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Pessoas estão esgotadas, e marcas devem resgatar magia de campanhas, diz estudo

Imagem: Rhett Wesley/Unsplash

As pessoas estão se sentindo esgotadas, embotadas e desconectadas do mundo à sua volta. Ante a essas sensações, buscam experiências cada vez mais intensas, mapeia o relatório “The Age of Re-enchantment” (A Era do Reencantamento), da Wunderman Thompson Intelligence. O documento apresenta dados de comportamento e tendências globais, apontando como marcas podem ajudar pessoas a passar por tempos difíceis, por meio de experiências indutoras de emoções.

O sentimento predominante captado pela pesquisa é o de perda de conexão, tanto interpessoal quanto com o mundo. Entre os entrevistados, 85% acham que as pessoas têm menos tempo umas para as outras hoje em dia. E 67% concordam que a tecnologia nos torna mais distantes do mundo real.

Boa parte delas também demonstra desânimo e apatia. Entre os respondentes, 61% afirmam que sentem faltar algo na sua vida; 58% declaram que a vida é menos excitante do que costumava ser; e 46% se dizem cansados e esgotados o tempo todo.

“Seja entorpecidas pelo isolamento pandêmico, esgotadas pelos excessos digitais, ou chocadas pelos horrores da política, guerra e crise climática do século 21, as pessoas estão com uma sensação de vazio que é difícil de definir com clareza”, afirma Marie Stafford, diretora global da Wunderman Thompson Intelligence, na abertura do estudo.

Para lidar com esses descompassos, as pessoas vão em direção à intensificação de emoções. Entre os respondentes, 83% dizem que procuram ativamente por experiências que trazem alegria e felicidade; 78% concordam que experiências inspiradoras os fazem sentir mais conectados com o mundo; e 76% dizem que, quando algo é mágico, isso os permite escapar do que é mundano.

“Nossa hipótese aponta para três necessidades que se sobrepõem: primeiro, uma busca por despertar e fazer sentido em um mundo caótico e confuso; segundo, um desejo de transcender o cotidiano e sentir-se parte de algo maior do que nós mesmos; e, finalmente, um impulso otimista para inaugurar ativamente um futuro mais gentil e esperançoso”, diz a executiva.

Essas frentes são apresentadas como campos possíveis para atuação das marcas, à medida que os números demonstram abertura das pessoas para isso. Entre os consultados no levantamento, 65% gostariam que as marcas as impressionassem com publicidade e marketing espetaculares e 61% querem que as marcas as ajudem a sentir emoções intensas.

Além disso, parte significativa dos entrevistados diz que provavelmente comprariam de marcas que oferecem uma sensação de alegria (49%) ou que surpreendem e encantam (45%). Isso representa quase o dobro dos respondentes que dizem que comprariam de marcas que apenas entregam o que propõem (26%).

As marcas podem ajudar as pessoas a transcender tempos difíceis e tirá-las de um mal-estar de longa data, celebrando o emocionante, o inspirador e o mágico”, afirma Marie. No entanto, o estudo mostra que poucas estão atentas a essas oportunidades: 70% das pessoas ouvidas dizem que não conseguem se lembrar da última vez que uma marca fez algo que as entusiasmou.


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Apuração e redação: Renata Gama / Edição e redes sociais: Raphaella Francisco / Arte: Pedro Crastechini
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