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A influência no pós-isolamento, segundo Rafa Kalimann, Marcela Ceribelli e Bielo Pereira 

Imagem: Reprodução

Jornalista Bárbara dos Anjos media conversa com Rafa Kalimann, Marcela Ceribelli e Bielo Pereira

Como a pandemia mexeu com os ponteiros do mercado de influência? E o que marcas têm a aprender com isso? Em painel sobre o tema no Universa Talks, evento do UOL realizado nesta terça-feira (14), Rafa Kalimann, influenciadora e ex-BBB, Marcela Ceribelli, influenciadora e CEO da Obvious Agency, e Bielo Pereira, influenciadora trans, discutiram essas transformações do ponto de vista das mulheres, para as mulheres.

Veja os principais insights:

Rafa Kalimann: Revolução tecnológica

“Eu acho que nós estamos num processo de transformação desde que a tecnologia e as redes sociais invadiram as nossas vidas, não só na pandemia. A pandemia potencializou isso, potencializou o poder que temos de nos comunicar sem barreiras, através do nosso próprio telefone, no nosso tempo, da nossa maneira, compartilhando o que a gente gosta e faz. E com o público podendo escolher o que vê”, afirma Rafa Kalimann.

Ela ressalta que, nessa evolução constante, os criadores de conteúdo precisam estar sempre preparados. “Se a gente parar para analisar, o TikTok foi um fenômeno em seis meses, coisa que o Facebook levou cinco anos e o Instagram, dois. Agora a gente vem com o Metaverso. E a gente tem que estar atento. Me cabe estar aqui? Como? O que posso fazer agora? Tenho um produto, como vou encaixá-lo? O que o algoritmo está fazendo por mim? Como está trabalhando? É estar atento a tudo, para estar pronto para tudo, mesmo não esperando nada.”

Bielo Pereira: Mais identificação

A influenciadora Bielo Pereira, que começou a fazer conteúdo em 2018 e bombou durante a pandemia, observa que houve uma mudança no que o público busca nos influenciadores, virando a chave da aspiração para a identificação. “Antes, a gente queria ver onde as pessoas estavam para sair de casa junto com elas. Quando a pandemia veio, a gente já sabia que todo mundo estava em casa. Mas então o que o influenciador consegue oferecer de diferente para me tirar daqui?”

Foi então que as identificações passaram a ser o elo mais forte da conexão com o público. Isso deu mais sentido a tudo o que os influenciadores criam e mostram que pode ser replicado pelos seguidores. “E isso faz com que corpos como o meu, pessoas que são fora do padrão apareçam e consigam ter voz e espaço. E nunca num lugar de que um tem que cair para que outro suba. Tem lugar para todo mundo.”

Marcela Ceribelli: marcas têm muito o que aprender

Durante a pandemia, Marcela criou a página Chapadinha de Endorfina, no Instagram, para incentivar mulheres a se exercitarem longe das academias e das comparações de corpos, potencialmente tóxicas. Ela conta que o projeto nasceu de observar os sentimentos e necessidades das pessoas no período pandêmico.

“Tem uma coisa interessante que foi observar como nossas emoções coletivas foram mudando, e o que a gente conseguia fazer em relação a isso. Quando a gente consegue ver quais dores consegue curar, dá para pensar em qual conteúdo posso produzir que traga mais acolhimento para um momento desses, e que as pessoas possam se identificar”

No entanto, segundo ela, essa é uma noção que ainda falta a muitas marcas. “As marcas ainda não estão preparadas para lidar com pessoas. Chega o brief direcionado para você. Daí, chega você, e elas dizem: ‘Não, menos você. Um pouquinho mais eu’. Elas estão muito perdidas de que não é um espaço no horário nobre. É uma pessoa que está ali, que tem uma relação muito clara com que segue.”


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