Carrefour, Nestlé, PepsiCo e outras gigantes pressionam suas cadeias contra desmatamento

Reprodução Carrefour, Nestlé, PepsiCo e outras gigantes pressionam suas cadeias contra desmatamento Lideranças das marcas, em vídeo-manifesto de aliança contra desmatamento

As parcerias que marcas assumem em suas cadeias de suprimentos de commodities estão em xeque, enquanto avança o desmatamento em biomas como Pantanal, que sofreu o maior  incêndio da sua história, e a Amazônia, que teve vastas áreas destruídas pelas queimadas.

Nesse contexto, um grupo de 17 varejistas e fabricantes de bens de consumo globais — entre elas, Carrefour, Mondelēz, Nestlé, P&G, PepsiCo e Unilever — lançou a iniciativa Forest Positive Coalition of Action (Coalizão de Ação Positiva da Floresta, em tradução livre).

O movimento, anunciado durante a Cúpula do Impacto do Desenvolvimento Sustentável do Fórum Econômico Mundial, tem como meta eliminar o desmatamento e a degradação florestal produzidos por fornecedores das suas cadeias de commodities, como óleo de palma, soja e embalagens de papel e papelão.

Com isso, as gigantes do grupo — embora possam não ser causadoras diretas desses e outros desflorestamentos –, se responsabilizam como parte que movimenta o ciclo. E usam seu poder global para promover transformações.

“Estamos mudando ativamente nosso modelo para nos tornarmos negócios positivos para a floresta. Estamos totalmente comprometidos em envolver os atores da cadeia de suprimentos, colocando a mão na massa e trabalhando coletivamente para catalisar a mudança”, afirmou o presidente do Carrefour, Alexandre Bompard, em comunicado do grupo à imprensa.

Num momento em que cresce a pressão de consumidores para que marcas sejam ambientalmente responsáveis, fornecedores parceiros podem ser o elo da cadeia que coloca em risco a reputação de companhias que assumiram propósitos e valores socioambientais.

Em estudo da IBM sobre tendências globais de consumo, 57% dos respondentes disseram estar dispostos a mudar hábitos de compra para ajudar a reduzir o impacto ambiental. Em média, 70% desses compradores pagariam 35% a mais por produtos sustentáveis, como reciclados ou ecológicos.

Embora o estudo com cerca de 19 mil consumidores de 28 países (incluindo o Brasil), lançado em janeiro de 2020, não meça os efeitos da pandemia e nem dos desastres ambientais recentes, outros levantamentos e análises apontam que a preocupação com a sustentabilidade se intensificou após a covid-19, como uma das tendências de consumo que se anteciparam.

No pós-pandemia, lideranças da sociedade civil, dos meios político e empresarial já enxergam a sustentabilidade como a agenda que deve estar no topo das prioridades para a retomada.

Para apoio ao trabalho local de resgate no Pantanal, a WWF recebe doações: https://doe.wwf.org.br/pantanal

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