Amy Webb: na Era da Convergência é preciso coragem para incendiar impérios
Freepik

Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
O que estamos dispostos a deixar morrer de propósito para que algo mais valioso possa viver? Para Amy Webb, este é o momento de fazer perguntas extraordinariamente difíceis como essa. Na sua aguardada sessão no SXSW 2026, a futurista matou o Tech Trends Report que, segundo ela, era “uma grande ideia do passado que merecia ser destruída”. Isso porque, por mais relevante que o relatório tenha sido por duas décadas, ele não consegue acompanhar o ritmo atual das mudanças.
Na edição de estreia do “Convergence Outlook 2026: The new timing of creative destruction”, Amy destaca que, no último ano, ficou evidente que a maior ameaça para as empresas não é a disrupção que vem de fora, mas a recusa em destruir a si mesma por dentro. Para explicar, ela recorre ao conceito de destruição criativa, definido em 1942 pelo economista Joseph Schumpeter como o processo em que as inovações substituem incessantemente tecnologias, empresas e modelos de negócio antigos, remodelando a estrutura econômica a partir de dentro.
“Para organizações que se agarram ao que funcionou ontem — lideradas por pessoas que presumem que o sucesso passado garante a dominância futura — o desfecho é previsível”, afirma. “Elas não fracassarão de forma dramática. Elas irão se cristalizar. E então se tornarão irrelevantes, enquanto o mundo se reorganiza sem elas”, alerta.
Para a futurista, porém, existe alternativa para quem se dispuser a desmontar deliberada e estrategicamente aquilo que um dia criou sucesso, antes que o mercado faça isso. E como exemplo ela cita o próprio Tech Trends Report, que ela mesma matou.
Era da Convergência desmonta pressupostos sobre mercados, instituições e valor
Para Amy, entramos na Era da Convergência, definida pela colisão entre tecnologias, fluxos de capital, geopolítica, pressões climáticas e mudanças comportamentais em grande escala, que desmonta pressupostos sobre como os mercados funcionam, como as instituições ganham escala e como o valor é criado e capturado. Sua aposta é que os líderes mais valiosos a partir de agora não serão aqueles que construíram impérios, mas aqueles dispostos a incendiá-los no momento certo para construir algo novo.
O que realmente está mudando (e o que isso significa)
De acordo com a futurista, algumas mudanças que parecem ficção científica já estão reconfigurando o funcionamento do mundo. Uma delas é que o anonimato está sendo projetado para desaparecer. Isso porque sistemas biométricos agora podem identificar as pessoas por padrão. Ou seja, somos identificados pela forma do nosso rosto, o jeito de andar, a voz e nossos movimentos. A vida cotidiana virou um processo contínuo de autenticação, muitas vezes sem a nossa participação consciente.
Outra mudança clara é que a economia está se desvinculando do emprego. À medida que robôs e agentes de IA substituem trabalhos físicos e cognitivos rotineiros, renda e poder passam a se concentrar em quem controla a automação — e não em quem vende trabalho.
A futurista também chama a atenção para o fato de que, em breve, a pessoa comum será “augmented”. Isso porque, se a biologia se torna programável e os sensores passam a operar de forma contínua, podemos ter upgrades de humanos, produzidos em massa. O risco é a discrepância entre humanos “augmented”, que podem pagar pelo upgrade, e humanos naturais, que não têm essa possibilidade.
Outro destaque é a terceirização da empatia. A IA já está oferecendo validação, conforto e companhia em escala, substituindo relações humanas por interações com plataformas projetadas para maximizar engajamento contínuo. O Convergence Outlook completo está disponível no link.
Amy Webb: na Era da Convergência é preciso coragem para incendiar impérios
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
O que estamos dispostos a deixar morrer de propósito para que algo mais valioso possa viver? Para Amy Webb, este é o momento de fazer perguntas extraordinariamente difíceis como essa. Na sua aguardada sessão no SXSW 2026, a futurista matou o Tech Trends Report que, segundo ela, era “uma grande ideia do passado que merecia ser destruída”. Isso porque, por mais relevante que o relatório tenha sido por duas décadas, ele não consegue acompanhar o ritmo atual das mudanças.
Na edição de estreia do “Convergence Outlook 2026: The new timing of creative destruction”, Amy destaca que, no último ano, ficou evidente que a maior ameaça para as empresas não é a disrupção que vem de fora, mas a recusa em destruir a si mesma por dentro. Para explicar, ela recorre ao conceito de destruição criativa, definido em 1942 pelo economista Joseph Schumpeter como o processo em que as inovações substituem incessantemente tecnologias, empresas e modelos de negócio antigos, remodelando a estrutura econômica a partir de dentro.
“Para organizações que se agarram ao que funcionou ontem — lideradas por pessoas que presumem que o sucesso passado garante a dominância futura — o desfecho é previsível”, afirma. “Elas não fracassarão de forma dramática. Elas irão se cristalizar. E então se tornarão irrelevantes, enquanto o mundo se reorganiza sem elas”, alerta.
Para a futurista, porém, existe alternativa para quem se dispuser a desmontar deliberada e estrategicamente aquilo que um dia criou sucesso, antes que o mercado faça isso. E como exemplo ela cita o próprio Tech Trends Report, que ela mesma matou.
