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Formatos e tecnologias digitais que são tendência em mídia programática

Imagem: AdobeStock

Em 2019, o Brasil deve se tornar o sétimo mercado de mídia programática do mundo (na previsão da PubMatic). A expectativa é movimentar U$ 17,72 bilhões nas plataformas programáticas no ano, sendo a maior fatia desse investimento em mídia no mobile (66,9%), diz estudo do eMarketer.

Nesse cenário de crescente demanda por espaços digitais para anúncios, novos formatos de mídia surgem, mas é necessário redobrar a atenção para onde os investimentos vão, alerta Adriano Marques, Head de AD_Tech do UOL.

“Com mais dinheiro em circulação investindo em mídia programática, surgem também mais espaços digitais sujeitos a fraude. Para inovar nos formatos com segurança, é importante as marcas privilegiarem ambientes confiáveis e transparentes.”

A consultoria MediaMath mapeou as formatos e tecnologias digitais que tendem a crescer nas plataformas programáticas no Brasil. Veja três:

1. Aplicativos mobile ganham mercado

Enquanto publishers e plataformas aperfeiçoam a distribuição de conteúdo e entrega de mídia por meio de aplicativos, a tendência é que o espaço programático se abra para os apps. “Redes de anúncios de apps mobile se moverão para o programático à medida que os profissionais de marketing buscam mais transparência e controle”, avalia Cris Silva, diretora de contas da MediaMath no Brasil, em nota da consultoria. O UOL, por exemplo, investe constantemente nos aplicativos UOL Notícias, Placar UOL e UOL Cotações.

2. Monetização coloca áudio no jogo

A consultoria também aponta o áudio como formato que tende a crescer neste ano nas negociações de mídia programática. Isso porque veículos começaram a monetizar o acesso ao formato, sem contar a consolidação das plataformas de streaming de música. “Enquanto a voz ainda está um pouco distante [em termos de monetização], o áudio programático ganhará mais espaço no marketplace em 2019”, diz a executiva.

3. Inteligência artificial na privacidade de dados

Com a Lei de Dados aprovada no Brasil, que torna as regras para o gerenciamento de dados mais complexas, as aplicações de machine learning tendem a ser fortes aliadas na captação e preservação de informações de usuários. Anunciantes, publishers, empresas de tecnologia e governos terão de criar dispositivos para garantir a privacidade do consumidor, ao mesmo tempo que mantêm uma experiência de internet livre, com monetização de conteúdo personalizado. “O caminho para continuarmos a fazer negócio será engajar a indústria e os consumidores com consentimento, para continuar entregando uma internet livre e aberta. Essa é uma questão global”, afirma Cris Silva.