ao redor da marca vira o ponto de partida para integrar propaganda, experiência, conteúdo e digital em torno de um mesmo problema de negócio. A TV do futuro entra nesse desenho como mais uma camada do ecossistema, nunca como algo isolado.”

Para o canal AXN, por exemplo, a agência criou a C.A.S.A. — Central Analítica de Séries AXN. Inspirada no universo investigativo das tramas policiais, a persona digital interage com os fãs em tempo real, comenta episódios, levanta teorias e mantém a conversa acesa entre um capítulo e outro. 

Novelas verticais e o fortalecimento de comunidades

Citadas no início deste texto, as novelas verticais viraram um símbolo desse novo momento do vídeo, deixando no passado a fase de experimento das redes para ganhar espaço na estratégia de grandes players.

O UOL já produziu sua primeira incursão no formato. Com 21 episódios curtos, “Além do Toque” foi lançada em julho do ano passado.  

As mininovelas para celular fazem parte de um dos eixos de oportunidades que estão se abrindo para as marcas, aponta Carmona: o fortalecimento de comunidades em torno de programas, realities, séries, novelas e esportes, além de canais e criadores. 

Nesse cenário, a relação com plataformas e produtoras tende a ser cada vez mais de coprodução, não só de mídia. “Em vez de apenas patrocinar uma trama, muitas marcas terão a chance de se integrar às histórias de maneira orgânica, seja por meio de product placement inteligente, seja construindo personagens e situações alinhadas aos seus valores.”

Também é importante olhar para criadores que já produzem séries, microdramas e realities em formato vertical como verdadeiros “novos canais de TV”, com comunidades próprias e um nível alto de confiança do público, ressalta. 

“Marcas que souberem colaborar com esse ecossistema, respeitando a linguagem e a cultura dessas comunidades, tendem a ganhar relevância nesse ‘novo dial’ da televisão.”

Fluxo único para conteúdo, oferta e jornada de compra   

Os outros dois eixos principais de oportunidades que Carmona lista são: 

  • Segmentação na tela grande. 
  • Compra integrada à experiência de vídeo. 

Para aproveitar o primeiro, é necessário organizar dados próprios — CRM, loja, app — e pensar em campanhas com variações de criativo e oferta na raiz, diz. Já a segunda é o tipo de solução que aproxima ainda mais a TV de um canal de performance. 

“Ela exige que as marcas desenhem campanhas com conteúdo, oferta e jornada de compra formando um fluxo único”, observa o executivo, que indicou as grandes tendências de TV e vídeo para o ano que está começando.  

Tendências para 2026

  • Consolidação da TV conectada como “a nova TV da sala”. 
  • Entrada da TV 3.0 na prática.
  • Expansão do content commerce e da shoppable TV. 
  • Hibridização de formatos. 
  • Uso intensivo de inteligência artificial na cadeia de mídia e criação. 

O UOL conecta cada pessoa ao seu universo e cada marca ao seu target