Era da Convergência desmonta pressupostos sobre mercados, instituições e valor
Para Amy, entramos na Era da Convergência, definida pela colisão entre tecnologias, fluxos de capital, geopolítica, pressões climáticas e mudanças comportamentais em grande escala, que desmonta pressupostos sobre como os mercados funcionam, como as instituições ganham escala e como o valor é criado e capturado. Sua aposta é que os líderes mais valiosos a partir de agora não serão aqueles que construíram impérios, mas aqueles dispostos a incendiá-los no momento certo para construir algo novo.
O que realmente está mudando (e o que isso significa)
De acordo com a futurista, algumas mudanças que parecem ficção científica já estão reconfigurando o funcionamento do mundo. Uma delas é que o anonimato está sendo projetado para desaparecer. Isso porque sistemas biométricos agora podem identificar as pessoas por padrão. Ou seja, somos identificados pela forma do nosso rosto, o jeito de andar, a voz e nossos movimentos. A vida cotidiana virou um processo contínuo de autenticação, muitas vezes sem a nossa participação consciente.
Outra mudança clara é que a economia está se desvinculando do emprego. À medida que robôs e agentes de IA substituem trabalhos físicos e cognitivos rotineiros, renda e poder passam a se concentrar em quem controla a automação — e não em quem vende trabalho.
A futurista também chama a atenção para o fato de que, em breve, a pessoa comum será “augmented”. Isso porque, se a biologia se torna programável e os sensores passam a operar de forma contínua, podemos ter upgrades de humanos, produzidos em massa. O risco é a discrepância entre humanos “augmented”, que podem pagar pelo upgrade, e humanos naturais, que não têm essa possibilidade.
Outro destaque é a terceirização da empatia. A IA já está oferecendo validação, conforto e companhia em escala, substituindo relações humanas por interações com plataformas projetadas para maximizar engajamento contínuo. O Convergence Outlook completo está disponível no link.
Amy Webb: na Era da Convergência é preciso coragem para incendiar impérios
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Fernanda Bottoni - UOL para Marcas
O que estamos dispostos a deixar morrer de propósito para que algo mais valioso possa viver? Para Amy Webb, este é o momento de fazer perguntas extraordinariamente difíceis como essa. Na sua aguardada sessão no SXSW 2026, a futurista matou o Tech Trends Report que, segundo ela, era “uma grande ideia do passado que merecia ser destruída”. Isso porque, por mais relevante que o relatório tenha sido por duas décadas, ele não consegue acompanhar o ritmo atual das mudanças.
Na edição de estreia do “Convergence Outlook 2026: The new timing of creative destruction”, Amy destaca que, no último ano, ficou evidente que a maior ameaça para as empresas não é a disrupção que vem de fora, mas a recusa em destruir a si mesma por dentro. Para explicar, ela recorre ao conceito de destruição criativa, definido em 1942 pelo economista Joseph Schumpeter como o processo em que as inovações substituem incessantemente tecnologias, empresas e modelos de negócio antigos, remodelando a estrutura econômica a partir de dentro.
“Para organizações que se agarram ao que funcionou ontem — lideradas por pessoas que presumem que o sucesso passado garante a dominância futura — o desfecho é previsível”, afirma. “Elas não fracassarão de forma dramática. Elas irão se cristalizar. E então se tornarão irrelevantes, enquanto o mundo se reorganiza sem elas”, alerta.
Para a futurista, porém, existe alternativa para quem se dispuser a desmontar deliberada e estrategicamente aquilo que um dia criou sucesso, antes que o mercado faça isso. E como exemplo ela cita o próprio Tech Trends Report, que ela mesma matou.
Era da Convergência desmonta pressupostos sobre mercados, instituições e valor
Para Amy, entramos na Era da Convergência, definida pela colisão entre tecnologias, fluxos de capital, geopolítica, pressões climáticas e mudanças comportamentais em grande escala, que desmonta pressupostos sobre como os mercados funcionam, como as instituições ganham escala e como o valor é criado e capturado. Sua aposta é que os líderes mais valiosos a partir de agora não serão aqueles que construíram impérios, mas aqueles dispostos a incendiá-los no momento certo para construir algo novo.
O que realmente está mudando (e o que isso significa)
De acordo com a futurista, algumas mudanças que parecem ficção científica já estão reconfigurando o funcionamento do mundo. Uma delas é que o anonimato está sendo projetado para desaparecer. Isso porque sistemas biométricos agora podem identificar as pessoas por padrão. Ou seja, somos identificados pela forma do nosso rosto, o jeito de andar, a voz e nossos movimentos. A vida cotidiana virou um processo contínuo de autenticação, muitas vezes sem a nossa participação consciente.
Outra mudança clara é que a economia está se desvinculando do emprego. À medida que robôs e agentes de IA substituem trabalhos físicos e cognitivos rotineiros, renda e poder passam a se concentrar em quem controla a automação — e não em quem vende trabalho.
A futurista também chama a atenção para o fato de que, em breve, a pessoa comum será “augmented”. Isso porque, se a biologia se torna programável e os sensores passam a operar de forma contínua, podemos ter upgrades de humanos, produzidos em massa. O risco é a discrepância entre humanos “augmented”, que podem pagar pelo upgrade, e humanos naturais, que não têm essa possibilidade.
Outro destaque é a terceirização da empatia. A IA já está oferecendo validação, conforto e companhia em escala, substituindo relações humanas por interações com plataformas projetadas para maximizar engajamento contínuo. O Convergence Outlook completo está disponível no link.
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